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Perfil oficial do Portal Drauzio. Um olhar transversal sobre a saúde: de resfriado a questões sociais. 🎬 Assista 'A Vida é Uma Maratona'

Dec 2, 2019, 22 tweets

Alô, galera do Twitter! Estamos começando mais uma cobertura diretamente de Goiânia. Fique ligado para não perder nada. 😉

O tema de hoje é "Doenças crônicas de alta incidência". Drauzio começa relembrando a sua infância na região Central de São Paulo e a falta de assistência à saúde naquele tempo, já que o SUS ainda não era uma realidade.

"No Brasil mudou muito depressa", fala Drauzio sobre o crescimento da expectativa de vida da população. Segundo o doutor, as doenças e o perfil epidemiológico da população se transformou em uma única geração. "O que demorou 100 anos na Europa, demorou 50 anos aqui."

Mas o que mudou? A alimentação é um dos fatores. Se antes o trabalho ficava perto de casa e permitia um almoço caseiro na pausa, hoje o trânsito impede esse retorno e o ritmo acelerado pede uma refeição rápida e relativamente barata.

#FalaDrauzio: "Nós somos descendentes de pessoas que andavam o tempo inteiro. E o corpo humano herdou dessa seleção natural o design. Coxas, juntas, tudo." Hoje, ganhamos a vida sentados. Uma mudança e tanto depois de milhares de anos de uma vida ativa.

#FalaDrauzio: A obesidade é um pacote. Com ela vem o diabetes, doenças cardíacas e por aí vai. "Essas são as duas maiores epidemias da vida moderna. Diabetes e pressão alta", destaca Drauzio. "A gente não leva a sério, só leva a sério quando aparecem as complicações".

A gente costuma dizer que as gerações anteriores eram mais saudáveis. Mas não é bem por aí. Não se tinha pressão alta, por exemplo, porque as pessoas não mediam a pressão ou morriam muito jovens, com a expectativa de vida na casa dos 40 anos.

Drauzio cita um estudo que compara a expectativa de vida entre homens e mulheres com hábitos relativamente saudáveis. A média de vida entre eles é de 88 anos e entre elas, 93 anos. Ou seja, é hora de começar a dar atenção às doenças crônicas, que nos acompanham por toda a vida.

#FalaDrauzio: "Você vê senhoras de 60 anos brigando com o marido para ele ir em um cardiologista quando ela mesma não vai. Mulheres são protegidas pelos hormônios sexuais, mas quando chega a menopausa o risco aumenta, se torna igual ao homem."

#FalaDrauzio: Em nenhum país do mundo a expectativa de vida da mulher é menor do que a do homem. Por quê? Para o Drauzio, é simples. "Se existe um sexo frágil - e existe -, esse sexo é o masculino. Porque o organismo da mulher é muito mais resistente."

Fax, e-mail, smartphones. A vida moderna criou uma pressão sobre nós que na verdade é insuportável. Nós só aguentamos porque não há para onde fugir. Não espere que a tecnologia vem para nos ajudar, ela vem para nos fazer trabalhar cada vez mais.

Trabalhando mais, nos tornamos mais competitivos e podemos aumentar a qualidade de vida da nossa família. Mas o cérebro humano não sabe lidar com muitos problemas ao mesmo tempo. As metas impostas não dependem mais só do indivíduo e, assim, estamos sempre resolvendo alguma coisa.

E aí nós vamos ter dois problemas. Um risco maior de doenças cardíacas e um aumento de transtornos psiquiátricos. Segundo a OMS, em 2020 a depressão será a principal causa de afastamento do trabalho.

E o dado vem com um marcador de gênero: por estarem mais expostas à pressão da sociedade, as mulheres serão as mais atingidas pela doença.

#FalaDrauzio: "É preciso estar atento não apenas aos sintomas da depressão para cuidar de si próprio, mas aprender a ter sensibilidade para reconhecer a doença em quem está ao seu redor."

Ao observar uma tristeza constante acompanhada de cansaço, baixo desempenho no trabalho e/ou na escola, é preciso suspeitar. Depressão dá em qualquer idade. Tem criança, adolescente, idoso com depressão.

Uma das queixas mais frequente é a perda de memória. Por que acontece isso? Quando você tem perda de memória aos 20 anos, você ignora. Aos 60 o que você pensa? Alzheimer. Mas precisamos diferenciar o que é a memória e o que é a tensão.

Quem nunca ficou na frente da TV ligada, notebook no colo e celular na mão? Como são muitas distrações ao mesmo tempo, o cérebro liga o modo automático e descarta o que ele considera serem informações desnecessárias para não entrar em pane. São as famosas falhas de memória.

#FalaDrauzio: "Não é que fazer atividade física faz bem, é que ser sedentário faz mal. Uma pessoa acima do peso que se exercita tem menos chances de ter problemas cardíacos do que uma pessoa magra sedentária."

#FalaDrauzio: Drauzio defende a recente iniciativa do SUS de valorizar a atenção primária à saúde. Segundo o doutor, o sistema público de saúde não é problemático por si só, mas esbarra em uma gestão falha. "Falta organização e, claro, dinheiro."

Sobre como lidar com a depressão, Drauzio chama atenção para o estigma sobre a doença. "Em um mundo competitivo, falar sobre o problema no trabalho pode te trazer problemas. Isso leva as pessoas a esconderem a depressão e a procurarem ajuda só quando a doença se agrava."

Encerramos mais uma cobertura, pessoal! Para acompanhar a agenda do Draw e ficar por dentro dos locais das próximas palestras, fique ligado nas nossas redes. <três

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