1/ Genial/Quaest: Nas simulações que consideram fragmentação de candidaturas da oposição, Lula aparece com 32% a 35% das intenções de voto. Os mais competitivos pra irem ao 2º turno seriam:
- Bolsonaro (inelegível) com 24%,
- Michelle com 18% e
- Tarcísio com 17%.
Eduardo seria o pior candidato do clã Bolsonaro (14%).
2/ Nos cenários em que a direita radical lança Eduardo para competir com algum outro nome da direita, Lula passa a ter chances de vencer já no 1º turno. O atual presidente teria entre 40% e 43% das intenções de voto, percentual maior que a soma dos outros dois nomes:
3/ Nas simulações de 2º turno o que mais chama atenção é a competitividade de Ciro Gomes. Ele é o nome mais competitivo dentre todos os citados (7 pts). O segundo mais competitivo é Tarcisio (8 pts). O terceiro é Ratinho Jr (12 pts). Bolsonaro é apenas o quarto mais competitivo, com a mesma distancia que Zema tem para Lula (13 pt). Michelle e Caiado aparecem em seguida, com uma distância de 15 pontos. Eduardo Bolsonaro estaria 18 pontos atrás de Lula e Leite a 19 pontos.
4/ Olhando para o histórico de simulações de 2 turno, é possível observar estabilidade na disputa de 2º turno entre Lula (43%) e Tarcisio (35%). A distância que aumentou entre maio e agosto, ficou estável no último mês.
5/ Mesmo cenário que observamos na eventual disputa entre Lula (45%) e Zema (32%). A vantagem adquirida por Lula ficou no mesmo patamar este mês. A distancia entre eles até variou negativamente 1 ponto no período.
6/ O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, também viu sua distancia para Lula se estabilizar no último mês. Lula apareceu com 46% (oscilação de 1 ponto a menos que o mês passado), enquanto Caiado permaneceu com 31%.
7/ Todos os membros da família Bolsonaro viram uma vantagem mínima para Lula se ampliar no último mês. Bolsonaro (inelegível), por exemplo, apareceu com 34% contra 47% de Lula.
8/ No caso de Michelle, a vantagem de Lula aumentou um pouco mais: Lula permaneceu com os 47%, enquanto a ex-primeira dama oscilou de 34% para 32%.
9/ Eduardo parece ter vivenciado um desgaste um pouco maior. Enquanto Lula permaneceu com os 47%, as intenções de voto de Eduardo Bolsonaro oscilaram de 32% para 29%.
10/ Embora a vantagem de Lula sobre Ratinho Jr também tenha aumentado (eram 10 pontos de vantagem e virou uma vantagem de 12 pontos), vale destacar que ela continua sendo menor do que a apresentada nos cenários com o clã Bolsonaro.
11/ Na batalha de rejeições, é bastante nítida a rejeição acumulada por Bolsonaro (de 57% para 64%), Michelle (de 51% para 61%) e Eduardo (de 57% para 68%). Ratinho Jr também viu sua rejeição aumentar no último mês. Lula (52%), Tarcísio (40%), Caiado (32%) e Zema (33%) mantiverem os patamares de rejeição.
12/ Como o eleitor em disputa é aquele que sem posicionamento na escola Lulista-Bolsonarista, vale destacar a alta rejeição que Bolsonaro (80%), Eduardo (75%), Michelle (67%), Ciro (54%), Lula (50%) e Tarcisio (42%), nesta ordem, têm neste sub-grupo.
13/ A pesquisa deste mês reforça algumas teses que vem sendo debatidas nos últimos meses. Primeiro, a maior parte do eleitorado (59%) acham que Lula não deveria ser candidato à reeleição em 2026.
14/ Na lista de possíveis substitutos, caso Lula não concorra a reeleição, estão Alckimin (9%), Tebet (6%) e Haddad (5%).
15/ Segundo, aumentou o percentual de brasileiros que defendem que Bolsonaro deveria abrir mão de sua candidatura e apoiar outro nome (passou de 65% para 76% no último mês).
16/ O governador de São Paulo, Tarcisio, vai vendo a preferência pelo seu nome aumentar nos últimos meses. Hoje, 15% acham que eé deveria ser o sucesso de Bolsonaro diante da inelegibilidade do ex-presidente. Ratinho Jr é o segundo melhor nome (9%), seguido de Michelle (5%).
17/ Terceiro, ficou ainda mais pronunciado o medo de uma eventual volta de Bolsonaro (49%), em relação a uma possível continuidade do governo Lula (41%). Na batalha dos medos, a rejeição a Bolsonaro continua falando mais alto.
18/ A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre os dias 12 e 14/09. O nível de confiabilidade da pesquisa é de 95% e a margem de erro é de 2 pp. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos.
