Como funciona a anatomia do nosso olfato? Porque às vezes associamos um determinado cheiro a uma emoção ou pessoa? Sabia que sentimos cheiro por dentro da boca?
Já falamos aqui antes sobre o paladar e vc pode conferir aqui, uma vez q são sentidos com muita afinidade:
O ar viaja por milhões de neurônios receptores olfatórios que ficam em uma folha do tamanho de um selo, o epitélio olfatório, no teto da cavidade nasal. As moléculas de odor no ar estimulam e inibem os receptores.
Cada aroma dispara um sinal feito pelos receptores que viajam ao longo do nervo olfatório até o bulbo olfatório. O bulbo olfatório fica embaixo da parte frontal do cérebro.
Os humanos podem reconhecer 10.000 odores diferentes. No entanto, duas pessoas não sentem nada igual. Os receptores são como fechaduras e as chaves para abri-las são as moléculas de odor q passam flutuando, explica Leslie Vosshall.
As pessoas têm cerca de 450 tipos diferentes de receptores olfativos. Existem cerca de 400 genes de receptores olfativos (genes OR), tornando esta família de genes uma das maiores do genoma humano. Isso pq o olfato desempenha inúmeras funções
Nós podemos associar um cheiro a uma memória, e isso acontece pq o tálamo envia informações de cheiro q vieram do bulbo olfatório para o hipocampo e amígdala , regiões principais do cérebro envolvidas na aprendizagem e na memória. Então a memória integra diversos sentidos
Existem basicamente duas formas do cheiro chegar no bulbo olfatório, uma é pelo nariz, a chamada passagem orthonasal. A outra forma é quando vc mastiga, e o cheiro passa por sua boca e vai parar lá no bulbo olfatório, chamado de passagem retronasal
Se vc quiser entender melhor a anatomia do olfato, como a informação é processada em diferentes partes do cérebro e a importância do olfato como nossa sentinela, vem conferir neste vídeo:
Vc tem tatuagens?
Talvez vc nunca tenha parado para pensar, mas quando teríamos começado a marcar a pele e forma permanente e pq?
Vem comigo conhecer um pouquinho da história da tatuagem, entender como elas estão ligadas a acupuntura e ao nosso corpo sem pelos
Atualmente nós somos primatas com pouco pelo. E perder o pelo é muito importante para a história da tatuagem. E isso tem relações curiosas com um comportamento q muitos entendem como exclusivamente humano, o beijo. Conto essa história aqui:
Durante muito tempo, a história das tatuagens foi difícil de reconstruir.
O motivo é simples:
a pele é difícil de preservar no registro arqueológico.
Roupas, ferramentas e ossos podem sobreviver, mas tatuagens desaparecem com o corpo.
Já parou pra pensar nisso?
👉 Humanos parecem “pelados”.
👉 Chimpanzés parecem “peludos”.
Mas aqui está o detalhe curioso: temos praticamente a mesma quantidade de folículos pilosos.
Então por que eles parecem cobertos de pelos e nós não?
A resposta tradicional para explicar isso é a chamada hipótese da savana. Quando nossos ancestrais passaram a viver mais tempo em ambientes abertos e quentes, andar sobre 2 pernas e ter um cérebro grande, dissipar calor se tornou essencial para sobrevivência.
Ter menos pelos e mais mais glândulas sudoríparas ajuda o corpo a resfriar melhor em longas caminhadas sob o sol. Essa equação teria acontecido a cerca de 2 milhões de anos atrás, que teria sido neste período q perdemos nossos pelos.
E se a Amazônia q muitos conhecem como “natureza intocada” for, na verdade, uma das maiores obras de engenharia indígena da história?
Essa ideia parece absurda à primeira vista. Mas ela é sustentada por arqueologia, ecologia, genética e solo. Literalmente o solo e geoglifos
Durante décadas, a Amazônia foi tratada como um espaço selvagem, moldado apenas por rios, chuvas e árvores.
Nós Humanos? Apenas figurantes recentes.
A ciência hoje mostra outra coisa: milhares de anos de ocupação indígena ativa, planejada e sofisticada.
Antes da chegada dos europeus, milhões de pessoas viviam na Amazônia.
Não apenas “habitavam”, manejavam plantas, transformavam solos e reorganizavam a floresta sem destruí-la.
A floresta que vemos hoje não é só natural. Ela também é histórica.
Vc sabia q os corvos, gralhas e gaios fazem "rituais" ao redor de seus mortos?
Nesta thread vamos explorar como os corvídeos lidam com a morte de seu companheiros e aprendem a lidar com ameaças, e podem até atacar quem carrega corvos mortos!
Vale a pena relembrar que este conteúdo faz parte de uma série em q estamos explorando como os animais lidam com a morte, explorando a grande área da tanatologia!
Você já reparou que, quando está costurando, desenhando ou tentando passar a linha na agulha vc morde a língua?
E sabe quando vc está com a palavra na ponta da língua, mas não consegue falar?
Vem comigo entender como a língua está intimamente relacionada com os gestos!
Vale a pena relembrar q já conversamos sobre a anatomia e particularidades da língua nesta outra thread:
A língua ela é muito mais do q fala e mastigação. Ela tbm está intimamente ligada ao movimento das mãos. E ela pode até indicar lesões cerebrais, como no caso do Desvio da língua, onde ela pode ser um sinal de AVC e indicar o lado onde ocorreu a lesão cerebral
Vc sabia que insetos como abelhas, formigas e cupins podem enterrar seus mortos, mumificar e fazer barreiras de contenção sanitária?
Vem comigo conhecer um pouco sobre como os insetos sociais lidam com a morte e com os cadáveres!
A morte é um evento biológico.
Mas em organismos sociais, ela é tbm um desafio coletivo.
Imagine um corpo sem vida em um formigueiro lotado.
Ali, aquele cadáver não é apenas um fim é um risco.
Um vetor potencial de doenças.
Uma ameaça silenciosa que exige resposta imediata.
Formigas, abelhas e cupins não ignoram seus mortos.
Eles os gerenciam.
Essa prática tem nome técnico: manejo de cadáveres ou undertaking.
E envolve muito mais do que remover o corpo.