Fraternidade S. Maria de Jerusalém · ♰ Profile picture
A Fraternidade S. Maria de Jerusalém visa difundir a mensagem de Cristo para todos. (Rezem por nós)
Apr 4, 2024 9 tweets 4 min read
Para que serve a família?

A thread.Image A melhor maneira de definir uma coisa é explicitar a sua finalidade. Eu posso pegar uma caneca e explicar a matéria da qual ela é feita, que é a cerâmica, ou o formato, que é cilindrico, mas no final eu não defini nada.

Só quando eu digo que é um recipiente que contém líquidos quentes para que as pessoas possam beber sem queimar as mãos eu dei a finalidade, eu defini o que é a coisa.

Então, se é assim, para que serve uma família?Image
Apr 2, 2024 7 tweets 4 min read
O que disseram os Padres da Igreja sobre Eclesiastes 3, 1?

A thread.Image O que diz o versículo 1 do capítulo 3 de Eclesiastes?

“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.”

Agora vejamos algumas citações dos Padres da Igreja sobre esse versículo: Image
Mar 23, 2024 11 tweets 6 min read
O que é a Semana Santa?
[Símbolos e significados]

- THREAD 🧶 Image Você sabia que cada dia da Semana Santa tem um significado e segue uma simbologia? Aqui você descobre o significado de cada dia da semana santa, o que cada dia representa durante a paixão, morte e ressurreição de Cristo, com o contexto bíblico e histórico respectivos.
Feb 21, 2024 4 tweets 3 min read
Quarta-feira depois do I domingo da Quaresma: A imensidade da dor da Paixão de Cristo

- Meditação para Quaresma (08/40)Image «Atendei e vede se há dor semelhante à minha dor» (Lm 1, 12)

Cristo, na sua paixão, sofreu verdadeiramente a dor. Tanto a sensível, causada pelos tormentos corpóreos, como a interior, causada pela apreensão do mal, que se chama tristeza. Ora, ambas essas dores foram máximas em Cristo, entre as dores da vida presente. O que se explica por quatro razões.

1. Primeiro, pelas causas da dor. Pois, a dor sensível teve como causa uma lesão corpórea cheia de acerbidade, tanto pela generalidade da paixão, como pelo gênero da mesma. Pois, a morte dos crucificados é acerbíssima, por serem trespassados em lugares nervosos e sobremaneira sensíveis, que são as mãos e os pés. E além disso, o peso mesmo do corpo pendente continuamente aumenta a dor; acrescentando-se ainda a diuturnidade dela, pois os crucificados não morrem logo como os mortos pela espada.

Quanto à dor interna, teve as causas seguintes. Primeiro, todos os pecados do gênero humano, pelos quais satisfazia com os seus sofrimentos; por isso como que os avocou a si dizendo: «Os clamores dos meus pecados» (Sl 21, 1). Segundo e especialmente, a culpa dos judeus e dos outros, que lhe infligiram a morte; e sobretudo a dos discípulos, que se escandalizaram com a paixão de Cristo. Terceiro, ainda, a perda da vida do corpo, naturalmente horrível à natureza humana.Image
Feb 20, 2024 4 tweets 3 min read
Terça-feira depois do I domingo da Quaresma: De que modo Cristo sofreu todos os sofrimentos

- Meditação para Quaresma (07/40)Image Os sofrimentos humanos podem ser considerados à dupla luz. Primeiro, quanto à espécie. E então, não devia Cristo sofrer todos os sofrimentos; pois, muitas espécies de sofrimentos são contrárias entre si, tal a combustão pelo fogo e a submersão na água. Mas, agora tratamos dos sofrimentos de proveniência extrínseca; pois, os sofrimentos procedentes de causas externas, como as doenças do corpo, ele não devia sofrê-los, como dissemos. Mas, quanto ao gênero, sofreu todos os sofrimentos humanos. O que é susceptível de tríplice consideração:

