Paulo Gala Profile picture
Falo sobre complexidade produtiva, desenvolvimento econômico e finanças. Autor, Investidor, Professor na FGV/SP, CGA-Anbima
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Feb 3 12 tweets 3 min read
A maior MENTIRA sobre a China foi dizer que ela copiou o Ocidente.

Foi nisso que muitos acreditaram por 20 anos, enquanto o Brasil regredia.

Estavam errados.

Segue o fio🧵 mostrando o custo de seguir o Consenso de Washington — enquanto a China escolhia fazer história: Image Nos anos 80, o Brasil era mais rico e mais industrializado que a China.

US$ 10 mil per capita aqui.
US$ 1 mil lá.

Nossa produção industrial superava China e Coreia somadas. Técnicos chineses visitavam Itaipu maravilhados.

Eles aprendiam conosco.
Jan 31 13 tweets 3 min read
O livro mais subestimado e poderoso sobre economia política:

Como a China Escapou da Terapia de Choque.

- Joseph Stiglitz o citou para defender alternativas ao neoliberalismo.
- Ganhou 2 prêmios internacionais.
- Suas ideias explicam o maior milagre econômico da história.

Aqui está o porquê:🧵Image Isabella Weber começou como jovem pesquisadora alemã estudando economia chinesa.

Passou anos entrevistando burocratas chineses dos anos 80-90, acessando arquivos inéditos e documentos internos.

Descobriu a verdade por trás do "milagre".
Jan 29 11 tweets 4 min read
Nom fim de 2025 a China 🇨🇳 fez a maior demonstração de força militar em décadas.

Eles revelaram 11 armas que nunca tinham sido mostradas ao público.

Analistas militares chamaram isso de uma “mensagem estratégica”.

Aqui está o que cada uma delas realmente significa 🧵👇 Os mísseis hipersônicos foram o grande destaque.

A China apresentou novos modelos, incluindo o DF-17 e o DF-26D, um míssil antinavio.

Essas armas foram projetadas para serem praticamente imparáveis, capazes de driblar os sistemas atuais de defesa antimísseis.
Jan 2 17 tweets 5 min read
A China construiu um reator de “energia infinita” enquanto os EUA discutem moinhos de vento.

Eles investiram US$ 1,3 bilhão em uma tecnologia capaz de gerar energia por 60 mil anos, usando materiais que o resto do mundo simplesmente joga fora.

O que especialistas chamam de “a revolução energética que vai redefinir o poder global”. 🧵Image Vamos por partes:

A China descobriu cerca de 1 milhão de toneladas de tório no complexo de mineração de Bayan Obo, na Mongólia Interior.

Só esse depósito seria suficiente para abastecer o país por 60 mil anos.

E o impacto vai muito além do que parece:
Dec 30, 2025 12 tweets 4 min read
Em 30 anos, as exportações da China cresceram 80 vezes.

1990: US$ 45 bi
2021: US$ 3.6 trilhões

Como a China escapou do Neoliberalismo?
A receita do sucesso foi o comunismo?
Ser uma civilização milenar?

Vou te mostrar 10 acertos dos chineses🧵: Image 1/10 - O modelo chinês não seguiu a cartilha neoliberal.

Enquanto o Consenso de Washington pregava privatização massiva, abertura abrupta e ajuste fiscal ortodoxo, a China optou por gradualismo, controle estatal estratégico e políticas industriais ativas. Image
Dec 18, 2025 12 tweets 3 min read
O neoliberalismo prometeu enriquecer países pobres.

O Brasil acreditou, abriu tudo e desmontou o Estado.

O fracasso não foi má execução. Foi a ideia!

Fio🧵 com 8 razões para entender por que o Brasil estagnou enquanto a Ásia enriqueceu (com dados reais e comparação histórica): Image Razão 1: A promessa neoliberal se baseava numa teoria sedutora.

Mercados livres alocariam recursos de forma ótima. Empresas privadas seriam mais eficientes que estatais. Abertura comercial forçaria competitividade. O crescimento viria automaticamente.