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1/ Pesquisa Genial/Quaest mostra que a recuperação da popularidade do governo Lula, iniciada em julho após o tarifaço de Trump, foi interrompida em setembro, mesmo com o julgamento de Bolsonaro.
🔴 51% desaprovam
🔵 46% aprovam
Segue o fio...
2/ A avaliação do governo também se mostrou estável entre agosto e setembro:
🔵 31% de avaliação positiva
🟡 28% de avaliação regular
🔴 38% de avaliação negativa
3/ Como em toda pesquisa que apresenta estabilidade, o governo tem motivos pra comemorar e pra se preocupar. O governo vai poder comemorar, por exemplo, a alta aprovação de seus programas. O gás do povo, recém lançado, já é amplamente conhecido e aprovado por 67% da população.
1/ Pesquisa Genial/Quaest revela que brasileiros continuam confiando mais em instituições de fé e força (igrejas, PM e forças armadas) que instituições democráticas (partidos políticos, congresso e STF).
Segue o fio pra entender detalhes da pesquisa…
2/ Houve uma piora generalizada no grau de confiança institucional dos brasileiros nos últimos 4 anos. A desconfiança na PM, nas forças armadas e no Congresso aumentou 10 pts nesse período. A desconfiança nos partidos aumentou 9 pts, no STF aumentou 7 pts e na imprensa 6 pts.
3/ No caso das igrejas evangélicas, a desconfiança aumentou especialmente entre eleitores que votaram no Lula na última eleição. E essa mudança de percepção piorou entre 2024 e 2025, já neste governo Lula 3.
1/ Pesquisa Genial/Quaest revela que 55% dos brasileiros acreditam que a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro foi justa, enquanto 39% acreditam que foi injusta.
Segue o fio...
2/ Ao contrário do que o senso comum imagina, a população está bem informada sobre o assunto: 84% que responderam a pesquisa já sabiam da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.
3/ A avaliação de que a prisão domiciliar foi justa vem associada a um outro fato: 52% acreditam que Bolsonaro participou de um plano de tentativa de golpe, enquanto 36% afirmam que não. O curioso é perceber como ao longo do tempo esses dois lados foram se consolidando.
🟢 Quase unânimes: Caiado (88%) e Ratinho Jr (84%)
🔵 Alta aprovação, c/ oposição: Tarcísio (60%) e Jerônimo (59%)
🟡 Aprovação em desgaste: Leite (58%) e Zema (55%)
🔴 Aprovação frágil: Raquel Lyra (51%) e Castro (43%)
Segue o fio…
2/ Governadores que continuam bem avaliados conseguiram, na opinião dos eleitores de seus estados, um desempenho superior ao do presidente Lula no episódio do Tarifaço de Trump. São eles: Caiado, Ratinho Jr. e Tarcísio.
3/ Governadores mais bem avaliados também são aqueles que tem políticas aprovadas. Em Goias, segurança e educação tem mais de 70% de avaliação positiva. No Paraná e em São Paulo, emprego, renda e infra-estrutura aparecem em destaque.
1/ Pesquisa Genial/Quaest mostra que o Governo Lula tem seu melhor desempenho desde o começo de 2025: desaprovação foi de 53% para 51% e a aprovação de 43% para 46% (diferença era de 10pts em jul/25 e foi para 5pts em ago/25).
Neste fio eu explico o porquê!
2/ Se de março para julho, Lula ganhou popularidade no Sudeste, neste último mês o governo recuperou popularidade no Nordeste: a aprovação foi de 53% para 60% (+7) e a desaprovação foi de 44% para 37% (-7).
3/ É possível detectar recuperação de popularidade nos dois estados do Nordeste: Bahia (de 47% para 60%) e Pernambuco (de 49% para 62%). Em GO, SP, PR, RS e RJ, a desaprovação do governo continua acima de 60%, mas apresenta uma tendência de melhora. Em MG, o estado pêndulo do país, desaprovação é de 59%.
1/ Genial/Quaest: Confronto com Trump ajuda governo Lula a recuperar popularidade - aprovação sai de 40% para 43% (+3) e desaprovação passa de 57% para 53% (-4) entre maio e julho. Saldo negativo que era de -17 passa para -10 pontos.
Segue o fio…
2/ O que chama atenção é que a melhora na popularidade se deu principalmente fora das bases de apoio tradicionais do governo…
Enquanto nas outras regiões não houve variação na aprovação, no Sudeste a diferença negativa passou de -32 pp para -16 pp.
3/ A mudança mais significativa nos estratos de escolaridade se deu entre quem tem ensino superior completo: a diferença que era de -31 pp em maio, passou para -8 pp em julho.