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Shri Krishna @skjayanthi
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Sobre essas eleições, minha crônica: Bolsonaro foi um personagem político que cresceu como piada, uma caricatura de um político retrógrado e tosco. Primariamente pelo CQC.
O PT foi um partido hegemônico, seu líder não voltou em 2014 por um misto de problemas de saúde/teimosia
de Dilma (como naquela história, o burro que pensou que estava agradando e zurrava a plenos pulmões). Somente algum tempo depois teríamos a real extensão da roubalheira. Com a roubalheira exposta e pela incompetência gerando resultados, tivemos em larga escala a percepção do
imenso quadro de crise que o país se encontrava e que fora escondida, perdido em outras discussões.
Veio o impeachment e o vitorioso primário foi o PSDB, que ganhou várias prefeituras e varreu o PT de boa parte delas.
Temer, consciente do seu papel, fez um governo de transição,
sem a gana de querer reeleição, foi bombardeado por Janot. Poderia se defender, não fosse ele também um bandido. Aí notamos a extensão de como o Aécio, o antigo candidato, também estava envolvido na roubalheira. O PSDB estava em uma situação difícil: não adotou um discurso
anti-corrupção e não tomou ações efetivas para expulsar os partidários flagrados.
Isso tudo gerou um vácuo de liderança. A população queria alguém com discurso fote e incisivo contra a corrupção, o PSDB arregou nesse ponto.
Lula, extensamente comprometido, tenta um golpe brilhante: para manter-se no poder. Agarra-se, além de fazer todos os partidários também se agarrar, à versão do golpe e do julgamento injusto. Quer forçar ser candidato, embora totalmente incapacitado decorrente de lei que foi da
era PT, esvazia os outros partidos da esquerda, esperando: ou ser liberado para disputar e/ou disputar com Bolsonaro. Seria genial, se não fosse Bolsonaro ter capturado um sentimento prevalecente anti-PT e anti-corrupção.
Bolsonaro captou há alguns anos o sentimento e viu a chance de ocupar um espaço que o PSDB se recusava a ocupar: o discurso anti-petista. Bolsonaro foi lembrado pelos eleitores por bater frontalmente contra um discurso que, embora importante no teor, ficou caricato na forma.
Cresceu e mostrou ser relevante a mídia celular-a-celular, as mídias sociais, o discurso direto, não filtrado, espontâneo. A facada no meio da eleição acrescentou um fator aleatório. Ele já estava difundido pelo país.
As alternativas foram mortas pela polarização.
Alckmin se recusou a pegar o discurso anti-PT e abraçou o anti-Bolsonarismo. Não deu certo pois o seu eleitor queria ouvir outra coisa. Meirelles fez boa campanha mas é desconhecido. Amoêdo teve um discurso que capturou muita gente, mas sua irrelevância nacional foi relevante.
Do outro lado do espectro, Marina começou bem mas desidratou feio. Até manteve certa dignidade ao assumir um lado no 2o turno, mas nunca vai ser reconhecida por isso. Foi um suicídio político. Talvez tenha que repensar a estrategia de outras maneiras. Governadora, p. ex.
Ciro foi esperto, teve candidatura esvaziada pelo Lula (tirou os partidos da aliança dele, no PSB). Acabou o primeiro turno e ele deu uma vaga nota de apoio e foi pra Europa passear. Voltou na véspera e desconfirmou seu apoio - as pesquisas mostravam a derrota iminente do PT.
É melhor se distanciar mesmo.
Enfim, tudo mudou desde 2013, quando o movimento de revolta começou com uma reclamação sobre os 20 centavos do passe. O país está no modo mudança aleatória em ritmo alucinado.
Quem diria que acabou assim? E isso porque ainda não acabou.
Desculpem-me o estilo e confusão mas sono e eu escrevo cripricamente. Mas foi o “Connections” que deu pra improvisar.
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