Paulo Gala Profile picture
Falo sobre complexidade produtiva, desenvolvimento econômico e finanças. Autor, Investidor, Professor na FGV/SP, CGA-Anbima
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Jan 2 17 tweets 5 min read
A China construiu um reator de “energia infinita” enquanto os EUA discutem moinhos de vento.

Eles investiram US$ 1,3 bilhão em uma tecnologia capaz de gerar energia por 60 mil anos, usando materiais que o resto do mundo simplesmente joga fora.

O que especialistas chamam de “a revolução energética que vai redefinir o poder global”. 🧵Image Vamos por partes:

A China descobriu cerca de 1 milhão de toneladas de tório no complexo de mineração de Bayan Obo, na Mongólia Interior.

Só esse depósito seria suficiente para abastecer o país por 60 mil anos.

E o impacto vai muito além do que parece:
Dec 30, 2025 12 tweets 4 min read
Em 30 anos, as exportações da China cresceram 80 vezes.

1990: US$ 45 bi
2021: US$ 3.6 trilhões

Como a China escapou do Neoliberalismo?
A receita do sucesso foi o comunismo?
Ser uma civilização milenar?

Vou te mostrar 10 acertos dos chineses🧵: Image 1/10 - O modelo chinês não seguiu a cartilha neoliberal.

Enquanto o Consenso de Washington pregava privatização massiva, abertura abrupta e ajuste fiscal ortodoxo, a China optou por gradualismo, controle estatal estratégico e políticas industriais ativas. Image
Dec 18, 2025 12 tweets 3 min read
O neoliberalismo prometeu enriquecer países pobres.

O Brasil acreditou, abriu tudo e desmontou o Estado.

O fracasso não foi má execução. Foi a ideia!

Fio🧵 com 8 razões para entender por que o Brasil estagnou enquanto a Ásia enriqueceu (com dados reais e comparação histórica): Image Razão 1: A promessa neoliberal se baseava numa teoria sedutora.

Mercados livres alocariam recursos de forma ótima. Empresas privadas seriam mais eficientes que estatais. Abertura comercial forçaria competitividade. O crescimento viria automaticamente.

Bastava remover obstáculos estatais ao mercado.
Nov 29, 2025 5 tweets 4 min read
O Retrato Oculto da Indústria Brasileira
A narrativa de que o Brasil está se desindustrializando já se tornou um consenso no debate econômico. Olhamos para os grandes números nacionais e vemos a participação da indústria encolher, alimentando a percepção de um declínio generalizado e inevitável.
No entanto, essa visão agregada, embora correta em sua essência, esconde uma realidade muito mais complexa, surpreendente e cheia de nuances. Sob a superfície dos dados nacionais, existe um mosaico de dinâmicas regionais e setoriais que contam uma história completamente diferente — e muito mais específica — sobre os rumos da economia brasileira.
Este artigo se propõe a revelar os achados mais impactantes de um novo e aprofundado estudo, “Novas Perspectivas da Desindustrialização a partir de Evidências Regionais e Setoriais” (@PMorceiro e Tessarin, 2025), que mergulhou em dados de emprego das últimas quatro décadas (1985-2022) para desempacotar esse fenômeno.
Prepare-se para quatro revelações que desafiam o senso comum e oferecem uma nova perspectiva para entender a economia do nosso país.Image Analisar a indústria brasileira como um bloco único é um erro fundamental. O estudo descreve a dinâmica nacional como um “mosaico regional-setorial”, onde diferentes realidades coexistem.
O contraste é nítido: enquanto estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco sofreram uma desindustrialização intensa, outros apresentaram uma forte expansão do emprego industrial no mesmo período. É o caso de estados da fronteira agrícola, como Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul.
Contudo, a industrialização nesses novos polos ainda está em seus estágios iniciais, fortemente concentrada em setores como o de alimentos e bebidas. Esse crescimento, embora positivo, não foi nem de longe suficiente para compensar as perdas massivas dos polos tradicionais. Em outras palavras, a tímida “industrialização” em novas áreas reforça, em vez de combater, a “mudança estrutural maligna” que vimos anteriormente. O Brasil está, na prática, trocando empregos em eletrônica e engenharia por vagas em frigoríficos e processamento de grãos, em um empobrecimento qualitativo da nossa matriz produtiva.Image
Sep 10, 2025 12 tweets 3 min read
O livro mais subestimado por liberais sobre economia e inovação:

"O Estado Empreendedor" de Mariana Mazzucato

- Virou referência mundial sobre o papel do Estado na inovação.
- Influenciou debates econômicos em vários países.
- Destrói mitos sobre empreendedorismo.

