Ethel Maciel, PhD -PÃO, VACINA & EDUCAÇÃO🥖💉📝 Profile picture
Professora da @ufesoficial. Enfermeira. Epidemiologista. Pós-doutorado em Epidemiologia @JohnsHopkinsSPH. Pesquisadora do CNPq e Presidente da @redetuberculose
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Jan 13 5 tweets 1 min read
O Dr. Filipe Veiga (instragram- @dr.filipedaveiga ) fez um resumo muito bom que compartilho:
Quais são os riscos de encerrar o isolamento após 5, 7, 10 e 14 dias do início dos sintomas ou de um teste positivo em assintomáticos?
1)5 dias de isolamento - risco de transmissão -31% 2)7 dias de isolamento - risco de transmissão -15%

3)10 dias de isolamento - risco de transmissão -5%

4)14 dias de isolamento- risco de transmissão -1%

5)10 dias de isolamento ou com 1 teste negativo após o 7 dia - risco de transmissão - 9,2%.
Oct 9, 2021 4 tweets 1 min read
Ontem as Universidade federais tiveram um duro golpe. A ADI6565 teve a votação finalizada. No julgamento que iniciou ano passado a votação estava em 4X2 para o entendimento que as universidade tinham autonomia e o primeiro da lista devia ser nomeado. Ministro Gilmar retirou o processo da votação. Um ano depois, com a queda do voto dos ministros que aposentaram e o voto do Gilmar para dar ao presidente a autonomia de escolha, a votação se reverteu a 2x8. Tudo estranho, inclusive com mudança de voto. Enfim, mais um duro golpe na democracia.
Aug 3, 2021 7 tweets 2 min read
O Reino Unido, como tem feito desde o inicio da pandemia, com transparência e análises muito criteriosas, reuniu especialistas para pensarem cenários possíveis, prováveis e menos prováveis dos rumos da pandemia. A publicação completa: assets.publishing.service.gov.uk/government/upl…
Aqui vai um resumo: Cenário 1: variante que cause doença grave. Por exemplo, com morbidade/mortalidade semelhante a outros coronavírus, como SARS-CoV (~ 10% de letalidade) ou MERS-CoV (~ 35% de letalidade).
-provável, já que a circulação continua alta
-1 das ações necessárias - novas doses de vacina
Jul 30, 2021 4 tweets 1 min read
Nosso Plano Nacional de vacinação contra a Covid-19 estimava em seu início a necessidade de vacinação de 70% da população. Esse número vem do entendimento da taxa de reprodução (R0) do vírus, o número de pessoas que podem ser infectadas por uma pessoa doente. Inicialmente, o R0 para a COVID-19 foi estimado entre 2 e 3. A gripe, em comparação, tem um R0 de 1,3 e enquanto o sarampo tem um R0 de 18. O R0 permite calcular a porcentagem mínima de indivíduos a serem imunizados necessária para proteger toda a população.
Jun 5, 2021 6 tweets 1 min read
Hesitei em falar sobre isso, mas como epidemiologista eu tenho sempre me mantido do lado das evidências científicas. Sobre o estudo em Viana, cidade do ES não faço parte do estudo e não conheço o protocolo. Dito isso, será realizado um estudo de efetividade sobre meia dose da vacina Oxford–AstraZeneca. Entendo que primeiramente deveria vir um estudo de eficácia, ensaio clínico randomizado duplo cego de não inferioridade. A mudança de esquema aprovado pela Anvisa, no meu entendimento não pode ser feito em nível populacional sem grupo controle.
Mar 27, 2021 4 tweets 1 min read
Profissionais de saúde e idosos que se vacinaram: precisam manter todas as medidas de prevenção. Muitos profissionais não estão usando máscaras depois que se vacinaram. Lembrando que a eficácia da coronavac reduziu em 50% o risco de transmissão, a outra metade pode adoecer. A AstraZeneca em torno de 30% ainda poderão adoecer. Lembrando que essa já confere imunidade em torno de 22 dias da 1 dose. E a coronavac ~15 da 2 dose. Mas enquanto não tivermos a população vacinada e a circulação do vírus está muito acelerada, você pode se infectar e adoecer.
Feb 5, 2021 4 tweets 1 min read
A Merck é a empresa que criou a Ivermectina. Esse medicamento deu o premio nobel p dois pesquisadores por encontrarem o tratamento para parasitoses.
Em nota ela disse que inexiste:
✅base científica para um efeito terapêutico potencial contra COVID-19 de estudos pré-clínicos; ✅evidência significativa para atividade clínica ou eficácia clínica em pacientes com doença COVID-19,
E acrescenta que é preocupante a falta de dados de segurança na maioria dos estudos.
merck.com/news/merck-sta…
Jan 29, 2021 10 tweets 3 min read
1/1ESTAMOS EM UMA PANDÊMIA QUE JÁ LEVOU MILHARES À MORTE. Ou os governos fecham o comércio e abrem as escolas, ou deixam aberto e não tem aulas presenciais. Os dois não dá. Usem o slogan da França que já está pronto: + 1/2 "Fiquem todos em casa para nossas crianças estudarem." O que não é possível e FINGIR que nada está acontecendo. E que a pandemia acabou. As escolas se mostraram locais de rápida disseminação da doença, comprometendo os núcleos familiares na Europa.
Jan 26, 2021 4 tweets 1 min read
A covid-19 tem baixa letalidade. Não temos a exata proporção da letalidade, pois fazemos poucos testes. O problema é que o vírus é altamente transmissível e muitas pessoas ficam graves ao mesmo tempo, o que leva ao colapso do serviço de saúde. Ainda entendemos pouco o vírus👇 mas já compreendemos que certas condições conferem maior chance de gravidade. A vacina contra a Covid tem a intenção de diminuir a gravidade da doença, diminuindo a chance de necessitarmos de serviços hospitalares. Se o grupo que mais chega ao hospital, continuar sem vacinas👇
Dec 29, 2020 5 tweets 1 min read
Relembrando Covid-19:
A diretora do centro de Medicina Respiratória do Hospital de Hubei, atendeu um casal de idosos no dia 26 de dezembro. A condição deles a preocupou. Ela fez exames no casal que parecia saudável. O resultado porém demonstrou danos extensos pulmonares. Mais pacientes foram admitidos ao Hospital de Hubei nos dia 28 e 29 de dezembro. Os profissionais de saúde ainda não sabiam nada além de que esses pacientes apresentavam sintomas de pneumonia, e tinham danos pulmonares extensivos.
Dec 26, 2020 4 tweets 1 min read
Uma boa notícia de natal: AstraZeneca anuncia remédio, chamado de AZD7448. Ele seria capaz de impedir que uma pessoa venha a ter os sintomas de uma infecção de Covid-19 por até 12 meses, desde que tenha tomado o medicamento até, no máximo, oito dias após a exposição ao vírus. Diferente da resposta de anticorpos naturais produzidos pela vacina, o remédio produz uma “imunidade instantânea” contra os sintomas da infecção. O medicamento seria usado em tratamentos emergenciais, como para profissionais de saúde, e serviços essenciais, por exemplo.