1. Primeiro, quanto aos homens que lhe causaram sofrimentos. Pois, certos sofrimentos lhe foram infligidos pelos gentios e pelos judeus; por homens e por mulheres, como o mostram as criadas acusadoras de Pedro. Também recebeu sofrimentos de príncipes e de seus ministros, e do populacho, conforme a Escritura (Sl 2, 1): « Por que razão se embraveceram as nações e os povos meditaram coisas vãs? Os reis da terra se sublevaram e os príncipes se coligaram contra o Senhor e seu Cristo». Sofreu também de seus discípulos e conhecidos: como de Judas, que o traiu e de Pedro, que o negou.Image
Feb 19, 2024 4 tweets 3 min read
Segunda-feira depois do 1ᵒ domingo da Quaresma: Cristo devia ser tentado no deserto

- Meditação para Quaresma (06/40)Image «Jesus estava no deserto quarenta dias e quarenta noites e ali foi tentado por Satanás» (Mc 1, 13)

I. —Cristo, por vontade própria deixou-se tentar pelo diabo, assim como voluntariamente entregou o corpo à morte; do contrário, o diabo não ousaria aproximar-se dele. Ora, o diabo atenta de preferência os solitários; pois, como diz a Escritura (Ecle 4, 12), «se alguém prevalecer contra um, dois lhe resistem». Por isso foi Cristo para o deserto, como para o campo da luta, para ser nele tentado pelo diabo. Donde o dizer Ambrósio, que Cristo foi ao deserto deliberadamente, para provocar o diabo. Pois, se este não viesse atacá-lo, i. é, o diabo, Cristo não o teria vencido.
Mas, acrescenta ainda outras razões, dizendo que Cristo assim procedeu misteriosamente para livrar Adão do exílio; pois, este fora precipitado, do paraíso, num deserto. Para nos mostrar, com o seu exemplo, que o diabo inveja os que progridem no bem.Image
Feb 17, 2024 7 tweets 5 min read
Recomendações de Santo Agostinho para a boa vivência da Quaresma - Thread “Durante estes dias se dedicam a orações mais frequentes e fervorosas” (Sermão 205, 2)

Este tempo é muito solene, como citou Agostinho: “Eu solenemente recomendo tempo para refletir mais seriamente sobre a sua alma e a penitência corporal que está chegando. Porque estes são os mais sagrados 40 dias ao redor do globo da terra em que a abordagem da Páscoa, todos, reconciliados com Deus em Cristo, celebrada com devoção louvável” (Sermão 209, 1).

Embora este seja um tempo de oração e penitência mais profundas, não deve ser um tempo de tristeza. Ao contrário, pois a alma fica mais leve e feliz. O prazer é satisfação do corpo, mas a alegria é a satisfação da alma.

Santo Agostinho dizia que “o pecador não suporta nem a si mesmo”, e que “os teus pecados são a tua tristeza; deixa que a santidade seja a tua alegria”. A verdadeira alegria brota no bojo da virtude, da graça; então, a Quaresma nos traz um tempo de paz, alegria e felicidade, porque chegamos mais perto de Deus.Image
Feb 16, 2024 7 tweets 7 min read
A “primeira quaresma” da história

- ThreadImage A Quaresma faz referência aos quarenta anos do povo de Israel no deserto e aos quarenta dias de jejum de Jesus, também no deserto. Mas uma referência da qual muitas vezes não nos lembramos é que, pela mesma quantidade de dias, graças à pregação do profeta Jonas, o povo de Nínive jejuou e conseguiu poupar a cidade da destruição. Foi a “primeira quaresma” da história.

É tão forte a relação entre esse tempo litúrgico e a história de Nínive que, nas orações tradicionais que os sacerdotes faziam sobre as cinzas, no primeiro dia da Quaresma, a Igreja toda chegava a pedir a Deus a graça de imitar os ninivitas em sua penitência:

Orémus: Omnípotens sempitérne Deus, qui Ninivítis in cínere et cilício paeniténtibus, indulgéntiae tuae remédia praestitísti: concéde propítius; ut sic eos imitémur hábitu, quátenus véniae prosequámur obténtu. Per Christum Dóminum nostrum.
— Oremos: Deus eterno e todo-poderoso, que destes aos ninivitas, por fazerem penitência na cinza e no cilício, os remédios de vossa indulgência: concedei-nos, propício, imitá-los de tal modo na mortificação, que alcancemos como eles o vosso perdão. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Hoje, apesar de as orações sobre as cinzas terem sido bastante simplificadas no novo Missal, a referência a Jonas e Nínive continua presente no Lecionário, mais especificamente na quarta-feira da 1.ª Semana da Quaresma (o primeiro dia das Têmporas de Outono). A leitura é tirada de Jn 3, 1-10 e o Evangelho, de Lc 11, 29-32.Image
Feb 14, 2024 7 tweets 5 min read
Quarta-feira de Cinzas: liturgia de morte.

