Nenhum país é alvo de tantos boatos quanto a Coreia do Norte. A campanha de vilificação contra a nação asiática é tão exasperada que assume contornos de caricatura. Um dos boatos mais difundidos assegura que o país reprime brutalmente os religiosos, sobretudo os cristãos.
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O boato foi fartamente replicado pela mídia brasileira, em especial pelos grupos de mídia ligados às igrejas neopentecostais, tais como a Record TV.
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A multimilionária ONG evangélica Open Doors ("Portas Abertas"), fundada pelo anticomunista Anne van der Bijl, chegou a divulgar um estudo, sem quaisquer fontes ou referências, afirmando que "ser descoberto como um cristão é uma sentença de morte na Coreia do Norte".
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A nação asiática estaria prendendo, segundo essa organização, de 50 a 70 mil cristãos todos os anos. A Bíblia seria um livro proibido e a comunidade cristã teria de manter sob absoluto sigilo a sua crença para sobreviver a execuções sumárias.
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O boato não tem qualquer fundamento. A liberdade de crença é assegurada pela Constituição da República Popular da Coreia, que garante não apenas o direito de professar uma religião, como também de constituir associação religiosa, construir templos e celebrar ritos.
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O país possui várias associações, comunidades e igrejas cristãs, incluindo denominações católicas, protestantes e ortodoxas.
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A única universidade particular existente na Coreia do Norte é justamente uma instituição religiosa, mantida por denominações evangélicas estadunidenses e missionários cristãos — a Universidade de Ciência e Tecnologia de Pyongyang.
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A afirmação de que Bíblias são proibidas na Coreia do Norte é igualmente falsa. Bíblias são regularmente impressas pelas editoras estatais, distribuídas pelas igrejas cristãs aos seus fiéis, compõem os acervos das bibliotecas e podem circular livremente.
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Missões evangélicas estrangeiras também visitam o país com frequência. O reverendo estadunidense Franklin Graham, filho do famoso pregador batista Billy Graham e CEO da Samaritan's Purse, esteve no país inúmeras vezes organizando atos e cerimônias religiosas.
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Não há restrições civis ou políticas a fiéis de quaisquer religiões, sendo plenamente facultado aos crentes o direito de filiação partidária e candidatura aos cargos eletivos. A maioria dos norte-coreanos, entretanto, são irreligiosos.
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De cada três norte-coreanos, dois se identificam como ateus ou agnósticos. Dentre os crentes, predominam as filosofias e religiões tradicionais da Ásia.
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A principal religião do país é o chondoísmo, que possui princípios alinhados à filosofia Juche, congregando 3 milhões de adeptos (ou 12% da população coreana). O país também possuí uma comunidade budista significativa (1 milhão de seguidores).
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Em conformidade com o status de Estado laico, a Coreia do Norte limita a prática do proselitismo religioso em áreas públcas. É proibido o uso da religião para obter ganhos financeiros ou para subverter a ordem política.
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A imposição de tradições religiosas sobre o conjunto da sociedade também é vetada — tanto para as crenças tradicionais asiáticas quanto para as demais. Não existem, portanto, feriados religiosos ou celebrações estatais de cunho confessional.
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Mais informações e referências no artigo do CEPS Brasil sobre o cristianismo na Coreia do Norte.
Há 81 anos, as forças soviéticas libertavam os sobreviventes do Gueto de Lodz, na Polônia. Lodz foi o segundo maior gueto nazista da Europa, atrás apenas de Varsóvia. Mais de 210 mil pessoas foram encarceradas no local. Leia mais no @operamundi
Logo após a invasão da Polônia em 1939, os ocupantes nazistas instituíram uma violenta política de segregação dos judeus. Na cidade de Lodz, conhecida por ter uma significativa comunidade judaica, os alemães reservaram um distrito para confinar a população judia.
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A ordem para criar o gueto foi dada por Friedrich Übelhör, o interventor nazista. Para intimidar a população e forçá-la ao deslocamento, os alemães perpetraram uma série de chacinas e massacres — nomeadamente a "Quinta-Feira Sangrenta", quando 350 judeus foram assassinados.
