Dan Kawa Profile picture
Opiniões Pessoais. Economista, Gestor, Portfólio Manager, Investidor Anjo. Não faço recomendações de investimento. Analiso cenário.
Apr 2 8 tweets 6 min read
Nova rodada de aversão a risco
By Dan Kawa
02Abr26

A continuidade da incerteza em relação a extensão do conflito no Oriente Médio está gerando uma nova rodada de aversão a risco nos mercados essa manhã, com um alta de mais de 6% no petróleo levando a queda das bolsas, dólar forte e abertura de taxas de juros.

Um gráfico do Bloomberg mostra que o S&P 500 tem iniciado a semana com força, mas perde tração no fechamento, indicando que investidores evitam carregar risco para o fim de semana diante da incerteza no Oriente Médio e das declarações imprevisíveis de Trump. O discurso recente trouxe pouca clareza, sem prazos, objetivos definidos ou sinalização sobre o Estreito de Hormuz, e, com o feriado prolongado de Páscoa, cresce a dúvida se a pressão vendedora continuará ou se o mercado romperá esse padrão recente.Image As vendas no varejo nos EUA se recuperaram em fevereiro, com alta de 0,6% m/m, após dois meses fracos, impulsionadas por clima mais favorável e alguma normalização de setores afetados por tempestades em janeiro. O consumo real avançou de forma moderada e mantém o 1T em trajetória próxima de 1,5% saar. Para março, o cenário mistura vetores opostos: de um lado, estímulos via cortes de impostos e maiores restituições; de outro, forte alta de ~25% nos preços da gasolina, com impacto mais disseminado na renda. Ainda assim, dados de gastos sugerem continuidade da força no consumo, indicando novo crescimento relevante no varejo, apesar da pressão de energia.Image
Apr 1 6 tweets 5 min read
O Início do Fim?
By Dan Kawa
01Abr26

Ontem pela manhã comentei sobre a sensação de um mercado tecnicamente saudável e um governo americano disposto a encontrar uma saída honrosa para o conflito no Oriente Médio (aqui:
x.com/DanKawa2/statu…). Continuo com a sensação que o mercado está tecnicamente muito saudável e que Trump está buscando fazer de tudo para encerrar o conflito, e só busca uma narrativa que o favoreça politicamente (sem entrar no mérito se isso será possível aos olhos da sociedade, e não apenas dele).Image
Image
Bastou vermos sinais de que existe alguma disposição do Irã em negociar para os ativos de risco apresentarem forte recuperação na terça-feira. Como podemos ver abaixo, a queda de alguns ativos nas últimas semanas já vinha chamando a atenção, pela magnitude, velocidade e comparado a movimentos históricos, o que tende a confirmar a visão de que o mercado passou por uma forte desalavancagem e hoje parece mais saudável:Image
Image
Image
Mar 31 11 tweets 6 min read
Oriente Médio: Em busca de uma saída...
By Dan Kawa
31Mar26

Os sinais recentes, tanto na forma de rumores quanto nas declarações de Trump, sugerem um viés claro na direção de encerrar o conflito no Oriente Médio. Ainda assim, esse movimento tende a vir condicionado à construção de uma narrativa de saída que seja percebida como vitoriosa, ou, ao menos, “honrosa” sob a ótica política doméstica. Em paralelo, a dinâmica de mercado indica um quadro técnico mais equilibrado após os ajustes relevantes observados nas últimas semanas, reduzindo, na margem, fragilidades mais agudas. Segundo o The Wall Street Journal, o presidente Donald Trump estaria disposto a encerrar a guerra com o Irã mesmo com o Estreito de Hormuz ainda fechado, avaliando que uma operação para reabri-lo extrapolaria o horizonte desejado de 4 a 6 semanas. A estratégia seria focar na destruição da marinha iraniana e de seus estoques de mísseis, ao mesmo tempo em que buscaria encerrar as hostilidades e pressionar diplomaticamente pela retomada do fluxo comercial, delegando a aliados europeus e do Golfo a eventual reabertura do estreito caso necessário, movimento que já impulsiona a alta dos futuros das bolsas americanas.
Mar 30 9 tweets 5 min read
Mais do Mesmo...
By Dan Kawa
30Mar26