A thread.Image A liturgia da Quarta-feira de Cinzas nos chama à verdadeira conversão: “Rasgai o coração, e não as vestes; e voltai para o Senhor, vosso Deus; ele é benigno e compassivo, paciente e cheio de misericórdia, inclinado a perdoar o castigo” (Jl 2, 13).

A conversão do coração é a dimensão fundamental deste tempo singular de graça que nos preparamos para viver na Quaresma. Além disso, as palavras do profeta Joel sugerem-nos a motivação profunda que nos torna capazes de voltar a percorrer o caminho rumo a Deus, que é “a consciência de que o Senhor é misericordioso e que cada homem é seu filho muito amado, chamado à conversão” [1]. Pela Palavra, somos motivados a uma verdadeira transformação de vida, a morrer para o pecado e a viver para Deus por meio de Jesus Cristo (cf. Rm 6, 11).Image
Feb 12, 2024 11 tweets 6 min read
Da morte da cultura cristã ao culto público de Satanás.

A thread.Image O que explica que um jovem músico, num dos prêmios mais famosos da música, ostente seu satanismo, sem que isso escandalize ninguém? (Pelo contrário, o rapaz, um rapper, foi considerado pela revista Time uma das 100 personalidades mais influentes do mundo em 2021; seus clipes, espalhados por toda a internet, têm milhões de visualizações; e suas performances são chamadas de “revolucionárias” pelos portais de notícias.)Image
Feb 11, 2024 11 tweets 7 min read
As tristezas do carnaval.

⬇️Image Um antigo ditado popular diz que “quem muito ri, termina chorando”. No tempo do carnaval, que se apresenta como uma festa da “alegria”, não é difícil perceber o quão cheias de sabedoria são essas palavras. Basta pensar nas inúmeras vezes em que, depois de uma festa tão cheia de prazeres e sortilégios, experimentamos uma profunda tristeza e vazio de sentido. Tal efeito se explica pelo gênero de alegrias que vivemos, pois certos tipos de prazeres são naturalmente efêmeros e deixam a pessoa com a mesma rapidez com que aparecem.Image
Feb 9, 2024 26 tweets 18 min read
1° CAPÍTULO DA TRILHA DO CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA: O HOMEM É CAPAZ DE DEUS.

Durante toda a Trilha explicaremos cada número do CIC (Catecismo da Igreja Católica) até acabarmos o Catecismo.

Este estudo aprofundado será extremamente benéfico e edificante para todos os que meditarem e acompanharem a Trilha. ⬇️Image I. O desejo de Deus

CIC 27. “O desejo de Deus é um sentimento inscrito no coração do homem, porque o homem foi criado por Deus e para Deus. Deus não cessa de atrair o homem para Si e só em Deus é que o homem encontra a verdade e a felicidade que procura sem descanso:

«A razão mais sublime da dignidade humana consiste na sua vocação à comunhão com Deus. Desde o começo da sua existência, o homem é convidado a dialogar com Deus: pois se existe, é só porque, criado por Deus por amor, é por Ele, e por amor, constantemente conservado: nem pode viver plenamente segundo a verdade, se não reconhecer livremente esse amor e não se entregar ao seu Criador»(1).”

1. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et Spes, 19: AAS 58 (1966) 1038-1039.

Explicação:

Os seres humanos foram criados por Deus por amor e são constantemente conservados por Ele por amor, e só é possível viver plenamente segundo a verdade se reconhecermos livremente este amor e nos entregarmos ao nosso Criador e o homem não encontra a felicidade e a verdade enquanto não repousar nEle. Pois como diz Santo Agostinho em suas Confissões: “Nossa alma está inquieta enquanto não repousar em Vós.”Image
Feb 4, 2024 8 tweets 8 min read
As Cinco Vias de São Tomás de Aquino - Introdução:Image Prefácio:

As vias têm como propósito provar a Deus a partir dos efeitos que Ele causa. Traremos uma explicação objetiva para cada uma delas, para servirem de base para as trilhas do Catecismo. Não temos o objetivo pretensioso de esgotar todo o assunto, mas buscamos ser o máximo convincentes possível numa introdução aos mais céticos e aos que desejam ser motivados a se aprofundarem nessas questões. Qualquer erro que for cometido aqui, por se tratar de um tema complexo, será retratado.

