Reportagem de @kakape na @ScienceMagazine aborda um elemento “novo” na dispersão do #SARSCoV2 , o vírus que causa a #covid19 : o fator de dispersão K, que tem a ver com o papel de aglomerações na disseminação da doença (fio) sciencemag.org/news/2020/05/w…
Até aqui, o já popular fator de reprodução R (quantas pessoas um indivíduo infectado é capaz de infectar) tem sido o foco das discussões, mas é provável que o fator K, relacionado ao conceito de clusters, tenha papel fundamental na compreensão da doença e nas decisões políticas
Um fator K baixo indica que a transmissão da doença vem, na verdade, de um grupo pequeno de pessoas. Em um preprint recente (link), pesquisadores estimam o K para a #covid19 em 0.1 e afirmam ser possível que “10% dos casos levaram a 80% da disseminação” wellcomeopenresearch.org/articles/5-67
Isso significa que, embora o fator R sugira que cada indivíduo seja capaz de infectar mais dois ou três, a realidade é que a maioria dos doentes de covid19 não infectam ninguém e que uma minoria infecta um número muito grande de pessoas
A confirmação dessa suspeita deve levar a um entendimento maior da doença e pode tornar as medidas de distanciamento social mais precisas. Já há muita informação científica disponível pra sustentar que grandes eventos terão de ser evitados por um longo período
Na mesma linha, os estudos sobre o fator K também reforçam que aglomerações menores em ambientes fechados (como nos escritórios de trabalho ou em ambientes religiosos) são situações problemáticas e que precisam ser evitadas
Já a flexibilização das atividades ao ar livre sem aglomeração poderia ser discutida com maior segurança. Fato é que o entendimento da doença avança a cada dia, o que só reforça o #FiqueEmCasa , até que a ciência possa comunicar com certeza maior o que é ou não seguro
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