Vocês pediram e trouxemos para você um mini “guia”, com alguns dos frutos presentes no Cerrado, conhecidos e às vezes não muito conhecidos.
Com cerca de 3.000 espécies, a flora do Cerrado é riquíssima e cheia de espécies que podem fazer parte do nosso dia a dia na alimentação!
Aqui temos alguns dos frutos que estão presentes nesse bioma. 👇
Baru - Dipteryx alata
Seu fruto de cor castanha, com uma única amêndoa comestível, pode ser consumida crua ou torrada. A polpa madura pode ser consumida in natura.
Mama-cadela - Brosimum gaudichaudii
A mama-cadela exibe frutos de coloração amarelo-alaranjado e textura verrugosa. A polpa é comestível, carnosa e doce, e envolve até duas sementes.
Buriti - Mauritia flexuosa
Com coloração castanho-avermelhado, a camada externa é revestida por escamas brilhantes e, abaixo destas, há uma pasta amarela, que recobre o caroço. A polpa macia do fruto pode ser consumida in natura ou em diferentes preparações.
Macaúba - Acrocomia aculeata
O fruto é importante para a fauna nativa, pois alimenta araras, cotias, capivaras, emas, antas e outros animais. Apresentam duas partes comestíveis, a polpa e a amêndoa.
Bacupari-do-Cerrado - Salacia crassifolia
Conhecido também como saputá, quando maduro tem uma cor alaranjada, com polpa gelatinosa é muito apreciado por seu sabor marcante e adocicado.
Cajuzinho-do-Cerrado - Anacardium humile
A parte carnosa do caju, é muito apreciada no Brasil para consumo in natura. O pseudofruto apresenta sabor ácido. Também é aproveitada para a produção da amêndoa, depois de descascada e torrada.
Mangaba - Hancornia speciosa
A Mangaba é encontrada em toda região do Brasil. Seu fruto em tupi significa “coisa boa de comer”, possui uma polpa branca cremosa levemente leitosa e ácida e contém sementes achatadas no interior da polpa que são muito saborosas.
Ingá-Cipó - Inga edulis
É uma das várias espécies de ingá que temos no Brasil. O fruto é uma vagem comprida e retorcida, a vagem é composta por várias sementes envoltas por uma polpa branca aveludada de sabor adocicado.
Murici - Byrsonima verbascifolia
Com uma coloração amarelada, formato esférico e levemente achatado, a sua casca possui sabor adstringente, a polpa é carnosa e suculenta. Produz grande quantidade de frutos que são apreciados pela fauna e por nós, seres humanos.
Araticum - Annona crassiflora
Os frutos são muito apreciados pela sua polpa doce e de sabor característico que pode ser consumida ao natural ou sob a forma de doces, geleias, sucos, licores, tortas, iogurtes e sorvetes.
Cagaita - Eugenia dysenterica
Possui um fruto suculento, perfumado e de sabor meio azedinho que pode ser consumido in natura ou na forma de polpa. Os frutos, quando fermentados, também podem ser usados para produzir álcool e vinagre.
Jatobá - Hymenaea sp.
Uma das características dos frutos encontrados no cerrado são seus sabores e odores únicos, o Jatobá é um exemplo deles. O fruto é uma vagem de casca dura e sua semente é envolta pela polpa, um pó verde/amarelado comestível
Pequi - Caryocar brasiliense
Sua polpa pode ser consumida pura, cozida ou misturada com arroz e outros alimentos. Seu gosto forte pode ser agradável ou desagradar os consumidores. A castanha torrada do pequi também é comestível.
Araçá - Psidium guineense
É um fruto saboroso e não tão doce quanto a goiaba. Os frutos são verdes e amarelados na maturação. Os frutos são consumidos in natura e são utilizados para o preparo de doces.
Sangue-de-Cristo - Sabicea brasiliensis
Com uma cor vermelho/rosado quando maduro, é um frutinho bem pequeno e de sabor adocicado, são comestíveis in natura. O nome remete à sua época de maturação dos frutos, devido à Páscoa, entre março e abril.
Obrigado por ler.
