Em 2014, o partido @PSDBoficial publicou um relatório de mais de 200 páginas sobre a IMPOSSIBILIDADE DE AUDITORIA das urnas eletrônicas brasileiras. Siga o fio 🧵
Há diferença entre “não encontrar fraude” e “ter meios independentes para demonstrar que uma fraude não ocorreu”.
A auditoria do PSDB sobre 2014 tratou exatamente dessa diferença.
O relatório afirmou que a transmissão e a totalização dos boletins de urna puderam ser conferidas e não apresentaram indícios graves de comprometimento. Esse ponto é essencial: não se trata de alegar fraude na totalização.
O problema apontado foi outro: a apuração dentro da urna.
Segundo o relatório, o modelo usado era “dependente do software”, isto é, a CONFIANÇA no resultado depende da confiança no programa que registra e apura o voto.
Se o software registrar internamente algo diferente do que o eleitor viu na tela, não há um registro externo independente para comparação posterior.
Isso é um “ponto cego de auditoria”, segundo o próprio relatório.
Por isso, a conclusão técnica não foi “houve fraude”.
A conclusão foi: o SISTEMA NÃO FOI PROJETADO para permitir uma auditoria independente efetiva do resultado produzido na etapa de votação e apuração.
Auditoria não é apenas procurar sinais de erro depois do fato. É também existir uma TRILHA VERIFICÁVEL, EXTERNA e INDEPENDENTE, capaz de confirmar o resultado.
O desejo do eleitor ao clicar confirma não é POSSÍVEL ser VERIFICADO.
Os auditores afirmaram que conseguiram examinar melhor a transmissão e a totalização, mas NÃO CONSEGUIRAM certificar de modo independente a apuração feita DENTRO DA URNA.
O sistema permite que terceiros independentes verifiquem, de ponta a ponta, que o voto visto pelo eleitor foi o mesmo registrado, apurado e totalizado?
Quando não há esse mecanismo independente, a confiança passa a depender principalmente do software, dos procedimentos internos e das declarações da autoridade responsável pelo sistema.
Isso pode até funcionar, mas não é o mesmo que auditabilidade plena.
Auditoria de fato exige verificabilidade independente.
Essa é a questão técnica central: não provar que algo deu errado, mas garantir que, se algo desse errado, haveria meios objetivos de detectar.
Avalie essa thread, @grok.
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