Futuramente, na medida em que estudarmos, se for conveniente para vocês, podemos nos aprofundar em cada uma delas, expandindo as implicações que há em cada argumentação das vias, mas, para fins didáticos e por questão de prazo, começaremos por essa explicação introdutória.
Feb 3, 2024 4 tweets 3 min read
Por que Deus, sendo Sumo Bem, permite o mal? Santo Agostinho responde ⬇️

“Mas, onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5, 20)Image O vício não é natureza, mas contrário à natureza. E a causa do pecado não é o Criador, mas a vontade:

É, por conseguinte, a natureza e não a malícia do demônio que a Escritura considera, quando diz: “Este é o princípio da obra do Senhor”, porque é fora de dúvida que toda natureza sem vício é anterior ao vício que a corrompe. Ora, o vício é contra a natureza e não pode senão prejudicar a natureza. Portanto, não seria vício apartar-se de Deus, se não fosse mais conforme à natureza estar com Deus. A própria malícia da vontade é, pois, poderoso testemunho da bondade da natureza. Mas, como Deus é o criador soberanamente bom das naturezas boas, é o ordenador soberanamente justo das vontades más, de tal forma que, quando usam mal das naturezas boas, Ele faz bom uso até mesmo das vontades más. Assim, fez com que o demônio, bom por criação e mau por sua própria vontade, ordenado entre as coisas inferiores, fosse escarnecido por seus anjos, quer dizer, que suas tentações fossem de proveito para os santos, a quem pretende prejudicar por meio delas. E como Deus, ao criá-lo, não lhe desconhecia a malignidade futura e previa todos os bens que havia de obter de seus males, por isso diz o salmo: Este dragão que formaste para que o escarneçam. Evidentemente, quando sua bondade o criava bom, já sabia, em sua presciência, que uso faria do ser decaído.Image
Feb 1, 2024 14 tweets 5 min read
As Promessas do Sagrado Coração de Jesus
[THREAD]Image A devoção ao Sagrado Coração é uma das mais seguras e tradicionais devoções da Igreja no Ocidente.
Trata-se de uma devoção segura, que foi aprovada e espalhada por vários santos e Papas da Igreja durante o decurso dos séculos. Image
Jan 30, 2024 4 tweets 7 min read
Pensamentos do São Josemaria Escrivá - A thread:Image “Quando dava a Sagrada Comunhão, aquele sacerdote tinha vontade de gritar: aí te entrego a Felicidade!” (Forja, nº 267).

“Não abandones a visita ao Santíssimo. – Depois da oração vocal que tenhas por costume, conta a Jesus, realmente presente no Sacrário, as preocupações do dia. – E terás luzes e animo para a tua vida de cristão” (Caminho, nº 554).

“Quando te aproximares do Sacrário, pensa que Ele… há vinte séculos que te espera” (Caminho, nº 537).

“Gosto de chamar “cárcere de amor!” ao Sacrário. Há vinte séculos está Ele ali…, voluntariamente encerrado!, por mim e por todos” (Forja, nº 827).

“Sê alma de Eucaristia! – Se o centro dos teus pensamentos e esperanças está no Sacrário, filho, que abundantes os frutos de santidade e de apostolado!” (Forja, nº 835).

“Vai perseverantemente ao Sacrário, fisicamente ou com o coração, para te sentires seguro, para te sentires sereno: mas também para te sentires amado… e para amar!” (Forja, nº 837).

“Jesus ficou na Eucaristia por amor…, por ti. Ficou, sabendo como o receberiam os homens… e como o recebes tu. Ficou para que o comas, para que o visites e lhe contes as tuas coisas e, ganhando intimidade com Ele na oração junto ao Sacrário e na recepção do Sacramento, te enamores cada dia mais e faças com que outras almas – muitas! – sigam o mesmo caminho” (Forja, nº 887).

