#1 Tratar a indicação de @dilmabr para presidência do Banco dos Brics (@NDB_int) com foco no salário, pode induzir ao erro de pensar que a indicação é apenas um cabide de emprego. Ou ativamente, ou como figurante, ela tem uma missão aparentemente clara que não pode ser esquecida.
#2 Em mais de uma oportunidade, a ex-presidente deixou claro que para ela (ou que disseram para ela) os Brics devem ser uma trincheira. Uma aliança antidolar em contraposição aos EUA.
#3 Uma das melhores fontes para aprender sobre as ideias mais recentes de Dilma sobre os Brics, América Latina, Brasil, Estados Unidos e China é o vídeo abaixo, gravado para o @ProgresaLatam.
#5 Dilma diz que ainda acredita no socialismo como modelo, mas reconhece que todas as experiências até então não chegaram lá. A esperança é a #China. Uma "evolução" que vai além dos conceitos e se encaixa com perfeição no projeto chinês de "normalização" de seu modelo e expansão.
#6 Frases de 2021.
#7 Com Dilma ou sem Dilma, China e Rússia seguiriam o plano de usar a expansão dos Brics e de seu banco para ajudar a criar modelos alternativos/competitivos (e quem sabem capazes de enfraquecer) sistemas como o #Swift e o dólar como moeda em operações comerciais.
#8 O salário de Dilma assusta por vários motivos. Por ser alto demais, se comparado com a realidade brasileira. Por ser ainda mais alto, se tratando de quem vai receber. Isto é secundário considerando o projeto do qual a ex-presidente foi escalada.
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#1 A Venezuela tem as maiores reservas de petróleo do planeta? Até hoje eu pensei que sim, mas a resposta não é essa. Ou não é bem assim. Os venezuelanos estão assentados sobre um oceano de petróleo. Mas “ter reserva” não é sinônimo de conseguir produzir.
#2 No caso venezuelano, grande parte desse volume é de óleo extrapesado, mais caro para extrair e dependente de “upgrade” para ser comercializável. Nem quando a Venezuela estava nadando em dinheiro e o preço do barril estava nas alturas foi possível ampliar a produção.
#3 Há uma verdade inconveniente sobre a indústria petroleira venezuelana. O seu auge foi em 1970. Mesmo assim, o volume explorado por eles foi de pouco mais que um terço do que os Estados Unidos produziam. A vantagem era que a Venezuela consumia pouco e podia exportar.
#1 É um erro tratar a operação dos Estados Unidos como uma violação da soberania da Venezuela. Soberania pressupõe Estado legítimo, instituições sólidas e respeito à vontade popular. Nada disso existe há anos no regime de Nicolás Maduro; que jamais respeitou esses quesitos.
#2 Maduro não caiu por ser ditador. Ele jamais foi um presidente, mas o líder de um Estado criminalizado, que sistematicamente violou a soberania de outros países do hemisfério intervindo em eleições, financiando instabilidades por meio da convergência do crime-terror-política.
#3 Enviou membros do Tren de Aragua para fora do país, muitas vezes disfarçados em fluxos migratórios, espalhando violência, extorsão e terror em países vizinhos e nos Estados Unidos. securefreesociety.org/research/weapo…
#1 O Brasil não vive mais um problema de segurança Pública. As autoridades brasileiras têm calafrios quando esse assunto volta, mas não há mais como negar que as organizações criminosas evoluíram ao nível de insurgência, com domínio territorial, poder de fogo e agenda.
#2 Em 2019, eu já havia demonstrado como o PCC já havia cumprido todos os requisitos previstos pela teoria das guerra irregulares e se transformado em uma gangue insurgente que, há tempos, emprega o terrorismo (isso mesmo!) como método de ação. estadao.com.br/cultura/estado…
#3 Aqui vemos, no Rio, o emprego de um drone adaptado para operações de bombardeio aéreo, acho que dá para dizer isso. Algo que se vê no México, nas áreas de domínio do ELN, na Colômbia, ou nas periferias tomadas por gangues no Haiti. Enquanto o Brasil ignorar que luta contra insurgentes, vai seguir perdendo a guerra.
#1 A frase é de Ernesto Geisel, mas muitos acreditaram ser de @LulaOficial. Faz sentido. Por mais insólito que pareça, há surpreendentes pontos em comum entre os dois. Ambos recorreram ao mesmo discurso para se defender das mesmas acusações e das consequências de suas escolhas geopolíticas.
#2 Em 1976, os Estados Unidos enviaram um duro recado ao Brasil. Ainda não existia a Lei Magnitsky, então a retaliação veio na forma de restrições à venda de equipamentos militares. Geisel não gostou. Assumiu seu perfil marcadamente terceiro-mundista que já era bem conhecido.
#3 Em 1974, Geisel restabeleceu relações diplomáticas com a China e reatou laços com Angola e Moçambique, de orientação marxista. No ano seguinte, o Brasil votou alinhado aos interesses da então URSS em uma resolução apresentada por países árabes contra Israel na ONU.
#1 A designação do Cartel de los Soles como organização terrorista dá a justa dimensão a uma organização criminosa que surgiu do ventre do aparato estatal do regime de Hugo Chávez para funcionar como um instrumento de guerra assimétrica contra os Estados Unidos.
#2 Conto em meu livro como Fidel Castro convenceu Chávez a transformar a Venezuela em um Estado Narco - algo muito diferente do conceito de narcoestado. Enquanto esse é influenciado pelo crime, o Estado Narco promove o crime e dá a ele o status estatal.
.a.co/gPDgYfJ
#3 Também descrevi o Cartel dos Soís e apontei seus líderes. @dcabellor é desde sempre o chefão das operações que não só criminalizou as Forças Armadas (Soís é uma referência às insígnias que os generais trazem nos ombros), como todo o Estado. a.co/cydjiP8
#1 As tarifas impostas pelos EUA ao Brasil têm sido mal interpretadas. Muitos enxergam nelas uma punição pelo caso Bolsonaro. No entanto, se esse fosse o principal motivo, a Casa Branca teria sancionado indivíduos, não o país. Explico na minha coluna. gazetadopovo.com.br/vozes/leonardo…
#2 O alvo real das tarifas (que na verdade são sanções) é a guinada geopolítica do Brasil sob Lula. Trata-se de um sinal de alerta, não sobre um ex-presidente, mas sobre o papel que o @LulaOficial tem assumido como facilitador do discurso antiamericano dentro e fora dos BRICS.
#3 Lula adotou uma retórica cada vez mais hostil aos EUA. Para China, Rússia e Irã, contar com o Brasil como escudo é uma vantagem. Lula usa seu prestígio remanescente e a democracia brasileira para brigar em nome de autocracias amigas. gazetadopovo.com.br/vozes/leonardo…