Eduardo Castro ✨️ Profile picture
Democrata Liberal. Favor não confundir com libertários, ancaps e minarquistas. https://t.co/Wth97irF4y https://t.co/gjkMa9htiP
Feb 6 6 tweets 1 min read
Eu não tenho ilusões sobre a eficácia institucional da CPMI, mas considero que, em um ambiente de anestesia cívica, qualquer instrumento que reintroduza conflito público relevante pode ter valor formativo marginal.
+ O problema central não é a CPMI em si, mas a ausência de um ecossistema que transforme conflito em aprendizado.
Sem mediações (educação, jornalismo qualificado, instituições de ensino, espaços de debate público estruturado), o conflito não vira pedagogia - vira espetáculo moral.
Jan 26 10 tweets 3 min read
O texto abaixo apresenta algumas distorções claras para quem já leu sobre o estudo.
O texto afirma que havia "amplo espaço habitável". Isso é factualmente falso.

1º) O ambiente tinha limite físico rígido, apresentava pontos fixos de acesso a comida e água...
+ Image ...gerava competição espacial intensa, ainda que sem escassez calórica.

Na prática, a superlotação era funcional, não abundância real, a concentração gerava interações forçadas afinal era impossível a dispersão - algo essencial para roedores.
+ Image
Jan 19 13 tweets 2 min read
A nova polêmica envolvendo @moura_101
e as acusações sobre fraude tem um debate de fundo que vai além do tema que a gerou.
As operadoras de seguro de saúde e sua estratégia de gestão de risco financeiro e operacional é um ataque a toda sociedade.
+ A Lógica da "Pirâmide de Desistência"
O principal fator é, de fato, a desistência do beneficiário. As operadoras operam com estatísticas de massa, eu explico:
+
Jan 17 11 tweets 2 min read
Moralismo não é ética.
Moralismo não busca compreender fenômenos; busca classificar pessoas e grupos como bons ou maus.
Quando o debate começa pela moral, ele termina antes da análise.
+ Ética pergunta "o que reduz dano?"
Moralismo pergunta "quem está do lado certo?"
+
Jan 14 4 tweets 1 min read
Os princípios que norteiam o Itamaraty incluem:

•Não intervenção nos assuntos internos de outros Estados;
•Autodeterminação dos povos;
•Respeito à soberania;
Solução pacífica de controvérsias;
•Defesa da paz e igualdade entre os Estados.

CF88, no artigo 4º.
+ Nossa constituição consagrou explicitamente os princípios que fiz menção acima, como base das relações internacionais do Brasil, tornando-os obrigatórios para o Itamaraty (um órgão de Estado, não de governo específico).
+
Jan 12 8 tweets 2 min read
A thread funciona como um desabafo opinativo pessoal, não como argumento filosófico ou análise sociológica rigorosa.
O autor parte de generalizações normativas, lança causalidades amplas sem evidência ou estrutura lógica robusta, e usa linguagem de desqualificação.
+ As premissas são simplistas o que enfraquece a força de suas hipóteses.
O fio não é construído para persuadir, mas para reforçar identidades já consolidadas. Trata-se menos de um argumento filosófico e mais de um discurso de coesão grupal, típico da polarização.
+
Jan 12 8 tweets 2 min read
Moralismo não é ética, é atalho retórico.

Nessa rede se prioriza:
• Respostas rápidas;
• Sinalização de virtude;
• Engajamento emocional

Não há compromisso com coerência, apenas com a posição prévia.
O sujeito parte de uma premissa e não analisa as contradições envolvidas.
+ Prevalece o ad hominem: quando a tese não pode ser refutada, desqualifica-se o emissor.

