Para entender a polêmica do ES "vermelho" no mapa do @jornalnacional no dia 01/10. Antes de tudo vejamos os 3 conceitos principais utilizados na construção e avaliação da curva de casos com a média móvel (MM): o desenho da curva, a variação do dia e a tendência da curva.
A MM desenha uma curva linear de casos para melhor expressão do comportamento da pandemia e as fases do desastre epidemiológico. Assim, identificamos que o ES hoje conta com 9,86 óbitos na MM, equivalente aos que existiam nos dias 5-6/05, vivemos uma fase de recuperação.
O comportamento sustentado é de queda. De acordo a média móvel de 14 dias, no dia 21 de junho tivemos a ocorrência do "pico" de óbitos com 36,93 óbitos, comparando com os dados de hoje temos uma queda de 73,3%, ou seja, uma queda de 3,75 vezes do momento mais crítico da doença.
Já a "variação do dia", compara o dado do dia com o décimo quarto dia anterior, não representando por si uma nova fase da pandemia. Repetindo-se o comportamento da variação ao longo de dias/semanas podemos fazer uma "avaliação de tendência". Na variação/dia temos queda de 15,34%
A avaliação da "tendência da curva" pode apontar a existência de uma nova curva de casos, estabilidade ou queda. Para representar nova fase de aceleração, é necessário ter uma constante que desenhe uma curva ao longo de diversas semanas.
Os casos de hoje são equivalentes a MM14D da semana epidemiológica (SE) 19 (3-9/05), o pico de óbitos ocorreu SE 25 (14-20/06), foram 6 semanas de variação positiva da MM para desenhar a pior fase de aceleração da curva de casos.
Caso ocorra um novo crescimento sustentado de óbitos, desenhando nova curva com fase aceleração, retomaríamos medidas de "respostas", caracterizadas por restrições sociais, econômicas e sanitárias. Não temos esse comportamento. Variações positivas são alertas.
Desde 20/09 no ES há desaceleração da queda, com tendência a um comportamento de estabilidade, podendo ou não, voltar a cair nos próximos dias. A Grande Vitória, com mais de 40% da população do ES, apresenta comportamento de estabilização na curva variando de 3,5-4 óbitos na MM14
Já o interior, que teve comportamento tardio da curva em relação da GV, de 7/9 até hoje, a região apresenta quadro de queda sustentada dos óbitos, caindo de 11,7 para 6,14 óbitos na MM14D, variação de 52,48%.
Caso a GV mantenha a estabilidade entre 3-4 óbitos/dia na MM14D, podemos esperar que o interior alcance um mesmo piso de casos nas próximas semanas, podendo persistir um período com uma média móvel de 5-7 casos dia no ES.
Enquanto não existir medicamento/vacina, a queda dos óbitos dependerá do respeito aos protocolos, da disciplina social com a etiqueta respiratória e o lavado frequente das mãos, com atenção especial ao comportamento/contato das pessoas acima de 60 anos (letalidade de 11,3% no ES)
Dos últimos 191 óbitos, 72,25% foram em idosos com mais de 60 anos. Todas as flexibilizações e medidas familiares devem focar em cuidados especiais e muita disciplina com essa população.
Desde o dia 24/09 já foram 1.399 contatos intradomiciliares assintomáticos de pacientes PCR-RT+ investigados pelo LACEN-ES. Nas próximas semanas os municípios irão avançar mais na ruptura qualificada da cadeia de transmissão e no monitoramento dos outros contatos.
O @GovernoES seguirá adotando medidas qualificadas de enfrentamento a pandemia e manter a retomada da economia, das atividades sociais e a defender o retorno gradual das escolas com respeito aos protocolos e a vontade das famílias.
Concluindo: óbitos são expressão tardia do comportamento da pandemia, o ES não vive segunda onda, o mapa vermelho do JN não é prenúncio do caos e muito menos representa colapso da estratégia de combate ao COVID-19.
Resistimos e com muito trabalho e coesão: venceremos!
#SomoSUS!
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