A notícia sobre a transmissão do #Paranaense é ainda de proposta, mas também tem um histórico interessante para se puxar sobre o torneio que foi o primeiro a peitar o Grupo Globo, a partir do famoso Athletiba impedido de ser transmitido, em 2017. Segue o encangado...
1. Voltando a 2017, Athletico e Coritiba não assinaram contrato de transmissão do #Paranaense com a RPCTV, afiliada do Grupo Globo no Paraná. A justificativa era que o valor seria desproporcional ao que era pago para torneios de nível semelhante, casos de Gauchão e Mineiro...
1.1 Assim, seguindo o Art. 42 da Lei Pelé, a RPCTV só exibiria jogos dos outros clubes. Só os clássicos entre Athletico e Coritiba poderiam ser exibidos caso houvesse acordo entre os dois clubes para uma forma de transmissão. Foi o que aconteceu, mas pelas mídias sociais...
1.2 O primeiro foi impedido de ocorrer por FPF e RPCTV, o que gerou protestos dos clubes. O argumento era que as equipes de transmissão não estavam credenciadas para estarem dentro do gramado. (Foto: Reprodução Youtube). As demais ocorreram, incluindo os dois jogos finais...
1.3 Um dia depois da primeira partida da final, escrevi na Coluna CEPOS um texto que pedia ponderação sobre a "liberdade de acesso" referente à transmissão dos jogos na internet: eptic.com.br/colunacepos_sa…
1.4 Transformei aquela discussão em artigo apresentado no congresso da Intercom de 2017. Nele, contextualizo o cenário de transmissão de futebol, apresento os dados dos Athletibas e pondero sobre a transmissão na internet: portalintercom.org.br/anais/nacional…
2. Rebaixado para a Série B do Brasileiro e com problemas de caixa, o Coritiba assinou contrato com a RPCTV num valor até menor do que a proposta de 2017. Assim, o Athletico ficou isolado, impossibilitado de ter qualquer partida do #Paranaense de 2018 e 2019 exibida
3. Para 2020, houve uma mudança de estratégia de transmissão. A FPF e os clubes fecharam com a DAZN para o torneio. A cota seria dividida igualitariamente entre todos os participantes, R$ 370 mil para cada - Coritiba e Paraná ganharam R$ 600 mil em 2019... federacaopr.com.br/Paginas/Notici…
3.1 É preciso dizer que a opção por dividir igualitariamente teve apoio de quem ganhava mais, Coritiba, Paraná, Londrina e, principalmente, o Athletico, que voltava a negociar conjuntamente com os demais clubes. O entendimento era que seria necessário reforçar a concorrência...
3.2 Pois, quanto mais igualitária as condições das equipes, mais forte e mais atrativo seria o torneio. O acordo liberava ainda a transmissão de partidas por plataformas próprias dos clubes. O Athletico lançou a Furacão Play no dia 15/03, num Athletiba. athletico.com.br/noticia/athlet…
4. Como já era esperado, dada a retração econômica e mudança de estratégia de atuação da DAZN no Brasil, com menos direitos de torneios, a plataforma rescindiu o contrato do Paranaense, forçando a necessidade de voltar ao mercado em busca de parceiros. umdoisesportes.com.br/futebol/dazn-r…
4.1 Importante voltar um pouco no tempo para lembrar que não foi a primeira tentativa de transmissão por streaming. Isso ocorreu também em 2019, com o LiveFC (que virou este ano "NordestãoFC") exibindo as partidas que não eram mostradas pela RPCTV tribunapr.uol.com.br/esportes/clube…
5. @fernandorudnick informa na notícia que abre este fio que a volta à TV aberta deve ocorrer especialmente "diante da escassez de ofertas", com a federação querendo, pelo menos, o que foi pago em 2020. Algumas outras considerações sobre o que isso pode nos mostrar:
5.1 A falta de visibilidade dos estaduais enquanto um grande produto midiático - talvez com exceção do Paulista. O que já fez com que o Carioca apostasse em outro modelo, mas que diversas federações "menores" assumissem a transmissão para si por falta de qualquer oferta...
5.2 Pegando o exemplo da transmissão da Copa do Nordeste nas afiliadas do SBT na região, há disponibilidade na grade para a Rede Massa exibir o torneio. Resta saber se a cabeça de rede irá dar mais espaço para transmissões assim em escala nacional...
5.3 Qual será a movimentação do Athletico nestes acordos? É o clube com melhor situação para negociar - com Coritiba rebaixado para a B e Paraná para a C - e quem mais aposta no mercado brasileiro em novas plataformas, com parceria com a LiveMode (de ex-Esporte Interativo).
6. Para quem chegou até aqui, fiz um encangado sobre o #Carioca na semana passada:
7. Para quem observa as perdas de transmissão de futebol do Grupo Globo, há um processo em andamento no CADE para avaliar o "monopólio de transmissão de futebol". Tem encagado fixo no meu perfil
#Publi
Sou autor de diversos artigos e capítulos de livros sobre transmissão de eventos de futebol, uma busca no Google ou no Lattes já encaminha. Mas aproveito para deixar aqui o merchan do meu livro, publicado em 2019, sobre a transmissão do Brasileirão editoraappris.com.br/produto/2763-o…
*LiveFC virou NordesteFC
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Dos estaduais com contratos com o Grupo Globo ou afiliadas, o #Baianão era o com contrato mais perto de acabar, com última transmissão em 2020. Bora para mais um encangado de transmissão de estadual?
1. A edição de 2021 começa hoje, com UNIRB X Vitória sendo exibido pela TVE na TV aberta. Serão 25 jogos exibidos, também por Youtube e Facebook, o dobro do contrato anterior com a Rede Bahia. A TVE já transmitia, desde 2016, diversos torneios da FBF: fbf.org.br/detalhes/notic…
1.1 Segundo @Cassito_Z, o valor pago seria maior que o contrato anterior, que era de R$ 2,8 milhões, mas justificado pela maior quantidade de partidas exibidas. cassiozirpoli.com.br/apos-15-anos-c…