“’Portanto tu és Rei’… – Sim, Cristo é o Rei, que não só te concede audiência quando desejas, mas que, em delírio de Amor, até abandona – bem me entendes! – o magnífico palácio do Céu, ao qual tu ainda não podes chegar, e te espera no Sacrário. – Não te parece absurdo não acorrer pressuroso e com mais constância a falar com Ele?” (Forja, nº 1004).

“Deves manter – ao longo do dia – uma constante conversa com o Senhor, que se alimente também das próprias ocorrências da tua tarefa profissional. Vai com o pensamento ao Sacrário… e oferece ao Senhor o trabalho que tiveres entre mãos” (Forja, nº 745).

“Jesus ficou na Hóstia Santa por nós! Para permanecer ao nosso lado, para nos sustentar, para nos guiar. – E amor apenas se paga com amor. – Como não havemos de correr para o Sacrário, todos os dias, ainda que seja apenas por uns minutos, para Lhe levar a nossa saudação e o nosso amor de filhos e de irmãos?” (Sulco, nº 686).

“Agradar-me-ia que, ao considerar tudo isto, tomássemos consciência da nossa missão de cristãos, voltássemos os olhos para a Sagrada Eucaristia, para Jesus que, presente entre nós, nos constituiu seus membros: vos estis corpus Christi et membra de membro,”vós sois o corpo de Cristo e membros unidos a outros membros”. O nosso Deus decidiu ficar no Sacrário para nos alimentar, para nos fortalecer, para nos divinizar, para dar eficácia à nossa tarefa e ao nosso esforço”.

“Agiganta a tua fé na Sagrada Eucaristia. Pasma ante essa realidade inefável!: temos Deus conosco, podemos recebê-lo cada dia e, se quisermos, falamos intimamente com Ele, como se fala com o amigo, como se fala com o irmão, como se fala com o pai, como se fala com o Amor” (Forja, nº 268).

“Compreendo o teu empenho por receber diariamente a Sagrada Eucaristia, porque quem se sente filho de Deus tem imperiosa necessidade de Cristo” (Forja, nº 830).

“Temos de receber o Senhor na Eucaristia, como aos grandes da terra, melhor!: com adornos, luzes, fatos novos… – E se me perguntares que limpeza, que adornos e que luzes hás-de ter, responder-te-ei: limpeza nos teus sentidos, um por um; adorno nas tuas potências, uma por uma; luz em toda a tua alma” (Forja, nº 834).

“É preciso adorar devotamente este Deus escondido. Ele é o mesmo Jesus Cristo, que nasceu da Virgem Maria; o mesmo que padeceu e foi imolado na cruz; o mesmo, enfim, de cujo peito trespassado jorrou água e sangue” (Cristo que Passa).

“Procura dar graças a Jesus na Eucaristia, cantando louvores a Nossa Senhora, à Virgem pura, sem mancha, àquela que trouxe o Senhor ao mundo. E, com audácia de criança, atreve-te a dizer a Jesus: – Meu lindo Amor, bendita seja a Mãe que te trouxe ao mundo! Com certeza que lhe agradas, e porá mais amor ainda na tua alma” (Forja, nº 70).

“Da falta de generosidade à tibieza não vai senão um passo” (s. 10).

“Quanto mais generoso fores – por Deus -, mais feliz serás” (s. 18).

“Nós, os que nos dedicamos a Deus, nada perdemos” (s. 21).

“Gostaria de gritar ao ouvido de tantas e de tantos; não é sacrifício entregar os filhos ao serviço de Deus; é honra e alegria” (s. 22).

“Desde que Lhe disseste “sim”, o tempo vai mudando a cor do teu horizonte – cada dia mais belo -, que brilha mais amplo e luminoso. Mas tens de continuar a dizer “sim”” (s. 32).

“Não te comportes como esses que se assustam perante um inimigo que só tem a força da sua “voz agressiva”” (s. 39).

“Há os que erram por fraqueza – pela fragilidade do barro de que estamos feitos -, mas se mantêm íntegros na doutrina. São os mesmos que, com a graça de Deus, demonstram a valentia e a humildade heroica de confessar a seu erro, e de defender – com afinco – a verdade” (s. 42).

“É uma loucura confiar em Deus!…, dizem. – E não é maior loucura confiar em si mesmo, ou nos demais homens?” (s. 44).