Isso serve para:
• Marcar território simbólico;
• Reforçar pertencimento de grupo;
• Alimentar o ciclo de indignação.
É debate como performance, quem faz isso é escravo do próprio ego.
+
Jan 1 8 tweets 1 min read
@roberta_bastoss Olá Beta,
Eu fiz esse debate com minha amiga @ErikaCo65998428 onde divergimos muito.
Seu texto não está errado, mas você opta conscientemente por um modelo de confronto e não de construção de coalizão. Isso tem consequências.
+ @roberta_bastoss @ErikaCo65998428 É verdadeiro que o feminismo não deve calibrar seu discurso para agradar homens.
Não decorre daí que não possa, em determinados contextos, fazer escolhas estratégicas de linguagem quando o objetivo é produzir mudança institucional ampla.
+
Jan 1 9 tweets 2 min read
O gráfico não é uma falsificação, mas ele depende inteiramente da definição de "classe média" usada pelo Banco Mundial - e aí mora o problema.
Vamos tentar entender?
1/ O BM costuma definir classe média na América Latina com renda diária entre US$ 6,85 e US$ 14 PPP por dia. 2/ Em alguns estudos, pode chegar até US$ 20. Isso significa, grosso modo:
► Não são pobres extremos;
► Não são classe média consolidada;
► Estão logo acima da linha de vulnerabilidade.
Dec 29, 2025 10 tweets 2 min read
Desde meu retorno a essa rede insocial, meu único objetivo sempre foi dialogar com as pessoas com base em preceitos democráticos.
Em tempos de bolsonarismo no poder isso me colocou em contato com muitas pessoas de esquerda, inclusive simpatizantes e filiados ao PT.
+ Hoje o jogo virou, a minha defesa de valores e princípios me colocou em oposição ao governo.
Escrevo e debato sobre temas que os aliados pontuais de 22 não toleram.
Mas não fui eu que mudei.
Eu continuo apontando que o corporativismo domina esse país.
+
Dec 27, 2025 15 tweets 3 min read
O Dilema Municipal do Brasil via @YouTube

Por que esse debate é do presente (e não de 20 ou 30 anos)
1/ Alguns dizem que discutir reorganização de municípios só faz sentido daqui a 20 ou 30 anos, quando a reforma tributária "maturar".
Discordo! 2/ É justamente em momentos de polarização e pressão institucional é que debates estruturais precisam acontecer - antes que virem ruptura.

O Brasil vive hoje:
– alta polarização política,
– tensão entre Poderes,
– descrédito institucional,
Dec 24, 2025 11 tweets 2 min read
🧵 FIO - Redução da jornada: tempo livre x renda líquida
1/ O debate sobre reduzir a jornada (44 → 40 ou 36h) costuma partir de uma premissa implícita: 👉 mais tempo livre = ganho automático para o trabalhador. Mas essa equivalência não é óbvia - nem econômica, nem socialmente. 2/ A pergunta central que quase ninguém enfrenta é simples:
► O trabalhador troca tempo livre por quê?
► Por mais bem-estar?
► Por mais renda no futuro?
► Ou apenas por um rearranjo de custos que reduz sua renda líquida mensal?
Dec 17, 2025 5 tweets 1 min read
Na questão dos refrigerantes, mesmo quando é "Zero", geram problemas de saúde.

1/ Problemas no fígado
Um estudo recente (outubro 2025, Semana Europeia de Gastroenterologia) ligou bebidas adoçadas artificialmente a um aumento de até 60% no risco de esteatose hepática (gordura no fígado), mesmo sem açúcar, por disfunções metabólicas e picos de insulina/glicose. 2/ Riscos cardiovasculares
Consumo de mais de 2 litros/semana de bebidas zero está associado a 20% mais risco de fibrilação atrial (arritmia cardíaca).
Outros estudos apontam maior chance de doenças cardíacas, AVC e hipertensão, possivelmente por alterações na microbiota ou inflamação.
Dec 16, 2025 6 tweets 2 min read
1/ O arcabouço fiscal criado pelo ministro Fernando Haddad (governo Lula) em 2023 incluiu projeções explícitas de controle da trajetória da dívida pública como proporção do PIB, com metas de resultados primários que contribuiriam para estabilizar e depois reduzir essa relação ao longo do tempo.