Bastava remover obstáculos estatais ao mercado.
Nov 29, 2025 5 tweets 4 min read
O Retrato Oculto da Indústria Brasileira
A narrativa de que o Brasil está se desindustrializando já se tornou um consenso no debate econômico. Olhamos para os grandes números nacionais e vemos a participação da indústria encolher, alimentando a percepção de um declínio generalizado e inevitável.
No entanto, essa visão agregada, embora correta em sua essência, esconde uma realidade muito mais complexa, surpreendente e cheia de nuances. Sob a superfície dos dados nacionais, existe um mosaico de dinâmicas regionais e setoriais que contam uma história completamente diferente — e muito mais específica — sobre os rumos da economia brasileira.
Este artigo se propõe a revelar os achados mais impactantes de um novo e aprofundado estudo, “Novas Perspectivas da Desindustrialização a partir de Evidências Regionais e Setoriais” (@PMorceiro e Tessarin, 2025), que mergulhou em dados de emprego das últimas quatro décadas (1985-2022) para desempacotar esse fenômeno.
Prepare-se para quatro revelações que desafiam o senso comum e oferecem uma nova perspectiva para entender a economia do nosso país.Image Analisar a indústria brasileira como um bloco único é um erro fundamental. O estudo descreve a dinâmica nacional como um “mosaico regional-setorial”, onde diferentes realidades coexistem.
O contraste é nítido: enquanto estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco sofreram uma desindustrialização intensa, outros apresentaram uma forte expansão do emprego industrial no mesmo período. É o caso de estados da fronteira agrícola, como Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul.
Contudo, a industrialização nesses novos polos ainda está em seus estágios iniciais, fortemente concentrada em setores como o de alimentos e bebidas. Esse crescimento, embora positivo, não foi nem de longe suficiente para compensar as perdas massivas dos polos tradicionais. Em outras palavras, a tímida “industrialização” em novas áreas reforça, em vez de combater, a “mudança estrutural maligna” que vimos anteriormente. O Brasil está, na prática, trocando empregos em eletrônica e engenharia por vagas em frigoríficos e processamento de grãos, em um empobrecimento qualitativo da nossa matriz produtiva.Image
Sep 10, 2025 12 tweets 3 min read
O livro mais subestimado por liberais sobre economia e inovação:

"O Estado Empreendedor" de Mariana Mazzucato

- Virou referência mundial sobre o papel do Estado na inovação.
- Influenciou debates econômicos em vários países.
- Destrói mitos sobre empreendedorismo.

Por que todo empreendedor deveria ler: 🧵Image Mariana Mazzucato (@MazzucatoM) começou como economista questionando o mainstream.

Hoje é Professora na UCL, conselheira da OMS, ONU e governos mundiais.

Seu histórico impressiona:

- Prêmios acadêmicos internacionais
- Institute for Innovation and Public Purpose (UCL)
- Orientação de políticas globaisImage
Sep 4, 2025 15 tweets 4 min read
Por que a América Latina exporta minério de ferro mas importa carros?

Porque produzimos o que o mundo já sabe fazer
e consumimos o que não conseguimos criar.

Aqui está a explicação completa, em 1min: 🧵 Image
Image
Este paradoxo revela o modelo centro-periferia da economia mundial:

Produzimos insumos básicos que outras regiões transformam em produtos complexos.

Nossa condição histórica de fornecedores de commodities perpetua a subordinação econômica internacional.
Jul 31, 2025 14 tweets 5 min read
Em 30 anos, as exportações da China cresceram 80 vezes.

1990: US$ 45 bi
2021: US$ 3.6 trilhões

Como a China escapou do Neoliberalismo?
A receita do sucesso foi o comunismo?
Ser uma civilização milenar?

Vou te mostrar 10 acertos dos chineses:🧵 Image 1/10 - O modelo chinês não seguiu a cartilha neoliberal.

Enquanto o Consenso de Washington pregava privatização massiva, abertura abrupta e ajuste fiscal ortodoxo, a China optou por gradualismo, controle estatal estratégico e políticas industriais ativas. Image
Jul 8, 2025 14 tweets 3 min read
Me dê 2 minutos e vou te mostrar como o governo coreano transformou uma montadora fracassada em uma gigante global bancando 17 anos de prejuízo: 🧵 Image 1974: Hyundai lança seu primeiro carro "coreano".

Era um fiasco completo.

Motor japonês, design italiano, peças quebravam, freios falhavam.

A reputação era terrível.

Ninguém apostava que essa empresa fracassada se tornaria a 3ª maior montadora do mundo. Image
Jul 3, 2025 14 tweets 4 min read
O Brasil já foi maior potência industrial que China e Coreia juntas.

Mas muitos não sabem por que paramos de crescer.

