1/ Pesquisa Genial/Quaest mostra que Lula venceria todos os possíveis adversários em um eventual segundo turno, caso a eleição fosse hoje. O pior desempenho de Lula seria contra Gusttavo Lima. Neste cenário, Lula teria 41% e Gusttavo Lima 35%.
Quer entender por que? Segue o fio…
2/ A explicação para o bom desempenho de Gusttavo Lima está no seu alto nível de conhecimento com imagem positiva. Ele é conhecido nacionalmente, próximo dos 80%, muito superior a outros políticos como Tarcisio, Zema e Caiado. Isso dá a ele uma vantagem competitiva já que pra ser votado, é preciso ser conhecido.
3/ Nos outros cenários testados, Lula também venceria Eduardo Bolsonaro (44 x 34), Pablo Marçal (44 x 34), Tarcísio de Freitas (43 x 34), Romeu Zema (45 x 28) e Ronaldo Caiado (45 x 26).
Considerando o patamar de votos na oposição (entre 26% e 35%), dá pra concluir que nenhum nome foi capaz de mobilizar a totalidade dos 49% que reprovam o governo Lula. Parte de quem reprova o governo, opta por votar branco, nulo ou se abster, se a eleição fosse hoje.
4/ Embora a vantagem eleitoral de Lula esteja mantida, ela diminuiu consideravelmente no intervalo de um mês. Veja, por exemplo, a comparação de uma eventual disputa entre Tarcísio e Lula em 2026. Em Dez/24, a distância era de 26 pontos, agora foi para 9.
5/ No mesmo período, a vantagem que Lula teria sobre Caiado que era de 34 pontos em Dez/24, passou para 19 pontos agora em janeiro. Ou seja, Lula viu sua popularidade cair e sua vantagem eleitoral diminuir nesse período.
6/ Mas como os níveis de conhecimento são muito diferentes entre os diferentes nomes comparados, para compreender o potencial de voto de cada um é preciso analisar intenções de voto relativas ao grau de conhecimento de cada potencial candidato no eleitorado. Ao fazer essa comparação, extraímos a taxa de crescimento potencial dos candidatos.
Caiado é votado por 81% de quem o conhece; Zema por 74%; Tarcísio é votado por 62% dos que o conhecem; Marçal tem o apoio de 50%; Gusttavo Lima e Eduardo Bolsonaro conseguem 44% de intenção de voto entre quem os conhece. Ou seja, ao se tornarem conhecidos, os governadores de Goiás, Minas e São Paulo passam a ter grandes chances de serem competitivos se exportarem para o Brasil a imagem que conseguiram construir em seus respectivos estados.
Se não conseguirem fazer isso, deixam espaço para o nome mais conhecido se firmar como um candidato real. Gusttavo Lima tem desempenho alto, considerando que sua candidatura ainda não conta nem com um partido político.
Neste gráfico ainda há dois destaques que merecem ser feitos:
(1) Jair Bolsonaro continua sendo o mais forte entre os nomes da oposição, mas está inelegível;
(2) o cargo de Ministro da Fazenda fez com que Fernando Haddad se transforme na liderança mais rejeitada neste momento (56%).
7/ Embora as comparações de segundo turno sejam as melhores nesse momento para compreender potencial de candidaturas, simulamos também como seria a disputa desses nomes da oposição no primeiro turno.
Em qualquer cenário, Lula tem o seu piso histórico, 30%. Se a oposição bolsonarista se juntar em torno de um nome como o de Gustavo Lima, e Tarcísio não for mesmo candidato, ele teria força para chegar ao segundo turno.
Se o bolsonarismo e a direita moderada se fragmentarem, o quadro fica imprevisível. Até Ciro Gomes teria chances de enfrentar Lula com a divisão total da direita e da direita radical bolsonarista.
Isso indica que a oposição vai precisar mais do que os erros do governo para ser competitiva em 2026, ela vai precisar se organizar e se apresentar com alguma unidade para terem um candidato forte contra o incumbente.
8/ Apesar de todas essas simulações, que mais lembram as análises a partir da teoria de Arrow, a eleição de 2026 está longe de estar definida de alguma forma: 78% dos eleitores não conseguem dizer espontaneamente em quem votariam se as eleições fossem hoje. Lula teria 9% e Bolsonaro outros 9%, em uma demonstração da fraqueza e da força dos dois ao mesmo tempo.
9/ A Quaest ouviu 4.500 pessoas entre os dias 23 e 26/01. O nível de confiabilidade do levantamento é de 95% e a margem de erro é de 1 ponto percentual. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos.
