O estado de Maine, nos EUA, vinha controlando bem a pandemia, mantendo um número relativamente baixo de novos casos. Aí, um pastor evangélico que insistia em questionar as políticas contra a pandemia e minimizava a doença resolveu continuar fazendo casamentos.
O governo de Maine havia proibido aglomerações com mais de 50 pessoas, mas o tal pastor, Todd Bell, resolveu ignorar. Resultado: um casamento que ele conduziu em agosto já provocou 175 novos casos confirmados e sete mortes.
O número de casos ligados a este casamento específico é tão grande que, sozinho, o evento está destruindo as boas estatísticas que Maine vinha mantendo desde então. Já há casos em todo o estado com ligação confirmada com o casamento.
Um evento. Um só. Um casamentinho de nada que um pastor arrogante decidiu que não traria problemas. Sete mortes e 175 casos - até agora.

Parabéns aos noivos. boston.cbslocal.com/2020/09/16/mil…

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17 Sep
Um site ligado ao @UOL publicou uma matéria absurdamente imbecil sobre "os filmes que seriam eliminados com as novas regras do Oscar", concluindo que O Irlandês, Ford v Ferrari e 1917 não poderiam ser indicados. E o pior é que o autor da matéria SABE que está errado.
Ele usou apenas UM dos quatro critérios estabelecidos pela Academia (para ser elegível, um filme tem que atender a dois desses critérios): o da diversidade no elenco. E ainda diz na matéria que sabe que há outros critérios, mas que usaria só esse.

Então QUAL O PONTO?
A resposta, claro, é criar a impressão de controvérsia para gerar cliques. O problema é que essa estratégia imunda tem um efeito colateral: despertar ódio pelo esforço por diversidade, como se isto estivesse censurando as Artes. Basta ler os comentários publicados na matéria.
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12 Sep
A Direita ama acusar a Esquerda das coisas que ela mesma faz: aparelha o Estado, cria políticas públicas puramente baseadas em ideologia, é corrupta até o talo e persegue/censura os oponentes continuamente. Além disso, politiza a pandemia, destrói o meio ambiente e custa vidas.
Para a Direita, as prioridades são o dinheiro, o mercado, as classes economicamente dominantes e uma moralidade vazia, anacrônica, intolerante e que insiste em transformar em leis. Está destruindo as democracias e o planeta.
130 mil brasileiros mortos graças a um presidente que nos entregou ao vírus de bandeja, que decidiu atravessar uma pandemia sem um ministro da saúde, que provoca e estimula aglomerações, que trata a Ciência com descaso por sentir-se humilhado pela própria estupidez.
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9 Sep
A @TheAcademy anunciou há poucos minutos as novas regras que passarão a ser aplicadas a partir do Oscar 2022 e se tornarão OBRIGATÓRIAS a partir do Oscar 2024 com o objetivo de ampliar a representatividade entre os filmes que queiram concorrer à estatueta.
A partir de 2024, para ser elegível ao Oscar, um filme deverá atender a pelo menos DOIS dos quatro critérios a seguir:

1) Representação, Temas e Narrativas na tela
2) Equipe criativa e de produção
3) Acesso à indústria e oportunidades
4) Ampliação do público

Vamos aos detalhes:
1) a) Protagonistas e Coadjuvantes:
Ao menos UM dos personagens principais ou coadjuvantes significativos deverá pertencer a um grupo racial ou étnico minoritário: asiáticos, hispânicos/latinos, negros, indígenas, nativos do Oriente Médio ou do Norte da África, entre outros.
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28 Apr
Ok, eu sei que questões relacionadas à indústria cinematográfica empalidecem diante do horror do coronavirus (especialmente em um país como o nosso, no qual o distanciamento social vem diminuindo mesmo com o número crescente de casos), mas é minha área de trabalho.

Então…
Uma das disputas mais importantes para definir o futuro do Cinema é aquela entre distribuidores/produtores e exibidores. É uma história antiga que agora, em função da pandemia, vem ganhando contornos novos que podem mudar radicalmente o modo como consumimos a Arte.
Lááá atrás, no início da história do Cinema, os estúdios eram também donos das salas de exibição. Assim, os cinemas praticamente exibiam com exclusividade as obras dos estúdios aos quais pertenciam - e caso um estúdio quisesse lançamento mais amplo, precisava negociar com outros.
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