Instituto Rothbard Profile picture
Voltado à produção e à disseminação de estudos econômicos e de ciências sociais que promovam os princípios de livre mercado e de uma sociedade livre.
Dec 24, 2025 14 tweets 42 min read
A grande fraude do colesterol e os perigos das estatinas 🧶

Por Um médico do Centro-Oeste

Explorando as causas reais e tratamentos das doenças cardíacas

Resumo:

• Existe uma crença generalizada de que o colesterol elevado é a “causa” das doenças cardiovasculares. No entanto, um grande conjunto de evidências mostra que não há associação entre os dois e que o colesterol mais baixo aumenta significativamente o risco de morte.

• Um modelo alternativo (que a indústria médica enterrou) propõe que os coágulos sanguíneos que o corpo usa para curar danos arteriais, uma vez cicatrizados, criam as lesões ateroscleróticas características associadas a doenças cardíacas. As evidências para esse modelo, por sua vez, são muito mais fortes do que a hipótese do colesterol e fornecem muitos insights importantes para o tratamento de doenças cardíacas.

• A principal abordagem para tratar doenças cardíacas é prescrever estatinas para reduzir o colesterol (a ponto de já terem sido gastos mais de um trilhão de dólares com estes medicamentos). Infelizmente, os benefícios desses medicamentos altamente tóxicos são mínimos (por exemplo, no máximo, tomá-los por anos prolonga sua vida em alguns dias) e os danos são vastos (estatinas são um dos medicamentos mais comuns que causam lesões graves aos pacientes).

• Neste artigo, vamos explorar as lesões específicas causadas por estatinas, as causas esquecidas das doenças cardiovasculares e nossos tratamentos preferidos para doenças cardíacas e vasculares.

Quanto mais estudo ciência, mais percebo com que frequência fatos fundamentais acabam sendo alterados para que uma indústria lucrativa possa ser criada. No caso das doenças cardíacas, acredito muito que seja esse o caso e, nesta publicação, tentei expor as informações erradas que predominam em nossa compreensão desse assunto (por exemplo, já discuti anteriormente por que nosso modelo de como o coração bombeia sangue no corpo está incorreto e, em um artigo que será lançado em algumas semanas, vou detalhar os principais equívocos sobre o controle da pressão arterial).

Dentro da cardiologia, acredito que uma das mentiras mais prejudiciais é que o colesterol causa doenças cardíacas e que tomar estatinas (ou seus equivalentes mais novos), que reduzem o colesterol, é a chave para prevenir doenças cardíacas. Isso porque, além desses “fatos” estarem incorretos, as estatinas também são alguns dos medicamentos farmacêuticos mais perigosos e amplamente utilizados no mercado.Image Colesterol e doenças cardíacas

Frequentemente, quando uma indústria prejudica muitas pessoas, ela cria um bode expiatório para livrar sua cara. Quando isso acontece, vários outros setores que também se beneficiam desse bode expiatório existente embarcam nessa onda. Logo, uma crença falsa que prejudica a sociedade se torna um dogma inquestionável que se torna muito difícil de derrubar porque muitas partes corruptas têm interesse em manter a mentira.

Por exemplo, vários fatores facilmente abordáveis (que muitas vezes existem porque beneficiam uma indústria) são responsáveis pelas doenças crônicas que enfrentamos na sociedade e por nossa vulnerabilidade a doenças infecciosas (por exemplo, obesos e diabéticos tinham muito mais chances de contrair COVID-19). No entanto, ao dizer que todas as doenças resultam de vacinação insuficiente, isso tira a responsabilidade de todas essas indústrias destrutivas e cria um enorme mercado para a venda de vacinas e tratamentos para essas doenças. Assim, como existem tantos interesses encastelados por trás do paradigma da vacina, é muito difícil revertê-lo — apesar de as evidências existentes mostrarem que as vacinas são responsáveis pela enorme epidemia de doenças crônicas que está varrendo nosso país.

Nas décadas de 1960 e 1970, surgiu um debate sobre o que causava as doenças cardíacas. Por um lado, John Yudkin argumentou efetivamente que o açúcar adicionado aos nossos alimentos pela indústria de alimentos processados era o principal culpado. Por outro lado, Ancel Keys (que atacou o trabalho de Yudkin) argumentou que isso se devia à gordura saturada e ao colesterol.

[Nota: também se pode argumentar que a adoção em massa de óleos vegetais levou a esse aumento de doenças cardíacas. Da mesma forma, alguns acreditam que o advento da cloração da água foi responsável por esse aumento.]

Ancel Keys venceu, o trabalho de Yudkin foi amplamente ignorado, e Keys tornou-se dogma nutricional. Grande parte da vitória de Key baseou-se em seu estudo de sete países (Itália, Grécia, Ex-Iugoslávia, Holanda, Finlândia, EUA e Japão), que mostrou que, à medida que o consumo de gorduras saturadas aumentava, as doenças cardíacas aumentavam de forma linear.

No entanto, o que muitos não sabem (já que este estudo ainda é frequentemente citado) é que esse resultado foi simplesmente um produto dos países escolhidos por Keys (por exemplo, um autor ilustrou que, se Finlândia, Israel, Holanda, Alemanha, Suíça, França e Suécia tivessem sido escolhidos, o oposto teria sido encontrado).

Felizmente, foi gradualmente reconhecido que Ancel Keys não relatou com precisão os dados que usou para fundamentar seus argumentos. Por exemplo, recentemente foi descoberto um estudo randomizado não publicado de 56 meses com 9.423 adultos vivendo em hospitais psiquiátricos públicos ou em casas de repouso (que possibilitou controlar rigidamente suas dietas), do qual Keys foi o principal pesquisador. Este estudo (inconvenientemente) descobriu que substituir metade das gorduras animais (saturadas) que eles consumiam por óleo vegetal (por exemplo, óleo de milho) reduzia o colesterol, e que para cada 30 pontos que ele caía, o risco de morte aumentava 22% (o que equivale aproximadamente a cada queda de 1% no colesterol aumentando o risco de morte em 1 %) — então, como você pode imaginar, este estudo nunca foi publicado.

[Nota: o autor que desenterrou esse estudo também descobriu outro estudo (não publicado) dos anos 1970 com 458 australianos, que constatou que substituir parte de suas gorduras saturadas por óleos vegetais aumentava o risco de morte em 17,6% .]

Da mesma forma, recentemente, um dos periódicos médicos mais prestigiados do mundo publicou documentos internos da indústria açucareira. Eles mostraram que a indústria açucareira usou subornos para fazer com que os cientistas colocassem a culpa das doenças cardíacas na gordura, para que o trabalho de Yudkin não ameaçasse a indústria açucareira. Por sua vez, agora é geralmente aceito que Yudkin estava certo, mas, mesmo assim, nossas diretrizes médicas ainda são amplamente baseadas no trabalho de Key.

No entanto, apesar de uma quantidade significativa de dados que agora mostram que a redução do colesterol não está associada à redução das doenças cardíacas (por exemplo, este estudo, este estudo, este estudo, esta revisão, esta revisão e esta revisão) a necessidade de reduzir o colesterol ainda é um dogma dentro da cardiologia. Por exemplo, quantos de vocês já ouviram falar desse estudo de 1986 publicado na Lancet e que concluiu:

“Durante 10 anos de acompanhamento, de 1º de dezembro de 1986 a 1º de outubro de 1996, um total de 642 participantes faleceu. Cada aumento de 1 mmol/L no colesterol total correspondia a uma diminuição de 15% na mortalidade (razão de risco 0–85 [95% Cl 0,79–0,91]).”

[Nota: quando as pessoas são diabéticas (o que faz com que o fígado precise processar açúcar em excesso), ele se converte em gordura e depois gera mais colesterol para transportar parte dessa gordura. Nesses casos, eu diria que o verdadeiro problema é o excesso de açúcar, e não os níveis elevados de colesterol que ele causa.]Image
Dec 10, 2025 4 tweets 2 min read
Dois estudos históricos, abrangendo 8,7 MILHÕES de pessoas, descobriram que as “vacinas” contra COVID-19 aumentam o risco de SETE grandes tipos de câncer:

Mama: +54%
Bexiga: +62%
Pulmão: +53%
Próstata: +69%
Tireoide: +35%
Estômago: +34%
Colorretal: +35%

Tudo explicado pelos 17 mecanismos oncogênicos do mRNA. Governo brasileiro é o único que obriga injetar bebês com a inútil e perigosa “vacina”contra COVID

rothbardbrasil.com/governo-brasil…
Sep 29, 2025 8 tweets 8 min read
Trump escancara debate sobre autismo 🧵

O autismo tem sido um assunto intocável. Durante décadas, agências governamentais andaram na ponta dos pés, direcionando a pesquisa para a genética, evitando cuidadosamente questões ambientais ou farmacêuticas controversas.

Isso acabou indo parar na Casa Branca esta manhã, quando o presidente Donald Trump quebrou o tabu com uma performance contundente e às vezes incendiária que deixou até mesmo seus próprios dirigentes de saúde para traz.

Ao lado do secretário de Saúde Robert F. Kennedy Jr., do diretor do NIH Jay Bhattacharya, do comissário da FDA Marty Makary, do administrador do CMS Dr. Mehmet Oz e outros altos funcionários, Trump declarou que o autismo era uma “crise horrível, horrível” e contou a história de sua ascensão de modo surpreendente.

“Apenas algumas décadas atrás, uma em cada 10.000 crianças tinha autismo … agora é uma em 31, mas em algumas áreas, é muito pior do que isso, se você conseguir acreditar, um em 31 e… para os meninos, é um em cada 12 na Califórnia”, disse Trump.

O presidente insistiu que a tendência foi “induzida artificialmente”, acrescentando: “Não tem como irmos de uma em 20.000 para uma em 10.000 e depois para 12, você sabe, há algo artificial. Elas estão tomando alguma coisa.”Image O aviso contundente de Trump sobre Tylenol

O momento que foi parar nas manchetes veio quando Trump se concentrou no paracetamol, o analgésico comum vendido como Tylenol.

Enquanto Kennedy e Makary descreveram um processo cauteloso de mudanças de rótulos e conselhos médicos, Trump dispensou nuances.

“Não tome Tylenol”, disse Trump categoricamente. “Não tome a menos que seja absolutamente necessário … lute feito um louco para não tomá-lo.”

Kennedy expôs a base de evidências, citando “estudos clínicos e laboratoriais que sugerem uma associação potencial entre o paracetamol usado durante a gravidez e resultados adversos do neurodesenvolvimento, incluindo diagnóstico tardio de TDAH e autismo”.

Makary reforçou o ponto com referências à Coorte de Nascimentos de Boston, ao Estudo de Saúde das Enfermeiras e a uma recente revisão de Harvard, antes de acrescentar: “Para citar o reitor da Escola de Saúde Pública de Harvard, existe uma relação causal entre o uso pré-natal de paracetamol e distúrbios do neurodesenvolvimento do TDAH e transtorno do espectro do autismo. Não podemos esperar mais.”

Mas onde as autoridades falaram de “menor dose eficaz” e “menor duração possível”, Trump trovejou por cima: “Eu só quero dizer como é, não tome Tylenol. Não tome se você simplesmente puder não tomar. Quero dizer, diz, lute feito um louco para não tomá-lo.”Image
Sep 26, 2025 6 tweets 20 min read
Javier Milei e a Escola Austríaca 🧵

Introdução

Um dos políticos mais comentados hoje é o presidente argentino, Javier Milei. Ele é retratado e se retrata como um libertário e um seguidor da escola austríaca, invocando, especificamente, Mises, Rothbard e Hoppe, entre outros. Foi a leitura de Rothbard sobre o monopólio que primeiro alertou Milei para a escola austríaca, e ele leu Ação Humana de Mises repetidamente e fez tantas marcações que teve que comprar uma segunda cópia legível. Durante um período de tempo, ele até restringiu seu consumo de outros bens ao mínimo, a fim de comprar o maior número possível de livros sobre economia austríaca. Ele narrou essa história de conversão repetidamente, no Encontro Hayek em Hamburgo e no prefácio do livro A era Milei, de Philipp Bagus.

Esta é uma história encantadora, mas resta saber que tipo de ciência econômica Milei realmente propaga para seus seguidores e usa como guia para suas políticas. Seu programa político geral e sua retórica têm revelado cada vez mais que Milei não passa de um conservador comum, em vez de um revolucionário libertário, como evidenciado em seus crescentes gastos militares, sua reforma e aumento do tamanho da polícia argentina e sua busca por relações muito estreitas com o Estado americano. Talvez o mesmo seja verdade para sua economia: que a economia austríaca de Milei, assim como seu libertarianismo, é apenas um verniz fino com pouca base na realidade.

Embora as políticas econômicas de Milei tenham sido frequentemente criticadas, poucos examinaram criticamente sua relação com a escola austríaca,[1] e alguns até celebraram essa suposta relação. Mas a ciência econômica de Milei é realmente inspirada por Mises e Rothbard, como sua retórica levaria a acreditar? Como é provavelmente bem conhecido oara os leitores deste instituto, quando o Prof. Hoppe criticou o programa político de Milei no ano passado, a resposta foi uma torrente de abusos que equivalia à alegação de que Hoppe não conhece a ciência econômica. Essa afirmação foi repetida em 8 de junho deste ano no Fórum Econômico de Madri e novamente no twitter, com Milei acrescentando que Rothbard discordaria de Hoppe.

Não vou aqui entrar muito nos detalhes da disputa entre Milei e Hoppe sobre principalmente a natureza do banco central, mas sim examinar uma questão mais geral: Milei é um economista austríaco? Ele é um representante fiel de nossa tradição, a saber, a de Ludwig von Mises e Murray N. Rothbard, e é justo e razoável associar a escola austríaca, para o bem ou para o mal, com a economia de Milei? Vou me concentrar principalmente nos escritos e discursos de Milei sobre economia e apenas secundariamente em suas políticas. Um defensor de Milei pode alegar que ele é realmente “um de nós”, mas seu poder político é limitado, ele não pode fazer tudo o que quer fazer e assim por diante. Mas talvez seu programa econômico não seja austríaco pela simples razão de que Milei não é austríaco e seu envolvimento com a escola é apenas superficial.Image O pensamento econômico de Milei

Crescimento econômico

O lugar ideal para começar a examinar a economia de Milei é sua teoria do crescimento econômico. Isso ocorre por duas razões: primeiro, Milei era e se apresentava como um economista desenvolvimentista antes de descobrir a escola austríaca, e foi o fracasso da economia desenvolvimentista mainstream em explicar os últimos séculos de crescimento econômico que fez ele se conscientizar dos problemas da economia neoclássica e o fez se voltar para Rothbard; e segundo, até onde pude encontrar, o único escrito acadêmico de Milei[2] desde sua virada austríaca descreve precisamente esse fracasso da economia neoclássica e a solução que ele encontrou em Rothbard e na Escola Austríaca.

