Volta e meia me perguntam se há gente ganhando dinheiro para defender o governo chinês nas redes sociais brasileiras.
Há.
E uma reportagem publicada há poucos dias pelo New York Times dá até nome aos bois.
Conto essa história aqui:
Você provavelmente nunca ouviu falar nesse sujeito. Mas certamente já esbarrou no seu trabalho.
Ele se chama Neville Roy Singham. Neville é americano, tem 69 anos e uma fortuna avaliada em mais de 700 milhões de dólares.
Há poucos dias, o New York Times publicou uma extensa investigação mostrando como este cara gastou centenas de milhões de dólares para construir uma rede global de propaganda para o governo chinês.
E um spoiler: há um braço dessa rede atuando no Brasil.
O NYT revela que a rede de Neville opera por meio de uma série de organizações sem fins lucrativos e empresas de fachada espalhadas pelo mundo, direcionando dólares para grupos que produzem propaganda chinesa.
É o caso do Instituto Tricontinental, que tem Miguel Stédile, filho de João Pedro Stédile, fundador do MST, entre os coordenadores no Brasil.
E do site Brasil de Fato, citado pela reportagem do New York Times.
O Brasil de Fato faz parte da “International People’s Media Network”, uma rede financiada por Neville para promover propaganda pró-China (e eventualmente pró-países alinhados do Partido Comunista Chinês) em diferentes regiões do planeta.
O diretor do Tricontinental é o propagandista Vijay Prashad.
Segundo o NYT, "esses grupos operam em coordenação. Muitos compartilham funcionários e escritórios. Eles organizam eventos juntos e entrevistam os representantes uns dos outros sem revelar seus vínculos".
Segundo o NYT, os grupos financiados por Neville promovem campanhas pró-Pequim e espalham notícias falsas sobre Xinjiang, Taiwan, Tibet e Hong Kong. Tudo coordenado.
Nesses prints, as trocas de email revelam um conteúdo produzido para defender a posição de Pequim na pandemia.
Diz o New York Times:
"O resultado é um florescimento aparentemente orgânico de grupos de extrema-esquerda que ecoam os pontos de discussão do governo chinês, ecoam uns aos outros e são ecoados, por sua vez, pela mídia estatal chinesa."
Neville Roy Singham é casado com a americana Jodie Evans, fundadora da organização Code Pink.
Desde 2017, mais de US$ 1,4 milhão em doações ao Code Pink vieram de grupos ligados a Neville.
Jodie é uma propagandista chinesa e apresenta o país como um "defensor dos oprimidos".
Jodie trata os uigures como terroristas e defende sua detenção em massa. Ela tem a mesma posição sobre os ativistas pró-democracia de Hong Kong.
O casal também promove protestos fingindo "lutar contra a sinofobia" para promover propaganda pró-Pequim.
Em 2021, a No Cold War, o Instituto Tricontinental e o Brasil de Fato organizaram um seminário online com Dilma Rousseff, João Pedro Stédile, Celso Amorim, Elias Jabbour e propagandistas de universidades chinesas. Foi visto por mais de 300 mil pessoas.
Marco Fernandes e Tings Chak, membros do Tricontinental, também participaram do evento.
Ambos moram em Xangai e produzem conteúdo, como esse vídeo, para a internet brasileira.
Chak também é membro do Dongsheng News, editado na China e financiado por Neville.
Neville Roy Singham já doou US$ 275 milhões para essas causas.
As mesmas pessoas participam de eventos interligados pelos grupos financiados por ele.
Também é fácil perceber que parte do conteúdo exibido no Brasil de Fato é produzido pela CGTN, canal estatal chinês.
Neville mora em Xangai e fez parte de sua fortuna na China. Ele já trabalhou como consultor da Huawei e investiu dezenas de milhões de dólares em empresas do país.
O americano é figura assídua em workshops de propaganda do Partido Comunista Chinês.
Neville é um arquiteto do que Xi Jinping chama de 讲好中国的故事: contar bem a história chinesa.
Seu filho, Nate, mora em São Paulo. Ele assume, online, trabalhar para o Instituto Tricontinental e já escreveu artigos para o Brasil de Fato, como esse:
É claro que se você é só um tuiteiro propagandista, irá assumir que há uma grande conspiração global da imprensa, envolvendo dezenas de milhares de jornalistas, para difamar Pequim.
