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Opiniões Pessoais. Economista, Gestor, Portfólio Manager, Investidor Anjo. Não faço recomendações de investimento. Analiso cenário.
May 18 7 tweets 5 min read
Oriente Médio, Juros e Eleições
By Dan Kawa
18Mai26

Sem um desfecho para o conflito no Oriente Médio e com o petróleo novamente em alta, os juros globais continuam em patamar elevado e exercendo pressão sobre as bolsas ao redor do mundo. Escrevi sobre este pano de fundo no final de semana, aqui: . Três temas devem concentrar a atenção dos mercados no curto prazo, dois de natureza internacional, profundamente interligados, e um de caráter local. No cenário externo, a guerra no Oriente Médio segue como o principal vetor para os mercados, tanto no horizonte imediato quanto nas implicações de mais longo prazo. É justamente esse fator que também vem determinando o segundo ponto central para os investidores, que é a trajetória e o nível de acomodação dos juros globais.

No cenário local, as recentes revelações envolvendo Flávio Bolsonaro vêm redesenhando o cenário eleitoral de curto prazo e, potencialmente, também o de longo prazo para as eleições presidenciais no Brasil. As pesquisas mais recentes, que ainda não capturam integralmente esses eventos, seguem indicando um quadro de empate técnico entre Flávio e Lula. Ainda assim, informações de mercado apontam que trackings mais recentes, ainda não públicos ou oficiais, já mostrariam uma abertura relevante de vantagem para Lula, na ordem de aproximadamente 7pp. Caso esse movimento se consolide e não haja reversão ao longo das próximas semanas e meses, os impactos sobre alianças políticas, percepção dos agentes econômicos e dinâmica eleitoral tendem a ganhar relevância crescente até as eleições.
May 15 5 tweets 3 min read
Alta nas taxas de juros pressiona ativos de risco
By Dan Kawa
15Mai26

Pela primeira vez em algum tempo a alta nas taxas globais de juros está exercendo impacto negativo nos mercados. A história das últimas horas é mais uma rodada de alta nas taxas de juros (vide tabela e gráficos abaixo) que, desta vez, estão pressionando os mercados globais de ações e, em especial, os setores e regiões mais ligados a tese de tecnologia e IA:Image
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No campo econômico, a recente alta do preço do petróleo e a inflação mais persistente está levando alguns agentes a fazerem uma analogia com o cenário da década de 70: Image
May 13 5 tweets 3 min read
Inflação persistente pressiona juros nos EUA e Brasil
By Dan Kawa
13Mai26

A terça-feira teve como grande destaque a divulgação dos dados de inflação, nos EUA e no Brasil. Números mais elevados levaram a pressão de alta nas taxas de juros de ambos os país, mantendo um tom de alguma aversão a risco.

O presidente dos EUA inicia nas próximas horas sua visita à China. Trump está acompanhado pelos CEOs das principais empresas americanas e espera-se que as reuniões no país possam ser importantes para destravar acordos comerciais e melhorar a relação entre as duas potenciais. A inflação americana de abril voltou a reforçar a percepção de um ambiente inflacionário mais persistente do que o Fed gostaria. O headline acelerou novamente puxado por energia e alimentos, enquanto o núcleo seguiu firme, especialmente em serviços, aluguel e segmentos ligados ao mercado de trabalho. Mesmo descontando distorções pontuais em "alugueis ("shelter"), a inflação subjacente continua rodando acima da meta e consistente com uma economia ainda resiliente. Ao mesmo tempo, o choque do petróleo ligado ao Oriente Médio começa a contaminar gradualmente mais categorias, incluindo transportes, alimentos e parte dos serviços. O dado reforça a visão de um Fed ainda bastante cauteloso, com espaço limitado para cortes de juros no curto prazo e risco crescente de manutenção de juros elevados por mais tempo.Image
May 11 9 tweets 5 min read
Emprego nos EUA: sinais de fraqueza, não recessão
By Dan Kawa
11Mai26

Na noite de ontem, Trump postou em relação as negociações com o Irã: “Acabei de ler a resposta dos chamados ‘representantes’ do Irã. Não gostei — TOTALMENTE INACEITÁVEL! Obrigado pela atenção a este assunto. Presidente Donald J. Trump.”

