Ariel Palacios Profile picture
Correspondente da @GloboNews em Buenos Aires para A.Latina. Colunista da @CBNoficial e da @Labs_news. Comentarista no @Redacao_Sportv. Autor de “Os Argentinos”.

Jul 15, 2021, 12 tweets

Argentina:
Segundo o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec), a inflação de junho foi de 3,2%.

A inflação acumulada desde janeiro é de 25,3%.
A inflação acumulada dos últimos 12 meses é de 50,2%.

No início do ano o governo do presidente Alberto Fernández calculava que a inflação seria de 29%.

Isto ocorre em um cenário no qual a pobreza, de acordo com os últimos índices, relativos ao 2o semestre do ano passado, é de 42%

E desses 42%, 10,5% são considerados indigentes, isto é, pessoas que não conseguem se alimentar de forma regular diariamente

O pano de fundo da crise é uma queda do PIB de 9,9% no ano passado

Mas as 8 graves crises que ocorreram nos 46 anos seguintes, tanto em governos militares e civis, peronistas como não-peronistas, elevaram a pobreza de forma persistente.

No governo do ex-presidente Carlos Menem a pobreza começou a ficar estrutural e com a crise de 2001-2002 ela chegou a 57% de pobres.
Engenheiros, professores, advogados, viraram favelados, catadores de papel, sem teto

Em 2003 a pobreza começou a cair até 23,4% em 2006. Mas em 2007 voltou a crescer...e nunca mais parou.

Cristina Kirchner tentou camuflar a pobreza maquiando os índices, afirmando que o país tinha apenas 6% de pobres, “menos que a Alemanha”.
Depois, deixou de publicar os números. Seu então ministro da Economia, Axel Kicillof, afirmou que dar os dados seria “discrimar” os pobres.

Mas no mundo real C.Kirchner finalizou seu mandato com 30,2% de pobres.
Com Maurício Macri escalou para 36%.
E nos últimos tempos, já no mandato de Alberto Fernández, com esses tenebrosos 42%

Gírias argentinas sobre as crises:
“Malaria”: Nada a ver com a doença tropical. Na Argentina é o período de vacas magras, tempos de pobreza.

O oposto seria “Tirar manteca al techo”,isto é, “Jogar manteiga no teto”. Expressão para indicar tal abundância que até se pode dar ao luxo excêntrico de arremessar manteiga no forro.

A inflação argentina desde 2008, quando ela voltou à casa dos dois dígitos anuais:
2008: 23%
2009: 14,8%
2010: 25,7%
2011: 22,5%
2012: 25,2%
2012 25,2%
2013: 27,9%
2014: 38,5%
2015: 27,8%
2016: 40,7%
2017: 24,7%
2018: 48%
2019: 53,8%
2020: 36,1%

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