Por que todo empreendedor deveria ler: 🧵Image Mariana Mazzucato (@MazzucatoM) começou como economista questionando o mainstream.

Hoje é Professora na UCL, conselheira da OMS, ONU e governos mundiais.

Seu histórico impressiona:

- Prêmios acadêmicos internacionais
- Institute for Innovation and Public Purpose (UCL)
- Orientação de políticas globaisImage
Sep 4, 2025 15 tweets 4 min read
Por que a América Latina exporta minério de ferro mas importa carros?

Porque produzimos o que o mundo já sabe fazer
e consumimos o que não conseguimos criar.

Aqui está a explicação completa, em 1min: 🧵 Image
Image
Este paradoxo revela o modelo centro-periferia da economia mundial:

Produzimos insumos básicos que outras regiões transformam em produtos complexos.

Nossa condição histórica de fornecedores de commodities perpetua a subordinação econômica internacional.
Jul 31, 2025 14 tweets 5 min read
Em 30 anos, as exportações da China cresceram 80 vezes.

1990: US$ 45 bi
2021: US$ 3.6 trilhões

Como a China escapou do Neoliberalismo?
A receita do sucesso foi o comunismo?
Ser uma civilização milenar?

Vou te mostrar 10 acertos dos chineses:🧵 Image 1/10 - O modelo chinês não seguiu a cartilha neoliberal.

Enquanto o Consenso de Washington pregava privatização massiva, abertura abrupta e ajuste fiscal ortodoxo, a China optou por gradualismo, controle estatal estratégico e políticas industriais ativas. Image
Jul 8, 2025 14 tweets 3 min read
Me dê 2 minutos e vou te mostrar como o governo coreano transformou uma montadora fracassada em uma gigante global bancando 17 anos de prejuízo: 🧵 Image 1974: Hyundai lança seu primeiro carro "coreano".

Era um fiasco completo.

Motor japonês, design italiano, peças quebravam, freios falhavam.

A reputação era terrível.

Ninguém apostava que essa empresa fracassada se tornaria a 3ª maior montadora do mundo. Image
Jul 3, 2025 14 tweets 4 min read
O Brasil já foi maior potência industrial que China e Coreia juntas.

Mas muitos não sabem por que paramos de crescer.

Aqui estão os 5 erros fatais da nossa política econômica:🧵 Image CONTEXTO: Nos anos 1980, nossa produção industrial superava China e Coreia do Sul somadas.

Exportávamos mais que esses futuros gigantes. Sabíamos produzir tanques, computadores, carros, turbinas.

Éramos uma potência emergente real.

Então o que deu errado?
Jul 2, 2025 15 tweets 5 min read
O BRICS somará em breve 3,727,938,000 de habitantes.

Isso é 46% da população mundial.

O que é ignorado ou negligenciado pelo G7 -- mas será estudado pelos historiadores?

Aqui está a lista completa de 13 exemplos:🧵 Image 1. Missões à Lua

Os indianos pousaram na Lua.

Os BRICS estão quase igualando o número de missões à Lua dos EUA. Image
Jun 25, 2025 5 tweets 3 min read
Quer entender como países saíram da pobreza e chegaram à liderança global?

Aqui está o essencial para:

→ Dominar padrões de desenvolvimento
→ Usar insights de complexidade econômica
→ Decifrar milagres asiáticos vs fracassos latinos

Segue o fio: 🧵 Image Passo 1: Assine a newsletter gratuita Radar do Desenvolvimento.

Resumimos horas de pesquisa em textos curtos, diretos e com gráficos sobre:

• Complexidade econômica
• Desenvolvimento produtivo
• Experiências asiáticas

👉 paulogala.substack.comImage
Jun 24, 2025 14 tweets 3 min read
Por que a América Latina exporta minério de ferro mas importa carros?

Porque produzimos o que o mundo já sabe fazer
e consumimos o que não conseguimos criar.

Aqui está a explicação completa, em 1min: 🧵 Image
Image
Este paradoxo revela o modelo centro-periferia da economia mundial:

Produzimos insumos básicos que outras regiões transformam em produtos complexos.

Nossa condição histórica de fornecedores de commodities perpetua a subordinação econômica internacional.
Apr 13, 2025 5 tweets 4 min read
Eu acho que não faz sentido para um país de U$80 mil dólares colocar tarifas de proteção. Mas não custa lembrar o longo passado protecionista dos eua que muita gente ignora: A História das Tarifas nos EUA: protecionismo na construção da nação

A política tarifária dos Estados Unidos tem sido um instrumento central de sua estratégia econômica desde a fundação do país. Ao longo da história, os EUA alternaram entre momentos de forte protecionismo e períodos de maior abertura comercial, dependendo do contexto econômico e político.