Ao se preparar para sua primeira apresentação em Davos em 2024, Milei usou o trabalho de Angus Maddison[3] para uma visão geral do desenvolvimento econômico global. Com Maddison, ele aprendeu que até 1800 basicamente não havia desenvolvimento – as pessoas eram basicamente tão pobres em 1800 quanto no ano 1. Então, nos 200 anos seguintes, a riqueza se multiplicou. Isso significa que houve um período de retornos crescentes, mas retornos crescentes não podem se encaixar nos modelos de crescimento neoclássicos – na verdade, como veremos, a economia neoclássica é positivamente hostil à explicação de Milei. Milei se volta primeiro para Adam Smith[4] em busca de respostas, como qualquer economista faria. Apesar da conhecida crítica de Rothbard a Smith,[5] isso também parece aceitável do ponto de vista austríaco, mas é crucial examinar o que Milei encontrou em Smith.

Em sua leitura, Smith identifica cinco causas do desenvolvimento econômico: acumulação de capital, mercados livres, inovação tecnológica e aprendizagem experiencial, e retornos crescentes de escala, que Milei vê como a realidade por trás do famoso exemplo da fábrica de alfinetes (ou parábola, como Milei o chama). De fato, Milei resume ainda mais as ideias-chave de Smith:

“o modelo do Pai da Economia baseia-se em duas ideias fundamentais: a fábrica de alfinetes (retornos crescentes de escala) e o conceito da mão invisível (cooperação social sob ordem espontânea).”[6]

Qual é então a fonte de retornos crescentes de escala? Aqui, a leitura de Milei de Smith se torna idiossincrática. Adam Smith, é claro, quis destacar a importância da divisão do trabalho com seu exemplo de fábrica de alfinetes, mas Milei não localiza a fonte de retornos crescentes nisso. Em vez disso, retornos crescentes só podem vir de “estruturas de mercado concentradas”, ou seja, de monopólios. É aqui que Milei vê a crise da economia neoclássica: o monopólio explica o aumento dos retornos e, portanto, o desenvolvimento econômico, mas o monopólio é uma externalidade negativa que deve ser evitada por meio da intervenção para alcançar o resultado ótimo de Pareto.[7]

Nessa crise do neoclassicismo, Milei se volta para a análise de Rothbard sobre o monopólio em Homem, Economia e Estado.[8] Citando a definição de monopólio de Lord Coke como privilégio legal, Milei conclui que não há nada de errado com o monopólio, a não ser que seja o resultado de intervenção violenta e que a livre troca versus intervenção violenta é a distinção importante ao analisar um mercado, não o número de vendedores.[9] Tudo isso é verdade, é claro, e uma tradução fiel da posição de Rothbard, mas deixa a análise de Milei sobre o desenvolvimento econômico intocada: o monopólio traz retornos crescentes e, portanto, progresso. Ele apenas descarta a conotação negativa de monopólio e, em seguida, afirma que as intervenções destinadas a quebrar os monopólios levarão a um ciclo de intervencionismo que acabará por terminar no socialismo. Tal análise do intervencionismo é bem conhecida a partir do trabalho de Mises,[10] mas Milei apenas cita O Caminho da Servidão de Hayek e Planning for Freedom de Mises, ele não se envolve em nenhuma descrição ou análise do processo pelo qual a legislação antimonopólio leva ao socialismo.

Exatamente como os monopólios levam a retornos crescentes também não está claro além de sua necessidade matemática no modelo neoclássico, como Milei o lê. Suspeita-se que eles sejam cruciais na introdução de novas tecnologias, já que a inovação é a explicação padrão do crescimento na economia mainstream moderna, seja em modelos exógenos na tradição de Solow[11] ou, sem dúvida, também nos modelos endógenos que Milei defende.[12] Essa impressão é reforçada quando Milei destaca a inovação em sua leitura de Adam Smith.

Desnecessário dizer que não é “austríaco” afirmar que os monopólios são os motores do desenvolvimento econômico. As explicações austríacas padrão do desenvolvimento são muito “clássicas” em seus argumentos: a divisão do trabalho pode gerar retornos crescentes, mas especialmente a acumulação de capital é fundamental. A diferença entre um país rico e um pobre, como diz Mises, se deve à diferença no capital acumulado por pessoa, que por sua vez determina a produtividade por pessoa.

“Somos os afortunados herdeiros de nossos antepassados, cuja poupança permitiu a acumulação de bens de capital com os quais estamos trabalhando hoje. Nós, os filhos privilegiados da era da eletricidade, continuamos a nos beneficiar da poupança original dos primeiros pescadores que, ao produzirem as primeiras redes e canoas, dedicaram uma parte do seu tempo de trabalho para o aprovisionamento de um futuro mais remoto…. Estamos, hoje, melhores do que as gerações anteriores, porque dispomos dos bens de capital que elas acumularam para nós.”[13]

A tecnologia também não é uma explicação alternativa, uma vez que o conhecimento técnico não é um fator limitante na produção, mas sim a quantidade de capital e os bens de capital disponíveis determinam quais dos possíveis planos técnicos de produção serão seguidos.[14]

A importância da acumulação de capital é hoje negada pela economia neoclássica mainstream, como é evidente nos modelos de crescimento com os quais Milei está familiarizado. Economistas clássicos como Smith e Ricardo enfatizaram esse ponto, e hoje em dia os austríacos estão virtualmente sozinhos em manter esse ponto de vista “clássico”. No entanto, Milei não aprendeu isso nem com Smith nem com Mises.

O problema dos retornos decrescentes que Milei encontrou nos modelos neoclássicos também não é aplicável à análise austríaca, uma vez que a lei dos retornos só se aplica aos fatores individuais de produção, não ao capital como tal. À medida que o capital é acumulado, ele será investido em vários bens de capital concretos, cujo emprego, é claro, está sujeito à lei dos retornos decrescentes. Isso significa apenas, no entanto, que o retorno do trabalho aumentará e, à medida que o capital for acumulado, novas combinações de produção e uma nova divisão do trabalho se tornarão possíveis, levando a retornos crescentes.[15] Tudo isso aponta para a teoria distintamente austríaca do capital, mas Milei não discute o capital. Nisso sua leitura, ou pelo menos sua aplicação, da economia austríaca parece inexistente. Ele escreve puramente em termos neoclássicos e só aceita a visão de Rothbard sobre o monopólio. Ele realmente não escapou da armadilha neoclássica.

A economia desenvolvimentista de Milei não é apenas de interesse acadêmico. Ele também propagou essas ideias publicamente, com destaque em seu discurso em Davos em janeiro de 2024.Image
Sep 19, 2025 11 tweets 55 min read
O liberalismo clássico e a Escola Austríaca

Por: Ralph Raico

O liberalismo, hoje frequentemente chamado de liberalismo clássico (veja o ensaio “Liberalismo: Verdadeiro e Falso”) baseia-se na concepção da sociedade civil como em geral auto-reguladora quando seus membros são livres para agir dentro dos limites muito amplos de seus direitos individuais. Entre estes, ao direito à propriedade privada, incluindo a liberdade de contrato e troca e a livre disposição do próprio trabalho, é dada alta prioridade. Historicamente, o liberalismo manifestou uma hostilidade à ação estatal, que, insiste, deve ser reduzida ao mínimo.

Economia austríaca é o nome dado à escola, ou vertente, da ciência econômica que começou em 1871, com a publicação de Princípios de Economia Política de Carl Menger (Hayek 1968; Kirzner 1987; Salerno 1999). Desde muito cedo e continuamente, ela tem sido associada – tanto por adeptos quanto talvez ainda mais decisivamente por vários oponentes – à doutrina liberal.[1] O objetivo deste ensaio é examinar algumas das conexões que existem, ou foram consideradas existentes, entre a economia austríaca e o liberalismo.Image Economia austríaca e wertfreiheit

Os autores às vezes se referem livremente à “posição ética austríaca” e à “postura moral e ética” dos economistas austríacos, denotando uma posição com fortes implicações (liberais) na política (Shand 1984: 221; Reekie 1984: 176). À primeira vista, isso é surpreendente, uma vez que os economistas austríacos têm se esforçado para afirmar a wertfreiheit (ausência de juízo de valor ou neutralidade de valor) de seus ensinamentos e, portanto, sua conformidade com as restrições de Max Weber sobre o caráter das teorias científicas (Kirzner 1992b). Ludwig von Mises, por exemplo (1949: 881) afirmou que: “a ciência economica não é política ou é apolítica. . . é perfeitamente neutra no que diz respeito aos julgamentos de valor, pois se refere sempre aos meios e nunca à escolha dos fins últimos.”[2]

Dito isso, no entanto, o fato é que todas as principais figuras do desenvolvimento da economia austríaca habitualmente assumiam posições sobre questões políticas que consideravam de alguma forma fundamentadas em suas doutrinas econômicas. Mises, por exemplo, é amplamente reconhecido como provavelmente o principal pensador liberal do século XX. Em sua obra-prima, Ação Humana, ele lançou luz sobre a conexão entre economia livre de valores e política liberal:

“Enquanto a praxeologia e, portanto, também a economia empregam os termos felicidade e diminuição do desconforto num sentido puramente formal, o liberalismo lhes confere um significado concreto. Pressupõe que as pessoas prefiram a vida à morte, a saúde à doença, o alimento à fome, a abundância à pobreza. indica ao homem como agir em conformidade com essas valorações. . . . os liberais não afirmam que os homens deveriam empenhar-se para alcançar os objetivos mencionados acima. o que sustentam é que a imensa maioria prefere uma vida de saúde e abundância à miséria, à fome e à morte.” (1949: 154, ênfase no original)

De acordo com Mises, então, a ciência econômica ensina os meios necessários para a promoção dos valores que a maioria das pessoas endossa. Esses meios compreendem, basicamente, a manutenção de um mercado livre, uma economia de propriedade privada. Assim, o economista enquanto economista não faz julgamentos de valor, incluindo julgamentos de valor políticos. Ele apenas propõe imperativos hipotéticos: se você deseja alcançar A, e B é o meio necessário para a realização de A, então faça B (Rothbard 1962, 2: 880-81). Uma questão que nos preocupará é se a divisão entre a teoria austríaca e os princípios liberais é tão cirurgicamente clara quanto Mises parece sugerir.Image
Aug 1, 2025 20 tweets 118 min read
O grande mistério do Holocausto: reconsiderando as evidências 🧵

Por: Thomas Dalton

Apresentação do Tradutor

“A História é escrita pelos vencedores.” Trata-se de uma frase que se tornou ubíqua, onipresente, dita de forma corriqueira e irrefletida pela vasta maioria dos intelectuais — os quais, na sua maior parcela, apesar de proferirem essa frase (aliás com frequência em tom arrogante e condescendente), não se colocam a questionar a versão dos vitoriosos e dos poderes constituídos, especialmente se tais vencedores e poderes estabelecidos estiverem situados no espectro ideológico ao qual dão preferência.

A História oficial/institucionalizada, infelizmente, contém inúmeras inverdades (falsidades; “fatos” falsos, inverídicos) e incontáveis interpretações tendenciosas, enviesadas. A tarefa dos historiadores revisionistas, assim, encontra-se — conforme o significado do próprio adjetivo “revisionista” — na revisão da História dita oficial: na busca objetiva e imparcial dos fatos e na realização, igualmente objetiva e imparcial, de interpretações adequadas, apropriadas, desses mesmos fatos.

Na verdade, a ideia de efetuar a revisão de tudo a todo momento consiste na convocação a nutrirmos a humildade de deixar de lado a absurda ilusão (autoenganação) da perfeição e de reconhecer a condição falha e limitada da nossa natureza de seres humanos. Faz-se necessário termos em mente (1) a realidade de que o conhecimento humano possui limitações (i.e., não é onisciente; se fosse onisciente, não seria humano, mas sim divino) e, além disso, (2) a realidade de que esse conhecimento humano pode sofrer deturpação por vieses e interesses pessoais. Devemos sempre levar em conta as falhas e limitações humanas tanto na capacidade cognitiva quanto na imparcialidade — e até mesmo na integridade de caráter.

Por exemplo, no caso do meu trabalho de escritor/tradutor, vejo que sempre há algo a ser revisto, revisado: uma sentença a ser aprimorada; um erro (de digitação, de gramática) a ser corrigido; uma palavra — inclusive em língua portuguesa — a ser aprendida e assimilada.

Retornando ao assunto da História oficial/institucionalizada: o normal é vermos os vencedores e os poderes constituídos se apresentarem como paladinos e luminares da justiça, da honestidade, da decência, da virtude, da ética, da conduta perfeita e ilibada, da ciência, da sabedoria. E é comum recebermos dos vitoriosos e dos poderes estabelecidos a apresentação dos seus inimigos e opositores como sendo a absoluta encarnação da maldade, da ignorância, da crueldade, da falta de escrúpulos — apresentação essa que propicia justificativas a quaisquer crimes e excessos criminosos que os vencedores e os poderes constituídos praticaram e praticam contra os inimigos e opositores e, mais notadamente, contra a população civil dos territórios desses inimigos e opositores (assim como contra quaisquer indivíduos inocentes que estejam ou apenas aparentem estar relacionados com tais inimigos e opositores).

A ação de alimentar ceticismo e postura defensiva sempre se revela necessária diante de todas as manifestações intelectuais dos seres humanos; e essa ação se revela muitíssimo mais necessária perante as ideias e informações que provenham do poder político institucionalizado. A maioria das pessoas diz não acreditar nos políticos; fala que eles não prestam, que só mentem e roubam. Mas, apesar disso, a maioria das pessoas acredita em praticamente tudo que é proveniente da instituição do poder político: o estado. Acreditam nas autoridades estatais — dentre as quais se encontram os políticos —, na legislação estatal (vista como a concretização perfeita, absoluta, da ética e da justiça), na História oficial, nas estatísticas oficiais, nas narrativas oficiais, na “ciência” oficial. E, em tempos de crise, acreditam ainda mais nisso tudo.

São poucos os indivíduos que, diante das coisas consideradas oficiais, buscam pensar de maneira profunda, sem superficialidade; que procuram cavar mais a fundo; que não se contentam com raciocínios rasos e informações superficiais; que exercitam aquilo que o consultor brasileiro Stephen Kanitz chama de “vigilância epistêmica”.