O final de semana não trouxe evoluções diferentes em relação ao conflito no Oriente Médio, hoje o grande determinante para a dinâmica dos mercados. Os mercados seguem flutuando a mercê de fluxos e rumores pontuais. Após abrir em forte queda, o S&P500 futuro opera em alta, neste momento, com o petróleo subindo cerca de 2%. A volatilidade intraday continua bastante elevada. O anúncio da entrada formal dos Houthis no conflito amplia de forma relevante o risco sistêmico no mercado de energia ao criar um segundo ponto crítico no Mar Vermelho, além do Estreito de Hormuz, expondo simultaneamente dois dos principais corredores globais de petróleo. Na prática, isso reduz drasticamente as alternativas logísticas, eleva o risco de disrupção nas cadeias de suprimento e coloca em risco cerca de 5 milhões de barris por dia da capacidade de exportação alternativa da Arábia Saudita via Yanbu. Caso haja escalada com ataques diretos à infraestrutura ou às rotas marítimas, o impacto pode ser significativo nos preços do petróleo e nas condições financeiras globais, tornando o cenário menos uma questão de possibilidade e mais de timing.Image
Image
Mar 26 6 tweets 3 min read
Brasil: Eleição & Fluxo
By Dan Kawa
26Mar26

A proposta de cessar fogo apresentada pelos EUA ao Irã, contendo 15 pontos de discussão, a princípio, parece ter sido negada pelo Irã, mas os rumores são de que as conversas para uma negociação continuam. Os ativos de risco seguem flutuando a mercê destas notícias. Mudando do contexto global para o cenário doméstico, a mais recente rodada de pesquisas eleitorais reforça uma dinâmica de avanço de Flávio nas intenções de voto, em contraposição a Lula. Ao mesmo tempo, observa-se que a taxa de rejeição de ambos os candidatos permanece elevada, enquanto a avaliação do governo Lula continua em trajetória de deterioração.

Caso esse quadro se mantenha, a evidência histórica sugere um ambiente pouco favorável à reeleição do incumbente, uma vez que níveis elevados de rejeição combinados com perda de aprovação tendem a limitar a competitividade eleitoral de quem está no poder.

Após empatar com Lula em fevereiro, Flávio abre 1pp de vantagem e chega a 47,6%, contra 46,6% de Lula. Enquanto Flávio cresceu 1,3pp, Lula cresceu 0,4pp no mesmo período.Image
Image
Mar 25 6 tweets 4 min read
Cessar Fogo...?
By Dan Kawa
25Mar26

O mercado segue exclusivamente focado no conflito do Oriente Médio. O novo "rumor" é de um potencial cessar fogo para a negociação de um acordo de 15 tópicos, aos moldes do que foi feito com Gaza. Isso levou a rápida e acentuada queda no preço do petróleo, e forte recuperação dos ativos de risco. Ainda há enorme incerteza quanto ao avanço dessa proposta, mas o movimento de mercado mostra como o técnica parece mais "limpo" e uma reversão de cenário geopolítico pode catapultar os ativos de risco. No Brasil, a ata do Copom de março trouxe poucas novidades em relação ao comunicado, reforçando a visão de continuidade do ciclo de cortes, com ritmo e duração dependentes da evolução do cenário, especialmente do conflito no Oriente Médio. O Banco Central reconhece uma leve recuperação da atividade no início de 2026 e alguma melhora na inflação corrente, embora destaque a alta recente das expectativas inflacionárias e o aumento da incerteza, com riscos mais elevados, possivelmente para cima, devido ao choque de energia. A decisão de corte de 25 bps indica abordagem cautelosa, mantendo flexibilidade para acelerar caso o cenário externo melhore.

