Investigações do DENARC da PC de SP afirmam que mexicanos assumiram o monopólio da produção de metanfetamina.
O engenheiro químico mexicano Guillermo Fabian, de Veracruz, se estabeleceu em SP e passou a cozinhar meta em apartamentos da capital.
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Guillermo, segundo as investigações, era ajudado por David Hazael, outro mexicano. Ambos produziam e vendiam a kriko, como eles chamam a metanfetamina aqui no Brasil.
Já os chineses e nigerianos passaram a distribuir o cristal em festas e baladas.
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Um dos chineses citados na operação é Marcos Zheng, que ficou conhecido em 2020 por ser acusado de liderar uma quadrilha de chineses que roubava testes de Covid no Brasil.
Marcos é também conhecido por intermediar relações entre o Brasil e a China.
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As investigações revelaram que Marcos era ligado a outro alvo da operação: Pikang Dong, vulgo Rodízio.
Rodízio chegou a ficar ''bolado'' com um brasileiro ligado a eles, que teria tirado uma foto dele, rompendo as medidas de segurança impostas pelo grupo.
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Em outro trecho, os chineses debatem sobre as transferências de dinheiro para o mexicano Guillermo Fabian.
Guillermo é flagrado numa foto em um imóvel de Marcos na capital paulista.
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Já o núcleo de nigerianos era comandado por Francis Philip, que era próximo de Rodízio.
Nigerianos e chineses se enveredaram no ramo da metanfetamina e contavam com auxílio de garotas de programa para a distribuição em hotéis e motéis da cidade.
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A polícia também encontrou mensagens do nigeriano Francis com o engenheiro civil Natan Brandão, preso em uma operação da Polícia Civil do Rio em 2023 por tráfico da droga GHB.
A polícia afirmou, na época, que essa droga é chamada de ''droga do estupro''.
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Todo esse enredo foi descoberto após a deflagração da operação Heisenberg, que ocorreu no último dia 17 de dezembro em São Paulo;
Um inspetor da Polícia Judiciária de Portugal se infiltrou numa quadrilha de narcos do PCC e garantiu o transporte de 1,2 tonelada de cocaína.
A história começa quando Ayari, um tunisiano, apresenta Miguel, codinome do policial infiltrado, aos brasileiros.
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Miguel foi apresentado como sendo um especialista em transportes marítimos a Gabriel, um paulista que afirmava ser membro de uma poderosa organização brasileira do tráfico internacional.
Reuniões ocorreram em Sevilha, em Lisboa e no Algarve, em Portugal.
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Gabriel, o brasileiro, informou precisar recepcionar a carga de cocaína em alto mar e leva-lá para Portugal. Ele prometeu 1 milhão de euros ao infiltrado pelo serviço.
A primeira parada seria em Cabo Verde, onde a carga seria transferida para outro barco.
Os dois líderes guerrilheiros Iván Marquez e Walter Mendoza, da Segunda Marquetália (FARC-EP), entraram em disputa interna pelo poder da dissidência guerrilheira.
A Segunda Marquetália abastece narcos mexicanos e brasileiros na Colômbia e Venezuela.
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Iván, cujos boatos sugerem que esteja escondido nas montanhas da fronteira colombiana e venezuelana, e até mesmo em Caracas, estaria enfraquecido e perdido força nas fileiras da estrutura guerrilheira.
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Walter, que tem poder de mando as Coordinadora Guerrilera del Pacífico e nos Comandos de La Frontera, pode ficar ainda mais poderoso caso consiga seu intento: dominar as principais áreas lucrativas que a Segunda Marquetália tem em suas mãos.
Anselmo Beccheli, o Cara Preta, e Vinícius Gritzbach andando juntos em uma rua da Zona Leste de São Paulo.
Essa filmagem foi 1 dia antes de Anselmo ser morto, segundo a polícia, a mando de Vinícius.
Após a morte de Cara Preta e de seu motorista ''Sem Sangue'', o PCC agiu e descobriu o paradeiro do matador: Nóe Schaun, um ex-presidiário contratado por um amigo de Vinícius para o crime.
Noé foi decapitado e teve a cabeça jogada no mesmo local do crime.