Infelizmente, nos estabelecimentos oficiais de ensino (escolas e universidades) e nos veículos oficiais de mídia, ocorre aquilo que denomino de institucionalização da mentira e da estupidez. “Uma mentira proferida mil vezes se torna uma verdade.” De tanto se repetir uma mentira, ela passa a ser considerada algo verdadeiro: institucionaliza-se como verdade. De tanto se repetir um raciocínio falho, errôneo, incompleto, superficial, ele passa a ser visto como digno de aceitação e imitação: institucionaliza-se como inteligência.

Já foi dito que a primeira vítima da guerra é a verdade. Já foi dito que a guerra é a continuação da política por outros meios. E percebe-se com frequência a constatação de que a política é o terreno mais fértil para a propaganda e a manipulação.

A Segunda Guerra Mundial é considerada o maior conflito bélico da História humana. Nos dias atuais, ainda se sente, de maneira bastante nítida, a influência desse conflito no cenário político do planeta. Nada mais natural, portanto, que a literatura revisionista se debruce sobre o assunto nos seus vários detalhes. Em especial, (a) sobre as verdadeiras causas desse conflito; (b) sobre a alegação de atrocidades perpetradas pelos estados do Eixo (dentre as quais, a alegada atrocidade denominada de Holocausto judaico); e (c) sobre os fatos que realmente ocorreram durante a ocupação militar realizada pelos Aliados nos territórios dos estados do Eixo.

Na realidade, o estado alemão, por exemplo, agiu em defesa do povo germânico e de si próprio perante os estados da Polônia, da Grã-Bretanha, da França (guerra iniciada em 1939) e da URSS (guerra iniciada em 1941). O estado polonês, tendo a garantia do estado da Grã-Bretanha de que receberia o apoio britânico em caso de guerra contra o estado alemão, estava praticando enormes atrocidades contra a minoria étnica germânica residente no seu território. Assim que o estado alemão invadiu o território do estado polonês, os estados britânico e francês declararam guerra ao estado alemão. A invasão do estado alemão ao território da União Soviética foi um ataque preventivo; o estado stalinista estava se preparando, numa escala maciça, para invadir a Europa.

Os crimes perpetrados pelos Aliados contra a população civil alemã durante e após a Segunda Guerra Mundial — bombardeios aéreos genocidas; estupros em massa e escravidão sexual; expulsão (e consequente morte) de milhões de indivíduos de etnicidade germânica, principalmente mulheres e crianças, dos seus lares ancestrais na Europa Oriental; escravização em massa de milhões de alemães; fome generalizada — são gigantescos, colossais, inenarráveis em seu horror e tamanho.

Por óbvio, não se nega a possibilidade de que o estado alemão tenha praticado crimes e excessos criminosos antes da Segunda Guerra Mundial e durante esse conflito. O que recebe críticas é o direcionamento de hostilidades contra a população civil alemã. A propaganda dos Aliados diz que as Potências Aliadas efetuaram a “libertação” da Alemanha em relação ao Terceiro Reich; mas tal “libertação” significou, na verdade, a submissão do povo germânico a imensas crueldades.

Durante e após a Grande Guerra de 1914–1918, aconteceu a transição do estado de propriedade privada (monarquias; principados) para o estado de propriedade pública (repúblicas democráticas; ditaduras socialistas/populares). Essa transição fez com que a população civil passasse a ser considerada parte do aparato estatal inimigo, inclusive na condição de fonte de recursos humanos (soldados) e econômicos. A guerra do estado de propriedade pública — guerra essa que atingiu o seu ápice no Segundo Grande Conflito Mundial — é uma guerra total, de maldade ilimitada, de absoluta desconsideração da humanidade e dos direitos humanos da população civil do estado inimigo, o qual é visto como uma coletividade monolítica, indiferenciada.

O problema do coletivismo, da abordagem coletivista, é que ele “enxerga” algo inexistente: os coletivos. O que existe são indivíduos; há somente seres humanos individuais. O individualismo metodológico da Escola Austríaca de Economia está correto na sua perspectiva analítica. Indivíduos que agem em conjunto, como grupos, não compõem uma entidade coletiva que pensa e atua por si própria. Categorizações tais como “os homens”, “as mulheres”, “os negros”, “os brancos”, “os capitalistas”, “os poetas”, “os jogadores de futebol”, “os advogados”, “os judeus”, “os alemães”, “os árabes”, “os muçulmanos”, “os brasileiros”, “os argentinos”, “os corinthianos”, “os palmeirenses”, “os gremistas”, “os colorados” — e assim por diante — deixam de ver cada pessoa individual concreta; trata-se de meros estereótipos, de meros arquétipos, de coisas que, na verdade, existem meramente na imaginação.

Por exemplo, quando um estrangeiro pensa “nos brasileiros”, esse estrangeiro, com grande probabilidade, imagina especificamente os habitantes da cidade do Rio de Janeiro, com as suas praias, as suas escolas de samba e as suas favelas dominadas por traficantes. Não pensa no povo de ascendência europeia que vive na Região Sul (aliás, sequer sabe que um povo desses existe); no povo nordestino; no povo da Amazônia. Quando alguém pensa “nos capitalistas”, imagina provavelmente um homem em obesidade mórbida de smoking fumando charuto com os pés em cima duma mesa de escritório e maquinando maneiras de explorar o Proletariado (outra entidade coletiva imaginária).

Temos de analisar cada pessoa, cada indivíduo; o estereótipo/arquétipo, perante um ser humano específico, pode porventura estar certo na sua categorização, na sua descrição de comportamentos típicos; mas pode, por outro lado, estar bastante errado. A generalização muitas vezes acaba por se mostrar muito falha. Nisso reside o erro do coletivismo. A abordagem coletivista (e polilogista) do nacional-socialismo alemão, ao enquadrar como inimiga uma massa amorfa de milhões de “judeus”, é amostra perfeita desse modo extremamente rudimentar de raciocínio. Ludwig von Mises e Murray Newton Rothbard, referências máximas da Escola Austríaca de Economia, tinham ascendência judaica; isso, porém, não invalida os ensinamentos deles, as suas descobertas e façanhas intelectuais.Image O texto a seguir aborda, do ponto de vista revisionista, as principais questões atinentes ao assunto do alegado Holocausto judaico (Shoah). Considero bastante importante o mapa abaixo, para que os leitores tenham noção da localização dos lugares aos quais o autor, Thomas Dalton, faz referência.

O alegado Holocausto judaico é associado a horrendas imagens de cadáveres nus e esqueléticos em covas coletivas. Mas tais imagens foram tiradas de campos de concentração (Konzentrationlager, em alemão; “KL”) situados na parte oeste do território alemão — notadamente, do KL de Bergen-Belsen. Mas essa associação a horrendas imagens deixa de levar em consideração o fato de tanto os historiadores tradicionais quanto os historiadores revisionistas dizerem que os judeus foram enviados/deportados para campos situados no leste. Esses cadáveres nus e esqueléticos em covas coletivas, além de provavelmente não serem de judeus, são o resultado do colapso da infraestrutura que abastecia os campos de concentração de itens básicos (alimentos, remédios) e do alastramento de doenças infecciosas, principalmente o tifo. Tal colapso da infraestrutura se deve aos constantes ataques aéreos dos Aliados a estruturas civis (ferrovias; instalações de água e esgoto e de eletricidade; etc.) da Alemanha.

Assevera-se que o alegado Holocausto judaico tenha ocorrido em “fábricas da morte”, com a utilização de câmaras de gás homicidas. Porém, do ponto de vista técnico-prático, essa afirmação não faz sentido. O texto a seguir centra a sua análise nesse enfoque técnico-prático, sobre a maneira como esse sistema industrial de assassinato e posterior eliminação de cadáveres teria funcionado. Com efeito, o mais estranho em relação ao alegado Holocausto judaico está na ausência de restos mortais. Ainda que os supostos cadáveres tivessem sido incinerados, a quantidade tanto de combustível utilizado (lenha e carvão betuminoso/hulha) quanto de cinzas resultantes teria sido de enormes proporções. Isso simplesmente não seria possível de ser acobertado, ocultado.

Na minha opinião, é bastante possível que tenha havido um destino diverso do assassinato em câmaras de gás homicidas. Caso, conforme a teoria revisionista, todos esses milhões de indivíduos judaicos — homens, mulheres, crianças; famílias inteiras, de fato — tenham sido deportados para regiões a leste da Polônia (regiões que faziam parte do território soviético), então é possível inferir que tenham sofrido, após a reconquista dessas regiões pelo Exército Vermelho, escravização em massa pelo regime stalinista, possivelmente tendo sido enviados para campos de trabalho forçado na Sibéria.

No Camboja, a partir de 1975, o regime do Khmer Rouge (Khmer Vermelho) de Pol Pot massacrou, por baixo, mais de 20% da população. Os restos mortais das vítimas foram encontrados em inúmeras, incontáveis covas coletivas. Os restos mortais estão aí para demonstrar o horripilante, pavoroso, indizível democídio.

No início do Capítulo 15 do seu opúsculo O Príncipe, escreve Nicolau Maquiavel: “No entanto, como a minha intenção é escrever algo útil para quem estiver interessado, mais apropriado me pareceu abordar a verdade efetiva das coisas, e não imaginá-las. Muitos já conceberam repúblicas e monarquias jamais vistas, e de cuja existência real nunca se soube.” A busca da ‘verdade efetiva das coisas’ é o que deve nortear a investigação de qualquer pessoa sobre qualquer assunto. Considero que o longo artigo a seguir, de Thomas Dalton, texto com o qual tive contato pela primeira vez no ano de 2016, apresenta-se, conforme esse critério, excelente.

— O Tradutor.Image
Jul 22, 2025 8 tweets 14 min read
O paradoxo dos estudos que confirmam que vacinas causam autismo

por @uTobian

O paradoxo dos estudos de causalidade do autismo é que nós já sabemos, além de qualquer dúvida razoável, o que está causando o autismo, mas a ciência mainstream nunca “saberá” da maneira convencional por causa de fatores econômicos e políticos que cercam a epidemia de autismo.

Vamos começar com a primeira metade dessa frase:Image I. Nós já sabemos

O depoimento de testemunhas oculares é fundamental para o sistema de justiça criminal americano e é usado por juízes e júris todos os dias para administrar a justiça. Em Neil v. Biggers (1972), a Suprema Corte dos EUA delineou cinco fatores para avaliar a confiabilidade do depoimento de testemunhas oculares: oportunidade de ver, grau de atenção, precisão da descrição, nível de certeza e tempo entre o crime e a identificação. Esse depoimento pode então ser corroborado por provas documentais e testemunhas adicionais.

O testemunho dos pais sobre a regressão autista está na extremidade mais alta da faixa em todos os casos. Os pais estão com a criança 24 horas por dia, 7 dias por semana, o grau de atenção não poderia ser maior, os pais sabem mais detalhes sobre a vida da criança do que ninguém, têm certeza do que viram e geralmente sabem imediatamente quando algo está errado. Em uma sociedade sã, o seguinte testemunho seria suficiente:

“Meritíssimo, meu bebê estava perfeitamente saudável e cumprindo todos os seus marcos de desenvolvimento. Fomos a uma consulta médica infantil, meu filho recebeu 4 injeções. Nos dias seguintes, meu filho estava comigo 24 horas por dia. Ele teve febre alta, convulsões, vomitou e gritou em tom alto. Fomos ao pronto-socorro, eles fizeram vários testes, mas não puderam nos ajudar. Desde então, a criança não fala mais, não faz contato visual e nem tem habilidades sociais. A criança agora foi diagnosticada com autismo.”

O juiz e o júri podem verificar qualquer um desses fatos examinando o vídeo antes e depois; revisando registros médicos; e entrevistando outros membros da família, cuidadores etc. Estes são casos relativamente simples. Uma criança estava se desenvolvendo normalmente, mas experimentou uma exposição tóxica aguda em consulta médica, e a criança regrediu. Isso acontece em até 88% dos casos de autismo. Quando esse testemunho é repetido dezenas de milhares de vezes por mães em todo o país, fica claro que estamos no meio de uma grande crise.

No entanto, vivemos em uma sociedade onde nossa economia se baseia na escravização de crianças por meio de doenças crônicas para enriquecer a classe dominante. A Lei Nacional de Lesões por Vacinas na Infância de 1986, combinada com o erroneamente decidido Omnibus Autism Proceedings e a decisão erroneamente decidida da Suprema Corte em Bruesewitz v. Wyeth LLC, desativou o direito da Sétima Emenda ao julgamento por júri para os feridos por vacina. Grandes setores da sociedade sofreram lavagem cerebral por suborno (a indústria farmacêutica de trilhões de dólares e a indústria do autismo de trilhões de dólares), intimidação (exílio, banimento e lista negra para qualquer um que questione a narrativa) e a campanha de propaganda mais cara e prolongada da história, para achar que isso é normal e ok.

Infelizmente, tentar obter justiça em relação aos ferimentos causados por vacinas nos EUA significa enfrentar a máfia médica que dirige todos os aspectos da sociedade – os tribunais, o sistema político, o sistema regulatório, a mídia, o sistema médico, o sistema científico, Wall Street, academia, etc. E eles subvertem o campo de jogo e os padrões probatórios para proteger seus interesses.

No entanto, como pessoas livres, soberanas e sãs, não precisamos aceitar os decretos de uma sociedade insana. Podemos simplesmente reconhecer que “eu vi com meus próprios olhos o que aconteceu” é suficiente para estabelecer a causalidade em relação à lesão da vacina.

Como expliquei em meu último artigo, também temos um documento FOIA e um denunciante no CDC, dois estudos com vacinados versus não vacinados de Gallagher e Goodman (2008 e 2010), um estudo com vacinado versus não vacinado de Hooker e Miller (2021) e três estudos vacinados versus não vacinados de Anthony Mawson (2017A, 2017B, & 2025) mostrando que as vacinas causam autismo.

A comunidade médica mainstream provavelmente nunca aceitará nenhum estudo que não se origine de dentro de suas próprias fileiras. Eles se envolvem em raciocínio circular recusando-se a estudar a questão e depois afirmam que não existem estudos válidos. Mas, novamente, como pessoas sãs, não precisamos aceitar suas desculpas e, em vez disso, podemos simplesmente reconhecer que já provamos, além de qualquer dúvida razoável, que as vacinas causam autismo.

Agora vamos olhar para a segunda metade dessa frase introdutória:Image
Jul 11, 2025 5 tweets 10 min read
Quando socialistas começam a estudar, eles deixam de ser socialistas 🧵

Quando estudamos a vida e a obra de determinados pensadores, filósofos e intelectuais, percebemos que muitos deles, nas fases posteriores das suas vidas, passaram a defender conceitos, ideias e propostas muito diferentes de tudo o que eles defendiam durante a juventude. De fato, viver é se desenvolver, se renovar, ter coragem para desafiar a própria visão de mundo, reconhecer erros e não ter medo de mudar de ideia, quando se chega a constatação de que determinado conceito anteriormente defendido pôde ser categoricamente comprovado como uma falsidade ou uma falácia do senso comum. Assim é a história de alguns pensadores, economistas e acadêmicos, que começaram a vida intelectual no caminho errado, mas eventualmente se corrigiram e acertaram o passo.