A trajetória observada/projetada hoje é essa:Image 2/ A dívida tem aumentado e as projeções sugerem que pode ultrapassar 100% do PIB até 2030 sob cenários conservadores. Isso não está sendo cobrado com firmeza politicamente porque é um tema técnico de longo prazo e porque o debate público privilegia crescimento e emprego no curto prazo.
Dec 15, 2025 5 tweets 1 min read
1/ Eu realmente não consigo entender quem usa El Salvador como referência de política pública de segurança, um país que desde 2022 está em está de exceção.
No Brasil o estado de defesa e o estado de sítio são temporários, excepcionalíssimos e fortemente controlados pelo Congresso Nacional.
Não existe espaço jurídico para um "estado de exceção permanente". 2/ Quem já estudou nossa Constituição sabe que se trata de referência retórica para quem aceita suspender a ordem constitucional como método.
Nao se trata de política pública, mas o usa como símbolo para naturalizar a ideia de que a Constituição é um entrave à ordem. Isso não é liberalismo; é antipolítica institucional travestida de eficiência.
Dec 10, 2025 9 tweets 2 min read
1/ Estou acompanhando todo o debate político da semana, o que me chama mais a atenção é que o cidadão médio ainda não percebeu que não se trata de um debate sobre moralidade.
Estamos falando do corporativismo controlando o país, coisa que essa elite faz desde 1889.
2/ Uma grande parcela da sociedade está em dissonância cognitiva, outra parcela simplesmente resolveu se alienar.
Quem debate política faz por torcida, analisam os problemas sempre com base em cálculo político, aceitando o inaceitável e se justificando que o "outro lado é pior".
Dec 8, 2025 5 tweets 2 min read
1/ O STF (especificamente o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso) tem o poder de manter a prisão preventiva de Rodrigo Bacellar mesmo após a decisão da Alerj de revogá-la. 2/ Explicação constitucional e jurisprudencial
Deputados estaduais possuem imunidade parlamentar semelhante à dos federais (art. 27, § 1º, da Constituição Federal, combinado com o art. 53). Isso permite que a Assembleia Legislativa delibere sobre a prisão de seus membros, podendo revogá-la por maioria (no caso, bastavam 36 votos dos 70 deputados).Hoje (8/12/2025), o plenário da Alerj aprovou a revogação por 42 votos a 21 (com algumas abstenções), referendando o parecer da CCJ.
A resolução será publicada no Diário Oficial e encaminhada ao STF.
Nov 29, 2025 5 tweets 2 min read
Vamos começar pelo que é básico, Democracia liberal não é "ditadura da maioria" - é checks and balances pra proteger minorias, como na Constituição de 88 (art. 5º garante propriedade, mas com função social).
Liberalismo clássico (Hayek, que você deve curtir) defende Estado mínimo pra arbitrar contratos, não anarquia onde o mais forte manda. Exemplo: sem regulação, seu "mercado voluntário" já rolou na escravidão colonial - 'troca voluntária' de índios por nada.
1 Concordo que a história é violenta - mas o Estado não "inventou" isso; herdou da coroa e tentou corrigir (Estatuto da Terra de 65 visava redistribuição, mas sabotado por latifundiários). Privatizar tudo agora? Beneficia quem já grilou 50% das terras (INCRA: 1% dos proprietários têm 45% do rural). Sem Estado, indígenas e quilombolas (protegidos por lei federal) viram reféns de "agências privadas" dos fazendeiros. Exemplo real: na fronteira amazônica, "mercado livre" já é grilagem com pistoleiros - Estado ao menos tenta fiscalizar via FUNAI.

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Nov 27, 2025 4 tweets 1 min read
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Em resumo: Narloch cita corretamente trechos sobre incertezas (premissa verdadeira), mas seleciona-os de forma que minimiza o consenso amplo do IPCC sobre o papel humano em intensificar extremos. Isso é uma simplificação seletiva. 2/2
Esse tipo de posicionamento é comum em narrativas "céticas" ao alarmismo climático, mas que ignora o tom cauteloso-urgente do relatório: o risco cresce com emissões não mitigadas.
Nov 20, 2025 4 tweets 1 min read
Acho o texto brilhante e necessário — não é vitimismo, é sobrevivência cultural. Num mundo onde estátuas de escravagistas ainda ficam de pé enquanto museus do Holocausto florescem, posts como esse são atos de resistência.
+ Num mundo onde estátuas de escravagistas ainda ficam de pé enquanto museus do Holocausto florescem, posts como esse são atos de resistência.
Nov 19, 2025 4 tweets 1 min read

Minha conclusão equilibrada:
1/ O texto final é um avanço significativo em punições e ferramentas financeiras – mais duro que o original do governo em penas, mas incorporando sugestões federais.
Segue o fio. 🧶noticias.uol.com.br/ultimas-notici… 2/ No entanto, as concessões à descentralização no art. 11 mantêm riscos constitucionais e operacionais, potencialmente enfraquecendo a PF em cenários transnacionais e convidando judicialização no STF.