Felipe Nunes Profile picture
PhD ciência política UCLA, professor FGV, diretor Quaest, diretor do Instituto Galo, board Fulbright brasil, autor 'Biografia do Abismo'

Sep 18, 2025, 18 tweets

1/ Genial/Quaest: Nas simulações que consideram fragmentação de candidaturas da oposição, Lula aparece com 32% a 35% das intenções de voto. Os mais competitivos pra irem ao 2º turno seriam:

- Bolsonaro (inelegível) com 24%,
- Michelle com 18% e
- Tarcísio com 17%.

Eduardo seria o pior candidato do clã Bolsonaro (14%).

2/ Nos cenários em que a direita radical lança Eduardo para competir com algum outro nome da direita, Lula passa a ter chances de vencer já no 1º turno. O atual presidente teria entre 40% e 43% das intenções de voto, percentual maior que a soma dos outros dois nomes:

Tarcísio + Eduardo = 36
Eduardo + Ratinho = 37
Eduardo + Zema = 34
Eduardo + Caiado = 33

3/ Nas simulações de 2º turno o que mais chama atenção é a competitividade de Ciro Gomes. Ele é o nome mais competitivo dentre todos os citados (7 pts). O segundo mais competitivo é Tarcisio (8 pts). O terceiro é Ratinho Jr (12 pts). Bolsonaro é apenas o quarto mais competitivo, com a mesma distancia que Zema tem para Lula (13 pt). Michelle e Caiado aparecem em seguida, com uma distância de 15 pontos. Eduardo Bolsonaro estaria 18 pontos atrás de Lula e Leite a 19 pontos.

4/ Olhando para o histórico de simulações de 2 turno, é possível observar estabilidade na disputa de 2º turno entre Lula (43%) e Tarcisio (35%). A distância que aumentou entre maio e agosto, ficou estável no último mês.

5/ Mesmo cenário que observamos na eventual disputa entre Lula (45%) e Zema (32%). A vantagem adquirida por Lula ficou no mesmo patamar este mês. A distancia entre eles até variou negativamente 1 ponto no período.

6/ O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, também viu sua distancia para Lula se estabilizar no último mês. Lula apareceu com 46% (oscilação de 1 ponto a menos que o mês passado), enquanto Caiado permaneceu com 31%.

7/ Todos os membros da família Bolsonaro viram uma vantagem mínima para Lula se ampliar no último mês. Bolsonaro (inelegível), por exemplo, apareceu com 34% contra 47% de Lula.

8/ No caso de Michelle, a vantagem de Lula aumentou um pouco mais: Lula permaneceu com os 47%, enquanto a ex-primeira dama oscilou de 34% para 32%.

9/ Eduardo parece ter vivenciado um desgaste um pouco maior. Enquanto Lula permaneceu com os 47%, as intenções de voto de Eduardo Bolsonaro oscilaram de 32% para 29%.

10/ Embora a vantagem de Lula sobre Ratinho Jr também tenha aumentado (eram 10 pontos de vantagem e virou uma vantagem de 12 pontos), vale destacar que ela continua sendo menor do que a apresentada nos cenários com o clã Bolsonaro.

11/ Na batalha de rejeições, é bastante nítida a rejeição acumulada por Bolsonaro (de 57% para 64%), Michelle (de 51% para 61%) e Eduardo (de 57% para 68%). Ratinho Jr também viu sua rejeição aumentar no último mês. Lula (52%), Tarcísio (40%), Caiado (32%) e Zema (33%) mantiverem os patamares de rejeição.

12/ Como o eleitor em disputa é aquele que sem posicionamento na escola Lulista-Bolsonarista, vale destacar a alta rejeição que Bolsonaro (80%), Eduardo (75%), Michelle (67%), Ciro (54%), Lula (50%) e Tarcisio (42%), nesta ordem, têm neste sub-grupo.

13/ A pesquisa deste mês reforça algumas teses que vem sendo debatidas nos últimos meses. Primeiro, a maior parte do eleitorado (59%) acham que Lula não deveria ser candidato à reeleição em 2026.

14/ Na lista de possíveis substitutos, caso Lula não concorra a reeleição, estão Alckimin (9%), Tebet (6%) e Haddad (5%).

15/ Segundo, aumentou o percentual de brasileiros que defendem que Bolsonaro deveria abrir mão de sua candidatura e apoiar outro nome (passou de 65% para 76% no último mês).

16/ O governador de São Paulo, Tarcisio, vai vendo a preferência pelo seu nome aumentar nos últimos meses. Hoje, 15% acham que eé deveria ser o sucesso de Bolsonaro diante da inelegibilidade do ex-presidente. Ratinho Jr é o segundo melhor nome (9%), seguido de Michelle (5%).

17/ Terceiro, ficou ainda mais pronunciado o medo de uma eventual volta de Bolsonaro (49%), em relação a uma possível continuidade do governo Lula (41%). Na batalha dos medos, a rejeição a Bolsonaro continua falando mais alto.

18/ A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre os dias 12 e 14/09. O nível de confiabilidade da pesquisa é de 95% e a margem de erro é de 2 pp. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos.

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