O mercado retirou bastante corte da curva nas últimas semanas, o que poderia se reverter na eventualidade de uma suavização do conflito no Oriente Médio e uma queda no preço do petróleo:Image
Mar 24 6 tweets 4 min read
Uma Luz no Fim do Túnel?
By Dan Kawa
24Mar26

O conflito no Oriente Médio continua ditando o rumo dos mercados. A sinalização de que estão havendo conversas para um cessar fogo levou a uma forte recuperação dos ativos de risco ontem. A magnitude e velocidade dos movimentos mostra como este tema tem potencial de mudar a direção dos mercados, para qualquer um dos lados.

Estamos diante do maior choque no fluxo do petróleo da história, o que ajuda a explicar o temor recente dos mercados com uma possível extensão do conflito no Oriente Médio.Image Segundo o JPM, historicamente, episódios em que o preço do petróleo sobe rapidamente, na ordem de 50% a 60% em curtos períodos, não costumam ser, por si só, incompatíveis com desempenho positivo das bolsas. Em média, nesses momentos, as ações apresentaram leve alta, ao redor de +1%, embora haja casos de maior volatilidade no curto prazo. Além disso, quando esses choques de petróleo ocorreram, os retornos futuros das ações tenderam a ser positivos, com médias de aproximadamente +7% em 6 meses e +14% em 12 meses para o S&P 500. Os poucos episódios em que as bolsas caíram de forma mais relevante (como 1974, 2000 e 2022) estiveram associados a contextos macroeconômicos distintos, marcados por desequilíbrios mais profundos do que apenas o movimento do petróleo.Image
Image
Mar 23 8 tweets 5 min read
Sem Luz no Fim do Túnel?
By Dan Kawa
23Mar26

Final de semana marcado por uma deterioração relevante no conflito no Oriente Médio. O Irã atingiu a região de Dimona, área sensível ligada ao programa nuclear de Israel, evidenciando uma mudança de regime nos alvos, de militares para infraestrutura estratégica. Em paralelo, Trump estabeleceu um ultimato de 48 horas para a reabertura do Estreito de Hormuz, sob ameaça de ataques à infraestrutura energética iraniana, enquanto o Irã manteve as restrições e elevou o tom da retórica. O teste de mísseis de longo alcance reforça a sinalização de capacidade além da região, consolidando a percepção de que o conflito deixou de ser estritamente local e passa a ter implicações mais amplas. Os ativos de risco estão abrindo a semana com movimentos de aversão a risco. Interessante notar que, até mesmo o Ouro, visto como ativo defensivo e diversificador em momentos como o atual, está apresentando forte queda. Isso pode indicar mais uma rodada de desalavancagem generalizada da indústria de fundos.Image
Image
Mar 20 9 tweets 4 min read
Portfólios na Incerteza
By Dan Kawa
20Mar26

O mercado segue sendo direcionado pelos eventos no Oriente Médio, onde ainda não há qualquer tipo de estabilização mais estrutural. Os movimentos seguem rápidos e agudos. Na tarde de ontem , por exemplo, a simples sinalização do Primeiro Ministro de Israel, de que o conflito estaria se aproximando de sua fase final, levou a forte apreciação dos ativos de risco.Image Este ambiente de alta no preço do petróleo e aperto das condições financeiras está elevando a probabilidade de recessão nos EUA: Image
Mar 19 8 tweets 4 min read
Bancos Centrais & Incerteza
By Dan Kawa
19Mar26

A quarta-feira foi mais um dia de forte alta no preço do petróleo, com o Estreito de Hormuz ainda praticamente sem fluxo e a infraestrutura do complexo de energia no Oriente Médio sendo fortemente atacada: Image Os preços do gás natural na Europa dispararam cerca de 30% após o Catar informar que a maior planta de exportação de GNL do mundo foi danificada em um ataque iraniano, elevando significativamente o risco geopolítico sobre a oferta global de energia: Image
Mar 18 5 tweets 3 min read
Guerra, Petróleo & Greve dos Caminhoneiros
By Dan Kawa
18Mar26

Iniciamos o dia com uma queda relevante no preço do petróleo, movimento que contribui para um viés mais positivo nos ativos de risco no curto prazo.

