Os quatro pilares da saúde da população trans publicados na #TheLancet 💗💙🤍
Com @vulvarevolucao e Giovana Meinberg
Puxe o fio da inclusão.
#EquipeMaravilha #SaúdeTrans
Hoje temos a estreia das maravilhosas psicóloga Giovana Meinberg (@gi_meinberg) e da jornalista Maíra Valério (@vulvarevolucao) como colunistas da equipe maravilha!
Elas resolveram trazer um infográfico publicado em uma revista científica super renomada sobre saúde da população
transgênero. Tá lindo! 🌈
A renomada revista científica The Lancet publicou, em 2016, uma edição voltada à saúde das pessoas trans, o que inclui também pessoas travestis e não-binárias. O conteúdo segue ainda bem atual e, por isso, decidimos trazer esse tema para que possamos
conversar sobre e seguir sempre em busca de avanços no que diz respeito aos direitos civis e bem-estar dessa população!
Em um explicativo infográfico foram apresentadas questões que, divididas em quatro esferas (embora todas estejam entrelaçadas), podem e devem ser
adaptadas de acordo com o contexto:
1) SOCIAL 👨👨👧👧
Reconhecimento do nome social em todas as instituições e respeito aos pronomes e expressão de gênero de acordo com a autoidentificação da pessoa em todos os lugares, incluindo locais de estudo e trabalho.
Atenção 🗣: No SUS, principal rede de saúde que essa população procura, há uma portaria desde 2009 que deve ser respeitada e garante o uso do nome social mesmo que não haja alteração dos documentos (Portaria MS 1820/2009)
2) PSICOLÓGICO 🧠
O acompanhamento em saúde
mental é importante e deve ter como base a autodeterminação de gênero, sempre considerando os efeitos que a discriminação e violências exercem em seus processos de saúde-doença. Deve ser garantido quando a pessoa tem o desejo. Absolutamente nada é terapêutico quando se é
compulsório!
Você sabia que de nenhuma forma admite-se, no Brasil, uma prática profissional em Psicologia no cerne da patologização das identidades? (RESOLUÇÃO CFP Nº 1, de 29 de janeiro de 2018).
3) MÉDICO 🏥
Precisamos garantir: A hormonização com prescrição e
acompanhamento seguros, trabalhar nos atendimentos a saúde sexual e opções para reprodução, acesso a cirurgias e outras modificações corporais se desejar, terapia de comunicação e voz, protocolos pactuados dentro das instituições e em rede para garantir
o acesso específicos da saúde dessa população; cuidados de saúde primários e preventivos sobre qualquer demanda em saúde (pessoas trans, travestis e não binárias também têm diabetes, diarreia, dor de dente, hipertensão, né?).
Ainda, acrescentamos aquiii
(porque nosso país é gigaaante): criar ações em saúde específicos o mais próximo possível da residência das pessoas que dela necessitem.
4) LEGAL 👨⚖️
E amarrando boa parte do que já conversamos, a garantia efetiva: da autonomia e a autodeterminação de gênero; da legislação
antidiscriminação; do reconhecimento legal e da alteração do nome e gênero em documentos de identidade independente de modificações corporais.
Mesmo que tenhamos leis, portarias, resoluções, que são fundamentais para a garantia do acesso, parte da efetividade das
ações dependem de uma transformação na prática das pessoas. E cabe a todos, todas e todes nós propor mudanças nesse caminho nos espaços que temos interferência!
Encontramos uma versão traduzida do infográfico por Carlos Eduardo de Almeida Farias Junior e
Fernanda Carneiro da Silva Matos, do curso de bacharelado Interdisciplinar em Humanidades da UFBA, recebido num minicurso com a incrível Viviane Vergueiro.
O link para acesso à publicação original é: thelancet.com/infographics/t…
#doutormaravilha
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