A mensagem sugere uma deterioração nas negociações entre EUA e Irã, em meio ao recente aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O tom mais duro de Trump tende a elevar a percepção de risco nos mercados, especialmente em petróleo, juros e ativos de risco globais. Ainda assim, à exceção de uma alta mais relevante do petróleo, o prolongamento das negociações e as frequentes mudanças de tom de Trump fizeram com que os ativos de risco reagissem apenas de maneira moderadamente negativa nesta manhã. Os mercados continuam mostrando uma resiliência impressionante, sustentados principalmente pela força dos resultados corporativos e pela continuidade do ciclo de IA global. Nos EUA, a temporada de balanços segue muito acima das expectativas, mas o movimento já começa a ficar mais amplo, com melhora também em Europa e Japão, enquanto semicondutores, infraestrutura de IA e Big Tech seguem liderando os ganhos.

Ao mesmo tempo, o pano de fundo macro ainda parece relativamente benigno, com desaceleração gradual do mercado de trabalho sem sinais mais claros de recessão ou aperto adicional do Fed. Ainda assim, o cenário segue bastante concentrado em poucos temas e regiões, especialmente IA, semicondutores e Ásia, enquanto partes importantes do consumo global continuam pressionadas por energia mais cara e renda mais apertada. O ambiente permanece positivo, mas cada vez mais rápido, seletivo e sensível a mudanças de narrativa.
May 8 7 tweets 5 min read
Brasil: Fluxos & Rotações
By Dan Kawa
08Mai26

Algumas dinâmicas de fluxo parecem estar exercendo impacto relevante sobre os ativos locais nos últimos dias. Primeiro, o retorno do tema de Inteligência Artificial voltou a direcionar fluxo para os EUA, especialmente para o setor de tecnologia, o que pode estar contribuindo para a recente saída de investidores estrangeiros da bolsa brasileira.Image No lado micro, o IPO da Compass também pode ter contribuído para pressionar as ações do setor de energia, à medida que alguns gestores e fundos realizaram posições para gerar caixa e participar da nova oferta. Além disso, a temporada recente de resultados corporativos trimestrais trouxe maior dispersão entre os ativos, com movimentos mais acentuados, tanto positivos quanto negativos, em ações específicas.
May 7 7 tweets 5 min read
Um Olhar para Inteligência Artificial (IA)
By Dan Kawa
07Mai26

A indicação de que um "acordo de paz" estrutural entre EUA e Irã estaria para ser assinado levou a uma rodada de otimismo, com o petróleo caindo em torno de 7%, levando a ma queda das taxas de juros globais, alta das bolsas e dólar forte no mundo. No campo de política monetária, o Norges Bank (Banco Central da Noruega) se tornou o terceiro banco central do G10 a elevar os juros neste ciclo, depois do Banco do Japão (BoJ) e do Banco Central da Austrália (RBA). Isso mostra que alguns países desenvolvidos começaram a voltar a subir juros após um período de cortes ou estabilidade. Sinaliza que o processo global de afrouxamento monetário pode ser menos linear e mais cauteloso do que o mercado imaginava, especialmente com a alta no petróleo.Image
May 6 7 tweets 4 min read
Impacto de Trump no Estreito de Hormuz
By Dan Kawa
06Mai26

A decisão de Trump de pausar a escolta militar a navios comerciais no Estreito de Hormuz foi interpretada pelo mercado como um sinal relevante de desescalada e maior espaço para solução diplomática com o Irã. A medida ocorreu logo após o início da operação e veio acompanhada de avanço nas negociações mediadas pelo Paquistão e maior envolvimento da China no diálogo regional. Como resposta, bolsas globais subiram, petróleo recuou e ativos defensivos ganharam força, refletindo redução parcial do prêmio de risco associado ao choque geopolítico e ao risco de interrupção prolongada no fluxo de energia. Este ambiente, trouxe nova onda de fluxos ao Brasil, que teve uma terça-feira de forte valorização de seus ativos. No Brasil, a ata do Copom reforça que o BC segue vendo espaço para continuidade do ciclo de cortes, mesmo diante do choque inflacionário, apoiado na desaceleração da atividade. Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com os efeitos persistentes do choque de energia, especialmente nas expectativas mais longas, o que abre a discussão sobre extensão do horizonte de convergência da inflação. Esse ponto ajuda a explicar a manutenção do ciclo mesmo com projeções acima da meta no horizonte relevante. Ainda assim, o BC mantém flexibilidade total, e embora o cenário base ainda contemple cortes adicionais, aumenta a probabilidade de um ritmo mais lento ou ciclo mais curto diante da piora do balanço inflacionário.Image
May 5 9 tweets 5 min read
O cenário global segue resiliente, porém mais arriscado no curto prazo
By Dan Kawa
05Mai26