“Para nos convencermos de que é ridículo tomar a moda como norma de conduta, basta olhar para alguns retratos antigos” (s. 48).

“Um conselho, que vos tenho repetido até cansar: estai alegres, sempre alegres. – Que estejam tristes os que não se considerem filhos de Deus” (s. 54).

“Não és feliz, porque ficas ruminando tudo como se sempre fosses tu o centro: é que te dói o estômago, é que te cansas, é que te disseram isto ou aquilo… – Experimentaste pensar n‘Ele e, por Ele, nos outros?” (s. 74).

“A tua felicidade na terra identifica-se com a tua fidelidade à fé, à pureza e ao caminho que o Senhor te traçou” (s. 84).

“Esperar não significa começar a ver a luz, mas confiar de olhos fechados em que o Senhor a possui plenamente e vive nessa claridade. Ele é a luz” (s. 91).

“Se arrancares pela raiz qualquer assolo de inveja, e te alegrares sinceramente com os êxitos dos outros, não perderás a alegria” (s. 93).

“O Brasil! A primeira coisa que eu vi é uma mãe grande, bela, fecunda, terna, que abre os braços a todos, sem distinção de línguas, de raças, de nações, e a todos chama filhos. Grande coisa é o Brasil! Depois, eu vi que vocês se tratam de uma maneira fraterna, e fiquei comovido” (Francisco Faus, São Josemaria Escrivá no Brasil, p. 93).

“Vocês têm que fazer sobrenaturalmente o que fazem naturalmente; e depois, levar esse empenho de caridade, de fraternidade, de compreensão, de amor, de espírito cristão a todos os povos da terra. Entendo que o povo brasileiro é e será um grande povo missionário, um grande povo de Deus, e que vocês saberão cantar as grandezas do Senhor por toda a terra” (Francisco Faus, São Josemaria Escrivá no Brasil, p. 96).Image
Jan 30, 2024 5 tweets 5 min read
Conheça o Milagre Eucarístico de Buenos Aires:Image Foi o chamado Milagre Eucarístico de Buenos Aires, onde uma Hóstia Consagrada transformou-se em Carne e Sangue. O Cardeal Jorge Bergoglio, Arcebispo de Buenos Aires e atual Papa Francisco, ordenou que um fotógrafo profissional fosse chamado para registrar o evento, a fim de preservar os fatos. Posteriormente, foram conduzidas pesquisas de laboratório coordenadas pelo Dr. Castañón.

Os estudos revelaram que a substância coletada da Hóstia era uma parte do ventrículo esquerdo, músculo cardíaco de uma pessoa com cerca de 30 anos, com sangue tipo AB proveniente de alguém que havia enfrentado grande sofrimento e agressão. Os cientistas que realizaram o exame e os estudos não tinham conhecimento da origem da amostra, que só foi revelada após a análise. Eles ficaram surpresos ao descobrir glóbulos vermelhos e brancos pulsantes durante a análise, como se o material fosse extraído de um coração ainda vivo.Image
Jan 28, 2024 5 tweets 4 min read
Qual é o ofício do sábio?

- Por São Tomás de Aquino.Image 1. A terminologia vulgar, que o Filósofo diz ser conveniente respeitar ao se dar nome às coisas (II Tópicos 1. 109a), preferiu em geral julgar como sábios aqueles que diretamente ordenam as coisas e as governam com habilidade. Por isso, entre outras funções que os homens atribuem ao sábio, a de que pertence ao sábio ordenar é proposta pelo Filósofo (I Metafísica 2, 982a: Cmt 2. 42.43). Ora, a regra do governo e da ordenação de todas as coisas que se dirigem para um fim deve ser assumida deste fim. Assim, cada coisa fica otimamente disposta enquanto se ordena convenientemente para o seu fim, visto ser o fim o bem de cada uma. Por esse motivo, vê-se também que, nas artes, tem o governo e como que o principado sobre as outras aquela à qual pertence o fim. Por exemplo: a arte médica governa e ordena a arte farmacêutica porque a saúde, que é objeto da medicina, é o fim de todos os medicamentos preparados na farmácia. Coisa semelhante acontece na arte da navegação com relação a arte da construção naval. bem como na arte militar com relação à arte eqüestre e a toda indústria bélica. Essas artes que têm o principado sobre as outras são denominadas arquitetônicas ou artes principais. Daí os seus artífices - que são chamados arquitetos - reclamarem para si o nome de sábios.

