Tem imenso valor a decisão do @magazineluiza de propor contratar apenas trainees negros.

A decisão é possivelmente ilegal.

Isto, me parece, é irrelevante.

Ao fio.
Esta é uma posição pessoal minha: eu sou a favor de políticas de ação afirmativa.

De cotas.

Sociedades têm dívidas históricas. No caso da brasileira, 54% de nós nos declaramos negros ou pardos para o censo.

IBGE: 17% dos 1% mais ricos são negros ou pardos.
Estatísticas refletem aquilo que medimos. Neste caso, o corte econômico e étnico de nossa sociedade.

Se os números não são próximos, então isto quer dizer que negros têm menos oportunidades do que brancos nesta sociedade.

Não são tratados como iguais em seus direitos e deveres.
Pode ser legal ou não.

Mas apresenta o debate ao público.

Pessoas se vêem obrigadas a se posicionar.

A conversa sobre como nossa sociedade lida com ancestralidade está no centro do palco.

Pois é.

Precisamos mesmo conversar.

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29 Nov
Não vou fazer previsões, mas as pesquisas de ontem dão pistas sobre o que deve acontecer nas eleições de hoje em algumas capitais.

Vou falar sobre Rio, SP, Recife e POA.

Em uma dá para cravar resultado, em outra quase... Nas últimas duas é no cara ou coroa.

Um fio.
A vantagem de Bruno Covas é clara, em São Paulo.

O Ibope de sábado dá 48% para ele contra 36% para Guilherme Boulos.

O que faz deste resultado difícil de virar não é só a distância entre os dois. É que não há movimento no eleitorado. No dia 18, Covas tinha 47% e, Boulos, 35%.
Mas há dois pontos que vale ressaltar.

Primeiro começou nos zaps bolsonaristas, nestes últimos dias, um movimento pró-Boulos. O ódio ao governador paulista João Doria é grande.

É bizarro, mas Wilson Witzel está aí para lembrar que coisas esquisitas acontecem na última hora.
Read 13 tweets
25 Nov
A gente ainda vai colecionar lições deste pleito municipal para composição de chapas com vistas 2022.

Mas uma delas tem de ser aprendida num erro tático do Bruno Covas nesta eleição de São Paulo.

É a escolha do vice.

Fio rápido.
Caso Jair Bolsonaro sobreviva à crise imensa que virá em 2021 — e não é certo que sobreviverá —, o Brasil provavelmente ainda estará num ciclo conservador.

Digamos, pois, que Bolsonaro vá a um hipotético segundo turno em 2022.
Isto quer dizer que o candidato à presidente que for disputar com ele tem de ser atraente para eleitores de centro-esquerda.

Não basta levar os votos de quem não vota em Bolsonaro.

Precisa tirar votos de Bolsonaro.

Mas o que nos diz o vice de Bruno Covas?
Read 7 tweets
14 Nov
Existe um centro.

Esquerda e direita, muitas vezes, fazem de conta que não existe.

Tudo certo, é estratégia eleitoral: melhor pintar ‘o outro lado’ como uma coisa só.

Vira briga de mocinho e bandido, mais fácil de explicar.

Só que o mundo é complicado.
Existem vários centros, na verdade.

O mais comum é um que mistura uma visão em geral descrita como de esquerda das questões sociais e de costumes com uma em geral descrita como de direita da economia.

O que isso quer dizer?
Ora...

Isso quer dizer que reconhece que o Brasil é um país desigual pacas, que o Estado precisa atuar neste problema. Reconhece a liberdade para fumar um baseado, de casar com quem se ama, da mulher de escolher e de que o Meio Ambiente é causa urgente, imediata.
Read 9 tweets
23 Oct
‘Todo mundo também dizia que Hillary ia ganhar. Essas pesquisas não são confiáveis.’

Vc já ouviu isso?

Donald Trump tem chances vencer?

Claro que tem.

Mas 2020 é muito diferente de 2016 e é importante compreender o que houve de ‘errado’ com as previsões daquele ano.
Primeiro: as pesquisas nacionais não erraram. Hillary venceu a eleição. Mas não é o voto popular que elege quem preside os EUA. É o Colégio Eleitoral, escolhido de acordo com o resultado dos pleitos de cada estado.

Quase sempre dá na mesma. Em 2000 não foi, em 2016 também não.
As pesquisas estaduais variam em acurácia. Primeiro porque é mais difícil, mesmo, com amostras menores. Depois porque, em alguns casos, prestava-se menos atenção.

Em algumas, no Cinturão da Ferrugem, o erro médio foi ligeiramente superior ao habitual.
Read 14 tweets
16 Oct
Estou numa posição que não costumo estar.

Sendo criticado ao mesmo tempo por gente que tem argumentos consistentes, gente que respeito como @pablo_ortellado e @ctardaguila, e, ao mesmo tempo, gente que está sempre do mesmo lado não importa o quê. Nomes que não vou citar.
O debate é o seguinte: o @nypost publicou uma reportagem na qual diz ter um email em que um ucraniano corrupto agradece a Hunter Biden, filho do candidato democrata à presidência dos EUA Joe Biden, por ter promovido um encontro com seu pai, quando vice-presidente.
Que evidências que o Post apresenta de que o email é real? Nenhuma.

Que evidências que o Post apresenta de que o encontro ocorreu? Nenhuma.

A campanha de Biden tem fortes indícios de que Biden teria outro compromisso na hora.
Read 19 tweets
28 Sep
Carol Solberg, jogadora de vôlei, foi denunciada ao STJD por ter gritado Fora Bolsonaro numa entrevista à TV após uma partida.

O direito à livre manifestação do que lhe é caro como pessoa é um dos mais básicos em uma Democracia Liberal.

Um fio.
Pode ser opinião política. Crença religiosa. Manifestação de apoio ou repúdio a pessoas.

Atletas, na história, sempre se manifestaram politicamente.

E, claro, sempre houve quem desejasse lhes tolher a palavra.
Em geral, usa-se para isto um argumento comercial.

‘Uma competição esportiva não é local para isso.’

Por que não é?

Porque envolve interesses, transações, patrocínios, é um jogo de imagem que não quer afastar ninguém de nenhum grupo etc.
Read 8 tweets

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