Os Primeiros Anos: Protecionismo e Construção da Indústria Nacional
Nos primeiros anos após a independência, os EUA adotaram tarifas elevadas para proteger sua nascente indústria da concorrência europeia. O primeiro grande marco tarifário foi o Tariff Act de 1789, assinado por George Washington, que estabeleceu tarifas sobre importações para financiar o novo governo e fomentar a indústria doméstica.
Em 1816, sob a presidência de James Madison, os EUA aprovaram a Tarifa de 1816, que aumentou impostos sobre produtos manufaturados estrangeiros, principalmente do Reino Unido, para impulsionar a produção nacional após a Guerra de 1812. Esse foi um dos primeiros exemplos de tarifas como ferramenta de política industrial.

A Era do Protecionismo no Século XIX
Durante grande parte do século XIX, os EUA mantiveram uma abordagem fortemente protecionista. Um dos exemplos mais notáveis foi a Tarifa de 1828, também chamada de “Tarifa das Abominações”, assinada por John Quincy Adams. Essa tarifa elevou drasticamente os impostos sobre bens importados para até 62%, gerando revolta entre os estados do Sul, que dependiam da importação de produtos manufaturados.
Outro momento marcante foi a Tarifa de Morrill (1861), assinada por Abraham Lincoln, que aumentou tarifas para financiar a Guerra Civil e impulsionar a industrialização do Norte. Após a guerra, o protecionismo continuou forte, com tarifas elevadas ajudando a consolidar a indústria americana.
O final do século XIX viu tarifas ainda mais elevadas, como a Tarifa McKinley (1890), promulgada pelo então presidente Benjamin Harrison, que impôs taxas de importação acima de 48%, um dos níveis mais altos da história dos EUA. O Século XX: A Grande Depressão e a Política Tarifária
Nos anos 1920, os EUA ainda mantinham tarifas altas para proteger a economia doméstica. Contudo, a crise de 1929 levou a uma das políticas tarifárias mais controversas da história americana: a Tarifa Smoot-Hawley (1930), assinada por Herbert Hoover. Essa lei elevou tarifas para até 60% sobre mais de 20 mil produtos importados, na tentativa de proteger a indústria americana durante a Grande Depressão. No entanto, a medida gerou retaliações comerciais de diversos países, agravando a crise econômica global.
O governo de Franklin D. Roosevelt, eleito em 1932, adotou uma abordagem diferente. Com o Reciprocal Trade Agreements Act (1934), Roosevelt iniciou um período de redução tarifária por meio de acordos bilaterais, estabelecendo a base para uma política de maior abertura comercial.

Pós-Segunda Guerra Mundial e o Declínio do Protecionismo
Após a Segunda Guerra Mundial, os EUA passaram a liderar a criação de instituições internacionais para facilitar o comércio global, como o GATT (Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio, 1947), que mais tarde evoluiu para a Organização Mundial do Comércio (OMC). Sob governos como os de Harry Truman, Dwight Eisenhower e John F. Kennedy, os EUA reduziram gradualmente suas tarifas para estimular o comércio internacional.
A década de 1980, sob a presidência de Ronald Reagan, viu um retorno parcial ao protecionismo, com barreiras contra produtos japoneses, especialmente no setor automotivo e de eletrônicos. No entanto, Reagan também negociou acordos comerciais, preparando o caminho para a assinatura do NAFTA (Acordo de Livre Comércio da América do Norte, 1994) sob Bill Clinton, que eliminou tarifas entre os EUA, Canadá e México.
Mar 13, 2025 9 tweets 3 min read
Toda essa conversa sobre declínio americano é superficial.

Os verdadeiros sinais não estão nos jornais.

É como ter um mapa do tesouro e só olhar para a capa.

Aqui estão 7 Sinais do Fim da Hegemonia do Império Americano: 

(E que revelam o futuro do poder global nos próximos 20 anos). 1/ Forte alinhamento entre Democratas e Republicanos

Eles pensam cada vez mais igual em temas como:

• Imigração
• Comércio
• Energia

A disputa agora é pela sobrevivência, não pela liderança global. Image
Mar 4, 2025 15 tweets 5 min read
O BRICS somará em breve 3,727,938,000 de habitantes.

Isso é 46% da população mundial.

O que é ignorado ou negligenciado pelo G7 -- mas será estudado pelos historiadores?

