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Jul 5, 2024, 9 tweets

Mensagem de agradecimento a Alexandre de Moraes.

Caro ministro da suprema corte brasileira, senhor Alexandre de Moraes, não fosse seu abnegado e incansável trabalho, mesmo diante de toda a pressão interna e externa, eu jamais poderia acreditar tanto em um político como hoje o faço.

Sou mais novo do que o senhor, mas velho o suficiente para ter visto o Brasil passar por todos os presidentes pós regime militar. Cresci sabendo que aqui o roubo e a corrupção eram coisas corriqueiras, e que todos os políticos, com raríssimas exceções, visavam apenas os seus interesses pessoais. O brasileiro médio odiava política, afinal, escolher entre um ladrão e outro, era de fato uma perda de tempo.

Não contarei a história do Brasil pós-regime militar, pois não é esse o intuito da postagem, mas por hora basta dizer que comecei a me interessar de fato por política quando Lula se tornou presidente. Sinto uma satisfação pessoal por nunca ter caído no conto do "bom gestor, pragmático" ou "pai dos pobres", mesmo tendo muito menos recursos intelectuais para analisar qualquer coisa na época. Acredito que meu pai tenha feito um ótimo trabalho ao me blindar do petismo, afinal ele trabalhou em fábricas que foram muito afetas pelo sindicalismo oportunista de Lula.

Para fins de contexto, é importante pontuar que cresci numa família pobre, tendo que me preocupar com coisas básicas como alimentação, vestuário, transporte, sem luxos e sem regalias. Meus pais me deram o mais importante, que foi o incentivo ao estudo, e se esforçaram muito para que eu pudesse estudar numa escola técnica. Dali em diante, consegui trabalhar e andar com as próprias pernas, trabalhando de dia e fazendo faculdade de noite. No início, tinha que fazer escolhas como pagar a mensalidade ou comer um lanche no intervalo. Aos poucos, fui progredindo no trabalho e as coisas foram melhorando. Esse foi um caminho longo, lento, e em cerca de 20 anos de carreira, fui de uma vida de muitas limitações para uma de classe média alta. Assim como muitos brasileiros que ganham a vida na iniciativa privada, seja trabalhando para alguém ou empreendendo, tive que vencer não com ajuda do governo, mas apesar dele.

Mas, apesar de pessoalmente ter uma vida que estava indo muito bem, via que o país simplesmente não avançava. A pobreza, a violência, causadas pelo descaso e pala corrupção, não pareciam ter solução. Em paralelo aos governos e escândalos de corrupção, na época do Dilma 1, tomei conhecimento do parlamentar chamado Jair Messias Bolsonaro, ao me deparar com o vídeo de um de seus discursos falando sobre a impunidade que reinava (e infelizmente ainda reina) no Brasil. Gostei tanto do que ouvi justamente porque não havia mais ninguém falando sobre isso na época. Ali eu vi um parlamentar falando sozinho, mas que na verdade estava representando muito mais brasileiros do que ele poderia imaginar.

Foi então que fiz uma previsão e comentei com minha esposa e colegas de trabalho "esse homem ainda será o presidente do Brasil, basta que fique mais conhecido, pois é exatamente de suas ideias e valores que estamos precisando".

Foi assim que, em meio a uma discussão de revisão do estatuto do desarmamento, um projeto do deputado Rogério Peninha Mendonça, resolvi enviar um e-mail para Bolsonaro, para saber sua posição sobre esse projeto.

Aproveite esse e-mail para informá-lo de que seu trabalho há muito estava sendo observado de fora do estado que ele representava como deputado federal, o Rio de Janeiro, pedindo para que ele pudesse pensar seriamente em alçar voos maiores em sua carreira política, ou seja, servir ao país todo e não somente ao RJ.

Fiquei surpreso quando recebi uma resposta, o que aumentou minha convicção de que ali poderia estar um político diferenciado.

Dito isso, não fiquei nem um pouco surpreso quando ele começou a aparecer em programas de TV e ganhar visibilidade nacional. Era só uma questão de tempo até suas ideias serem notadas. O Pânico, a Preta Gil e a Maria do Rosário fizeram um excelente trabalho em torná-lo conhecido.

Em questão de tempo, com a situação do país se deteriorando, e finalmente ficando claro que o PSDB não era oposição alguma ao petismo, surgiu um vácuo que naturalmente só poderia ser preenchido por ele, afinal, ou era PT ou era PSDB, extrema esquerda ou esquerda Fabiana. Não existia direita no Brasil. Isso foi ocorrendo ao mesmo tempo em que diversos figurões, inclusive o presidente, estavam sendo investigados, processados e presos pela Lava-jato.

O resto é história recente, e não preciso me alongar. O que era motivo de chacota, foi ganhando corpo, foi surgindo o "mito", e a resistência inicial de muitos liberais e conservadores foi sendo quebrada conforme ele ia anunciando seus planos, as pessoas com quem queria trabalhar e etc.

Mas novamente, minha leitura da realidade estava bem aguçada, e havia um receio em casa de que os donos do poder não aceitariam cedê-lo facilmente. Nossa preocupação era a de que tentariam matá-lo. Sempre comentávamos o quão desprotegido ele era, no meio daquelas multidões impossível de controlar.

Todos sabem que nossos receios tornaram-se realidade.

Novamente, todos sabem o que aconteceu depois disso, até chegarmos onde estamos agora.

E por qual motivo agradeço ao ministro? Simplesmente porque, apesar de eu discordar de diversas decisões do presidente (como suas indicações para o STF por exemplo), e por saber muito bem que jamais podemos confiar cegamente em políticos, a atual caçada a Bolsonaro é toda a prova de que preciso para ter ainda mais certeza de que estamos falando de um político extremamente honesto.

A lógica que norteia esse raciocínio é muito simples: Lula, com todo o sistema a seu lado, foi condenado e preso. Bolsonaro, com todo o sistema querendo destruí-lo, de forma a garantir que jamais volte a ocupar algum cargo político relevante no país, precisa apelar para acusações absurdas como "importunação de baleia", "venda de joias", "fuga para embaixada", e tantas outras palhaçadas que só militantes petistas conseguem levar a sério.

O que o STF está fazendo, em parceria com a mídia, é dar ao brasileiro a certeza inédita de ter um político honesto e altamente popular no Brasil. Essa é uma combinação que talvez não volte mais a ocorrer. E é por isso mesmo que precisam destruí-lo.

Não fosse por isso, até eu, que o vi surgir, divulguei, apoiei e votei, talvez deixasse minhas divergências falarem mais alto e viesse a desanimar dele como opção. Mas não, vocês fazem questão de colocá-lo em evidência todos os dias com sua sanha persecutória. Em um país cheio de criminosos com o nível do Cabral, livres leves e soltos, vocês jamais conseguirão convencer a população de que os "crimes" desse homem de fato aconteceram. O motivo de sua inegibilidade é um absurdo sem precedentes, e não convence mais ninguém.

Agora, graças ao trabalho de pessoas que vocês perseguiram e que tiveram que se exilar, o mundo todo está tomando conhecimento do que de fato ocorre por aqui.

Vocês já perderam, é só uma questão de tempo.

Essa publicação me rendeu hoje um shadowban. Meu perfil está praticamente morto, sem nenhum alcance. É impressionante como mesmo o X ainda está sujeito a esse tipo de censura.

Vou postando aqui as atualizações.

Aquele que foi citado como o único que não recebeu propina no mensalão, é também o único inelegível. 🤡

A palhaçada continua.

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