Muitos desses indivíduos mudaram tão radicalmente, que suas obras posteriores em nada se parecem com suas primeiras publicações. E é extremamente interessante analisar a vida e a trajetória intelectual dessas pessoas, para entender o que elas defendiam, em que fase de suas vidas passaram a defender um sistema de crenças totalmente diferente e o que as levou a mudarem sua visão de mundo.

Possivelmente, o celebrado escritor americano Max Eastman (1883–1969) é um dos casos mais interessantes de intelectuais que mudaram radicalmente suas crenças pessoais, se comprometendo a defender tudo aquilo que anteriormente condenava, e condenando com veemência tudo aquilo que antes defendia.Image Mas quem foi Max Eastman?

Max Eastman foi um poeta, intelectual e ativista político americano, que se tornou muito conhecido por sua defesa radical do socialismo, publicando artigos, panfletos e tratados de caráter revolucionário, que se constituíam em sinceras e apaixonadas apologias do comunismo. Um marxista inveterado na juventude, Max Eastman chegou a passar uma temporada na União Soviética no início da década de 1920.

Extremamente comprometido com a difusão dos ideais socialistas, Max Eastman fazia tudo o que estava ao seu alcance para auxiliar os seus colegas e companheiros ideológicos. Sempre entusiasmado, foi ele que organizou a campanha que arrecadou dinheiro para enviar o socialista John Reed (1887–1920) — que se tornaria mundialmente famoso pelo seu relato sobre a revolução russa, intitulado Ten Days That Shook the World (Dez Dias que Abalaram o Mundo) — para a União Soviética, onde ele mesmo iria, pouco tempo depois.

Apologista fidedigno dos ideais revolucionários, Max Eastman editou vários periódicos socialistas (a maioria deles de curta duração e com circulação limitada) e foi membro ativo da geração de intelectuais de esquerda que se congregavam em Greenwich Village. Uma vez em território soviético, Max Eastman conheceu pessoalmente Leon Trótski, o que o deixou ainda mais determinado a difundir os ideais revolucionários marxistas nos Estados Unidos.

Depois de conhecer a realidade da vida na União Soviética, no entanto, Max Eastman decidiu retornar aos Estados Unidos. Em 1929, pouco depois da eclosão da Grande Depressão, Max Eastman se viu envolvido em circunstâncias que acabariam por provocar uma profunda mudança em sua visão de mundo e em sua produção intelectual. Parte disso foi perceber que os Estados Unidos, em grande medida, já era socialista. Mas isso não melhorava a qualidade de vida dos pobres, tampouco lhes dava melhores oportunidades profissionais ou melhores salários.

Sempre inquieto, curioso e faminto por conhecimento, Max Eastman passou a estudar economia com mais profundidade, e reparou que o intervencionismo estatal não contribuía em nada para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Nesse caminho, foi apenas uma questão de tempo até ele entrar em contato com as obras de Mises e Hayek, o que acabou sendo um divisor de águas em sua vida como intelectual e ativista político.

Inicialmente contaminado pelo preconceito socialista contra o livre mercado, Max Eastman não se deixou intimidar pelo horizonte intelectual restrito de seus pares. Determinado a enveredar pelos árduos caminhos do conhecimento, mesmo que isso lhe custasse o orgulho, Max Eastman decidiu fazer o que poucos socialistas se dispõem a fazer: passou a estudar economia com dedicação e seriedade. Ele se dispôs a ler cada vez mais livros sobre economia de mercado, livre competição e livre concorrência. Passou a ler com profundo interesse os liberais clássicos e a história do liberalismo. Devorava livros e artigos. E conforme foi se aprofundando em seus estudos sobre economia, não demorou muito tempo para Max Eastman abandonar completamente o socialismo e se tornar um árduo defensor do livre mercado.Image
Jul 2, 2025 9 tweets 34 min read
Quanto dano a vacinação em massa causou à sociedade? 🧶

Os dados que mostram as consequências menos discutidas e esquecidas da vacinação.

Resumo:

• Existe uma longa história de uma onda de lesões graves após a introdução de novas vacinas no mercado. Na maioria dos casos, essas lesões foram varridas para debaixo do tapete para proteger o negócio.

• Em muitos casos, as graves lesões “misteriosas” que vemos agora são notavelmente semelhantes às observadas há mais de um século. Infelizmente, existe um embargo generalizado para evitar que esses dados venham à tona (pois isso destruiria instantaneamente o programa de vacinas).

• Uma variedade de estudos independentes (resumidos abaixo) mostrou que as vacinas causam uma ampla gama de doenças crônicas.

• Um livro de 1990 apresentou um forte argumento de que a vacinação generalizada também estava causando uma epidemia de danos cerebrais generalizados que estavam diminuindo o QI do país e causando um aumento maciço nos crimes violentos.

• Neste artigo, também revisaremos exatamente o que está naquele livro de 1990 e os sinais clássicos que podem ser usados para determinar se alguém tem uma lesão por vacina.

Minha mente muitas vezes sobrepõe o passado, o presente e o futuro a si mesmos. Por causa disso, frequentemente me lembro de eventos que aconteceram no passado que refletem perfeitamente o que está se desenrolando diante de nós e, por sua vez, perdi a conta de quantas vezes testemunhei a humanidade repetir seus mesmos erros ou posso ver um desastre em câmera lenta à frente no horizonte. Durante o COVID, percebi que estávamos novamente reencenando a mesma tragédia que a humanidade já havia experimentado desde que a vacina contra a varíola foi lançada no mercado e me ocorreu um pensamento. Se as pessoas se conscientizassem do que havia acontecido antes e acabassem com nossa amnésia coletiva, talvez isso pudesse finalmente parar.

Quis o destino que meu desejo se tornasse realidade e, sem me conhecer, Steve Kirsch me deu a oportunidade de começar a apresentar essa história esquecida ao mundo. Isso aconteceu depois que ele escolheu publicar um artigo que escrevi ilustrando como os protestos dos caminhoneiros eram idênticos aos protestos contra a varíola que aconteceram mais de um século antes e, por razões que ainda não entendo, encorajou seus leitores a se inscreverem em meu substack para que eu começasse a escrever aqui.

Ao longo dos anos, notei repetidamente que quando acontece um desastre de vacina que fere muitos de maneira muito semelhante, ele é varrido para debaixo do tapete (muitas vezes por funcionários públicos que possuem conflito de interesses), e então a mesma coisa acontece novamente algumas décadas depois.

Dado que damos dezenas de vacinas a cada membro da sociedade, isso levanta uma questão óbvia – o que isso está causando a sociedade?Image Uma breve história dos desastres de vacinas

Em 1798, a vacina contra a varíola chegou ao mercado. Assim que ela chegou ao mercado, observou-se que frequentemente causava surtos de varíola (em vez de preveni-los) e causava uma ampla gama de lesões debilitantes e complexas que muitos dos médicos nunca haviam visto antes (e muitas das quais acredito serem exemplos de “estase sanguínea“). Curiosamente, em vez de reconhecer que isso foi um erro, a maioria da profissão médica endossou a vacina contra a varíola, e os governos de todo o mundo a obrigaram à medida que os casos continuavam aumentando, levando a uma espiral descendente que acabou sendo quebrada por protestos públicos em massa contra esses decretos. Tendo analisado este episódio extensivamente, sou da opinião de que a vacina contra a varíola reformulou a trajetória da saúde da humanidade e foi um ponto de inflexão na era das doenças crônicas.

Nos anos 1800 e início dos anos 1900, uma variedade de vacinas iniciais (por exemplo, raiva, febre tifoide, difteria, tuberculose) e anti-soros gerados por cavalos (para a maioria das infecções comuns na época) entraram no mercado. Como muitas dessas vacinas foram produzidas em pequenos laboratórios independentes, havia uma variedade de problemas de controle de qualidade com esses produtos, o que frequentemente levava à liberação de lotes que feriam gravemente ou matavam um grupo de pessoas. Além disso, muitas dessas vacinas tinham um alto grau de toxicidade. Por causa disso, surgiu uma variedade de novas e graves condições médicas, muitas das quais foram consideradas devidas a inflamação cerebral (encefalite) ou dano cerebral (encefalopatia) e observadas como ocorrendo em conjunto com danos nos nervos cranianos. A maioria dessas condições (que discuti em detalhes aqui), por sua vez, refletia a miríade de lesões que agora também vemos nas vacinas modernas. Além das lesões, duas grandes questões se destacaram durante esse período:

• Em primeiro lugar, além de, por vezes, estarem diretamente contaminadas com o organismo causador da doença (por exemplo, febre amarela ou tuberculose) e causarem a doença, as vacinas causariam frequentemente uma supressão imunológica temporária que levava a surtos da doença nas pessoas vacinadas (discutido aqui). No entanto, cada vez que isso acontecia, em vez de ser visto como um sinal de que precisávamos reduzir a vacinação, era interpretado como se não houvesse pessoas suficientes sendo vacinadas e resultando em decretos de vacinas mais duros e severos sendo instituídos para promulgar essa política ou novas vacinas sendo criadas para lidar com os danos existentes da vacinação (por exemplo, a vacina DPT frequentemente causava surtos de poliomielite).

• Em segundo lugar, as autoridades de saúde pública e os projetistas de vacinas estavam bem cientes dos ferimentos que as vacinas estavam causando, mas como não existiam outros tratamentos para a doença, lamentavelmente consideraram isso um sacrifício necessário para o bem maior e, portanto, encobriram as lesões para que o público continuasse a se vacinar. No entanto, embora eu entenda a perspectiva delas, ela se baseava em uma premissa falha – existiam tratamentos eficazes para as doenças (por exemplo, em 1920 sabia-se que o peróxido de hidrogênio IV poderia tratar infecções graves e em 1928 sabia-se que a irradiação ultravioleta do sangue poderia tratar muitas infecções incuráveis).

[Nota: como você deve ter notado, tudo o que acabei de descrever também se aplica às vacinas COVID-19, ilustrando assim como esses ciclos disfuncionais frequentemente se perpetuam indefinidamente.]

Nas décadas de 1940 e 1950, a vacina original contra coqueluche (DPT) entrou no mercado. Esta vacina se destacou por causar inflamação cerebral e uma variedade de diferenças preocupantes foram observadas nas gerações nascidas após sua adoção em massa nos EUA.

[Nota: A vacina anti-rábica também se destacou por causar encefalite (cerca de 1 em 750 aplicações, das quais 20% foram fatais), mas não teve um impacto tão grande na sociedade porque muito menos pessoas a receberam.]

Entre as décadas de 1950 e 1970, vários casos aconteceram em que uma vacina experimental apressada e mal produzida (por exemplo, poliomielite ou gripe suína) foi lançada no mercado para lidar com uma “emergência” inexistente, e o governo optou por ignorar os avisos de seus cientistas de que não era segura para ser ministrada ao país. Como a imprensa foi honesta neste momento, eles relataram o desastre, isso tornou-se um escândalo nacional e o governo forneceu indenização às vítimas.

[Nota: Eu compilei essas reportagens da mídia aqui, a última das quais aconteceu em 2002 com a vacina contra a varíola de Bush.]

Em 1986, existia consciência pública suficiente sobre os perigos da vacina DPT para que ações judiciais fossem regularmente movidas pelos danos cerebrais e mortes súbitas infantis que ela causou (discutido aqui). Isso, por sua vez, levou à aprovação da lei de lesões por vacinas de 1986 (discutida mais adiante aqui), uma lei que protegia os fabricantes de vacinas da responsabilidade do produto e tinha como objetivo ajudar os pais de crianças feridas por vacinas (embora não o fizesse devido à aplicação seletiva de suas disposições e a Suprema Corte isentando os fabricantes de lesões causadas por vacinas defeituosas). A aprovação desse ato levou a uma corrida do ouro da indústria para levar vacinas experimentais e livres de responsabilidade para o mercado e, em pouco tempo, o cronograma de vacinação infantil aumentou paralelamente ao aumento das doenças crônicas.

[Nota: desde então, outras vacinas (por exemplo, RSV e vacinas anuais COVID) também foram adicionadas ao cronograma infantil (mas felizmente RFK Jr. conseguiu recentemente fazer o impossível e remover a vacina COVID dele).]

Em 1990, uma vacina experimental contra o antraz foi implantada nos militares para prepará-los para invadir o Iraque. Embora a guerra não tenha ocorrido (Saddam não usou antraz e foi provavelmente o conflito mais unilateral da história), a vacina contra o antraz feriu gravemente mais de 100.000 militares (levando ao que ficou conhecido como Síndrome da Guerra do Golfo). Apesar desses problemas, indivíduos dentro do Departamento de Defesa que estavam comprometidos em financiar seu programa de defesa de armas biológicas a obrigaram – levando a ferimentos graves em todo o exército e rebelião generalizada contra este decreto.

Depois disso, novas biotecnologias começaram a surgir, o que possibilitou a engenharia genética de uma infinidade de novas vacinas que começaram a inundar o mercado, já que o ACIP endossa praticamente todas as vacinas administradas a eles, independentemente de seus méritos (na verdade, ao longo de suas dezenas de endossos, só pude identificar um caso em que o ACIP não as endossou [doses de reforço para professores e profissionais de saúde], e, nesse caso, o CDC simplesmente anulou o ACIP). Em conjunto, a publicidade farmacêutica direta ao consumidor foi legalizada por uma decisão da FDA de 1997, possibilitando que a indústria farmacêutica comprasse o silêncio da mídia de massa e, portanto, encerrasse toda a cobertura futura de danos causados por vacinas.

Em 2010, a Merck convenceu as mulheres americanas de que corriam um alto risco de morrer de câncer do colo do útero (que na realidade mata apenas cerca de 1/38.000 mulheres americanas a cada ano) para que todos comprassem sua vacina altamente lucrativa (que nunca foi comprovada que reduziria as mortes por câncer do colo do útero). Esta vacina teve uma taxa extraordinariamente alta de lesões (por exemplo, distúrbios autoimunes graves), mas, no entanto, apesar de um dilúvio de reclamações, o CDC e o FDA fizeram tudo o que puderam para protegê-la e, até hoje, ela ainda é obrigatória para crianças.

