Nenhuma mulher asiática havia vencido ouro no arremesso de peso até Gong Lijiao, da China, em Tóquio.
Mas comentários feitos na TV estatal CCTV causaram revolta nas redes sociais do país.
Ela foi chamada de “mulher masculina” e questionada sobre planos para casar e ter filhos.
Uma repórter fez o comentário sobre ela ser “masculina” em matéria gravada.
Então, o clipe cortou para a entrevista com Gong, em que ela diz: “posso parecer uma mulher masculina, mas por dentro sou uma garota”.
A repórter aí perguntou se ela pretende “ter uma vida de mulher”.
A própria atleta não entendeu o que a repórter quis dizer, e ela esclareceu: “já que você costumava ser uma mulher masculina pro arremesso de peso, você sente que pode ser você mesma agora?”.
Na resposta, Gong pareceu desconcertada: “hã, talvez. Talvez eu reveja meus planos.”
“Se eu não treinar, talvez eu perca peso, me case e tenha filhos”, completou.
A repórter seguiu com essa mesma linha de perguntas, querendo saber se ela tinha namorado, que tipo de homem ela gostava e se ela brincaria de queda de braço com esse possível namorado.
Nas redes sociais, milhares de pessoas se revoltaram com o tipo de pergunta feito à atleta, com uma hashtag perguntando se o casamento é o único tema que uma mulher pode conversar sobre.
Só no Weibo, o “Twitter chinês”, a hashtag teve mais de 300 milhões de visualizações.
Segundo a BBC, um post muito popular dizia “não é que ela não queira se casar, é que nenhum homem está à altura dela (...) Mulheres não são só aparência, também têm sonhos e conquistas.”
A própria Gong Lijiao respondeu o post dizendo: “obrigada! É exatamente isso que eu sinto.”
Já falamos aqui sobre a prova de arremesso de peso feminino em Tóquio: a atleta Raven Saunders, dos EUA, fez um protesto no pódio ao receber a prata, dizendo que estava fazendo isso pelos oprimidos.
Quem enfrentou questionamentos parecidos com Gong Lijiao foi a arqueira An San, da Coreia do Sul, que virou alvo de discussão por seu cabelo "feminista" mesmo conquistando 3 medalhas de ouro:
Virou piada no futebol e até faixa ganhou na torcida do San Lorenzo: no clássico com o Huracán, um trapo com 3% apareceu na arquibancada.
É uma referência a uma suposta porcentagem de propina cobrada por Karina Milei, irmã do presidente da Argentina, num escândalo de corrupção.
Na semana passada, foram divulgados áudios em que o diretor da
Agência Nacional da Pessoa com Deficiência (Andis) aparece falando que Karina recebe suborno de 3% sobre o pagamento de remédios destinados a PCDs.
Ela não é só irmã de Javier Milei, é sua secretária-geral.
A relação de Milei com torcedores de futebol nunca foi boa, em especial porque ele é favorável à transformação dos clubes em empresas, algo culturalmente rechaçado pelos argentinos.
Torcedores inclusive já reforçaram as fileiras nos protestos contra cortes nas aposentadorias.
Falta pouco para sabermos o desfecho da ação que o Crystal Palace moveu contra a UEFA no Tribunal Arbitral do Esporte por ter sido excluído da Liga Europa.
Pode parecer pequeno, e pode até não mudar nada, mas o caso ilustra o quão complexo virou o futebol no capitalismo tardio.
O Crystal Palace conquistou em campo a vaga pra Liga Europa ao bater o Manchester City na FA Cup. Seria a 1ª participação do clube numa competição europeia de grande porte.
No entanto, em julho, a UEFA anunciou o "rebaixamento" do clube à Conference League, uma competição menor.
O argumento da UEFA era o de que a presença tanto do Palace quanto do francês Lyon na competição feria suas regras de multipropriedade de clubes.
Basicamente, os dois clubes tinham um acionista em comum: John Textor.
Conflito de interesses que ameaça a integridade do torneio.
Berço do heavy metal, cidade operária e também muito marcante no futebol: assim é Birmingham, cidade onde Ozzy Osbourne começou e encerrou a carreira.
Longe de ser tão comentada quanto Londres, Liverpool e Manchester, a 2ª maior cidade inglesa tem muita história no esporte.
Não à toa, seu clássico é chamado de "Second City Derby", o dérbi da segunda cidade, disputado entre o Birmingham City e o Aston Villa, time do coração de Ozzy.
A região das West Midlands, onde está Birmingham, foi o coração da Revolução Industrial, por questões de geografia.
Ela era abundante em veios de carvão e minério de ferro, essenciais pro trabalho nas indústrias.
Pequenos itens de metal, como botões e fivelas, eram produzidos em massa em Birmingham, em oficinas especializadas, muito antes de surgirem fábricas voltadas a esses produtos.
O Mundial de Clubes esteve próximo de não acontecer porque faltava dinheiro.
A FIFA conseguiu vender os direitos de transmissão ao DAZN, que pagou US$ 1 bilhão pra exibir o torneio de graça, e pouco depois recebeu um investimento da Arábia Saudita.
Que queria uma Copa do Mundo.
O serviço de streaming da FIFA, o FIFA+, até então gratuito, passou a ser alocado dentro da plataforma DAZN, que conseguiu novos e interessantes conteúdos pra atrair mais assinantes.
Um dos clubes envolvido na disputa do Mundial, o Al-Hilal, pertence ao fundo soberano saudita.
Que também é dono do Newcastle, que não está disputando o torneio, diferentemente dos ingleses Chelsea e Manchester City.
A imprensa inglesa então questiona: estariam então os donos do Newcastle dando dinheiro pra dois rivais de forma indireta?
Campeão do mundo em 2022, Lionel Messi surpreendeu ao escolher, no ano seguinte, o Inter Miami como seu próximo destino.
A equipe tem David Beckham como rosto público, mas seus outros donos têm história curiosa:
Sua fortuna se deve, em grande parte, ao terrorismo contra Cuba.
Na apresentação de Messi, ele foi celebrado não apenas por Beckham, mas pelos irmãos cubano-estadunidenses Jorge e Jose Mas, filhos de Jorge Mas Canosa, um ferrenho opositor do governo cubano.
Ambos são sócios de Beckham no clube e Jorge aproveitou pra discursar diante de Messi.
Afirmou que a equipe era um tributo a Miami, que acolheu sua família em busca de "liberdade".
Aliás, a palavra "freedom" é um dos lemas do Inter Miami: seu próximo estádio, previsto pra 2026, se chamará Miami Freedom Park.
Os irmãos Jorge e Jose nasceram ricos graças ao pai.
Após a vitória do seu Barcelona sobre a Juventus, o técnico Luis Enrique comemora no campo ao lado de sua filha, que agita uma bandeira do clube catalão. Eram os campeões da Europa.
10 anos depois, ele quer repetir a cena. Mas sua filha não está mais aqui.
Xana tinha apenas 9 anos quando faleceu, em 29 de agosto de 2019, devido a uma forma rara de câncer ósseo.
Ele e sua esposa, Elena Cullell, a mãe de Xana, montaram uma fundação com o nome dela após sua morte, para dar apoio a crianças com câncer e às suas famílias.
A vida de Xana coincide um pouco com a carreira de técnico de Luis Enrique, que começou nas categorias de base do Barça, passou pela Roma, pelo Celta, até chegar ao profissional do gigante catalão.
Com ele, o Barça formou o ataque com Messi, Suárez e Neymar e ganhou a Champions.