Aqui estão os 5 erros fatais da nossa política econômica:🧵 Image CONTEXTO: Nos anos 1980, nossa produção industrial superava China e Coreia do Sul somadas.

Exportávamos mais que esses futuros gigantes. Sabíamos produzir tanques, computadores, carros, turbinas.

Éramos uma potência emergente real.

Então o que deu errado?
Jul 2, 2025 15 tweets 5 min read
O BRICS somará em breve 3,727,938,000 de habitantes.

Isso é 46% da população mundial.

O que é ignorado ou negligenciado pelo G7 -- mas será estudado pelos historiadores?

Aqui está a lista completa de 13 exemplos:🧵 Image 1. Missões à Lua

Os indianos pousaram na Lua.

Os BRICS estão quase igualando o número de missões à Lua dos EUA. Image
Jun 25, 2025 5 tweets 3 min read
Quer entender como países saíram da pobreza e chegaram à liderança global?

Aqui está o essencial para:

→ Dominar padrões de desenvolvimento
→ Usar insights de complexidade econômica
→ Decifrar milagres asiáticos vs fracassos latinos

Segue o fio: 🧵 Image Passo 1: Assine a newsletter gratuita Radar do Desenvolvimento.

Resumimos horas de pesquisa em textos curtos, diretos e com gráficos sobre:

• Complexidade econômica
• Desenvolvimento produtivo
• Experiências asiáticas

👉 paulogala.substack.comImage
Jun 24, 2025 14 tweets 3 min read
Por que a América Latina exporta minério de ferro mas importa carros?

Porque produzimos o que o mundo já sabe fazer
e consumimos o que não conseguimos criar.

Aqui está a explicação completa, em 1min: 🧵 Image
Image
Este paradoxo revela o modelo centro-periferia da economia mundial:

Produzimos insumos básicos que outras regiões transformam em produtos complexos.

Nossa condição histórica de fornecedores de commodities perpetua a subordinação econômica internacional.
Apr 13, 2025 5 tweets 4 min read
Eu acho que não faz sentido para um país de U$80 mil dólares colocar tarifas de proteção. Mas não custa lembrar o longo passado protecionista dos eua que muita gente ignora: A História das Tarifas nos EUA: protecionismo na construção da nação

A política tarifária dos Estados Unidos tem sido um instrumento central de sua estratégia econômica desde a fundação do país. Ao longo da história, os EUA alternaram entre momentos de forte protecionismo e períodos de maior abertura comercial, dependendo do contexto econômico e político.

Os Primeiros Anos: Protecionismo e Construção da Indústria Nacional
Nos primeiros anos após a independência, os EUA adotaram tarifas elevadas para proteger sua nascente indústria da concorrência europeia. O primeiro grande marco tarifário foi o Tariff Act de 1789, assinado por George Washington, que estabeleceu tarifas sobre importações para financiar o novo governo e fomentar a indústria doméstica.
Em 1816, sob a presidência de James Madison, os EUA aprovaram a Tarifa de 1816, que aumentou impostos sobre produtos manufaturados estrangeiros, principalmente do Reino Unido, para impulsionar a produção nacional após a Guerra de 1812. Esse foi um dos primeiros exemplos de tarifas como ferramenta de política industrial.

A Era do Protecionismo no Século XIX
Durante grande parte do século XIX, os EUA mantiveram uma abordagem fortemente protecionista. Um dos exemplos mais notáveis foi a Tarifa de 1828, também chamada de “Tarifa das Abominações”, assinada por John Quincy Adams. Essa tarifa elevou drasticamente os impostos sobre bens importados para até 62%, gerando revolta entre os estados do Sul, que dependiam da importação de produtos manufaturados.
Outro momento marcante foi a Tarifa de Morrill (1861), assinada por Abraham Lincoln, que aumentou tarifas para financiar a Guerra Civil e impulsionar a industrialização do Norte. Após a guerra, o protecionismo continuou forte, com tarifas elevadas ajudando a consolidar a indústria americana.
O final do século XIX viu tarifas ainda mais elevadas, como a Tarifa McKinley (1890), promulgada pelo então presidente Benjamin Harrison, que impôs taxas de importação acima de 48%, um dos níveis mais altos da história dos EUA. O Século XX: A Grande Depressão e a Política Tarifária
Nos anos 1920, os EUA ainda mantinham tarifas altas para proteger a economia doméstica. Contudo, a crise de 1929 levou a uma das políticas tarifárias mais controversas da história americana: a Tarifa Smoot-Hawley (1930), assinada por Herbert Hoover. Essa lei elevou tarifas para até 60% sobre mais de 20 mil produtos importados, na tentativa de proteger a indústria americana durante a Grande Depressão. No entanto, a medida gerou retaliações comerciais de diversos países, agravando a crise econômica global.
O governo de Franklin D. Roosevelt, eleito em 1932, adotou uma abordagem diferente. Com o Reciprocal Trade Agreements Act (1934), Roosevelt iniciou um período de redução tarifária por meio de acordos bilaterais, estabelecendo a base para uma política de maior abertura comercial.