A segunda-feira foi de pequena realização de lucros nos mercados, após alguma deterioração do cenário no Oriente Médio. Hoje pela manhã, já estamos vendo alguma recuperação. O cenário global segue resiliente, porém mais arriscado no curto prazo. A escalada no Golfo mantém o petróleo elevado, próximo de US$114, aumentando o risco de estagflação ou recessão. Ainda assim, a atividade industrial surpreende positivamente, com PMI em máximas de quase cinco anos e crescimento próximo de 3%, sustentado por capex e demanda fortes, embora parcialmente antecipados. Ao mesmo tempo, pressões de custos via energia se intensificam e bancos centrais seguem cautelosos. Em síntese, crescimento ainda sólido, mas com riscos crescentes ligados ao choque energético.Image
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May 4 8 tweets 6 min read
Abril: Trajetória de Recuperação
By Dan Kawa
04Mai26

No último dia de abril, o S&P 500 registrou oficialmente seu maior fechamento da história, o segundo melhor mês de abril e acumulou alta de +14,2% desde a mínima de 30 de março. Isso representa +US$ 8,1 TRILHÕES em valor de mercado adicionados em apenas 23 pregões.Image
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Após a alta de abril, o mercado apresenta um posicionamento esticado, o que historicamente reduz o retorno esperado no curto prazo e aumenta a sensibilidade a movimentos de fluxo. Nesse contexto, a dinâmica passa a ser menos sustentada por fundamentos e mais influenciada por entradas e saídas de capital (fluxos):Image
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Apr 30 7 tweets 4 min read
Juros, Bancos Centrais e Uma Derrota de Lula
By Dan Kawa
30Abr26

A continuidade de alta no preço do petróleo levou a alguma correção dos ativos de risco mas, no geral, ainda tímida perto da recuperação verificada ao longo do mês de abril. Os ativos do Brasil vem apresentando pressão maior, no que parece ser a continuidade de fluxos de saída, após um começo de ano bastante positivo. No Brasil, o BCB cortou a Selic em 25bps para 14,50%, em linha com o esperado, mantendo um tom cauteloso e reforçando a continuidade do processo de ajuste em ritmo gradual. A autoridade monetária sinaliza que precisa de mais tempo para avaliar os efeitos do conflito sobre inflação, atividade e condições financeiras, em um ambiente de incerteza ainda elevada. Apesar de ainda enxergar desaceleração adiante, o cenário ficou mais desafiador, com pressão de petróleo e possíveis estímulos fiscais e de crédito, o que pode limitar o ritmo de cortes à frente e até encurtar o ciclo de afrouxamento caso esses vetores se confirmem.
Apr 29 5 tweets 3 min read
Petróleo alto e riscos macroeconômicos em 2026
By Dan Kawa
29Abr26

A bolsa do Brasil tem passado por um momento de realização de lucros, que pode ser explicada pela saída de pequena parte do fluxo de capital estrangeiro que havia entrado no Brasil este ano: Image Com o petróleo mais alto e sem uma solução definitiva para o conflito, o mercado começa a desenhar cenário alternativos para preços estruturalmente mais elevados. Segundo o JPM, Um fechamento mais prolongado do Estreito de Ormuz elevaria significativamente o risco macro global, com um cenário adverso em que o Brent poderia chegar a US$150/barril nos próximos meses. Esse choque seria maior que o de 2022 e mais próximo dos episódios de 1979 e 1990, pressionando inflação e reduzindo crescimento. Pelas estimativas citadas, o impacto poderia adicionar mais de 2 p.p. à inflação e retirar cerca de 1,6 p.p. do PIB global em 2026, colocando em risco a continuidade da expansão econômica.Image
Apr 28 4 tweets 3 min read
Resultados, Valuation e Técnico
By Dan Kawa
28Abr26

