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O mercado de Private Credit nos Estados Unidos permanece no centro das atenções e merece acompanhamento atento. Um eventual problema mais relevante nesse segmento, a meu ver, teria natureza deflacionária e recessiva para a economia americana, o que poderia levar o Fed a responder com novos estímulos monetários. Por ora, existem diferenças importantes entre o cenário atual e o observado na crise financeira de 2008, o que tende a manter esse risco relativamente mais contido, embora, de forma alguma, irrelevante.
Já há indícios de retorno do fluxo de navios no Estreito de Hormuz:

Escrevi sobre as perspectivas deste conflito aqui, no sábado: https://x.com/DanKawa2/status/2030246582797336683?s=20

Preços mais altos do petróleo tendem a pressionar a inflação nos EUA, ao elevar custos de energia e transporte que se disseminam pela economia. Esse movimento pode afetar temporariamente as bolsas, ao reduzir margens das empresas e o poder de consumo das famílias.
Ontem escrevi sobre a minha impressão de que os fundos (locais e estrangeiros) entraram neste período de conflito no Oriente Médio com posições otimistas e com um quadro técnico fragilizado. As cotas dos fundos multimercados locais divulgadas ontem (referentes a terça-feira) parecem confirmar essa leitura. Observamos quedas relevantes em praticamente todos os fundos monitorados.



Já vemos alguma abertura de spreads em crédito. O mercado de HY, por exemplo, já abriu mais de 50bps dos pisos recentes, mas ainda se encontra em patamar historicamente baixo:
Por exemplo, a bolsa da Coréia do Sul, que era a sensação de 2025 e 2026, apresentou forte queda e entrou em "circuit braker" essa noite.
Antes de avançarmos na análise do cenário internacional, é importante registrar que as manifestações realizadas no Brasil no domingo, organizadas pela oposição ao governo, apresentaram elevado nível de comparecimento, podendo ser interpretadas como bem sucedidas do ponto de vista de mobilização. O movimento parece corroborar pesquisas recentes que indicam uma parcela relevante da sociedade demandando mudança e um governo politicamente mais fragilizado.
No Brasil, a temporada de resultados corporativos está entrando em seu ápice. Temos visto resultados decentes, mas reações mais negativas das ações, como ontem em Rede D´or e Nubank. Isso leva a crer que os valuations atuais já são menos óbvios e a posição técnica idem. De qualquer forma, o que conduz preço de ações são os resultados e, mantida essa tendências, quedas de curto-prazo, sem alteração de fundamento, seriam apenas correções técnicas.

Impressiona como setores ligados a Tech já estão com múltiplos mais baixos do que setores antes vistos como defensivos. Novo normal ou oportunidade?

ETF de BDCs:
https://x.com/DanKawa2/status/2021137347337716149?s=20
https://x.com/DanKawa2/status/2019689469792653435?s=20Nesta manhã, há notícias/rumores, segundo a Bloomberg, de que autoridades chinesas instaram os bancos a limitar a compra de títulos do governo dos EUA e orientaram aqueles com elevada exposição a reduzir suas posições, segundo fontes. Isso obviamente gera pressão altista na curva de juros, assim como deveria levar a um "steepening" da curva. China Urges Banks to Curb Exposure to US Treasuries: bloomberg.com/news/articles/….