Pós-Segunda Guerra Mundial e o Declínio do Protecionismo
Após a Segunda Guerra Mundial, os EUA passaram a liderar a criação de instituições internacionais para facilitar o comércio global, como o GATT (Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio, 1947), que mais tarde evoluiu para a Organização Mundial do Comércio (OMC). Sob governos como os de Harry Truman, Dwight Eisenhower e John F. Kennedy, os EUA reduziram gradualmente suas tarifas para estimular o comércio internacional.
A década de 1980, sob a presidência de Ronald Reagan, viu um retorno parcial ao protecionismo, com barreiras contra produtos japoneses, especialmente no setor automotivo e de eletrônicos. No entanto, Reagan também negociou acordos comerciais, preparando o caminho para a assinatura do NAFTA (Acordo de Livre Comércio da América do Norte, 1994) sob Bill Clinton, que eliminou tarifas entre os EUA, Canadá e México.
Mar 13, 2025 9 tweets 3 min read
Toda essa conversa sobre declínio americano é superficial.

Os verdadeiros sinais não estão nos jornais.

É como ter um mapa do tesouro e só olhar para a capa.

Aqui estão 7 Sinais do Fim da Hegemonia do Império Americano: 

(E que revelam o futuro do poder global nos próximos 20 anos). 1/ Forte alinhamento entre Democratas e Republicanos

Eles pensam cada vez mais igual em temas como:

• Imigração
• Comércio
• Energia

A disputa agora é pela sobrevivência, não pela liderança global. Image
Mar 4, 2025 15 tweets 5 min read
O BRICS somará em breve 3,727,938,000 de habitantes.

Isso é 46% da população mundial.

O que é ignorado ou negligenciado pelo G7 -- mas será estudado pelos historiadores?

Aqui está a lista completa de 13 exemplos:🧵 Image 1. Missões à Lua

Os indianos pousaram na Lua.

Os BRICS estão quase igualando o número de missões à Lua dos EUA. Image
Feb 13, 2025 7 tweets 3 min read
Me dê 2 minutos e eu vou te mostrar 5 empresas chinesas que estão desafiando a hegemonia de empresas ocidentais.

(e deixando analistas confusos 🤷‍♂️): Image 1/ BYD: pioneira em veículos elétricos e baterias

Tecnologia verde sem apoio financeiro é como carro sem gasolina.

A transformação da BYD é nada menos que espetacular! 

De ônibus elétricos em Shenzen para competir no nível da Tesla em vendas de carros elétricos.
Feb 12, 2025 17 tweets 7 min read
Essa obsessão de Trump com tarifas é uma piada.

Não se recupera a hegemonia com taxas aleatórias. Isso soa como tentar esvaziar o oceano com um balde furado.

Aqui estão 15 progressos notáveis da China nos últimos 30 dias que estão moldando o mundo para os próximos 30 anos: Image 1/ DeepSeek (IA Chinesa):

O IA chinês Deepseek faz tudo que o ChatGPT faz só que com 1/10 do custo!

Empresas americanas perderam US$ 1 trilhão em valor de mercado. A Nvidia, sozinha, perdeu US$600bi.

Alguém anotou a placa? Image
Feb 11, 2025 9 tweets 3 min read
Com mais de 20 anos estudando economia, li e ensinei inúmeras vezes sobre renda familiar.

Contudo, estes 7 vídeos elucidam as diferenças de renda na prática melhor do que qualquer material que já vi.

Veja todos reunidos aqui: 1. Casa

Ordem dos vídeos: 👇

Burundi - Menos de US$ 2/dia
Tunísia - Entre US$ 2-8/dia
Jordânia - US$ 8-30/dia
Dinamarca - Acima de US$ 30/dia

(Os países e rendas seguem na mesma ordem nos tuítes a seguir)