Há poucas novidades relevantes no curto prazo. Ressalta-se a ausência de solução definitiva para o conflito no Oriente Médio. O petróleo permanece em patamar elevado, com viés de alta. Ainda assim, os mercados acionários globais apresentam valorização, sustentados por resultados corporativos mais construtivos. O quadro técnico mostrou leve deterioração nas últimas semanas. No Brasil, a ausência de fluxo adicional estrangeiro tem levado a alguma acomodação dos mercados. Esse ambiente sugere um pano de fundo mais frágil no curto prazo para ativos de risco, na ausência de um acordo de paz definitivo. Um olhar nos valuations de mercado sugerem um quadro de valuations global ainda relativamente esticado, mas com nuances importantes. O múltiplo do MSCI AC World segue acima da média histórica, puxado principalmente pelos EUA, enquanto outras regiões (Europa, Japão e ex-EUA) estão mais próximas de níveis neutros. Ao mesmo tempo, o equity risk premium (ERP) global caiu para patamares historicamente baixos, ou seja, o mercado está mais dependente de crescimento e lucros para se sustentar. Em termos de estilos e setores, há clara dispersão. growth, tecnologia e qualidade continuam negociando com prêmio elevado, enquanto value, energia e financeiros seguem mais descontados. A leitura geral é de um mercado não barato, concentrado e com menor margem de erro, onde a seletividade (regional e setorial) se torna mais relevante do que a direção agregada.Image
Apr 27 8 tweets 5 min read
Foco nos Fundamentos. Um olho em Zema...
By Dan Kawa
27Abr26

O final de semana trouxe poucas novidades no que tange o conflito no Oriente Médio. A despeito de um preço do petróleo ainda alto e subindo, o mercado de ações segue bem suportado, mas mantendo os juros globais com pressão altista em suas taxas.

Os lucros devem enfrentar pressão no curto prazo com disrupções nas cadeias produtivas afetando o crescimento, mas a leitura central é de que o choque é temporário. Como o conflito não deve se prolongar, o mercado tende a olhar através dessa fraqueza, tratando o risco como cíclico e não estrutural, mas não deixa de ser um risco que pode trazer incerteza, volatilidade e correções pontuais aos ativos de risco:Image A sensibilidade da economia ao petróleo caiu de forma estrutural nas últimas décadas, com os EUA consumindo hoje cerca de 60% menos petróleo por unidade de PIB do que nos anos 70, o que reduz o impacto macro de choques energéticos: Image
Apr 24 7 tweets 5 min read
Oriente Médio e além...
By Dan Kawa
24Abr26

Os ativos de risco continuam sensíveis as notícias do Oriente Médio. Por ora, existe um cessar-fogo frágil em andamento, mas sem sinais concretos de avanços nas negociações para um acordo de paz mais prolongado. Para além do conflito no Oriente Médio e a dinâmica de mercado, o cenário para inflação, crescimento e política monetária nos EUA é um tema que merece atenção e a aparição de Kevin Warsh, indicado para a presidência do Fed, no Congresso Americano essa semana, merece destaque.

A discussão indica que o Fed pode rever como mede a inflação, com Warsh defendendo indicadores que capturem melhor o núcleo, como o trimmed mean, que hoje sugere inflação mais próxima da meta e poderia justificar uma postura mais dovish. Ainda assim, no longo prazo essas métricas não mudam muito o diagnóstico, e o impacto real dependeria mais de uma eventual mudança no regime, como adotar uma meta em faixa em vez de um ponto.Image
Apr 23 10 tweets 6 min read
Tensão, Rotação e Acomodação
By Dan Kawa
23Abr26