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1/ Pesquisa Genial/Quaest mostra governo Lula aprovado por 44% e desaprovado por 51% (saldo negativo de 7 pontos); o pior resultado de aprovação desde julho/25, antes do tarifaço de Trump.
2/ A avaliação do governo também piorou no ultimo mês: A avaliação positiva oscilou negativamente, saiu de 33% para 31%; enquanto a avaliação negativa foi de 39% para 43%. O saldo negativo dobrou em um mês, foi de -6 para -12. O regular oscilou de 26% para 25%.
3/ Essa mudança parece ser uma combinação de 3 fatores: primeiro, o noticiário ficou mais negativo. Enquanto 47% foram impactados por notícias negativas, só 24% foram impactados por notícias positivas no último mês.
1/ Genial/Quaest: Lula segue à frente de seus adversários a 11 meses da eleição. Nos cenários de 1º turno, ele varia entre 31% e 39%. Na oposição, o mais bem colocado é Bolsonaro (inelegível), com 27%. Michelle, Tarcísio e Eduardo têm desempenhos parecidos.
2/ Na simulação de 2º turno contra Bolsonaro, a vantagem de Lula diminuiu. O presidente aparece com 42%, contra 39% do ex-presidente, um empate técnico. Medir Bolsonaro, mesmo inelegível, ajuda a entender o teto de uma candidatura de oposição.
3/ Contra Ciro Gomes, a distância também caiu. Lula foi de 41% para 38%, enquanto Ciro foi de 32% para 33%. É o cenário mais apertado considerando apenas os candidatos com elegibilidade garantida hoje.
1/ Genial/Quaest: aprovação ao governo Lula interrompe tendência de alta e fica estável neste mês - aprovação vai de 48% para 47% - e a desaprovação sai de 49% para 50%.
Segue o fio…
2/ As taxas de avaliação do governo registraram piora no último mês: saldo da avaliação foi de -4 (37% - 33%) para -7 (38% - 31%). O regular ficou em 28%.
3/ A estabilidade é explicada por fatores que se anulam: de um lado, alívio no bolso. Caiu de 88% para 58% a parcela que reclama da alta dos alimentos no supermercado.
1/ A um ano da eleição, Lula mantém liderança em todos os cenários de 1º turno, variando entre 35% e 43%. Bolsonaro (inelegível) aparece como o melhor nome da oposição (26%). Sem ele, Michelle (21%) e Tarcisio (19% ou 18%) aparecem como as alternativas mais bem posicionadas.
2/ Entre julho e out/25, Lula passou de 32% para 39%, enquanto Tarcísio foi de 15% para 18%. Ciro Gomes se manteve nos 12%, Zema nos 4%, e Caiado oscilou de 5% para 4%.
3/ No cenário sem Tarcisio, Lula passa de 30% para 36% entre jul/25 e out/25; Michelle foi de 19% para 21% e Ratinho Jr saiu de 7% para 10%. Os outros nomes oscilam dentro da margem de erro.
1/ Pesquisa Genial/Quaest mostra que a aprovação do governo Lula chega ao maior nível desde janeiro deste ano. Aprovação e desaprovação aparecem empatadas: 48% a 49%.
Segue o fio para mais detalhes…
2/ Chama especial atenção a recuperação do governo entre o eleitorado feminino, público que foi fundamental para a vitória de Lula em 2022…
3/ E a recuperação, de julho pra cá, no Nordeste (53 -> 62) e no Sul (35 -> 41). No Sudeste, a popularidade do governo oscilou positivamente desde o anúncio do tarifaço (40 -> 44).
1/ Genial/Quaest: Nas simulações que consideram fragmentação de candidaturas da oposição, Lula aparece com 32% a 35% das intenções de voto. Os mais competitivos pra irem ao 2º turno seriam:
- Bolsonaro (inelegível) com 24%,
- Michelle com 18% e
- Tarcísio com 17%.
Eduardo seria o pior candidato do clã Bolsonaro (14%).
2/ Nos cenários em que a direita radical lança Eduardo para competir com algum outro nome da direita, Lula passa a ter chances de vencer já no 1º turno. O atual presidente teria entre 40% e 43% das intenções de voto, percentual maior que a soma dos outros dois nomes:
3/ Nas simulações de 2º turno o que mais chama atenção é a competitividade de Ciro Gomes. Ele é o nome mais competitivo dentre todos os citados (7 pts). O segundo mais competitivo é Tarcisio (8 pts). O terceiro é Ratinho Jr (12 pts). Bolsonaro é apenas o quarto mais competitivo, com a mesma distancia que Zema tem para Lula (13 pt). Michelle e Caiado aparecem em seguida, com uma distância de 15 pontos. Eduardo Bolsonaro estaria 18 pontos atrás de Lula e Leite a 19 pontos.