O governo brasileiro anunciou o envio de 100 toneladas de medicamentos e insumos médico-hospitalares à Venezuela. A ação ocorre após um bombardeio dos Estados Unidos destruir o maior centro de distribuição de medicamentos do país vizinho.
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A iniciativa prioriza o atendimento a cerca de 16 mil pacientes venezuelanos que dependem de hemodiálise, cujo tratamento foi comprometido após o ataque. A primeira remessa, com 40 toneladas de materiais essenciais, deve partir ainda hoje para Caracas.
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O material inclui filtros, linhas arteriais e venosas, cateteres, soluções para diálise e medicamentos de uso contínuo. Os insumos foram arrecadados com doações de laboratórios públicos, hospitais universitários e organizações filantrópicas brasileiras.
A polícia de São Paulo desconfia que um assalto a um laboratório da USP ocorrido durante o Réveillon tenha sido motivado por espionagem científica industrial. Dois computadores com HD e software desenvolvidos na USP foram levados durante a ação.
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O assalto ocorreu na madrugada de 1º de janeiro de 2026. Quatro homens armados invadiram a sede do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE-USP) e renderam os dois seguranças de plantão. Os vigilantes foram presos na cozinha do instituto.
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Uma van branca foi utilizada para transportar o material subtraído. Os criminosos levaram 8 bobinas de fios de cobre, 80 metros de cabos plásticos e aparelhos celulares. Diversos equipamentos e instalações foram destruídos ou danificados.
Há 66 anos, o general Lott esmagava a Revolta de Aragarças, levante golpista contra o governo de Juscelino Kubitschek. A revolta foi conduzida por militares que já tinham tentado um golpe 3 anos antes, mas receberam anistia. Leia no @operamundi
Candidato à presidência pelo PSD na eleição de 1955, Juscelino Kubitschek (JK) se apresentou ao eleitorado como herdeiro político de Getúlio Vargas, prometendo trazer ao Brasil “50 anos de desenvolvimento em 5 anos de mandato”.
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JK conseguiu herdar os votos de Vargas e foi eleito presidente. O mesmo ocorreu com João Goulart, ex-Ministro do Trabalho de Vargas, que foi eleito como vice em votação separada.
Mas, ao mesmo tempo, JK e Goulart também herdaram a fúria do antigetulismo.
O Ministério Público de Milão anunciou abertura de uma investigação formal contra cidadãos italianos suspeitos de terem participado de "safáris humanos" durante a Guerra da Bósnia. Os turistas europeus pagavam até R$ 600 mil para matar civis por diversão.
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O caso ocorreu durante o Cerco de Sarajevo, episódio dramático da Guerra da Bósnia, que se estendeu de 1992 a 1996. Considerado um dos mais violentos cercos militares do século 20, a ofensiva contra a capital bósnia deixou cerca de 12.000 mortos e 60.000 feridos.
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Conforme a denúncia, o serviço era ofertado pelo exército sérvio-bósnio, chefiado por Radovan Karadzic, preso desde 2008. O Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia o condenou a 40 anos de prisão por genocídio e crimes contra a humanidade.
Há 129 anos, uma expedição militar era enviada para destruir Canudos. Convertida em um "paraíso dos pobres", a comunidade foi rotulada como uma ameaça à ordem vigente e submetida a um massacre que deixou 25.000 mortos. Leia mais no @operamundi
No fim do século 19, o sertão nordestino estava mergulhado em uma grave crise social. A terra seguia concentrada nas mãos dos latifundiários, os trabalhadores sofriam com o flagelo da seca e os ex-escravizados vagavam implorando por trabalho nas fazendas da região.
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Nesse cenário desolador, muitos sertanejos buscavam na fé a força para enfrentar o sofrimento cotidiano. Nas áreas remotas, onde a igreja também era ausente, essa dinâmica fortaleceu o messianismo rústico, muito influenciado pelas tradições religiosas populares.