As campanhas políticas tomaram forma e muitas mulheres estão dando cara às campanhas para câmara de vereadores e prefeituras nessa corrida eleitoral, e sem dúvida isso é ótimo. Um avanço. Mas muito cuidado com o discurso imperativo de "vote em mulheres" sem olhar PROGRAMA. #fio
Nem todas mulheres veem com o "filtro" do feminismo posto, e também nem toda menção ao feminismo nos serve. Não é por "ser mulher" que imediatamente a pessoa se transforma em aliada, pois a categoria "mulher" por si só não indica compromisso com programa político transformador.👇🏻
Portanto, é importante prestar atenção no conjunto da obra:
1- Projeto/agenda política que tais candidaturas representam;
2- Setor econômico que defendem;
👇🏻
Reconheço que o visível aumento no número de candidaturas femininas é um avanço, entretanto, não se pode perder de vista que em muitas ocasiões o gênero nos une mas os interesses de classe (e raça) nos DIVIDE.
A figura bolsonarista que aprovou "moção de aplausos" para Bolsonaro na câmara de Ipatinga-MG é mulher cis, e é candidata a reeleição. Assim, essa categoria sem nenhum outro predicativo que dê conteúdo político anticapitalista (+)
é apenas mais do mesmo: agenda conservadora que nos aprisiona no papel tradicional que a sociedade patriarcal capitalista espera de nós.
Vote em mulheres feministas de esquerda, mas REVISEM seus programas políticos. Cobrem agenda com políticas de CUIDADOS para suas cidades.
Cobrem programa, tanto das candidatas mulheres, quanto do partido que essa candidata está vinculando campanha. O partido de filiação importa e a cabeça de chapa também. Concluindo: o programa apresentado importa mais q identidade, embora as 2 coisas juntas podem ser subversivas!
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