As fotos da castanha de Baru são do Bruno Rios Evangelista. Do fruto de Buriti é Fernando Tatagiba e da árvore de Buriti do Nando Cunha. As demais fotos e a redação dessa postagem são da Karlla Ribeiro.
Essas são as nossas referências. 👇
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Vários drones... Opa! Olha de novo. São sementes. 😱 🌿 As plantas desenvolveram diferentes estratégias para dispersar suas sementes, incluindo pelo ar, por meio de sementes aladas. Não é fascinante?
As sementes aladas possuem uma morfologia aerodinâmica que permite que elas voem para longe da planta mãe. Algumas até se parecem com helicópteros ou drones. (📸 Roger Culos)
Mas existen outros tipos de sementes aladas. É só lembrar dos famosos dentes-de-leão. Eles possuem estruturas que geram atrito com ar e reduzem sua velocidade de queda. Funciona como um paraquedas!
🚨 Alerta: a Assembleia Legislativa do Mato Grosso inseriu na pauta de votação desta quarta-feira, um projeto de decreto legislativo que extingue o Parque Estadual Serra Ricardo Franco, localizado em Vila Bela da Santíssima Trindade (MT). #SOSParqueSerraRicardoFranco
O Parque possui centenas de cachoeiras, onde se localiza a 5ª maior queda d’água do país, além de abrigar diversos animais em extinção.
A Serra Ricardo Franco está localizada em uma posição estratégica, sendo uma área de transição do Cerrado com a Amazônia.
As Unidades de Conservação são fundamentais e devem ser protegidas e ampliadas, não extintas. Essas áreas garantem a manutenção dos recursos hídricos, a proteção da fauna e da flora, o desenvolvimento sociocultural, entre outros aspectos.
Raro e ameaçado, o pica-pau-do-parnaíba (Celeus obrieni) é uma ave endêmica do Brasil, ou seja, brasileirinho nato, só ocorre aqui. Descoberto em 1926 às margens do Parnaíba, no Piauí, de onde provém seu nome popular, a espécie passou 80 anos no anonimato. (📸 Ludbird)
Foi redescoberto apenas em 2006 no nordeste do Tocantins. Desde então, diversos registros da espécie foram feitos ao longo do bioma Cerrado. (📸 João Quental)
O Pica-pau-do-parnaíba está quase sempre associado a formações florestais com grande presença da Taboca (Guadua sp.), se alimentando de formigas presentes nesses bambus. Por esse motivo também é conhecido como Pica-pau-da-taboca! (📸 Gustavo Baliero)
O ecocida que senta na cadeira da presidência compartilhou um vídeo que omite informações e descontextualizada dados oficiais sobre o meio ambiente para rebater acusações de que “o Brasil é uma bomba climática”. Vamos desmentir algumas coisas sobre esse vídeo? Segue o 🧶
1. O vídeo cita que 85% da energia consumida no país é de fontes renováveis. Entretanto, o site do próprio governo, usando dados do Ministério de Minas e Energia, afirma que a matriz energética brasileira é formada por 48% de fontes renováveis. gov.br/pt-br/noticias….
2. Outra mentira: o vídeo afirma que o Brasil usa apenas 7% do seu território para a agricultura. A verdade é que a agropecuária ocupa 30% do território nacional. blogs.oglobo.globo.com/miriam-leitao/…
À primeira vista, os dois animais abaixo podem parecer bastante similares, mas são duas espécies diferentes. Uma onça-pintada e um leopardo. Você sabe diferenciá-los? Segue o Fio:
Para começar, as onças-pintadas (Panthera onca) estão distribuídas na América do Sul e Central. Já os leopardos (Panthera pardus) vivem no continente africano e em algumas partes da Ásia.
A principal forma de diferenciar as duas espécies é observando as suas manchas. As onças-pintadas possuem manchas em forma de roseta com pintas no interior. Já os leopardos também possuem manchas no mesmo formato, mas sem as pintas. (Onça à esquerda e leopardo a direita)
🦠 Muitas espécies desse gênero são conhecidas por sua alta capacidade de regeneração. Outra questão bem interessante é que algumas espécies podem ser visíveis a olho nu. É isso mesmo! Um organismo unicelular visível a olho nu. 👀