No Brasil, a recente elevação do preço do diesel levou entidades representativas dos caminhoneiros a anunciarem a possibilidade de uma greve geral. Ainda há elevada incerteza quanto ao grau de adesão e à magnitude efetiva desse movimento, o que adiciona um componente de risco doméstico relevante.

Diante desse cenário, é possível que o governo busque implementar medidas de natureza fiscal com o objetivo de mitigar os impactos da alta do diesel. Ainda assim, a evolução desse quadro estará, em grande medida, condicionada à duração e à intensidade do conflito no Oriente Médio, que segue como principal vetor de pressão sobre os preços de energia. O conflito no Oriente Médio trouxe um ajuste relativamente brusco de sentimento e posição técnica para os mercados globais, o que explica a volatilidade recente: Image
Image
Mar 16 8 tweets 4 min read
Ainda Operando com Aparelhos
By Dan Kawa
16Mar26

Os ativos de risco estão abrindo em tom de maior estabilidade, a despeito de poucos avanços positivos ou concretos no Oriente Médio. A nebulosidade do cenário segue elevada no curto-prazo, a despeito dos padrões históricos que comentei no sábado: Na China, os dados de atividade em janeiro-fevereiro vieram melhores que o esperado, indicando um início de 2026 mais sólido, com aceleração da produção industrial, recuperação das vendas no varejo e melhora do investimento em ativos fixos. Ainda assim, persistem fragilidades importantes, sobretudo no setor imobiliário, que segue em forte contração. No conjunto, os números reforçam um bom desempenho do PIB no primeiro trimestre, embora a projeção de crescimento para 2026 tenha sido ligeiramente revisada para baixo por algumas casas.Image
Image
Image
Mar 13 10 tweets 6 min read
EUA: Um Olhar para o Private Credit
By Dan Kawa
13Mar26

O conflito no Oriente Médio segue sendo o grande vetor de direcionamento da dinâmica de curto-prazo do mercado. Os sinais ainda agressivos do Irã, e a visão de que o conflito ainda pode estar longe do fim, levaram a mais uma onda de aversão a risco nos mercados. Tanto no Brasil, como no exterior, continuaremos a flutuar a mercê deste fluxo de notícias.

O principal canal de transmissão do conflito com o Irã para a economia americana é o preço do petróleo. No cenário atual, segundo estimativas, o impacto macro tende a ser limitado em relação a crises históricas, pois a economia dos EUA hoje é menos sensível a choques de petróleo e possui produção doméstica relevante. Mesmo assim, o o risco de recessão pode aumentar e o início dos cortes de juros do Fed pode ser adiado:Image
Image
Image
No Brasil, com um olho na papularidade, o governo anunciou medidas para evitar o repasse da alta do petróleo no preço dos combustíveis. Um quadro fiscal que já era desafidor, fica ainda mais negativo. Com a popularidade em baixa e uma corrida eleitoral disputada, a maior probabilidade ainda será de deterioração fiscal nos próximos meses.

Os agentes não estou olhando para isso, por ora. O cenário internacional continuará preponderante neste sentido. A aproximação eleitoral poderá mudar este quadro, mas provavelmente, não antes do segundo semestre.

No cenário macro local, o IPCA (inflação) de fevereiro surpreendeu para cima (0,70% m/m), com inflação de serviços ainda muito pressionada (6% a/a) e núcleos acima do esperado, refletindo mercado de trabalho apertado e dinâmica inflacionária persistente. Embora a inflação de bens siga moderando com a valorização do real, o quadro geral ainda exige postura monetária cautelosa diante de expectativas desancoradas e estímulos fiscais e de crédito em ano eleitoral.Image
Mar 12 7 tweets 4 min read
Nebulosidades no Ar
By Dan Kawa
12Mar26

Após o forte ajuste de posição nos mercados, os ativos de risco passaram a mostrar menos elasticidade (ou beta) as variações no preço do petróleo. Ainda há uma sensação de desconforto no ar, mas o mercado parece caminhar para algum novo equilíbrio. Uma nova onda de piora na situação no Oriente Médio poderia reverter este quadro.

