Ontem, uma colega me perguntou qual a parte mais difícil do trabalho de comunicação de ciência na pandemia. E todo dia fica mais claro para mim que é comunicar incerteza.
Conviver com incerteza não é fácil em nenhum âmbito da vida, é natural que o público queira respostas...👇
Todo mundo quer que a pandemia acabe, com data e hora previstas. Todo mundo quer saber a exata porcentagem de proteção que um regime de vacina lhe conferiu.
Nem preciso dizer que não é assim que funciona, mas mesmo sabendo disso, a gente ainda quer informações exatas+
Mesmo não podendo fornecer estas certezas, o que a gente quer, como comunidade da ciência (e de quem fala dela, como eu) é poder informar um pouco as decisões das pessoas na pandemia com a melhor evidência que se tem até o momento.
Mas coisas podem se dar diferentes na prática+
...e tememos tanto não ter juntado as melhores evidências possíveis, por falha nossa, quanto simplesmente elas ainda não serem suficientes para afirmar algo com menos dúvida. E daí ser cobrado lá na frente. +
Por isso, acho que a escolha do momento certo de comunicar algo, a escolha de como comunicá-lo, e muitas vezes, a decisão de *não comunicá-lo*, é uma das nossas fontes de preocupação diárias.
Acho que nunca vou estar 100% satisfeita sobre como tomo cada decisão dessas. E sim, também vou falhar. Mas fico contente pois evoluí e aprendi muito com esta experiência. Com certeza a Luiza de hoje faz um trabalho melhor que a de ontem.
E isso, por hoje, já me deixa feliz.
• • •
Missing some Tweet in this thread? You can try to
force a refresh
🐠Ta achando a vida do seu peixinho aí no aquário meio entediante? Você pode levá-lo para passear...
Ou ENSINÁ-LO A DIRIGIR, como fizeram estes cientistas 👇🧵
Pesquisadores da Universidade Ben-Gurion de Negev, em Israel, direcionaram as habilidades de navegação de um peixinho dourado para fazer ele conduzir um veículo robótico em direção a um alvo em terra seca para receber comida de recompensa!
A ideia do estudo era investigar se a representação do espaço e mecanismos de navegação são dependentes da espécie, sistema ecológico, estruturas cerebrais ou se compartilham propriedades mais universais.
Os resultados foram favoráveis à hipótese duma característica universal!
A ômicron, por infectar tanta gente, pode trazer imunidade coletiva? Pode. Mas só a ela mesma.
A própria nos mostrou como o vírus foi capaz de mutar a ponto de não ser reconhecido logo de cara no organismo de quem contraiu outras versões e até parte de quem foi vacinado. Porém👇
...não ser reconhecido logo de cara, e conseguir infectar a pessoa, não implica em que o organismo não ativará sua imunidade memorizada quanto às outras versões do vírus. E agir a partir daí.
É por isso que a vacina e, em parte, a imunidade por infecção, não serão inúteis+
...na nossa defesa para outras versões do vírus. Esse é um caminho possível. E otimista. Mas há outros cenários, com surgimento de variantes que consigam escapar ainda mais, e tenham como fazer estragos maiores.
Esse é meu maior medo para o futuro. A próxima variante+
É sério, existel! Esse inseto é tão importante para a preservação da natureza e agricultura que foi montada uma biofabrica para sua reprodução.
Os coccinelídeos, família de besouros à qual as joaninhas pertencem, são conhecidos por serem predadores de outros insetos e fazerem o controle biológico de pragas. A biofabrica fica em Belo Horizonte. Veja como funciona:
Esse infográfico é parte do Atlas dos Insetos, que traz um monte de fatos e dados sobre estes animais, com foco na sua preservação. Ele pode ser baixado ou solicitada a versão impressa com sua organizadora, a Fundação Heinrich Böll 👇
Além disso eles ajudam a alertar sobre coisas que tendemos a achar "normal" na nossa interação com os animais e na natureza e, na verdade, são super prejudiciais para aqueles bichos e para os ecossistemas...
Mais coisas que os biólogos te ensinam. Hoje, graças a um deles, aprendi que peru caga num formato, e perua em outra.