Aqui está a lista completa de 13 exemplos:🧵 Image 1. Missões à Lua

Os indianos pousaram na Lua.

Os BRICS estão quase igualando o número de missões à Lua dos EUA. Image
Feb 13, 2025 7 tweets 3 min read
Me dê 2 minutos e eu vou te mostrar 5 empresas chinesas que estão desafiando a hegemonia de empresas ocidentais.

(e deixando analistas confusos 🤷‍♂️): Image 1/ BYD: pioneira em veículos elétricos e baterias

Tecnologia verde sem apoio financeiro é como carro sem gasolina.

A transformação da BYD é nada menos que espetacular! 

De ônibus elétricos em Shenzen para competir no nível da Tesla em vendas de carros elétricos.
Feb 12, 2025 17 tweets 7 min read
Essa obsessão de Trump com tarifas é uma piada.

Não se recupera a hegemonia com taxas aleatórias. Isso soa como tentar esvaziar o oceano com um balde furado.

Aqui estão 15 progressos notáveis da China nos últimos 30 dias que estão moldando o mundo para os próximos 30 anos: Image 1/ DeepSeek (IA Chinesa):

O IA chinês Deepseek faz tudo que o ChatGPT faz só que com 1/10 do custo!

Empresas americanas perderam US$ 1 trilhão em valor de mercado. A Nvidia, sozinha, perdeu US$600bi.

Alguém anotou a placa? Image
Feb 11, 2025 9 tweets 3 min read
Com mais de 20 anos estudando economia, li e ensinei inúmeras vezes sobre renda familiar.

Contudo, estes 7 vídeos elucidam as diferenças de renda na prática melhor do que qualquer material que já vi.

Veja todos reunidos aqui: 1. Casa

Ordem dos vídeos: 👇

Burundi - Menos de US$ 2/dia
Tunísia - Entre US$ 2-8/dia
Jordânia - US$ 8-30/dia
Dinamarca - Acima de US$ 30/dia

(Os países e rendas seguem na mesma ordem nos tuítes a seguir)
Jan 26, 2025 4 tweets 2 min read

O oligopólio dos alimentos processados no mundo!

O oligopólio da indústria de alimentos processados é um fenômeno que exemplifica as dinâmicas do capitalismo global: poucos grandes conglomerados controlam boa parte do que consumimos diariamente. Empresas como Nestlé, Unilever, Danone, PepsiCo, Coca-Cola e outras gigantes têm uma presença esmagadora, determinando o que está disponível nas prateleiras de supermercados ao redor do mundo.
A concentração do mercado
Apenas 10 empresas dominam a indústria de alimentos processados mundialmente. Esses conglomerados possuem centenas de marcas em seus portfólios, abrangendo desde produtos básicos até itens de luxo. Muitas vezes, os consumidores nem percebem que produtos de marcas aparentemente concorrentes pertencem ao mesmo grupo econômico. Por exemplo, a Nestlé controla não apenas alimentos infantis e chocolates, mas também águas engarrafadas e produtos para animais de estimação.
Essa concentração de mercado traz vantagens para as empresas, como economias de escala, maior poder de negociação com fornecedores e canais de distribuição otimizados. No entanto, ela também reduz a concorrência e dá às gigantes um controle quase absoluto sobre preços, disponibilidade de produtos e inovações. O papel dos países emergentes
Grande parte das matérias-primas utilizadas por essas empresas vem de países emergentes, incluindo Brasil, Índia, Indonésia e países africanos. O Brasil, por exemplo, é um dos maiores exportadores de commodities agrícolas, como soja, açúcar, café e milho, produtos que são processados no exterior e retornam ao país como alimentos processados de alto valor agregado. Essa dinâmica reflete um padrão histórico no comércio internacional, em que países desenvolvidos mantêm o controle das etapas mais lucrativas da cadeia produtiva.
No entanto, a exportação de matérias-primas por países emergentes tende a gerar empregos de baixa qualificação e menos valor econômico agregado, enquanto as economias ricas capturam os lucros e benefícios associados à industrialização e ao branding.
Jan 26, 2025 4 tweets 2 min read
O gráfico ilustra a relação inversa entre a participação da agricultura no PIB e o nível de renda per capita dos países. Esse fenômeno pode ser explicado por várias razões:
1. Mudança estrutural da economia: À medida que os países se desenvolvem, a economia tende a se diversificar. Setores como a indústria e, mais tarde, os serviços, passam a ocupar uma parcela maior do PIB. Isso ocorre porque esses setores apresentam maior potencial de crescimento e valor agregado do que a agricultura.Image Aumento da produtividade agrícola: Com o avanço tecnológico, a produtividade no setor agrícola aumenta significativamente, permitindo que menos pessoas e recursos sejam necessários para produzir a mesma quantidade (ou até mais) de alimentos. Isso reduz a contribuição relativa da agricultura ao PIB.
3. Mudanças na demanda: Conforme a renda per capita aumenta, a demanda relativa por produtos agrícolas cresce mais lentamente em comparação com a demanda por bens industriais e serviços (como educação, saúde e entretenimento). Essa ideia está ligada à Lei de Engel, que afirma que, à medida que a renda aumenta, a proporção do gasto com alimentos diminui.Image
Jan 19, 2025 4 tweets 3 min read
A Surpreendente Correlação entre Industrialização, Empregos Formais e Dependência do Bolsa Família no Brasil