Em 2021, a vacina COVID chegou ao mercado e causou uma quantidade sem precedentes de lesões (por exemplo, muitos notaram adultos saudáveis morrendo “repentinamente” e grandes pesquisas mostraram que 34% dos que tomaram a vacina relataram efeitos colaterais leves, enquanto 7% relataram efeitos colaterais graves impactando severamente sua qualidade de vida). Felizmente ou infelizmente, a taxa de lesões foi tão alta que, ao contrário dos desastres anteriores, a mídia de massa não conseguiu mais varrê-la para debaixo do tapete, o que acabou culminando com a ascensão da movimento MAHA, Make America Healthy Again (Torne os EUA Saudável Novamente) como uma força política e RFK Jr. sendo encarregado da agência que orquestrou o desastre da vacina por décadas.

A meu ver, um dos pontos mais importantes a serem tirados dessa história é que, na época em que cada uma delas aconteceu, a profissão médica e o público ficaram impressionados com a explosão dessas novas doenças (e seu imenso custo social), mas em pouco tempo se acostumaram com elas e esqueceram até que elas haviam surgido.Image
Jul 1, 2025 4 tweets 8 min read
Como o governo ajuda a criar trânsito congestionado 🧶

A temida pergunta que todo autodenominado libertário enfrenta é a infame: “Sem o governo, quem construiria as estradas?” Já abordei a objeção às estradas com mais detalhes em um artigo anterior (assim como muitos outros já abordaram esta questão). É o que chamo de “non sequitur estatista“, ou seja, um problema para o qual o Estado é considerado a única solução. É também uma falácia da ignorância/falha da imaginação — a falta de conhecimento sobre como algo funcionaria implica que é impossível sem o Estado. No entanto, a questão deste artigo é: sem estradas governamentais, como seria o trânsito?Image Estradas não são especiais

Estradas não são especiais; elas não são um bem mágico e excepcional além do escopo da lei econômica. Embora existam particularidades em cada negócio (por exemplo, levar frutas perecíveis ao mercado), a produção e a troca de estradas têm a ver com questões de oferta e demanda, cálculo econômico, concorrência e lucro e prejuízo. Em outras palavras, qual é a quantidade certa de estradas em relação à demanda do consumidor?

Até mesmo alguns economistas mais tradicionais (citados em Block) reconhecem que os princípios básicos da economia poderiam ser aplicados às estradas e que a falha em fazê-lo resulta em ineficiências. Por exemplo, Gabriel Roth, em “Paying for Roads—The Economics of Traffic Congestion” (Pagando por Estradas — A Economia do Congestionamento de Tráfego), escreveu (p. 16):

“… [H]á uma abordagem para o problema do congestionamento do tráfego — a abordagem econômica — que oferece uma solução racional e prática… O primeiro passo é reconhecer que o espaço viário é um recurso escasso. O segundo, aplicar a ele os princípios econômicos que consideramos úteis na fabricação e distribuição de outros recursos escassos, como eletricidade, automóveis ou gasolina. Não há nada de novo ou incomum nesses princípios, nem são particularmente difíceis. O difícil é aplicá-los às estradas, provavelmente porque fomos criados para considerá-las bens comunitários disponíveis gratuitamente a todos.” (grifo nosso)

OH Brownlee e Walter W. Heller, em “Highway Development and Financing”, American Economic Review (maio de 1956), abordam basicamente questões de cálculo econômico em condições burocráticas: “Nossos critérios de racionamento e construção dificultam a avaliação do sistema rodoviário e os planos para o desenvolvimento futuro de acordo com os critérios econômicos que se desejaria aplicar”. Eles reconhecem que a natureza não mercantil do sistema dificulta a aplicação da oferta e da demanda. Eles prosseguem:

“A situação das rodovias pode ser substancialmente melhorada pela visualização das semelhanças entre o problema das rodovias e uma série de problemas comparáveis ​​aos quais os economistas aplicaram algumas ideias bastante antigas: nomeadamente, as da ‘boa e velha análise da oferta e da procura’”. (ênfase acrescentada)

David Winch em The Economics of Highway Planning (p. 141) reconheceu que todos os mesmos princípios econômicos básicos e fundamentais também se aplicam às estradas,

“A construção de rodovias envolve basicamente os mesmos problemas que qualquer outra atividade econômica. Recursos escassos devem ser utilizados para satisfazer as necessidades humanas por meio do fornecimento de bens e serviços, e decisões devem ser tomadas sobre quanto de nossos recursos será dedicado a um serviço específico e quem fará o sacrifício necessário.” (grifo nosso)Image
Jun 28, 2025 5 tweets 15 min read
Red Pill e MGTOW são consequências do feminismo 🧶

Para muitas pessoas, os termos Red Pill e MGTOW dispensam apresentações. Como talvez ainda existam pessoas que muito provavelmente não sabem o que esses termos significam, vou dar um breve resumo: Red Pill (que significa pílula vermelha) é a designação dada a uma grande variedade de movimentos masculinistas, que surgiram em anos recentes como uma resposta ao feminismo. O termo Red Pill tem sua origem no filme Matrix, e se refere à cena em que Morfeu oferece a Neo a escolha entre duas pílulas — uma azul e outra vermelha. Nesse contexto, a pílula azul se refere a um estado de ignorância, enquanto a pílula vermelha representa a aquisição do conhecimento.

Desde sua consolidação e difusão, o movimento Red Pill se desdobrou em várias ramificações: há grupos como PUA (Pick Up Artists [Artistas da Sedução]), MGTOW (Men Going Their Own Way [Homens Seguindo Seu Próprio Caminho]), Purple Pill (Pílula Roxa), Black Pill (Pílula Negra) e o desesperançado e solitário grupo de jovens rapazes conhecido como INCEL (Involuntary Celibates [Celibatários Involuntários]), sem dúvida o segmento mais problemático e nocivo de toda a comunidade. As siglas e nomenclaturas são todas em inglês porque, como sempre, tudo começa nos Estados Unidos, antes de ganhar o mundo.

Esse coletivo de grupos forma o que é genericamente chamado de masculinismo. No Brasil, o termo usado com mais frequência para se referir a esses grupos é machosfera.

Como descrito acima, no entanto, é fundamental entender que a machosfera é formada por uma considerável diversidade de grupos, que são drasticamente diferentes entre si, sendo muito distintos e heterogêneos em suas propostas, objetivos e, o mais importante, o tipo de homens que cada um deles congrega.

É importante salientar algumas diferenças básicas, que muitas vezes a mídia mainstream omite deliberadamente do debate público, na tentativa de fazer todos os homens da machosfera — sejam eles produtores ou consumidores de conteúdo — parecerem radicais misóginos, sexistas, machistas e perigosos, que odeiam as mulheres. Isso não é verdade e nunca foi.

Para um melhor esclarecimento, vamos a uma breve distinção entre os principais grupos.

Enquanto os PUA são indivíduos que ensinam técnicas de sedução (portanto, eles querem conquistar mulheres e querem que seus alunos e discípulos adquiram essas habilidades), os MGTOW — muito por conta de legislação e jurisprudência misândrica — não querem se casar, ter filhos, coabitar e nem mesmo se relacionar (os que o fazem, se relacionam apenas ocasionalmente).

Os Red Pill, por sua vez, estudam de forma muito séria o comportamento da mulher contemporânea pós-moderna, expondo o fato de que ela é uma híbrida oportunista: ela não tem uma ideologia definida — ela se serve do que de melhor o feminismo, o liberalismo e o conservadorismo têm a lhe oferecer. Eles afirmam que observar o comportamento de uma mulher é muito mais importante do que se concentrar no que ela diz. Como exemplo, eles apontam o expressivo número de mulheres que adoram se promover como conservadoras, mas publicam fotos de biquíni no Instagram, ou vídeos treinando em academias com roupas extremamente provocantes e sensuais. Nesse caso, o fato de uma mulher rotular a si mesma como conservadora não quer dizer absolutamente nada. O importante é observar como ela age e como ela se comporta no seu cotidiano.

Os Purple Pill são um grupo de indivíduos que buscam estudar com profundidade o profano feminino, para ter mais segurança ao se relacionar com as mulheres. Os Black Pill, por outro lado, são obcecados pela estética e pela aparência masculina (visual, altura, formato do rosto etc.), sendo milimetricamente neuróticos na busca por uma perfeição inalcançável. Os adeptos da Black Pill pregam o determinismo biológico e acreditam que a aparência é a questão mais fundamental na hora em que uma mulher escolhe um homem para se relacionar. Embora seja o grupo que produza o conteúdo mais coeso e científico de toda a machosfera, com produtores que fazem as mais profundas e metódicas análises sobre a teoria dos relacionamentos — entregando um material consistente para o seu público, com abundantes bases históricas, sociológicas e antropológicas sobre a natureza das interações sociais —, a Black Pill é também a mais fatalista e niilista das ramificações da comunidade.

Os indivíduos de todos esses grupos, em sua grande maioria, podem ser classificados, quase sem exceções, como homens comuns. Não há nada neles que possa categorizá-los como homens perversos, perigosos, anormais ou algo do gênero.

Os INCEL’s, por outro lado, são um caso à parte. Eles constituem um grupo marginal dentro da própria comunidade, de rapazes geralmente muito jovens, que se ressentem do fato de não conseguirem parceiras para se relacionar. Ao contrário dos PUA’s, dos MGTOW’s e de todos os indivíduos dos demais grupos, que já são homens adultos, os INCEL’s são em sua maioria garotos muito jovens, que geralmente estão entre os 16 e os 22 anos.

Ao contrário dos indivíduos dos demais grupos da machosfera, alguns INCEL’s já cometeram atos de terrível violência. O caso mais emblemático já ocorrido ficou conhecido como o Massacre de Isla Vista. Em 23 de maio de 2014, Elliot Rodger, então com 22 anos, matou 6 pessoas e feriu 14 em Isla Vista, na Califórnia. Das 6 vítimas fatais que Rodger fez, 4 eram do sexo masculino e 2 eram do sexo feminino. Depois do massacre, Elliot Rodger cometeu suicídio. Em pouco tempo, ele se tornou um celebrado ícone da comunidade INCEL.

Uma coisa fundamental para se entender sobre a machosfera é o seu arrevesado e irremediável tribalismo. Os homens das diferentes comunidades, via de regra, não se misturam. Ou seja, a própria machosfera é demasiadamente segmentada em suas várias comunidades, que se multiplicam em diversas ramificações. Isso significa que os INCEL’s tendem a se comunicar única e exclusivamente com outros INCEL’s, assim como PUAs se comunicam única e exclusivamente com os seus alunos e clientes, da mesma forma que os adeptos da Black Pill tendem a se comunicar única e exclusivamente com outros adeptos da Black Pill e assim por diante. MGTOW’s, seguindo essa mesma mentalidade, se comunicam majoritariamente com outros MGTOW’s.

Isso acontece, via de regra, porque cada indivíduo de cada um desses grupos frequenta os fóruns, os canais e as comunidades online com as quais mais se identifica. Como esses grupos são muito distintos, esse pessoal geralmente nunca se encontra, justamente porque acabam frequentando comunidades online muito diferentes.Image Além do tribalismo online, há toda uma questão de caráter, comportamento, idade e estilos de vida que fazem com que os integrantes de todos esses grupos nunca se encontrem ou se misturem (e não tenham nem mesmo interesse em fazê-lo). INCEL’S e MGTOW’s, por exemplo, são justamente os extremos opostos das comunidades da machosfera — os integrantes desses dois grupos não se misturam nunca, por vários motivos. São grupos de faixas etárias muito diferentes, com estilos de vida muito diferentes e poder aquisitivo muito diferente. MGTOW”s geralmente são homens de meia-idade, alguns muito bem estabelecidos em suas profissões, que rejeitam relacionamentos sérios por questões que, em sua maioria, são de ordem legal e jurídica. Muitos deles são homens extremamente bem-sucedidos, que desejam proteger o seu patrimônio de mulheres que, sendo ou não oportunistas, têm a lei e o estado ao lado delas.

INCEL’s, por outro lado, são rapazes muito jovens, boa parte deles desempregados, inseridos em famílias desestruturadas e sem perspectivas de futuro. Muitos INCEL’s são tão solitários e depressivos que nem mesmo saem de casa; portanto, carecem de oportunidades para congregar ou socializar com outras pessoas. Invariavelmente, eles passam o dia inteiro na internet. Ao contrário dos INCEL’s, alguns MGTOW’s se relacionam com mulheres, porém de forma casual. INCEL’s não conseguem mulheres para se relacionar — nem mesmo de forma casual — e a maioria deles eventualmente acaba desistindo.

E que o leitor entenda que isto é apenas e tão somente um resumo. A comunidade masculinista da internet é complexa. Infelizmente, a forma simplória, reducionista e extremamente desonesta com que a mídia mainstream retrata toda a comunidade, sem fazer uma classificação correta entre os vários grupos existentes, piora tudo. O público geral — demasiadamente leigo e ignorante sobre o assunto — tende a ser influenciado negativamente pelas matérias sensacionalistas que a mídia mainstream publica sobre o tema. Que, via de regra, são sempre iguais. Jamais buscam comunicar o que a machosfera realmente é: o objetivo da mídia mainstream é sempre jogar a opinião pública contra os homens (sejam eles parte de uma comunidade masculina online ou não).

Dentro da machosfera, apenas os INCEL’s mostraram ser capazes de executar terríveis atos de brutalidade e violência. De fato, há uma parcela deles que tende a glorificar a violência. Isso não ocorre entre MGTOW’s, PUA’s ou quaisquer outros grupos da comunidade. Seus integrantes tendem a discutir entre si temas como legislação ginocêntrica, a indústria do divórcio, partilha de bens, misandria cultural, feminismo institucional, inconsistências do comportamento feminino, Passport Bros (se casar com mulheres da Tailândia, do Laos, das Filipinas e do sudeste asiático, o que muitos homens americanos e europeus estão fazendo) e assuntos relacionados.

É fundamental entender que a glorificação da violência se limita única e exclusivamente ao universo INCEL, sendo completamente inexistente em todas as demais comunidades masculinas. E mesmo assim, nem todos os INCEL’s são capazes de executar atos de violência. Muitos deles se limitam a glorificar a violência online, e jamais teriam coragem de executar algum ato agressivo na vida real.

O fato da mídia mainstream nunca comunicar isso e tentar mostrar todos os “Red Pill” — de forma genérica, irrestrita e generalizada — como sujeitos perigosos e propensos à violência, é uma falácia demagógica, deliberadamente orquestrada para colocar na ilegalidade toda a comunidade masculina, com o objetivo de ampliar os poderes do estado e do feminismo institucional. Não há dúvida nenhuma de que, se analisado sob um viés estritamente político-ideológico, a tentativa do governo de censurar e criminalizar a produção de conteúdo masculino não deixa de ser uma declaração de guerra do feminismo institucional contra o masculinismo emergente.