Esse discurso está literalmente no manual da propaganda chinesa.
A Argentina pode eleger um presidente anarcocapitalista.
E isso é o que você precisa saber sobre esse história:
Em primeiro lugar: Javier Milei não foi eleito presidente. Ele venceu as prévias (30%), um processo importante, mas que "só" serve pra definir quem estará no pleito.
O primeiro turno será dia 22 de outubro, e o segundo dia 19 de novembro.
A ex-ministra de segurança da Argentina, Patricia Bullrich, concorre à presidência pela coligação Juntos por el Cambio.
Ela ficou em 2º lugar nas prévias (28%) e é a candidata de Mauricio Macri, da centro-direita argentina. https://t.co/7FQJeCItC7twitter.com/i/web/status/1…
Por 24 anos, Hunter Biden foi casado com essa mulher: Kathleen Buhle. Juntos tiveram 3 filhos.
Kathleen e Hunter anunciaram a separação em 2017.
Mas não pense que os seus problemas conjugais foram jogados pra debaixo do tapete. https://t.co/JbBin8RGTJtwitter.com/i/web/status/1…
No divórcio, Kathleen o acusou de “gastar de forma extravagante com seus próprios interesses (drogas, álcool, prostitutas, clubes de striptease e presentes para mulheres com quem mantém relações sexuais) deixando a família sem recursos para as despesas”.
O Ministro das Relações Exteriores da China não é visto em público há quase um mês.
E você deveria prestar atenção nessa história:
Na maioria dos países seria impensável que um alto funcionário do governo desaparecesse sem explicação.
Mas esse aqui é o último registro público de Qin Gang, ministro das Relações Exteriores da China: um encontro em Pequim com o russo Andrey Rudenko no dia 25 de junho.
O governo chinês é monossilábico sobre a questão.
No dia 11, numa entrevista coletiva, Pequim até assumiu, sem detalhes, que sua ausência se dava “devido a uma condição física”.
Mas essa informação não foi incluída na transcrição oficial da entrevista.
No alto de seus 29 centímetros de altura, a Barbie é indiscutivelmente a boneca mais famosa do mundo.
100 unidades da Barbie são vendidas a cada 60 segundos; são mais de 52 milhões por ano.
A Mattel diz que já vendeu pelo menos 1 bilhão de unidades desde o seu lançamento. https://t.co/LtAd6MJVlNtwitter.com/i/web/status/1…
A Barbie é bem mais que um produto de plástico que atravessa oceanos para alegrar a vida de crianças - é também uma mulher com uma reputação no mínimo controversa.
E isso ocorre graças ao formato do seu corpo: sua cintura fina, seios fartos, pernas longas, pescoço esguio.
Nesse momento, milhares de civis ucranianos estão detidos em celas como essa aqui, na Rússia ou em territórios ucranianos ocupados pela Rússia.
Muitos estão presos por transgressões tão pequenas quanto falar ucraniano ou simplesmente ser um jovem morando numa cidade ocupada.
Centenas dessas vítimas são usadas para trabalho escravo pelos militares da Rússia, para cavar trincheiras e outras fortificações, bem como valas comuns.
E a ONU diz que há evidências de civis sendo usados como escudos humanos perto das linhas de frente.
Desde que passei a produzir vídeos para o @spotniks, recebi muitas reclamações de abandono do público que consumia nosso conteúdo em texto.
Trago novidades: o site do Spotniks voltou.
Aqui embaixo conto essa história - e da minha frustração com o Youtube (prometo, será curta!). twitter.com/i/web/status/1…
Em primeiro lugar: estamos deixando o Youtube de lado.
O Youtube não é uma plataforma neutra de vídeos. O Youtube tem uma agenda.
Como não temos a pretensão de fazer parte do clube de criadores protegidos por essa agenda, percebemos que nosso desafio por lá é inviável. twitter.com/i/web/status/1…
As restrições para produzir conteúdo no Youtube estão cada dia maiores.
Há temas impossíveis de abordar sem sofrer limitação de alcance. Do que sobra, a própria plataforma incentiva a superficialidade.
Não bastasse, as regras de uso mudam o tempo todo, do dia pra noite.