2. Como, porém, os supramencionados artistas que tratam dos fins de coisas singulares não atingem o fim universal de todas as coisas, são, por isso, chamados de sábios desta ou daquela coisa. E é neste sentido que São Paulo escreve: Como sábio arquiteto coloquei o fundamento (1 Cor 3, 10).
O nome de sábio, porém, é simplesmente reservado só para quem se dedica à consideração do fim do universo, que é também o princípio. De onde afirma o Filósofo que pertence ao sábio considerar as altíssimas causas (I Metafísica 1. 981a - 2, 982a; Cmt 1 e 2, 24-28 e 49).Image
Jan 28, 2024 5 tweets 3 min read
Conheça o Santo do dia: São Tomás de Aquino!Image São Tomás nasceu em Roccasecca, no ano de 1225. Seu pai, Landolfo, queria que ele fosse abade do mosteiro de Montecassino, pensando ser compatível com a natureza tímida e gentil do filho e com seus desígnios políticos. No entanto, em Nápoles, Tomás quis tornar-se frade Dominicano, rejeitando toda e qualquer ambição e escolhendo apenas uma Ordem mendicante.

Essa escolha chocou toda a família, tanto que dois de seus irmãos o mandaram prender. Ele foi colocado em uma cela, conhecida pela sua disposição pacífica. No entanto, ficou muito irritado quando mandaram uma prostituta entrar na sua cela, na tentativa de fazê-lo desistir de sua vocação. Contudo, ele a afugentou com uma brasa ardente. Em suma, parece que conseguiu escapar da cadeia com a ajuda de duas irmãs, que o fizeram descer da janela com uma grande cesta.Image
Jan 23, 2024 5 tweets 5 min read
Quer ter uma vida espiritual forte? Antes de tudo, tenha humildade ⬇️Image Um dos problemas mais comuns — e também um dos mais perigosos — com que se deparam os principiantes na vida espiritual é a falta de humildade. Muitos deles, depois de longos anos de pecado e esquecimento de Deus, convertem-se e, com decisão muitas vezes sincera, empenham-se em ter uma vida de oração íntima e constante. Esse novo empreendimento, por assim dizer, costuma ter um bom ponto de partida: a humilhação e o reconhecimento diante do Senhor das próprias misérias, faltas e debilidades. Os que perseveram nessa humildade inicial tendem, via de regra, a perseverar também em seus propósitos, a crescer espiritualmente e a experimentar o que em episódios passados caracterizamos como ato de fé.

O ato de fé a que nos referimos, vale a pena lembrar, é um fenômeno espiritual que acontece geralmente nos momentos de oração. Trata-se de uma moção da graça que, atuando sobre a nossa vontade, convida a nossa inteligência a crer com mais firmeza nas verdades reveladas por Deus. Podemos entendê-lo também como um toque do Ressuscitado pelo qual nos damos conta, sob uma luz mais clara, da verdade e da doçura sempre inesgotáveis da nossa fé. É como um “cair a ficha” a respeito do que já sabíamos pela fé, mas que passamos a saber agora com mais claridade, firmeza e com um novo “sabor”.Image
Jan 20, 2024 9 tweets 15 min read
Primeira homilia de São João Crisóstomo (dia em que foi ordenado sacerdote):Image Prefácio.

João foi chamado ao sacerdócio e ordenado por Flaviano, bispo de Antioquia, no início do ano 386. Portanto, esta é a data do seu primeiro discurso: ainda não tinha descido às listas, como ele mesmo diz. Neste ensaio, sua modéstia brilha tanto quanto sua eloquência: ele frequentemente se autodenomina um garotinho μειρακίσκος; embora, como seu nascimento remontasse pelo menos ao ano 347, ele tivesse então cerca de quarenta anos. Isso mostra que os termos infância, velhice e similares, tão frequentemente usados ​​pelo falante, não fornecem dados quando se trata de calcular as datas de sua vida. Este ponto já foi afirmado e comprovado solidamente no famoso discurso sobre sua mãe.