O Irã segue atacando a infraestrutura de petróleo no Oriente Médio, mantendo o risco de disrupção e alta mais permanente de preços elevado. Há alguns mitigantes no lado da oferta, como a possível liberação de reservar globais:Image O mercado de Private Credit nos Estados Unidos permanece no centro das atenções e merece acompanhamento atento. Um eventual problema mais relevante nesse segmento, a meu ver, teria natureza deflacionária e recessiva para a economia americana, o que poderia levar o Fed a responder com novos estímulos monetários. Por ora, existem diferenças importantes entre o cenário atual e o observado na crise financeira de 2008, o que tende a manter esse risco relativamente mais contido, embora, de forma alguma, irrelevante.

O mercado de private credit dos EUA começa a mostrar sinais claros de estresse: o JPMorgan reduziu o valor de alguns portfólios de empréstimos — especialmente para empresas de software — e passou a restringir crédito contra esses ativos, enquanto resgates de investidores aumentam e fundos como os da BlackRock e Blackstone enfrentam pressões de retirada. Ao mesmo tempo, ações do setor caíram significativamente, indicando que o estresse no mercado de cerca de US$ 2 trilhões está começando a aparecer de forma mais visível.Image
Mar 11 5 tweets 3 min read
Irã, Posição Técnica e Crédito Privado
By Dan Kawa
11Mar26

Os ativos de risco seguem com volatilidade elevada, devido as incertezas do conflito no Oriente Médio. Contudo, nas últimas 48h, vimos forte queda no preço do petróleo, o que ajudou a estabilizar os ativos de risco. Na agenda do dia, destaque para o Core CPI (inflação) nos EUA.

A minha impressão anedótica, analisando as cotas e conversando com fundos multimercados (no Brasil) e hedge funds (no exterior) é que o mercado estava muito alavancado e unidirecional. O desempenho dessas classes em março está tenebroso, talvez um dos maiores drawdowns da história recente. Os ataques ao Irã geraram um processo de desalavancagem rápida e acentuada, que acabaram exacerbando movimentos.

O caso do Real (BRL) me parece um bom exemplo. Após forte depreciação em um primeiro momento, o movimento de estabilização (apreciação) foi ainda mais rápido, passado o ajuste inicial de posição e começando a preponderar a visão de que os fundamentos do Brasil ficam melhores com preço do petróleo mais elevado:Image Já há indícios de retorno do fluxo de navios no Estreito de Hormuz: Image
Mar 10 8 tweets 4 min read
O começo do fim?
By Dan Kawa
10Mar26

Nos últimos dias tenho reiterado alguns pontos centrais. Primeiro, que o impacto econômico do conflito no Oriente Médio dependeria fundamentalmente de sua duração. Segundo, que o principal canal de transmissão para a economia global ocorreria por meio do preço do petróleo. Terceiro, que a evidência histórica sugere que, na maioria das vezes, conflitos dessa natureza tendem a ser de curta duração, com impactos mais limitados sobre os mercados ao longo do tempo. Por fim, ressaltei também minha impressão, ainda que leiga, de que a superioridade militar americana poderia contribuir para abreviar o conflito. Escrevi isso no sábado: x.com/DanKawa2/statu… Ontem, bastou o presidente Donald Trump ventilar a possibilidade de que o conflito estaria mais próximo do fim para que observássemos uma das maiores reversões intraday da história. Image
Image
Mar 9 12 tweets 6 min read
Aumenta o Risco de Cauda
By Dan Kawa
09Mar26

O final de semana ainda foi de intesidade elevada do conflito no Oriente Médio, o que está mantendo os ativos de risco bastante pressionados, após alta de quase 15% no preço do petróleo. Além da forte queda das bolsas, também estamos vendo forte alta nas curvas curtas de juros, especialmente na Europa:Image Escrevi sobre as perspectivas deste conflito aqui, no sábado:
Mar 6 6 tweets 3 min read
Incerteza = Aumento de Prêmios de Risco
By Dan Kawa
06Mar26