Chamado para a famosa ''ideias'' do PCC, Vinícius saiu com vida.
No debate, Django, um antigo traficante da Zona Leste de SP, saiu em defesa de Vinícius.
Django caiu no tribunal e foi morto por supostamente não impedir a morte de Cara Preta.
Polícia Civil do DF deflagra operação contra ''agrônomos da maconha'' que vendiam sementes para vários estados brasileiros
A ornigazação contava com um grande ''banco'' de sementes, impulsionado por uma estrutura com venda digital, produtores cooperados que trabalhavam em formato de ''startup'', além de maquinário para a preparação das sementes. Eles também contariam com um esquema de lavagem de dinheiro.
O líder do grupo seria Renato Brasileiro, de 29 anos, de Governador Valadares (MG).
Dentro do organograma montado pelos agrônomos da maconha, os bancos de sementes desempenhavam papel fundamental na indústria do cultivo de cannabis. Os traficantes são especializados na produção e se organizam em dois grupos: os growers e breeders.
A diferença entre growers e breeders é significativa. Os primeiros são cultivadores práticos que se concentram no cultivo da planta, gerenciando o ambiente desde a germinação até a colheita. Eles garantem as condições ideais para o crescimento saudável das ervas.
Excentricidades do submundo criminoso mexicano - parte 1
Alguns equipamentos, veículos e armamentos utilizados por narcotraficantes mexicanos em material que reuni.
Sem dúvidas, um dos pontos mais curiosos no submundo mexicano é a utilização de monstruos blindados artesanais utilizados pelos narcotraficantes para confrontos com rivais ou autoridades.
Se já não bastasse o uso das caminhonetes blindadas, agora a moda é trator blindado.
A ala dos Escorpiones, do Cartel del Golfo (CDG), investe muito na questão dos blindados, mas há uma motivação: muitos rivais para combater no estado de Tamaulipas.
Nas mídias que se segue, há a exibição de um Hummer blindado, bem como um caminhão blindado atacado pelos rivais.
PCC está rachado e enfrenta sua pior crise em 30 anos, diz promotor
Desde 2006 o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial e de Combate ao Crime Organizado) de Presidente Prudente (SP), subordinado ao MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo), investiga as ações do PCC (Primeiro Comando da Capital).
Segundo Gakiya, a facção está rachada e enfrenta a sua pior crise em 30 anos de existência. O promotor fez uma radiografia da guerra interna na organização e explicou que o conflito teve início em 2012 na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau (SP) e culminou este ano na Penitenciária Federal de Brasília.
Gakiya revelou que Marco Willians Herbas Camacho, 56, o Marcola, apontado como o líder máximo do grupo, rompeu os laços de amizade e confiança com outros quatro importantes integrantes da cúpula da facção e agora tonaram-se rivais.
Ano de 2012 - Marcos Paulo Nunes da Silva, o Baianinho Vietnã, preso à época na P2 de Venceslau, foi acusado de tomar uma biqueira (ponto de venda de drogas) e de mandar matar o dono dela sem autorização do PCC. Vietnã foi julgado pela cúpula da organização, acabou excluído e teve a morte decretada.
Segundo Gakiya, Marcola interveio, concordou com a exclusão, mas suspendeu o decreto da pena de morte. A decisão do chefão desagradou Edilson Borges Nogueira, o Biroska, preso no mesmo pavilhão de Vietnã na P2 de Venceslau na ocasião, e bem conceituado entre os membros da facção.
Ano de 2017 - O procurador de Justiça Márcio Christino e o jornalista Cláudio Tognolli lançam o livro "Laços de Sangue - A História Secreta do PCC". Um dos capítulos diz que a ex-mulher de Marcola, Ana Maria Olivatto, morta em 22 de outubro de 2002, era informante do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais). Biroska soube da citação na obra e comentou na P2 que o caso deveria ser investigado.
Em dezembro do mesmo ano, ele foi assassinado na quadra do banho de sol, acusado de caluniar Marcola. A morte dele desagradou Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, Fabiano Alves de Souza, o Paca, Daniel Vinícius Canônico, o Cego, Roberto Soriano, o Tiriça, e outros líderes.