Aparentemente, estamos passando por alguma rotação nos mercados globais, com a bolsa dos EUA se destacando e, alguns queridinhos, como o Brasil, sofrendo alguma realização de lucros nos últimos dias. Dado a magnitude e velocidade da alta e dos fluxos recentes, uma acomodação é natural e, não necessariamente, significa qualquer mudança estrutural ou permanente de tendência. O petróleo segue em forte alta pelo terceiro dia consecutivo, com o WTI próximo de US$ 94 e o Brent acima de US$ 100, refletindo uma escalada relevante das tensões geopolíticas. O movimento é impulsionado pelo aumento do risco de oferta após ações recentes envolvendo o Estreito de Ormuz, incluindo apreensão de navios pelo Irã e bloqueios liderados pelos EUA, além da ausência de avanço nas negociações entre Donald Trump e o governo iraniano. Com o fluxo de petróleo ainda comprometido em uma das principais rotas globais de energia, o mercado passa a precificar uma disrupção mais prolongada de oferta, reforçando a percepção de que o choque energético global ainda está longe de ser resolvido.
Apr 22 10 tweets 6 min read
Cessar Fogo, Earnings & Crescimento
By Dan Kawa
22Abr26

O conflito no Oriente Médio continua a ser o principal vetor de direcionamento dos ativos de risco no curto prazo. Contudo, por trás dessa “cortina de fumaça”, observamos fundamentos que seguem dando suporte aos mercados. Em especial, destacam-se (e serão aprofundados a seguir): (1) um setor corporativo saudável nos EUA e no mundo, com expansão e crescimento de lucros, e (2) uma economia americana (e global) que apresenta sinais de crescimento consistente.

Apesar de ainda não haver um acordo de paz definitivo entre EUA e Irã, os EUA anunciaram ontem um cessar-fogo, com o objetivo de viabilizar uma negociação mais prolongada para um acordo de longo prazo, o que tem contribuído para o suporte dos ativos de risco. Ontem, nos EUA, a divulgação das vendas no varejo de março (+1,7%) mostraram forte alta, impulsionadas principalmente pelo aumento dos preços de gasolina, mas com o núcleo também mostrando resiliência (+0,6%), apoiado por restituições de impostos, clima favorável e mercado de trabalho sólido. O consumo real segue positivo, com crescimento moderado no trimestre, embora haja sinais iniciais de desaceleração em abril.Image
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Apr 16 7 tweets 5 min read
Novos Picos & Ciclos Eleitorais
By Dan Kawa
16Abr26

Na China, a economia surpreendeu positivamente no crescimento do PIB no 1T, mas os dados de atividade mostram uma dinâmica desequilibrada, com indústria e exportações ainda resilientes enquanto consumo, varejo e setor imobiliário seguem fracos. Houve desaceleração na produção industrial, investimento e vendas no varejo ao longo de março, além de um mercado imobiliário ainda deprimido e leve deterioração no mercado de trabalho. Apesar disso, a melhora no crescimento nominal, impulsionada por inflação mais alta, e o desempenho acima do esperado reduzem a urgência de novos estímulos no curto prazo, reforçando um cenário de crescimento moderado, porém heterogêneo, para os próximos trimestresImage
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Nos EUA, os resultados dos grandes bancos indicam que a economia americana segue resiliente, mas com sinais claros de desaceleração. Apesar de lucros acima do esperado, há cautela nas projeções, com revisão para baixo de receitas futuras e menção a riscos crescentes. O cenário ainda aponta para uma economia em crescimento, porém em desaceleração, sem sinais imediatos de recessão, o que, combinado a menor tensão geopolítica, sustenta o movimento positivo dos mercados.Image
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Apr 15 7 tweets 4 min read
Fundamento, Técnico e Valuations
By Dan Kawa
15Abr26

A perspectiva de normalização da situação no Oriente Médio levou a uma forte queda no preço do petróleo, que impulsionou os ativos de risco. Aliado a isso, como temos alertado, uma posição técnica mais saudável após o ajuste de março, valuations mais atrativos e a perspectiva de um temporada de resultados corporativos positiva nos EUA e no mundo, está ajudando a dar suporte aos ativos de risco.