Os ativos de risco continuam com alta volatilidade e operando sob pressão. Quanto mais tempo o conflito no Oriente Médio demorar, maior a probabilidade de um efeito mais permanente na infraestrutura de energia da região e maior as chances de uma alta mais estrutural no preço do petróleo. Isso que tem afetado a dinâmica de mercado:Image
Image
Preços mais altos do petróleo tendem a pressionar a inflação nos EUA, ao elevar custos de energia e transporte que se disseminam pela economia. Esse movimento pode afetar temporariamente as bolsas, ao reduzir margens das empresas e o poder de consumo das famílias. Image
Mar 5 8 tweets 5 min read
Sem Luz no Fim do Túnel
By Dan Kawa
05Mar26

Os mercados seguem com volatilidade elevada, ainda se ajustando em termos de posicionamento e cenário de curto-prazo. A Guerra no Oriente Médio, impacto da IA e mercado de crédito privado nos EUA continuam como temas centrais.

A situação no Oriente Médico continua ruim e os ataques, de ambos os lados, seguem intensos. Ainda não há luz no fim dest etúnel. O petróleo voltou a subir, pressionando negativamente os ativos de risco.

A título de exemplo, relatos indicam que um navio-tanque ancorado próximo à costa do Kuwait, também perto do Iraque, foi atingido por uma explosão. Se o Irã, ou grupos fora de controle, começar a atacar petroleiros totalmente carregados em qualquer ponto do Golfo Pérsico, e não apenas em Hormuz, o cenário muda completamente. Isso poderia levar países a suspender carregamentos, acelerando cortes de produção e ampliando o choque de oferta no mercado de petróleo.Image Ontem escrevi sobre a minha impressão de que os fundos (locais e estrangeiros) entraram neste período de conflito no Oriente Médio com posições otimistas e com um quadro técnico fragilizado. As cotas dos fundos multimercados locais divulgadas ontem (referentes a terça-feira) parecem confirmar essa leitura. Observamos quedas relevantes em praticamente todos os fundos monitorados.

Nossa análise quantitativa de sensibilidade (vide abaixo), também aponta na mesma direção. Os dados indicam que o mercado estava posicionado de forma comprada em Ibovespa, aplicado em juros no Brasil e nos Estados Unidos e vendido em dólar, ou seja, comprado em real.

Isso certamente ajudou a exacerbar os movimentos das últimas 72 horas.Image
Image
Image
Image
Mar 4 13 tweets 6 min read
Desalavancagem
By Dan Kawa
04Mar26

O conflito no Oriente Médio continua a pressionar os ativos de risco. Como comento abaixo, parece haver uma clara exacerbação do movimento devido as questões técnicas. Os ativos que eram os "queridinhos" do mercado nos últimos meses, estão sendo aqueles mais pressionados. Nesta manhã, nova alta no Petróleo, seguida por queda nas bolsas.

A bolsa da Coréia do Sul, que havia subido mais de 60% em 6 meses, acabou de cair mais de 10% essa noite, após queda de 7% ontem, O Ibovespa chegou a cair 5% em determinado momento de terça-feira, exatamente nesta dinâmica de pressão nos ativos que eram destaque dos últimos meses:Image
Image
Já vemos alguma abertura de spreads em crédito. O mercado de HY, por exemplo, já abriu mais de 50bps dos pisos recentes, mas ainda se encontra em patamar historicamente baixo: Image
Mar 3 11 tweets 5 min read
Digerindo o Cenário
By Dan Kawa
03Mar26

A situação no Oriente Médio continua tensa. A embaixada dos EUA na capital da Arábia Saudita foi atacada. Dubai continua sendo bombardeada, assim como Israel e os demais países dos Emirados Árabes Unidos. Dentro deste cenário, estamos vendo uma nova rodada de aversão a risco nos mercados.Image Por exemplo, a bolsa da Coréia do Sul, que era a sensação de 2025 e 2026, apresentou forte queda e entrou em "circuit braker" essa noite. Image