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Um dos objetivos do Fórum Brasileiro de Política Internacional é qualificar o debate público sobre a inserção do 🇧🇷 no 🌎.

Nesta thread aberta, divulgaremos alguns artigos de opinião publicados nos principais veículos de imprensa sobre a política externa do governo Bolsonaro ⬇️
1) Em 2017, diante da viagem do então pré-candidato Jair Bolsonaro aos Estados Unidos, @GCasaroes escreveu sobre a construção da identidade política da campanha a partir de dois pilares: o liberalismo e o anti-globalismo.

politica.estadao.com.br/blogs/gestao-p…
2) Com a eleição de Bolsonaro, 3 grupos passaram a disputar espaços na formulação da política externa, diz @MatiasSpektor: os antiglobalistas, capitaneados por Eduardo e Ernesto; os militares, articulados por Mourão e Heleno; e a turma econômica de Guedes. www1.folha.uol.com.br/colunas/matias…
3) E para quem achava que Bolsonaro seria uma versão tropical de seu político favorito, Donald Trump, @cgpoggio destaca 3 diferenças fundamentais entre ambos os líderes: trajetórias pessoais, base institucional e desafios políticos e econômicos p/o futuro.
cartamaior.com.br/?/Editoria/Sob…
4) Já no início do mandato, @dbelemlopes aponta para os riscos de uma política externa que se arvora democrática e popular, mas que reduz o povo a um estereótipo religioso para sustentar uma agenda metafísica e irrealista no combate ao globalismo.

oglobo.globo.com/mundo/artigo-d…
5) O avanço da política externa antiglobalista, estranha à diplomacia profissional, levou Bolsonaro e seu núcleo político a abandonar a perspectiva de "consenso tecnocrático" e trabalhar ativamente pelo enfraquecimento do Itamaraty, escreve @MatiasSpektor

www1.folha.uol.com.br/colunas/matias…
6) Uma das consequências da demolição institucional, segundo @GCasaroes, foi a submissão da política externa a um "grande empreendimento familiar", como se viu na inusitada indicação de Eduardo Bolsonaro à embaixada do Brasil em Washington.

politica.estadao.com.br/noticias/geral…
7) Aos poucos, como argumenta @dbelemlopes, Eduardo Bolsonaro consolidou sua posição de "chanceler de fato" do governo, costurando relações pessoais com a administração Trump e avançando uma agenda pessoal de política externa, conservadora e armamentista.

mais.opovo.com.br/jornal/opiniao…
8) Falando em política externa conservadora, Klei Medeiros, Vinícius Vilas-Boas e Enrico Andrade discutem, no @diplobrasil, as bases intelectuais - de forte influência do olavismo e do conservadorismo 🇺🇸 - que levaram à guinada radical do novo governo.

diplomatique.org.br/79475-2/
9) Outra fonte da política externa, de incidência pontual, é o (neo)pentecostalismo e sua teologia, que vê a libertação de Jerusalém como um sinal profético. Segundo @GCasaroes, a base evangélica é a grande força por trás das renovadas relações c/🇮🇱.

nexojornal.com.br/ensaio/2019/Bo…
10) A submissão das grandes linhas diplomáticas ao interesse do presidente, de seu núcleo pessoal e dos grupos políticos que o cercam é o ponto da crítica de Sebastião Velasco e Cruz, que fala em "privatização da política externa" no eixo Temer-Bolsonaro.

nexojornal.com.br/ensaio/debate/…
11) Os impactos da guinada brasileira começaram a ser sentidos na região, alterando o equilíbrio construído nas últimas duas décadas. @OliverStuenkel chama a atenção para a crescente instabilidade da diplomacia de Bolsonaro e seus impactos na vizinhança.

americasquarterly.org/article/how-bo…
12) Olhando pelo lado positivo, @oppenheimera avalia que o "caso amoroso" entre Trump e Bolsonaro pode reconfigurar o mapa político e econômico da Am. Latina. Ele conta c/a liderança brasileira para a construção de uma zona de livre comércio com os 🇺🇸.

itamaraty.gov.br/pt-BR/sem-cate…
13) A nova política externa também reconfigurou as alianças globais do 🇧🇷. Esquecida por Dilma e revivida por Temer, a parceria com a Índia de Modi, sob Bolsonaro, assumiu contornos de nacionalismo religioso - e, mais recentemente, de apoio à cloroquina.

internacional.estadao.com.br/noticias/geral…
14) Como bem nota @mat_alencastro, a estratégia africana também alterou-se profundamente. Os campeões nacionais da era petista - mineradoras e empreiteiras - foram substituídos por igrejas evangélicas, inaugurando o "capitalismo missionário de Estado".