De fato, tendo se tornado conhecidos do mainstream, depois que passaram anos na obscuridade da internet, os movimentos masculinistas são o novo bicho-papão do establishment, que está sempre em busca de novos inimigos, dos quais precisa “salvar” a população. A narrativa oficial vigente diz que os “Red Pill” são um perigoso movimento de homens que odeiam as mulheres. Eles são todos selvagens, machistas, sexistas, misóginos, violentos e ficam pregando o ódio online. É o mesmo velho discurso requentado de demonização das opiniões divergentes, que pretende suprimir e obliterar violentamente a liberdade de expressão, sob a carapaça da proteção coletiva e da segurança social.

O que as autoridades oportunistas buscam em situações dessa natureza é uma prerrogativa política para consolidar o controle absoluto e a centralização de poder. Assim, o estado tem livre licença para perseguir e oprimir os vilões que ele mesmo criou, e consegue parecer necessário aos olhos do populacho ingênuo, como um hábil fornecedor de segurança. Aos olhos dos incautos e desavisados, os agentes do estado acabam se projetando como heróis valentes e virtuosos. Mas na prática, eles são como capangas da Stasi, que estão amordaçando, censurando e prendendo quem não obedece às ideologias da moda.
Jun 27, 2025 8 tweets 9 min read
Invalidando o estado – quatro argumentos contra o governo 🧶

Por: Stefan Molyneux @StefanMolyneux

Sempre que a questão da dissolução do estado é levantada, há duas objeções que inevitavelmente surgem.

A primeira objeção é aquela que diz que uma sociedade livre e sem estado só seria possível se absolutamente todas as pessoas fossem perfeitamente boas e racionais. Em outras palavras, isso significa que os cidadãos de hoje devem ser submetidos a um estado centralizador e detentor do monopólio da violência porque existem pessoas ruins no mundo.

O primeiro e mais óbvio problema com este argumento é que, se existem pessoas ruins na sociedade, então inevitavelmente também haverá pessoas ruins dentro do estado — e, consequentemente, tais pessoas serão ainda mais perigosas.

Em um arranjo sem estado, os cidadãos são capazes de se proteger de indivíduos malvados; porém, se estes indivíduos malvados agora estiverem no controle de um aparato estatal agressivo, detentor do monopólio da violência, armado até os dentes e com um grande poderio policial e militar, tais cidadãos não terão a mais mínima chance.

Logo, o argumento de que precisamos do estado porque existem pessoas malvadas é inerentemente falacioso. É justamente por existirem pessoas malvadas que o estado tem necessariamente de ser desmantelado, uma vez que tais pessoas malvadas serão tentadas a utilizar o poder do estado para alcançar seus próprios objetivos — e, ao contrário dos ladrões e assaltantes comuns, pessoas malvadas no comando de um aparato estatal usufruirão do poderio policial e militar para impor seus caprichos sobre uma população indefesa e compulsoriamente desarmada.

Por uma questão de lógica, há quatro possibilidades quanto à combinação de pessoas boas e más no mundo:

1. Todos os indivíduos são morais

2. Todos os indivíduos são imorais

3. A maioria dos indivíduos é imoral, e uma minoria é moral

4. A maioria dos indivíduos é moral, e uma minoria é imoral

(Um equilíbrio perfeito entre bem e mal é estatisticamente impossível)

Analisemos cada um destes casos.Image 1. Quando todos os indivíduos são morais

Neste primeiro caso, o estado é obviamente desnecessário, dado que não há como existir o mal.Image
Jun 25, 2025 5 tweets 12 min read
O longo suicídio da Europa: a guerra civil que nunca terminou 🧶

Napoleão observou que toda guerra europeia era essencialmente uma guerra civil, um confronto brutal entre irmãos, em vez de uma conquista de estranhos. Pat Buchanan capturou uma verdade semelhante quando chamou as guerras da Europa de 1914 a 1945 de suicídio em câmera lenta. A Europa nunca foi verdadeiramente conquistada; ela se destruiu. O que ela perdeu foi muito além da terra ou da influência política. Perdeu sua memória, sua nobreza e, finalmente, seu direito de definir seu próprio destino. Para entender completamente a Guerra Civil Europeia, é necessário olhar além dos tratados e campos de batalha para a devastação espiritual deixada para trás.

Antes de 1914, a Europa ainda tinha a estrutura visível de uma ordem antiga e orgânica. O continente era governado não por ideólogos ou burocratas, mas por elites hereditárias que entendiam seu papel como guardiões de um legado. Monarcas governados por direito divino e lei ancestral, sua legitimidade extraída não de abstrações, mas de linhagem, terra e sangue. Os Habsburgos, Hohenzollerns, Romanovs e Bourbons eram mais do que governantes; eles eram encarnações da memória civilizacional da Europa. Seus tribunais sustentavam um mundo onde a hierarquia era natural, onde o dever eclipsava o desejo e onde a guerra, se travada, era limitada pelo costume e pela lei.

A Europa não era então um campo de batalha de sistemas ideológicos, mas uma grande família de nações, fragmentadas e fraternas, ligadas por origens compartilhadas e formas herdadas. Os povos europeus – latinos, germânicos, eslavos – foram moldados pelo cristianismo, cavalaria e herança clássica. Suas guerras, embora muitas, foram colocadas entre parênteses pela ordem westfaliana: a guerra foi travada entre estados, não povos; a paz era possível porque o inimigo nunca foi tratado como um criminoso, mas como um rival com direito à honra.

Sob este mundo aristocrático havia uma unidade espiritual. O conceito de noblesse oblige refletia a ética guerreira de antigamente: que o poder carrega obrigação, e essa regra é justificada apenas quando animada por coragem, sacrifício e serviço a algo superior ao eu. Essa era a essência da civilização europeia. Na Prússia, manifestou-se como disciplina; na Áustria, como coesão imperial; na Rússia, como ortodoxia mística; na França, como republicanismo galante com resíduo monárquico; na Grã-Bretanha, como dever estoico temperado pela ironia. Não se tratava de contradições, mas de variações de um único tema.

Esta ordem não era perfeita, mas estava viva. Ela preservou posição e significado em um mundo antes da massificação. Ela se opôs à maré crescente do democrático, do tecnocrático e do mercantil. Continha dentro de si os restos do sagrado, do trono e do altar, do soldado e do sábio. A guerra civil europeia, quando chegasse, não destruiria apenas nações ou fronteiras. Isso separaria a Europa de sua memória, destruiria sua elite orgânica e inauguraria um regime onde o dinheiro governava, onde a história era um crime e onde a própria nobreza se tornava suspeita.Image Quando a Grande Guerra chegou em 1914, não foi desencadeada por ideologia, mas por loucura fraterna. Um continente de primos, ligados pelo sangue e pela história, tropeçou em um conflito sem precedentes. O que começou como uma disputa nos Bálcãs se transformou em uma guerra total que arrasaria tronos, sangraria aristocracias e liberaria demônios que nenhum estadista conseguia derrotar. Os estados da Europa mobilizaram exércitos em 1914 acreditando em uma curta guerra de honra. O que eles receberam foi um massacre mecanizado, guerra de trincheiras e a dissolução de todas as certezas orientadoras.

Esta foi a primeira ferida autoinfligida do Ocidente. Nunca antes as nações brancas haviam organizado seu poder industrial tão impiedosamente umas contra as outras. Os frutos do gênio ocidental – química, ferrovia, artilharia, telégrafo – foram voltados para dentro. A Europa, a mãe da civilização, rasgou-se com garras de aço e fogo. As trincheiras do Somme e Verdun não eram apenas cemitérios de homens; elas eram cemitérios de significado. O código aristocrático, a ética da contenção, valor e proporção, foi afogado em lama e gás.

No final da guerra, a velha ordem estava em ruínas. Os Habsburgos, Hohenzollerns e Romanovs foram varridos, suas coroas enterradas sob paixões nacionalistas e dogmas liberais. A revolução eclodiu na Rússia, a desordem se espalhou pela Europa Central e, mesmo no campo dos vencedores, Grã-Bretanha e França, o custo foi tão grande que a vitória se tornou indistinguível da derrota. Os Estados Unidos, intocados e ascendentes, emergiram não como irmãos, mas como credores, portadores de um liberalismo messiânico que confundia comércio com paz e democracia com civilização.

O Tratado de Versalhes não restaurou a ordem. Consagrou a vingança e desestabilizou o que restava do equilíbrio continental. Ao esmagar os derrotados, envenenou o futuro. A guerra não havia resolvido nada. Apenas lançou as bases para um acerto de contas mais terrível. O que a tornou uma guerra civil no sentido mais profundo não foi apenas a ancestralidade compartilhada de seus participantes, mas as implicações espirituais do conflito. A Europa se voltou contra si mesma, sangrou seus melhores homens e abriu as portas para uma nova classe dominante desvinculada da honra, da história ou da nação.

O que se perdeu em 1918 não foi apenas território ou dinastias, mas a autoridade da memória da Europa. Um mundo que antes conhecia a diferença entre governo e tirania, entre ordem e eficiência, agora tropeçava em direção a um futuro governado por ideologia, massa e máquina. A chamada “Primeira Guerra Mundial” não foi o fim da história, mas o início de uma longa descida, um suicídio iniciado com determinação.

Nicolau II, o último czar da Rússia, e Jorge V, rei do Reino Unido, eram primos-irmãos, ambos descendentes da Rainha Vitória.Image
Jun 19, 2025 4 tweets 19 min read
Hora de ler ‘Guerra e Paz’ de Liev Tolstói 🧶

Para os alpinistas, imagina-se que o Monte Everest seria a escalada definitiva para validar a capacidade de alguém. Para os corredores, seria a Maratona de Boston, para os triatletas o Ironman?

Para os leitores, não é exagero dizer que Guerra e Paz de Liev Tolstói é o Monte Everest, a Maratona de Boston ou o Ironman da leitura. Ultrapassando mil páginas, apenas olhar para o romance intimida. Pegá-lo nas mãos de forma alguma reduz o desconforto interno.

Ninguém gosta de desistir (veja mortes no Everest, etc.), mas é seguro dizer que mais pessoas pararam de ler Guerra e Paz do que o terminaram, após o que é ainda mais seguro dizer que exponencialmente mais pessoas compraram Guerra e Paz do que as que começaram a lê-lo. É mais fácil para a psique de alguém não abrir o livro do que abri-lo apenas para fechá-lo para sempre depois de apenas algumas páginas. Melhor não ter se aventurado do que ter se aventurado apenas para desistir, ou algo assim.

No meu caso, minha desculpa ao longo de muitas décadas foi que a leitura de ficção não deveria substituir a não-ficção. O apresentador de rádio da CBS, John Batchelor, e o colega de trabalho Holden Lipscomb me indicaram que muito de Guerra e Paz são os pensamentos de Tolstói sobre a história. Desculpa arrojada! Mas os cerca de 500 personagens do romance não o tornariam impossível de acompanha-lo?

A jornalista britânica Viv Groskop (autora do excelente The Anna Karenina Fix – uma avaliação dos romances russos mais importantes) puxou o tapete debaixo de mim com suas palavras reconfortantes sobre como “a literatura russa é acessível a todos nós”, e não apenas para alguma “sociedade secreta de pessoas especiais”. A partir daí, as realidades simples da idade começaram a entrar em cena. Imaginando que meu tempo na terra já passou da metade, o pensamento de sair da vida sem ler o que tantos consideram o maior romance de todos os tempos me fez suar.

O que fez com que eu finalmente abrisse o maldito livro. E sempre foi bom! É o melhor romance de todos os tempos? Meu favorito continua sendo O Fio da Navalha, de Somerset Maugham, que certamente me desqualificará aos olhos de muitos leitores. Isso porque uma biografia de Maugham de alguns anos atrás indicava que seus devotos mais verdadeiros torceram o nariz para o romance mais famoso de Maugham. Foi e é difícil dizer por quê, mas supostamente a sociedade secreta Maugham prefere mais O Véu Pintado, entre outros.

Então, embora eu prefira Maugham, Guerra e Paz foi excelente. Extremamente cativante, como teria que ser considerando sua duração. Ao mesmo tempo, é diferente. Como mencionado anteriormente, muito do romance não é um romance, pois Tolstói medita sobre a história. Este romance nem termina com os personagens extremamente interessantes e sim com mais comentários do autor. Guerra e Paz não é difícil de seguir, nem os personagens são difíceis de acompanhar.

A resposta é reservar um tempo para ler o mais importante dos romances. No meu caso, comprometi-me com 20 páginas todas as manhãs depois de acordar uma hora mais cedo. Com 140 páginas/semana, você pode terminar em 2 meses e meio. Mas, realisticamente, menos de 2 meses e meio, e isso porque o romance é, mais uma vez, excelente. Muito rapidamente, você vai querer ler mais de 20 páginas por dia. O outro conselho é comprar a versão de capa dura. Estamos novamente falando de mais de mil páginas. A capa dura é muito mais fácil de segurar.

O objetivo deste longo artigo é analisar o romance. Como ninguém lê o mesmo livro, não pode haver muitas análises. Ainda mais de um romance considerado por tantos como o maior. No meu caso, ler Tolstói foi ler alguém que parecia um pensador livre. Se ele estivesse vivo hoje, meu palpite é que Tolstói seria um herói libertário. Ele pensou como os libertários pensam. Na maior parte do tempo, vou me concentrar em suas qualidades de pensamento livre, mas certamente não exclusivamente. Há muito o que comentar.Image Guerra e Paz é em grande parte uma história sobre a realeza russa e suas vidas que ocasionalmente são interrompidas pelos horrores da guerra. O próprio Tolstói era da realeza, então ele sabia do que escrevia. E ele a tornou glamorosa. Ele descreveu a aparência tão bem. Sobre a notavelmente bela princesa Lise Bolkónski, ele escreveu que seu “defeito” mais notável era “uma característica distinta e bonita”. Ele descreveu qualidades faciais defeituosas como a norma com “as mulheres mais bonitas”. A princesa Lise era tão deslumbrante que apenas falar com ela era ir embora “cheio de bonomia”. Esses pequenos detalhes são mencionados como uma forma de transmitir ao leitor o quão descritiva é a escrita de Tolstói e o quanto ela provoca imaginação sobre aqueles que ele descreve. Sobre a incrivelmente bela princesa Hélène, Tolstói escreve que era “como se ela quisesse atenuar o efeito de sua beleza, mas não conseguia”.