A relação inversa entre o número de beneficiários do Bolsa Família e a quantidade de trabalhadores com carteira assinada no Brasil reflete as disparidades econômicas e regionais do país. Estados com economias mais desenvolvidas e industrializadas, como os do Sudeste e Sul, têm uma maior proporção de empregos formais e menor dependência de programas assistenciais. Por outro lado, estados com economias menos desenvolvidas, como os do Nordeste e Norte, apresentam maior dependência do Bolsa Família e menores índices de formalização do trabalho. A presença robusta de indústrias nos estados ricos do Brasil desempenha um papel crucial na promoção de empregos formais e na redução da necessidade de programas de assistência social.
Bolsa Família e Trabalho Formal
#### Programa Bolsa Família – **Objetivo**: O Bolsa Família é um programa de transferência de renda criado para combater a pobreza e a desigualdade social, fornecendo assistência financeira direta às famílias de baixa renda. – **Beneficiários**: O número de beneficiários do Bolsa Família tende a ser maior em estados com maiores índices de pobreza e informalidade no mercado de trabalho. #### Trabalho com Carteira Assinada – **Formalização do Trabalho**: Trabalhadores com carteira assinada desfrutam de benefícios formais, como seguro desemprego, FGTS, férias remuneradas e 13º salário, o que é menos comum em estados onde a informalidade prevalece. – **Distribuição**: A formalização do trabalho é mais pronunciada em estados com economias mais desenvolvidas e diversificadas, onde há uma presença significativa de indústrias e serviços formais. ### Análise Regional #### Estados do Nordeste e Norte – **Alta Dependência do Bolsa Família**: Estados do Nordeste (como Maranhão, Piauí e Bahia) e do Norte (como Amazonas e Pará) registram uma alta dependência do Bolsa Família. Nesses estados, a economia é menos industrializada, e a informalidade no mercado de trabalho é mais prevalente. – **Baixa Formalização**: A proporção de trabalhadores com carteira assinada é menor, refletindo uma economia com menos empregos formais e maior necessidade de programas de assistência social. #### Estados do Sudeste e Sul – **Baixa Dependência do Bolsa Família**: Estados do Sudeste (como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais) e do Sul (como Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) têm uma menor proporção de beneficiários do Bolsa Família. – **Alta Formalização**: Esses estados possuem uma economia mais diversificada e industrializada, com maior formalização do mercado de trabalho. A presença de indústrias, serviços financeiros, tecnologia e comércio contribui para uma maior oferta de empregos formais. ### Presença da Indústria nos Estados Ricos #### São Paulo – **Polo Industrial**: São Paulo é o estado mais industrializado do Brasil, com uma forte presença nos setores automotivo, químico, farmacêutico, eletrônico e de bens de consumo. – **Impacto na Formalização**: A robustez da economia paulista resulta em altos índices de empregos formais e menor dependência de programas assistenciais como o Bolsa Família. #### Minas Gerais – **Mineração e Siderurgia**: Minas Gerais é um dos principais estados mineradores do Brasil, com uma economia também sustentada pela siderurgia, agricultura e indústria alimentícia. – **Empregos Formais**: A diversidade econômica contribui para um mercado de trabalho mais formalizado. #### Rio de Janeiro – **Petróleo e Gás**: A economia do Rio de Janeiro é impulsionada pela exploração de petróleo e gás, além de setores como turismo, serviços e tecnologia. – **Formalização do Trabalho**: A presença dessas indústrias contribui para um maior número de empregos formais. #### Sul do Brasil – **Diversificação Econômica**: Estados como Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul têm uma economia diversificada, com forte presença na agroindústria, manufatura, tecnologia e servicosImage Image