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A receção do trabalho de Jorge Jesus no #Flamengo está a originar curiosas reações quer em Portugal, quer no Brasil. O técnico sempre foi disruptivo na forma de trabalhar em equipas com bastantes adeptos, por isso o caso não é novo. Mas… [Thread]
Em Portugal abunda uma corrente que sente que Jorge Jesus foi levar “o treino” aos brasileiros. A ideia do “mestre da tática”, fortemente inculcada no primeiro ano de trabalho no Benfica e no Sporting, e desmontada nas épocas seguintes, voltou a ser acordada.
Os bons resultados iniciais, os bons momentos de jogadores “adormecidos” e a liderança no Brasileirão ajudam a cavalgar esta onda. Não seria novidade para os analistas portugueses, mas o facto de ser novo para os adeptos brasileiros leva a uma repetição de comportamentos.
Muita gente parece perceber, hoje, que a quantidade de seguidores do Flamengo no mundo inteiro justifica uma atenção que o Brasileirão nunca teve em Portugal. E junte-se a isso o efeito Jorge Jesus. No entanto, a reação no Brasil, se igualmente plena de entusiasmo, é diferente.
Sendo certo que os adeptos do Flamengo colocam Jorge Jesus nos píncaros pelo trabalho feito, para a generalidade destes, é o Flamengo quem está de volta. Não creio que este trabalho mude, em nada, a fórmula “chiclete” com que os treinadores ali são tratados. Usar e deitar fora.
Também é curioso como muitos encaram este trabalho como o reativar de um estilo de jogo “brasileiro”, sob orientação de um treinador estrangeiro. Mais uma vez, o que está a ser sublinhado são os resultados e o discurso, não as alterações (profundas ou não) na forma de jogar.
Jorge Jesus sempre foi forte no discurso e nas primeiras temporadas por onde passou (Benfica, Sporting são bons exemplos). A longevidade do trabalho nos encarnados permitiu-lhe ser campeão mais vezes, mas já sem o endeusamento anterior.
Por isso as reações a Jorge Jesus e a este Flamengo servem para representar tanta coisa diferente. Representam, sobretudo, as ambições de portugueses e brasileiros que querem colocar o “seu” futebol acima de tudo o resto.
E, no entanto, Jorge Jesus, para lá de todo o fogo-de-artifício egocêntrico que sempre gerou na sua comunicação, é, tão só e apenas, um claro exemplo de como a paixão pelo futebol não tem fronteiras, nem limites. Vive-se para jogar. Uma exibição do efémero. Nada mais.
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