O capitalismo fez ruir as antigas instituições feudais, acabando com a solidez das relações sociais e criando um novo mundo de relações líquidas, fluídas e voláteis que se intensificam a medida que o sistema vai se tornando mais sofisticado. Continua... 👇👇👇
Eis aqui a chave interpretativa para a contemporaneidade que nos envolve. Agora tudo é flexível, tudo é transitório, nada é feito para durar, e se até as máquinas perecem, que dirá as relações humanas! E assim tudo vai se metamorfoseando.
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Ao compreender esta realidade podemos mensurar por que tão velozmente a forma como nos relacionamos muda. Há 50 anos homens e mulheres tinham papéis díspares, hoje há certa equivalência, mas, dada a intensidade das mudanças muitos de nós ainda não conseguiram se adaptar.
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Assim, passamos a viver em um mundo preenchido por aparências, um teatro imaginário onde personagens de ficção rudimentar e chula se estapeiam em busca de afirmação e reconhecimento, à desprezo, muitas vezes, de sua própria satisfação. E talvez por isso haja tanto vazio e solidão
O conhecimento perde seu valor intrínseco, e se valoriza como saber mercadológico, e como ficamos? Bem, para compensar nossas fraquezas (que não podem ser mostradas) passamos a cultuar corpos escupidos a base de batata doce e suplementos vitamínicos, vestidos em roupas de grife.
E no fim, as aparências serão aquilo que de fato iremos focar, pois no fundo não importa o que se é, mas apenas o que mostramos ser, mesmo sem sê-lo. Vive-se e trabalha-se para manter um padrão de vida dispensável e descartável, para impressionar os outros mais que a nós mesmos.
Seria cômico, se não fosse triste e trágico.
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