Diversos indicadores técnicos e de sentimento mostravam um mercado mais cauteloso, o que ajuda a dar suporte em "momentos de virada":Image
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O S&P 500 subiu quase 10% nos últimos 10 pregões, registrando o melhor desempenho em um período de 10 dias desde a recuperação após as mínimas da COVID em março de 2020. Image
Apr 14 11 tweets 6 min read
Brasil: Eleição, Juros e Fluxo
By Dan Kawa
14Abr26

“History doesn’t repeat itself, but it often rhymes.” - Mark Twain (possivelmente...)

Após abrirmos a semana com a notícia de que não houve acordo entre EUA e Irã, os sinais de que ambos os lados ainda estão dispostos em negociar, acabou dando suporte aos ativos de risco, que fecharam a segunda-feira em tom mais positivo. Antes de voltarmos ao cenário internacional, algumas perspectivas locais. No campo político-eleitoral, os números recentes das pesquisas para eleição presidencial, especialmente se comparados ao que vimos em 2022, começam a mostrar um claro favorecimento, neste momento, a Flávio Bolsonaro:

@RobertoReisImage
Apr 13 7 tweets 4 min read
Geopolítica Internacional e Eleições no Brasil
By Dan Kawa
13Abr26

Os ativos de risco estão abrindo com uma aversão a risco "leve", após as negociações entre os EUA e o Irã não chegarem a um acordo final, mas as portas se manterem abertas para novas tentativas.

No cenário internacional, as negociações entre EUA e Irã fracassaram após 21 horas, com ruptura clara no tema central, o programa nuclear, onde o Irã se recusou a assumir qualquer limitação ao desenvolvimento de armamento. A reação americana foi imediata, com Trump anunciando bloqueio naval no Estreito de Ormuz, enquanto o Irã respondeu endurecendo o tom e sinalizando controle mais agressivo da passagem. O episódio marca uma mudança relevante de regime, saindo de tensão diplomática para risco concreto de disrupção física em um dos principais chokepoints globais.Image No Brasil, Flávio Bolsonaro aparece pela primeira vez numericamente à frente de Lula em um cenário de segundo turno, segundo o Datafolha, ainda dentro da margem de erro, enquanto no primeiro turno a diferença entre ambos caiu de forma relevante nos últimos meses, indicando uma convergência mais rápida das intenções de voto. Em paralelo, o movimento político ganha tração com a aproximação pública entre Flávio e Romeu Zema, que sinalizam uma possível composição, reforçando a leitura de que a direita tende a se organizar em torno de uma alternativa mais unificada para 2026 (x.com/flaviobolsonar…)Image
Apr 9 6 tweets 4 min read
O Dia Seguinte
By Dan Kawa
09Abr26

A notícia do cessar fogo no Oriente Médio levou a uma forte apreciação dos ativos de risco. Contudo, o fato de ambos os lados parecerem estar infringindo o que foi acordado, levou a alguma moderação dos movimentos ao final da quarta-feira e começo do dia de hoje. As próximas horas serão fundamentais para a confirmação (ou não) da sustentabilidade do acordo, e os mercados continuarão binários neste aspecto.

A melhora do mercado ontem levou a uma alta de cerca de 2% do Ibovespa, mesmo com a Petrobras, ação relevante no índice, caindo em torno de 4%, em movimento contrário ao que vimos desde o começo do conflito no Oriente Médio:Image No Brasil, no campo político, a pesquisa Meio/Ideia de abril de 2026 mostra um cenário eleitoral ainda aberto, com liderança consistente de Lula no primeiro turno, mas com forte aproximação de Flávio Bolsonaro e elevada volatilidade do eleitorado, especialmente à direita, refletida no alto percentual de indecisos e na baixa consolidação de voto fora do núcleo lulista. No segundo turno, a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro aparece tecnicamente empatada, enquanto outros nomes de direita ainda não se consolidam como alternativa competitiva, em um contexto em que fatores econômicos, especialmente custo de vida e endividamento, emergem como principais determinantes do voto e ampliam o risco político para o incumbente, ao mesmo tempo em que o ambiente segue marcado por polarização, rejeição elevada dos principais candidatos e percepção de fragilidade institucional, indicando uma eleição altamente disputada e sensível a mudanças de curto prazoImage
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