A descrição detalhada de Tolstói da aparência de seus personagens tem maior relevância à medida que ele se aprofunda na realidade da vida. Aqui está o motivo pelo qual Groskop e outros recomendam a leitura de Guerra e Paz em diferentes momentos da vida. Dependendo de quando você lê-lo, isso significará coisas diferentes. Se você é pai, as passagens sobre crianças terão mais sentido, se você estiver politicamente sintonizado, os comentários de Tolstói sobre os poderes constituídos terão mais sentido do que se você não estiver. Se você é casado, a escrita dele terá mais relevância do que teria se você estiver lendo o livro sendo um estudante universitário solteiro. Por exemplo, ao escrever sobre casamento desde o início, você vê a admoestação “nunca, nunca se case” até que “você possa vê-la claramente”. A beleza das mulheres no romance é avassaladora, claramente inebriante, mas aprendemos com os personagens principais do romance (Príncipe Pierre Bezúkhov e Príncipe Andrei Bolkónski) e seus casamentos infelizes com Hélène e Lise, respectivamente, que as qualidades superficiais às vezes (nem sempre, como os leitores perceberão) obscurecem realidades mais infelizes.

Pierre sabia antes de se prender em sua proposta de casamento pelo pai de Hélène (o príncipe Vassíli Kuráguin) que a seu casamento estaria condenado, e logo ficou óbvio para todos ao seu redor que realmente estava. Andrei estava mais em estado de negação, apenas para seu pai muito duro (o príncipe Nikolai Bolkónski) fazer uma pergunta com um comentário para seu filho: ” Mau negócio, hein? ” “O quê meu pai?” “A esposa!” “Não entendo” “Ora, não há nada a fazer, meu amigo. São todas assim, não podemos desfazer um casamento. E não tenha medo; não vou contar para ninguém; você sabe muito bem disso.” O que o príncipe Nikolai afirma ainda é verdade agora?

Após o que foi exposto acima, alguns podem atribuir a Tolstói qualidades chauvinistas por seus comentários sobre o casamento como problemático devido “a esposa!” Não tão rápido. Através da condessa Vera Rostóv, temos o outro lado, ou pelo menos o outro lado através do homem com quem ela é casada, que todos os homens são “vaidosos e egocêntricos, cada um convencido de que ele era o único com algum bom senso, enquanto ele realmente não entendia nada. ” Além disso, Pierre, Nikolai Rostóv, Anatole Kuráguin, Alphonse Berg e muitos outros homens certamente não são moleza.

Tolstói revela ceticismo sobre amor, romance e casamento por meio de seus personagens, mas aparentemente estava em conflito. Considere como ele descreve a princesa Natacha depois que Pierre a visita no final do romance: “Tudo em seu rosto, seu andar, seus olhos, sua voz – mudou repentinamente”. E para muito melhor. Isso só levanta questões na medida em que Tolstói certamente não tem certeza sobre o amor e o casamento, mas também afirma de maneira talvez brega que tem um impacto transformador nas pessoas. Através do príncipe Nikolai Rostóv, temos “Não somos amados porque temos uma boa aparência – temos uma boa aparência porque somos amados”.

De volta a Pierre; embora ele certamente tenha qualidades heroicas no romance, ele é terrível na vida. Ele acha que Hélène é uma esposa horrível e traidora, mas Pierre não sabe como ser marido. Como ela explica a ele sobre o assunto de ela gostar da companhia de outros homens (neste ponto já eram affairs), “Se você fosse mais brilhante e um pouco mais gentil comigo, eu preferiria a sua.”

A partir daí, Pierre, o filho ilegítimo do conde Kiril Bezúkhov, mas que herda a vasta fortuna do conde desde o início, é um liberal clássico do século XIX. De fato, é por meio de Pierre que se tem uma noção das visões políticas de Tolstói como direitistas ou libertárias. Tendo herdado propriedades em toda a Rússia e sentindo-se culpado por ter feito isso, Pierre começou a instituir todos os tipos de reformas de bem-estar social destinadas a melhorar a vida dos camponeses em suas propriedades. No entanto, elas eram boas apenas para ele. Como Tolstói escreveu, Pierre “não sabia que, como resultado de suas ordens para parar de enviar mães que amamentavam para trabalhar na terra do senhor, essas mesmas mães tinham que trabalhar ainda mais em seus próprios pedaços de terra”.

Pierre tinha edifícios de pedra sendo construídos para hospitais, escolas e abrigos, mas ele não sabia que esses edifícios estavam sendo construídos “por seus próprios trabalhadores, o que significava um aumento real no trabalho forçado de seus camponeses”. Ele imaginou que seus camponeses estavam desfrutando de “uma redução de um terço no aluguel”, mas não sabia que este último chegava a eles porque seu “trabalho compulsório havia dobrado”. Assim, enquanto Pierre voltava de uma viagem por suas propriedades “encantado e voltado inteiramente àquela disposição filantrópica”, a realidade real era que seus camponeses “continuavam a dar em trabalho e em dinheiro tudo o que os camponeses davam nas propriedades dos outros, ou seja, tudo o que podiam dar.” A compaixão é brutal.

O príncipe Andrei é o oposto de Pierre. Chame-o de elite com bom senso. Andrei é um cético. Enquanto Pierre quer construir escolas para que os camponeses possam ser educados como ele, Andrei parece reconhecer que a educação não pode ser decretada tanto quanto é um efeito. Nas palavras de Andrei, “você está tentando transformá-lo em mim, mas sem dar a ele minha mente”. George Gilder vem à mente aqui. Como ele colocou em Riqueza e Pobreza, “moradia decente é um efeito dos valores da classe média, não uma causa”. Exatamente. Pierre sentiu que poderia melhorar as pessoas em sua própria imagem elitista apenas gastando dinheiro e construindo hospitais e escolas. Mas, como costuma acontecer com benfeitores em posse de processos de pensamento superficiais, a piada era sobre Pierre.

O administrador aparentemente corrupto de suas propriedades sabia que Pierre “provavelmente nunca perguntaria sobre os edifícios, muito menos descobriria que, quando eles foram concluídos, eles simplesmente ficaram vazios”. Os membros da direita se recusam a aceitar a realidade de que escolas verdadeiramente boas são um efeito de alunos conscienciosos e pais exigentes muito mais do que de competição.

De volta ao príncipe Andrei, ele realmente fez coisas reais. Conforme escrito por Tolstói, “Todas as inovações introduzidas por Pierre em suas propriedades sem nenhum resultado concreto, por causa de sua contínua fuga de um empreendimento para outro, foram realizadas pelo príncipe Andrei em particular e sem nenhum esforço perceptível de sua parte”. Tolstói continua escrevendo que Andrei “possuía no mais alto grau a única qualidade que Pierre carecia totalmente: a aplicação prática para fazer as coisas acontecerem sem barulho ou luta”. Desculpe, mas não é exagero dizer que Tolstói estava fazendo grandes pronunciamentos políticos muito além daqueles sobre a guerra no romance, e isso incluía a visão libertária há muito expressa de que o caminho para o inferno é pavimentado com boas intenções.
Jun 6, 2025 25 tweets 82 min read
Entendendo a Segunda Guerra Mundial

O evento que molda nosso mundo modernoImage Pat Buchanan e “a guerra desnecessária”

No final de 2006, fui abordado por Scott McConnell, editor do The American Conservative (TAC), que me disse que sua pequena revista estava prestes a fechar se não recebessem um grande aporte financeiro. Eu mantinha relações amigáveis com McConnell desde 1999 e apreciava muito o fato de ele e seus cofundadores do TAC terem fornecido um ponto focal de oposição à calamitosa política externa dos Estados Unidos no início dos anos 2000.

Na sequência do 11 de setembro, os neoconservadores centrados em Israel de alguma forma conseguiram assumir o controle do governo Bush, ao mesmo tempo em que ganhavam proeminência completa sobre os principais meios de comunicação dos Estados Unidos, expurgando ou intimidando a maioria de seus críticos. Embora Saddam Hussein claramente não tivesse conexão com os ataques, seu status como um possível rival regional de Israel o estabeleceu como o principal alvo, e eles logo começaram a rufar os tambores da guerra, com os Estados Unidos finalmente lançando sua invasão desastrosa em março de 2003.

Entre as revistas impressas, a TAC ficou quase sozinha em franca oposição a essas políticas e atraiu considerável atenção quando o editor fundador Pat Buchanan publicou “Whose War?”, apontando o dedo da culpa diretamente para os neoconservadores judeus responsáveis, uma verdade amplamente reconhecida nos círculos políticos e da mídia, mas quase nunca expressa publicamente. David Frum, um dos principais promotores da Guerra do Iraque, quase simultaneamente lançou uma reportagem de capa na National Review denunciando como “antipatrióticos” – e talvez “anti-semitas” – uma longa lista de críticos de guerra conservadores, liberais e libertários, com Buchanan sendo um dos principais, e a controvérsia e os xingamentos se seguiram por algum tempo.

Dada essa história recente, eu estava preocupado que o desaparecimento da TAC pudesse deixar um vazio político perigoso e, estando então em uma posição financeira relativamente forte, concordei em resgatar a revista e me tornar seu novo proprietário. Embora eu estivesse muito atarefado com meu próprio trabalho de software para ter qualquer envolvimento direto, McConnell me nomeou editor, provavelmente na esperança de me vincular à sobrevivência contínua de sua revista e garantir futuros aportes financeiros. Meu título era puramente nominal e, nos anos seguintes, além de preencher cheques, meu único envolvimento geralmente equivalia a um telefonema de cinco minutos todas as segundas-feiras de manhã para ver como as coisas estavam indo.

📷Cerca de um ano depois que comecei a apoiar a revista, McConnell me informou que uma grande crise estava no horizonte. Embora Pat Buchanan tivesse cortado seus laços diretos com a publicação alguns anos antes, ele era de longe a figura mais conhecida associada a TAC, de modo que ela ainda era amplamente – embora erroneamente – conhecida como “a revista de Pat Buchanan”. Mas agora McConnell tinha ouvido falar que Buchanan planejava lançar um novo livro supostamente glorificando Adolf Hitler e denunciando a participação dos Estados Unidos na guerra mundial para derrotar a ameaça nazista. Promover essas crenças bizarras certamente condenaria a carreira de Buchanan, mas a TAC já estava sob ataque contínuo de ativistas judeus, e a acusação de “neonazista” resultante por associação poderia facilmente afundar a revista também.

Em desespero, McConnell decidiu proteger sua publicação solicitando uma revisão muito hostil do historiador conservador John Lukacs, o que isolaria a TAC do desastre iminente. Dado meu papel atual como financiador e editor da TAC, eu disse a ele que o livro de Buchanan certamente soava bastante ridículo e sua própria estratégia defensiva bastante razoável, e rapidamente voltei minha atenção aos problemas que tinha em meu próprio projeto de software.

Embora eu tenha sido um pouco amigo de Buchanan por cerca de uma dúzia de anos, e admirasse muito sua coragem em se opor aos neoconservadores na política externa, não fiquei muito surpreso ao saber que ele poderia estar publicando um livro promovendo algumas ideias bastante estranhas. Apenas alguns anos antes, ele havia lançado A Morte do Ocidente, que se tornou um best-seller inesperado. Depois que meus amigos da TAC elogiaram seu brilho, decidi lê-lo e fiquei muito desapontado. Embora Buchanan tenha citado generosamente um trecho da minha própria reportagem de capa na Commentary “Califórnia e o fim da América branca”, senti que ele havia interpretado completamente mal o que eu queria dizer, e o livro em geral parecia um tratamento bastante mal construído e retoricamente de direita das complexas questões de imigração e raça, tópicos sobre os quais eu vinha me concentrando fortemente desde o início dos anos 1990. Portanto, dadas as circunstâncias, não fiquei surpreso que o mesmo autor estivesse publicando algum livro igualmente bobo sobre a Segunda Guerra Mundial, talvez causando sérios problemas para seus antigos colegas da TAC.

Meses depois, a história de Buchanan e a revisão hostil da TAC foram publicadas e, como esperado, uma tempestade de controvérsia estourou. As principais publicações ignoraram amplamente o livro, mas ele parecia receber enormes elogios de escritores alternativos, alguns dos quais denunciaram ferozmente a TAC por tê-lo atacado. Na verdade, a resposta foi tão extremamente unilateral que, quando McConnell descobriu que um blogueiro totalmente obscuro em algum lugar havia concordado com sua própria avaliação negativa, ele imediatamente circulou essas observações em uma tentativa desesperada de vingança. Colaboradores de longa data da TAC, cujo conhecimento de história eu respeitava muito, incluindo Eric Margolis e William Lind, elogiaram o livro, então minha curiosidade finalmente levou a melhor sobre mim e decidi encomendar uma cópia e lê-la.

Fiquei bastante surpreso ao descobrir um trabalho muito diferente do que eu esperava. Eu nunca tinha prestado muita atenção à história americana do século XX e meu conhecimento da história europeia naquela mesma época era só um pouco melhor, então minhas opiniões eram em sua maioria bastante mainstream, tendo sido moldadas por meus cursos básicos de História e o que eu aprendi em décadas de leitura de meus vários jornais e revistas. Mas dentro dessa estrutura, a história de Buchanan parecia se encaixar confortavelmente.

A primeira parte de seu volume forneceu o que sempre considerei a visão padrão da Primeira Guerra Mundial. Em seu relato dos eventos, Buchanan explicou como a complexa rede de alianças interligadas levou a uma conflagração gigante, embora nenhum dos líderes existentes tivesse realmente buscado esse resultado: um enorme barril de pólvora europeu foi aceso pela faísca de um assassinato em Sarajevo.

Mas, embora sua narrativa fosse o que eu esperava, ele forneceu uma riqueza de detalhes interessantes até então desconhecidos para mim. Entre outras coisas, ele argumentou persuasivamente que a culpa de guerra alemã era um pouco menor do que a da maioria dos outros participantes, observando também que, apesar da propaganda interminável do “militarismo prussiano”, a Alemanha não travava uma grande guerra há 43 anos, um registro ininterrupto de paz consideravelmente melhor do que o da maioria de seus adversários. Além disso, um acordo militar secreto entre a Grã-Bretanha e a França foi um fator crucial na escalada não intencional e, mesmo assim, quase metade do gabinete britânico chegou perto de renunciar em oposição à declaração de guerra contra a Alemanha, uma possibilidade que provavelmente teria levado a um conflito curto e limitado confinado ao continente. Também raramente vi ser enfatizado que o Japão havia sido um aliado britânico crucial e que os alemães provavelmente teriam vencido a guerra se o Japão tivesse lutado do outro lado.

No entanto, a maior parte do livro se concentrou nos eventos que levaram à Segunda Guerra Mundial, e essa foi a parte que inspirou tanto horror em McConnell e seus colegas. Buchanan descreveu as disposições ultrajantes do Tratado de Versalhes impostas a uma Alemanha prostrada e a determinação de todos os líderes alemães subsequentes em corrigi-lo. Mas enquanto seus predecessores democráticos da Weimar fracassaram, Hitler conseguiu ter sucesso, em grande parte por meio de blefe, ao mesmo tempo em que anexou a Áustria alemã e os Sudetos alemães da Tchecoslováquia, em ambos os casos com o apoio esmagador de suas populações.

