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9 Jun
1. O número de casos COVID continua a subir, como esperado. É uma doença grave q condiciona uma ocupação por si só de mts camas UCI por doentes críticos q a medicina trata razoavelmente. A crise de esmagamento dos recursos (Fev) não voltará. Dtes intratáveis (Abril) não voltarão.
2. Há mts doenças graves. Poucas transmissíveis e uma que causou uma crise humanitária há meses. A vacina resolveu a crise humanitária e está às portas de resolver a crise de saúde pública.
3. Olhamos para a nossa UCI COVID, das mais sobrecarregadas do país, e não vemos catástrofe nem nos sentimos a correr atrás do prejuízo. Os doentes são diferentes. São tratáveis. Podemos fazer o nosso trabalho com recursos e sucesso. Dentro do mau para os dtes é bom para o país.
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10 Mar
1. Nos US e UK, a caminho de vacinarem 1% da população por dia ainda em Março, a soma vacina + curados impedirá nova vaga com significado médico (sem mutação) a partir de Maio, quando os frágeis estiverem vacinados. Os frágeis não são isoláveis, mas são vacináveis.
2. A recuperação da economia dos US será rápida quando as pessoas perceberem q a doença passou a matar pouco. Ocorrerá antes da UE e Ásia, onde a vacina chinesa falhou. Nos US em Abril, vida “normal” ainda não, mas o sol está de volta.
3. O UK vai ainda ter de lutar pela imunidade de grupo pois a vacina AstraZéneca não protege na casa dos 95% os frágeis e não têm Pfiser / Moderna q chegue, deixando-os ainda dependentes do resto da população. A pesquisa de Ac neutralizantes pode ser a saída para revacinar esses.
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10 Mar
Um COVID sintomático, passados X dias, se assintomático, cumpre critérios de cura mau grado o RT PCR, pois sabe-se q não há particulas virais viáveis. Está curado. Não tem COVID. Apanha-se um tipo qq, sem sintomas, é RNA positivo e é “infetado assintomático”. Não “é ou foi”. É.
E não me refiro a critérios epidemiológicos, de segurança. Refiro-me ao seu uso para estudar a dinâmica da transmissão. Não sei se nasci 200 anos tarde de mais ou 200 cedo demais.
Qdo defendo “seguir o vírus” distinguindo isso dos “doentes”, separo o sinal de atividade viral e o olhar macro sobre ele, de conclusões fortes sobre a fisiologia da transmissão. Nesta, nos assintomáticos, distingam-se os infetados dos curados, pois só os 1.ºs podem transmitir.
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8 Mar
1. O grande debate continua no ocidente incompetente: Abre ou fecha tudo? Fecha ou abre tudo? Devar ou devagarinho? No totobola ainda havia o X. Isto entre hospedeiros, pq o vírus não entra na conversa (Transmite-se. É o q sabe fazer.).
2. Na Alemanha o debate é mais lúcido. O jornal Handelsblatt diz q uma fonte secreta no gov. insiste q a vacina da AstraZeneca só é eficaz em 8% dos idosos. Merckel recusa ser vacinada com essa vacina pq é idosa. Agora o jornal recua, mas há 1.4 milhões de doses q ninguém quer.
Qual a fonte? todos perguntam. Como sabem? É segredo todos respondem. Isto é um jornal político-económico, não um jornal científico! Isto depois do choro geral de q o UK não lhes dava essas vacinas. Pq não as dão aos visons. Jovens.
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3 Mar
2. TODOS os vírus sofrem mutações. Este menos q outros. Quem se lembraria de não contar com a emergência de novos genótipos? Bom...só quem se lembrasse de navegar à vista, reagindo só em vez de proativamente planear/adaptar.
3. O SARS CoV 2 tem sido tido como uma zoonose em processo de adaptação ao Homem através da seleção das mutações mais competitivas entre estirpes. Em pandemia é certo q as mutações q favorecem a transmissibilidade são seleccionadas, mas não é certo q as menos virulentas o sejam.
4. Como há várias formas de explicar q qdo se têm demasiados doentes as coisas corram pior, para se decidir se uma estirpe é mais virulenta é necessária uma análise multifatorial. Uma coisa é certa: deixar um vírus agudo à solta é jogar póker com o nosso destino.
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29 Jan
1. Uma coisa para os q estão convencidos que a única solução de saúde é um SNS à portuguesa ou inglesa em que os médicos e outros profissionais de saúde são todos assalariados do estado. Trabalhei quase um ano na Bélgica e o meu filho nasceu no Hôpital Erasme, onde eu trabalhava.
2. Lá, mal cheguei, tive de escolher uma seguradora. NÃO, nunca paguei o seguro. Quem pagava à seguradora era o governo Belga, em tudo o q achava q devia cobrir. Tds os doentes têm no seu tlm o telefone do seu médico de família a quem ligam. Ele atende pq não quer perder doentes.
3. Há coisas q a seguradora não paga pq o gov. Belga não lhe paga a ela. O médico tem de avisar o dte q é um extra. A Obstetra perguntou “quer q eu esteja presente pessoalmente no parto ou pode ser o médico de serviço?” Nós dissémos q queríamos q fosse ela. Pagámos extra.
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29 Jan
1. Os doentes COVID ou suspeitos vão às urgências hospitalares porque temem q a sua doença seja grave e tenham de ficar internadas. Na COVID o sinal de gravidade mais comum (sensação de falta de ar / fadiga) é menos fiável q noutras doenças. Tem de ser um médico a ver o doente.