www1.folha.uol.com.br/colunas/mathia…
15) A pandemia de #Covid19 trouxe importantes desafios à política externa de Bolsonaro. @robertosimon destaca que a reorganização da ordem internacional, acelerada pela crise sanitária, cria dificuldades concretas para o Brasil, cada vez mais isolado.

www1.folha.uol.com.br/colunas/robert…
16) Outra tendência que se acentuou na pandemia foi a "diplomacia populista", já destacada por diversas análises desde o início do governo. Cloroquina, conspirações e conflitos marcam a condução internacional da resposta à Covid-19, escreve @GCasaroes.

www1.folha.uol.com.br/mundo/2020/04/…
17) As crescentes críticas à condução da política externa por Ernesto Araújo levaram diversos ex-ministros e ex-chanceleres a expressar suas preocupações em evento organizado por @hussein_kalout, que mais tarde transformou-se num artigo histórico:

oglobo.globo.com/mundo/artigo-r…
18) Na mesma toada, em longa entrevista para o @NexoJornal, @MiriamSaraiva4 faz um balanço do papel de Ernesto Araújo para a política externa brasileira, para o Itamaraty e para o governo, focando no desejo profundo de ruptura demonstrado pelo chanceler.

nexojornal.com.br/entrevista/202…
19) E, falando em Ernesto, @dbelemlopes já antecipava, com pouco mais de 2 meses de governo, que a verbosidade grandiloquente e meio esotérica do chanceler poderia colocar em risco o "sistema operacional" da diplomacia brasileira - como vem colocando.

epoca.globo.com/analise-bug-de…
20) Nem Barão do Rio Branco, incorporado na pena de @hussein_kalout, conseguiu se segurar diante das diversas tentativas de seu sucessor, um "filho do Barão", em desmantelar o Itamaraty e reescrever a história do Brasil.

internacional.estadao.com.br/noticias/geral…
21) O mesmo @hussein_kalout já alertava, há alguns meses, sobre o risco da disfuncionalidade da diplomacia brasileira, marcada por um chanceler apático e por um deputado pirotécnico, sedento por criar arestas diplomáticas a partir de sua ideologia.

epoca.globo.com/colunistas/col…
22) E não foi só a imprensa nacional que veiculou análises sobre o 🇧🇷. Em polêmico artigo, originalmente intitulado "Who Will Invade Brazil to Save the Amazon?", @stephenWalt chamou a atenção para o risco ambiental representado pelo governo Bolsonaro.

foreignpolicy.com/2019/08/05/who…
23) Argumento semelhante, igualmente pessimista, foi compartilhado por @tyler_bellstrom. Ele sustenta que, diante da crescente ameaça planetária das mudanças climáticas, o Brasil de Bolsonaro pode ser uma ameaça maior ao mundo que a China ou o Irã.

newrepublic.com/article/154547…
24) Para o público externo, diz @Tsavkko, 1 dos traços + marcantes da política externa de Bolsonaro é a formação de uma aliança de extrema-direita, marcada pelo conservadorismo, pelo fundamentalismo religioso e pelo ultranacionalismo de fundo autoritário.

nacla.org/news/2019/08/2…
25) A rigor, a política externa bolsonarista pode ser descrita como "metapolítica", termo consagrado entre a extrema-direita p/destacar a importância da retomada da cultura. Para @GCasaroes, a diplomacia tornou-se parte indissociável desta guerra cultural.
americasquarterly.org/article/making…
26) Também em balanço do 1° ano da política externa de Bolsonaro, @janonuki discute os riscos de se abandonarem as pautas tradicionais da diplomacia 🇧🇷, como multilateralismo e a integração, sob o risco de se sacramentar o status de "potência submergente".
nexojornal.com.br/ensaio/debate/…
27) E o que seria do Brasil se mantivéssemos a política externa nos rumos? @AAbdenur e @mafolly escrevem o discurso na ONU que muitos queriam ouvir - mas que o presidente, em pé de guerra com o multilateralismo e encantado por conspirações, jamais leria.

theintercept.com/2019/09/23/dis…
28) Voltando à pandemia, profs do @opeb_ufabc discutem o aspecto inconstitucional da atuação internacional 🇧🇷 diante do combate à #Covid19, ao recusarem a cooperação multilateral em saúde e prejudicarem a posição do país.

@FlavioRocha1 @berringee @diazzi
cartacapital.com.br/blogs/observam…
29) No mesmo blog Observa Mundo, da @cartacapital, a professora Ana Tereza Marra, do @opeb_ufabc, discute as implicações das crescentes tensões entre Brasil e China e aponta a necessidade de uma trégua nas relações bilaterais para superarmos a pandemia.

cartacapital.com.br/blogs/observam…
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