Buchanan documentou essa tese controversa baseando-se fortemente em inúmeras declarações de importantes figuras políticas contemporâneas, principalmente britânicas, bem como nas conclusões de historiadores tradicionais altamente respeitados. A exigência final de Hitler, de que 95% do Danzig alemão fosse devolvido à Alemanha exatamente como seus habitantes desejavam, era absolutamente razoável, e apenas um terrível erro diplomático dos britânicos levou os poloneses a recusar o pedido, provocando assim a guerra. A alegação posterior generalizada de que Hitler buscava conquistar o mundo era totalmente absurda, e o líder alemão havia se esforçado ao máximo para evitar a guerra com a Grã-Bretanha e com a França. Na verdade, ele foi de modo geral bastante amigável com os poloneses e esperava alistar a Polônia como aliada alemã contra a ameaça da União Soviética de Stalin.Image
May 27, 2025 10 tweets 9 min read
O monitoramento total é bom ou ruim?

por @feritobr

O Libertarianismo é uma teoria de justiça – na verdade, a única teoria que pode ser racionalmente justificada, portanto, a única válida. Essa teoria responde quando o uso da força é considerado justo: apenas na defesa contra agressão da propriedade privada. É por isso que questões de injustiças, crime, punição etc. são prioritárias para os libertários. E é por isso que libertários anseiam viver em uma sociedade onde não exista impunidade, onde todo crime cometido tenha seu autor identificado e seja levado à justiça. Com o atual estágio tecnológico de monitoramento, reconhecimento facial e inteligência artificial, isto já é possível. Porém, com o atual estágio de organização social dominada pelos meios políticos, isso é desejável?Image Recentemente em Nova York, câmeras captaram as imagens do assassinato do CEO da maior seguradora de saúde dos Estados Unidos, cometido por um homem mascarado. Como Nova York é uma das cidades mais monitorados por câmeras do mundo, a polícia conseguiu seguir os passos do mascarado captados por diversas câmeras, até que na câmera do hostel onde ele se hospedou foi possível ver o seu rosto no momento em que ele baixou brevemente a máscara para flertar com a recepcionista – cinco dias após o crime, o assassino Luigi Mangione foi capturado a 450 quilômetros de distância do local do crime. Se o assassino tivesse permanecido em NY após ter sido identificado, provavelmente teria sido capturado antes, pois NY conta com o Domain Awareness System, um sistema que integra a imagem de 18 mil câmeras com o banco de dados da polícia para monitoramento em tempo real.Image
May 26, 2025 12 tweets 10 min read
A verdadeira face do judaísmo

Neste fio 🧵 segue uma curta resenha do livro História judaica, religião judaica – O peso de três mil anos, de Israel Shahak. Esta obra me foi indicada por Hans-Hermann Hoppe após ele ler a primeira versão do meu artigo Anarcossionismo [rothbardbrasil.com/anarcosionismo/], dizendo que eu havia passado uma visão ingênua e errônea da religião judaica, da qual Rothbard iria discordar totalmente. Já conhecia o desprezo de Rothbard pelo judaísmo, como indicado, por exemplo, na autobiografia de sua juventude [rothbardbrasil.com/o-jovem-murray…], e perguntei onde poderia saber mais das opiniões dele sobre o tema. Hoppe me respondeu que foi o próprio Rothbard quem lhe indicou a obra de Shahak. Após a leitura do livro, editei meu artigo que está publicado em uma segunda versão realista, aprendida com esta indicação. Assim como Rothbard aconselhou para Hoppe e Hoppe para mim, aconselho a todos a leitura do livro inteiro que pode ser baixado aqui [rothbardbrasil.com/wp-content/upl…].Image Você pode achar que sabe como as brechas talmúdicas são absurdas. Você pode ter uma ideia de como o Talmud Babilônico blasfema contra Nosso Senhor e se refere aos cristãos como bestas idólatras. Mas o livro de Israel Shahak História judaica, religião judaica é bastante revelador, mesmo para um “observador” experiente.

Este não é um trabalho de pesquisa conspiratória. Shahak foi criado em uma família de sionistas poloneses que se tornaram ativistas dos direitos civis israelenses depois de se aposentar como professor na Universidade Hebraica de Jerusalém.

Shahak começa o livro expressando sua frustração com as violações dos direitos civis israelenses ao se lembrar de um incidente de um judeu ultrarreligioso em Jerusalém que se recusou a deixar seu telefone ser usado no sábado para ajudar um não-judeu que havia desmaiado nas proximidades (p.15). Depois de relatar o incidente ao Tribunal Rabínico de Jerusalém, eles verificaram que o judeu em questão havia agido legitimamente. E esta é apenas a ponta do iceberg.

Nem é necessário dizer que, apesar de vir de um autor com um PhD da melhor universidade israelense, História judaica, religião judaica – O peso de três mil anos causou uma grande controvérsia quando foi publicado. Ele revela a justificativa demoníaca do judaísmo para o genocídio na guerra israelense, a submissão antiética de não-judeus e seu ódio especial pelo Cristianismo e pela classe camponesa.

Como mencionei várias vezes nas sessões do clube do livro, as credenciais de Shahak fazem com que as revelações neste texto cortem o discurso online muitas vezes hiperbólico. Ter um livro como este para referência torna desnecessário citar fontes como Os Protocolos dos Sábios de Sião, a fim de limitar qualquer objeção e dúvida.

Para aqueles que acreditam que os judeus modernos adoram o mesmo Deus que os cristãos, ou que os judeus são o povo escolhido de Deus, esta será uma pílula difícil de engolir.

Aqui estão apenas alguns dos muitos trechos notáveis que achei excepcionalmente chocantes em História judaica, religião judaica.Image
May 23, 2025 7 tweets 8 min read
Por que os bancos estão caminhando para o colapso

Você provavelmente está pensando que uma discussão sobre “atividade bancária sólida” será um pouco chata. Bem, a atividade bancária deve ser chata. E temos certeza de que os funcionários dos bancos centrais de todo o mundo hoje – muitos dos quais têm problemas para dormir – gostariam que fosse.

Este breve artigo explicará por que o sistema bancário mundial é insolvente e o que diferencia um banco sólido de um banco insolvente. Suspeito que entre 1.000 pessoa nem uma realmente entende a diferença. Como resultado, a economia mundial agora se baseia em bancos instáveis que negociam com moedas insolventes. Ambos degeneraram consideravelmente desde suas origens.Image O sistema bancário moderno emergiu do comércio de ourivesaria da Idade Média. Ser ourives exigia um estoque funcional de metais preciosos, e gerenciar esse estoque de forma lucrativa exigia experiência na compra e venda de metal e armazená-lo com segurança. Essas capacidades seguiram facilmente para o negócio de emprestar e tomar emprestado ouro, ou seja, o negócio de emprestar e tomar emprestado dinheiro.

A maioria das pessoas hoje está apenas vagamente ciente de que, até o início da década de 1930, as moedas de ouro eram usadas no comércio diário pelo público em geral. Além disso, o ouro lastreava a maioria das moedas nacionais a uma taxa fixa de conversibilidade. Os bancos eram apenas mais um negócio – nada de especial. Eles se distinguiam de outras empresas apenas pelo fato de armazenarem, emprestarem e tomarem emprestado moedas de ouro, não como uma atividade secundária, mas como um negócio principal. Os banqueiros se tornaram ourives sem os martelos.

Os depósitos bancários, até recentemente, eram estritamente divididos em duas classes, dependendo da preferência do depositante e das condições oferecidas pelos bancos: depósitos a prazo e depósitos à vista. Embora a distinção entre eles tenha sido perdida nos últimos anos, respeitar a diferença é um elemento crítico da boa prática bancária.Image
May 20, 2025 10 tweets 10 min read
Onde está a justiça para as vítimas das ‘vacinas’ Covid?

Eu já me perguntei se as recentes (e contínuas) revelações sobre o número de mortos das injeções de Covid trariam alguma justiça. Dado o número crescente de estudos e relatórios sobre o crescente número de mortes que podem estar causalmente ligadas às chamadas ‘vacinas’ Covid, pode-se perguntar: por que ainda não houve nenhuma tentativa concreta de processar as empresas farmacêuticas e indivíduos que estavam diretamente envolvidos com a fabricação e promoção dessas injeções potencialmente (e em milhões de casos, realmente) letais?Image À luz desses estudos, não é surpreendente que muitas pessoas estejam levantando questões críticas sobre as consequências perceptíveis das injeções. Ainda hoje, li um artigo intitulado ‘Governo admite que sabia que as injeções de Covid eram fraude – Presidente Trump, retire-as do mercado! – Karen Kingston.’ Greg Hunter, que entrevistou Kingston, escreve:

“Karen Kingston é uma analista de biotecnologia e ex-funcionária da Pfizer que está de volta com algumas notícias grotescas sobre o que o governo dos EUA sabia sobre a vacina de arma biológica CV19.  Eles sabiam que ela não era nada segura, e o FDA também sabia que a Pfizer cometeu fraude para obter a aprovação das injeções CV19.  Kingston diz: ‘Estas são exatamente as palavras do governo: ‘O FDA estava ciente das violações do protocolo'”. Portanto, o FDA estava ciente da fraude que foi relatada… antes de conceder autorização de uso emergencial (AUE) para sua vacina.  Eles estavam cientes da fraude.”

Tudo que diz respeito à consciência tácita e não reconhecida do governo dos EUA sobre os perigos associados às ‘vacinas’ Covid está vindo à tona. À luz da confirmação desses perigos em vários estudos, em retrospecto, os relatórios de taxas de mortalidade e outras indicações de lesões parecem fornecer mais confirmação – tudo o que deve ser necessário para processar os responsáveis, como Bill Gates, sobre quem escrevi aqui antes. O Dr. Joseph Sansone relata o seguinte em um desses estudos:

“As injeções de nanopartículas de mRNA estão associadas a distúrbios neurológicos, doenças autoimunes, problemas cardíacos, derrames, cânceres, distúrbios metabólicos e uma série de outras doenças e distúrbios, incluindo a morte. Não é preciso ser cientista ou médico para descobrir que, ao dar às pessoas doenças crônicas e enfermidades, você está encurtando sua expectativa de vida. Um estudo recente foi publicado mostrando uma redução chocante de 37% na expectativa de vida após as injeções COVID. Se esses dados forem extrapolados ao longo de uma vida útil, isso significaria uma redução aproximada de 29 anos na expectativa de vida.”Image
May 19, 2025 8 tweets 13 min read
Jesus não era judeu

por @Biblititute

Jesus nasceu em Belém, passou sua infância no Egito e, durante sua adolescência, mudou-se e se estabeleceu na Galiléia, onde viveu a maior parte de sua vida adulta, até o início de Seu ministério aos trinta anos.

A multidão respondia: “É Jesus, o profeta de Nazaré da Galileia” — Mateus 21:11

Em suma, Ele era acima de tudo o Filho de Deus, mas na carne Ele era um hebreu da tribo de Judá: portanto, um judaíta ou judeano, não um judeu.

“… O Leão da tribo de Judá, o descendente de Davi…”  — Apocalipse 5:5Image QUEM É JUDEU?

A palavra “judeu” só passou a existir no ano de 1775. Sua conotação moderna aponta para alguém que segue e adere a uma fé semelhante à dos fariseus de Judá, mas não é da tribo e linhagem de Judá. Em outras palavras, os judeus são pessoas de outras nações além das 12 tribos hebraicas que praticam uma religião conhecida como judaísmo/farisaísmo, a doutrina dos fariseus.

É muito parecido com aqueles que creem em Cristo e são chamados de cristãos, em honra Daquele a quem seguem, e sua religião é conhecida como Cristianismo, a doutrina de Cristo. Se alguém dissesse que todos os cristãos são judaítas porque Cristo era da tribo de Judá, seria uma falácia. Da mesma forma, os judeus não são judaítas.

Na verdade, a religião conhecida como judaísmo é na verdade farisaísmo. O judaísmo – no que se refere ao farisaísmo – é um nome impróprio, pois não é a doutrina de Judá nem a doutrina que Cristo praticou, portanto, não é uma fé abraâmica.

Judaísmo é a doutrina pagã dos fariseus da antiguidade, um credo maligno que eles trouxeram de volta de seu cativeiro babilônico. Não segue a verdade da Bíblia, nem do Antigo Testamento nem do Novo. Seus princípios centrais são encontrados em um livro chamado Talmud (os verdadeiros Versos Satânicos), um livro cheio de tradições mundanas, mentiras e superstições.

“O Talmud Babilônico é baseado nas práticas religiosas místicas dos babilônios que foram assimiladas pelos rabinos judaítas durante seu cativeiro babilônico por volta de 600 a.C.”, escreveu Edward Hendrie em Resolvendo o Mistério da Babilônia, a Grande. “Os rabinos então usaram essas tradições ocultas no lugar da palavra de Deus.”

E é por isso que Jesus estava constantemente repreendendo os fariseus:

Vós tendes como pai o demônio e quereis fazer os desejos de vosso pai. Ele era homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade, porque a verdade não está nele. Quando diz a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.. — João 8:44

Deixando o mandamento de Deus, vos apegais à tradição dos homens”. — Marcos 7:8

Ai de vós, doutores da Lei, que tomastes a chave da ciência…. — Lucas 11:52

Serpentes! Raça de víboras! Como escapareis ao castigo do inferno? — Mateus 23:33Image
May 10, 2025 6 tweets 4 min read
5 coisas preocupantes que você precisa saber sobre Leão XIV 🧶

O conclave escolheu um americano pró-imigração e pró-sínodo – Robert Prevost, agora conhecido como Leão XIV – para suceder Francisco.Image 1 – Crítico ativo da política de imigração de Trump

Prevost é um crítico ativo do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, e tem usado consistentemente sua conta X para promover material hostil às políticas de imigração de Trump.

Em um post de 3 de fevereiro, Prevost republicou um artigo do NCROnline intitulado “JD Vance está errado: Jesus não nos pede para classificar nosso amor pelos outros”. O artigo critica o vice-presidente dos EUA por argumentar corretamente que devemos responsabilidade mais imediata aos membros de nossa própria família e país do que aos estrangeiros – uma posição ensinada por São Tomás de Aquino e reiterada nas “encíclicas sociais” dos papas dos séculos XIX e XX.

Ele compartilhou um artigo semelhante da dissidente America Magazine sobre o mesmo assunto dias depois.Image
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