2. O médico, não o próprio doente, procura (na COVID) 4 sinais simples (simplificando): A) O oxigénio está baixo no sangue do doente? B) O “trabalho respiratório” é excessivo para o oxigénio estar bem (vai cansar-se em horas e depois o oxigénio baixa)? C)...
3. C) Há sinais de atingimento não respiratório (marcador de gravidade), por exemplo um trombo/embolia ou outro? D) As análises (PCR/DDímeros/ LDH altos ou Linfocitos baixos (ou outroas) e/ou a percentagem de pulmão com pneumonia visível no RX/TC é alta pulmão “poupado baixo)?
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28 Jan
1.Há escassos anos (durante o mandato de Passos) apercebi-me q, tal como em Sá Carneiro o assumir da separação com a esposa teve um impacto cultural, com Passos o não receber Salgado teve um impacto cultural. Nesse mandato tornou-se claro q a questão direita-esquerda perdeu valor
2. Fui (e sou) crítico desse mandato, mas por motivos diferentes dos ideológicos (éramos semi-govrrnados por estrangeiros e tirá-los de cá era o objetivo de Passos). Foi aí q percebi q a mitomania do polvo PS / CPM eram a face visível, não da corrupção inevítável, mas da “rede”.
3. Existe uma rede inorgânica, por enqto, de com propriedades transitivas de troca de favores. Não é “este tipo é meu amigo e é muito bom, desenrasca-lhe esta chatisse”, é “este tipo é “nosso amigo””, foi sinalizado, encaixa-o neste ou naquele esquema.
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27 Jan
1. Continuo convencido q a pandemia estará em espiral de resolução no fim da primavera. Não é porque a SANOFI francesa vai iniciar a produção de vacinas, juntando como previsto a sua máquina industrial ao resto do ocidente. É por más razões (catástrofe sanitária em curso).
2. A catástrofe sanitária em curso mata e debilita, mas imuniza os sobreviventes. A propagação viral à solta, com mtos infetados não reconhecidos, cria imunidade talvez semelhante à vacina. Se 25% da população for infetada, a imunidade de grupo para os sobreviventes é relevante.
3. Se ao objetivo 80% de imunizados retirarmos 20 ou 25%, ficaria para o plano de vacinação 55%. Muito antes disso já será sensível o efeito vacinação + infeção + INF. Isto se não houver redundância.
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27 Jan
2. Os militares comungam, em termos de prever cenários e gerir riscos, da situação descrita pelos pilotos de aviação. Um explicava há anos: a aviação é complexa como os hospitais, mas nós vamos DENTRO do avião. Isso muda mto a perspetiva do gestor de risco
3. Não espantaria um militar a carta q escrevi a Graça Freitas no início de março para liderar uma equipa de observação e ajuda à lombardia. Não era só solidariedade europeia. Era uma missão de observação. Foi recusada, da forma habitual
4. Planear. Se um hospital gastar, por exemplo, 80 m3 de oxigénio por hora normalmente e, em crise COVID, passasse a gastar 240 m3, na lombardia, isso (entre dezenas doutros aspetos) criaria um pedido no ponto de entrega (tomadas) a ser alimentado pela rede.
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17 Jan
Sócrates levou a economia à bancarrota, chamou a Troika e fugiu. Costa e Marcelo levaram o país a uma crise humanitária e só não chamam uma Troika pq para isto não há. Temida grita que agora é cada um por si. A economia vai de seguida.
Portugal foi parcialmente protegido da pandemia por ser pobre. O vírus segue a mobilidade das pessoas e os dados, onde há dados, documentam que os países mais desenvolvidos são mais atingidos e mais cedo. PT deve ser comparado com a Grécia ou países senelhantes. Não a Holanda.
Esse facto - estarmos numa ponta da Europa, longe do epicentro Norte de Itália-França/Alemanha-UK, ajudou-nos no início e revela q a resposta alemã foi melhor e a Espanhola pior q o esperado. Madrid (mais rica) foi muy mala. PT falhou mais e mentiu mais q a Europa comparável.
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17 Dec 20
Disse-o no passado e insisto: misturar doentes COVID positivo geradores de aerossois, com doentes não COVID, sem suspeita de serem COVID, dias a fio, alegando minudências formais (“o circuito”) é crime.
O dte entra sem pneumonia por TAC, sem clínica ou laboratório sugestivos, com uma explicação clínica clara para as suas queixas, fica um ou dois ou três dias misturado com COVIDs a fazerem aerossois (VNI), vem o teste negativo confirmado / reconfirmado, vai p a enf limpa e...
... três ou 5 ou 10 dias depois está a infetar toda a gente e lá o levam para a enfermaria COVID. Onde apanhou o COVID? Onde será q foi? Ah, mas não temos o genoma todo em detalhe e assim fica difícil de provar. Pois. Foi o gato, não a mistura com os COVID comprovados no banco.
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4 Dec 20
O número de COVIDs nosocomiais (pessoas q vão ao hospital por outra coisa e são infetados pelo COVID no serviço de urgência) continua a crescer. Ninguém planeia nada com competência numa doença que está entre nós desde Março. Incompetência grosseira.
Do ponto de vista ético, com meses e meses para planear, um hospital q deveria dedicar a assistir quem está doente ser causa evitável de propagação de doença infecciosa relevante, é grave.
Dedicarem-se. É um mal geral, pois o governo é o mesmo. Pq é q a DGS não planeou as coisas 8 meses depois de chegar a pandemia e 9 depois da tragédia da Lombardia?
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