No ano passado, mesmo com a covid, os cartórios brasileiros faturaram mais de R$ 16,4 bilhões - uma cifra superior a 0,2% do PIB.
Cartórios como o 9º Ofício de Imóveis do Rio, o 11º de São Paulo ou o 1º de Goiânia chegam a arrecadar R$ 100 milhões por ano. (cont)
Mais de um quarto de todos os registradores e anotadores brasileiros têm receita superior a R$ 100 mil mensais, conforme pode ser visto no gráfico abaixo, compilado por mim a partir de dados compilados pelo Conselho Nacional de Justiça: (cont)
Desde nossa herança portuguesa, delegamos a agentes privados a responsabilidade por registrar e arquivar documentos sobre nossa vida civil (do nascimento à morte) e negocial. Um serviço em geral caro, demorado e burocratizante. (cont)
Reformar o sistema cartorial brasileiro é difícil não apenas porque os titulares desses serviços exercem um poderoso lobby, mas também porque o próprio Estado (e o Poder Judiciário) é sócio dessa burocracia, recebendo parte dos emolumentos e taxas pagas pelos cidadãos. (cont)
Assim como os aplicativos de transporte quebraram a reserva de mercado de taxistas, resta esperar que a tecnologias como o blockchain eliminem essas estruturas arcaicas que se constituem em verdadeiras minas de ouro. #Brasil#PaísDosPrivilégios#livronovo#embreve
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