Pesquisa Atlas aponta que 75,8% dos brasileiros discordam da ação dos manifestantes que invadiram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o STF.
[08.01 - 09.01, 2.200 casos, ME +/- 2pp]
Entre eleitores do Jair Bolsonaro no 1º turno da eleição de 2022, 48,6% discordam da invasão do Congresso enquanto 38,1% concordam e 13,3% não sabem opinar.
100% dos eleitores da Simone Tebet e 96,9% dos eleitoes do Lula discordam da ações violentas.
A opinião favorável sobre a invasão do Congresso é maior entre evangélicos (31,2%) e moradores das regiões Norte (23,3%) e Centro-Oeste (35,3%). A opinião desfavorável predomina entre eleitores mais velhos, acima de 60 anos de idade (apenas 6,1% concordam) e no Nordeste (7%).
69% dos brasileiros concordam com a decisão do Presidente Lula de decretar a intervenção federal em Brasília para re-estabelecer a ordem pública.
Apenas 25,7% discordam.
A maioria (51.1%) concorda com o pedido de prisão do ex-Secretário de Segurança do Distrito Federal, Anderson Torres, formulado pela AGU chefiada por Jorge Messias.
50,1% também concordam com o afastamento do Ibaneis Rocha do cargo de governador do Distrito Federal.
No entanto, apenas 53% dos brasileiros declaram que a invasão do Congresso foi completamente injustificada. 10,5% respondem que a invasão foi completamente justificada e 27,5% respondem que a invasão foi justificada em parte. 9% dizem não saber opinar.
A parcela de aprox. 38% que justifica a invasão (completamente ou em parte), mesmo sem necessariamente apoiar a ação, corresponde ao segmento que não reconhece a vitória do Lula na eleição presidencial: 39,7% declaram que Lula não ganhou mais votos do que o Bolsonaro.
As inclinações radicais dentro do grupo que recusa aceitar a vitória do Lula são confirmadas pelo apoio a uma intervenção militar para reverter o resultado da eleição: 36,8% do eleitorado (aprox. 80,4% dos eleitores do Bolsonaro), se declara a favor de uma intervenção.
No entanto, apenas 9,5% defendem a instalação de uma ditadura militar no Brasil e 73,5% se declaram contrários, em linha com a série histórica desta pergunta.
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A mais recente pesquisa Atlas/Bloomberg confirma liderança do presidente Lula em patamares próximos de uma vitória no 1º turno nos cenários testados, enquanto a oposição se articula em candidaturas variadas.
Flávio Bolsonaro teve crescimento desde dezembro, atingindo 35%, enquanto Tarcísio de Freitas manteve 28% e Michelle Bolsonaro tem 31%.
2️⃣ Cenário de Lula contra Tarcísio
Na simulação de 1º turno com Tarcísio de Freitas, Lula mantém estabilidade na liderança, com 48,5% das intenções de voto, contra 28,4% do governador de São Paulo. Desde outubro de 2025, crescem as intenções de voto em outros candidatos, como Ronaldo Caiado (5%), Ratinho Jr (3,9%) e Romeu Zema (3,9%) neste cenário.
3️⃣ Cenário de Lula contra Flávio
Na simulação de 1º turno com Flávio Bolsonaro, Lula se mantém com 48,8% das intenções de voto, contra 35% do senador, que cresceu 5,7 pp desde dezembro. Outros potenciais candidatos aparecem individualmente abaixo de 5%, reforçando a centralidade da disputa entre Lula e o bolsonarismo neste cenário.
57% dos ‘Baby Boomers’ e 52% da Geração X se consideram de esquerda/centro esquerda. Entre os mais novos, a lógica se inverte: 52% da Geração Z e 51% dos Millennials se consideram de direita/centro-direita. Combinando as pessoas de todas as faixas etárias, 40% se consideram de esquerda/centro-esquerda e 42% de direita/centro-direita.
2️⃣ Oportunidades econômicas
62% da Geração X confia que terão mais oportunidades econômicas que os pais, sendo a faixa etária mais otimista. Baby Boomers (45%) e Millennials (43%) estão entre os grupos mais pessimistas que acreditam em menos oportunidades. A configuração da população geral é mais otimista, com 48% acreditando em mais oportunidades contra 39% que acreditam em menos.
3️⃣ Impacto das redes sociais
63% dos Baby Boomers sentem que as redes sociais têm impacto positivo na sua vida. O número é superior à média geral da população (38%) que entende esses benefícios. Entre as avaliações mais críticas, estão as Gerações X (27%) e Y Z (28%) que pensam um saldo positivo.
Atlas conduziu uma pesquisa especial em parceria com a @Bloomberg sobre a decisão de Donald Trump de taxar em 50% produtos brasileiros.
A maioria dos brasileiros (62%) considera a decisão injustificada.
2️⃣ Motivações para taxação
Na opinião dos brasileiros, as principais motivações para a taxação foram a retaliação contra a participação do Brasil nos BRICS, com 41%, e a atuação da família Bolsonaro junto a Trump, com 37%.
3️⃣ Soberania nacional
A maior parte da população avalia que as justificativas usadas por Trump ao taxar produtos brasileiros podem ser consideradas uma ameaça à soberania nacional.
🔵 Configuram uma ameaça: 50,3%
🔴 Não configuram ameaça: 47,8%
Lula também segue na liderança em intenções de voto para o 1º turno de 2026 em um cenário contra Michele Bolsonaro, que alcança um resultado similar a Tarcísio.
🇧🇷 Eleições Brasil 2026
3️⃣ 1º turno (Cenário 3)
🟡 Tarcísio de Freitas: 33,7%
🔴 Fernando Haddad: 33%
🟢Ciro Gomes: 8,1%
🟣Outros: 15,2%
⚪ Não sei/branco/nulo: 10,1%
Em um cenário em que Fernando Haddad fosse o candidato do PT, Tarcísio lidera com pequena vantagem, em um empate técnico com o Ministro da Fazenda.
A avaliação setorial teve melhoras sensíveis, com queda em avaliações negativas e aumento das positivas na maioria das áreas. No entanto, o governo ainda não recuperou os saldos positivos que possuía em janeiro.
Pela 1a vez desde o início do mandato, a maioria dos brasileiros não aprova Lula. A aprovação caiu de 52% em janeiro para 47% em março.
🟢Aprova 47,4% [-4,3]
🔴Desaprova 45,9% [-3,1]
3154 respondentes, +/- 2pp ME, 02-05/03
📉Vista como uma âncora de sustentação da aprovação do governo, a imagem negativa de Lula superou numericamente sua imagem positiva pela primeira vez desde agosto de 2022.
📉 PESQUISA ATLAS - GOVERNO LULA
A avaliação positiva do governo teve nova queda, dessa vez de 4pp, enquanto cresceram avaliações negativas e regulares.