Um punhado de cabelos de 4 mil anos na Groenlândia deu origem a uma nova era no conhecimento do passado humano, expandido pela genética. Mas partir da publicação de dados do DNA, novas questões éticas surgiram. Pesquisadores tentam estabelecer princípios para essas pesquisas 🧶👇
...aí incluídos o direito de populações tradicionais aos remanescentes de seus ancestrais, como no caso dos povos indígenas, a importância do trabalho com pesquisadores da região– e não apenas estrangeiros fazendo “pesquisa de helicóptero”– e o cuidado com o destino dos materiais
Em artigo publicado hoje na Nature, um grupo de pesquisadores de 31 países, incluindo o Brasil, lista os princípios éticos que julgam indispensáveis para estudos com DNA antigo.
Mercedes Okumura, que assina o artigo, considera que o texto é uma tentativa muito bem vinda do grupo de Harvard, um dos maiores laboratórios de DNA antigo, de descolonizar as pesquisas além de ouvir e incluir outros pesquisadores e disciplinas...
Já para André Strauss, que trabalha na criação do 1o laboratório de arqueogenética do Brasil, “o artigo diz coisas básicas que ninguém contestará, mas é superficial e não levanta um dos grandes problemas,
...que é a comoditização de amostras numa lógica de assimetria de poder muito grande entre países do 3o mundo e grandes centros de pesquisa".
A geneticista de populações Tábita Hünemeier também aponta lacunas. "O artigo não discute o problema principal da evasão de amostras dos países, que é generalizada. Não basta dizer que tem que cumprir legislações, que variam muito. Ou que deve haver negociação com a comunidade...
...pois isso abre possibilidades das coisas não serem feitas como deveriam".
E exemplifica: “um nativo de ascendência Maia pode ter um esqueleto no quintal de casa, mas isso não deve dar a ele o direito de negociar amostras. Faltou então incluir algo no sentido de incentivar a construção de legislações fortes."
Marília Cury, do MAE, ressalta que além de expressar processos colonialistas na ciência, a expatriação de materiais arqueológicos atinge também os direitos dos povos indígenas, ferindo suas lógicas e valores, e deixando uma lacuna nos museus locais sobre as histórias desses povos
Para ela, quando os indígenas desconhecem que os remanescentes de seus antepassados estão em museus e laboratórios sendo estudados, estão sendo alijados dos seus direitos até mesmo de reclamar a restituição e de concluir os rituais de despedida.
“Para muitos povos indígenas, o espírito está na matéria, de forma que o espírito fica aprisionado na instituição que mantém remanescente humano, incluindo aí amostras de sangue e de outros tipos”.
Ainda assim, ela diz que "apesar da controvérsia, os indígenas estão abertos ao diálogo e entendem a importância da pesquisa, quando são chamados para a conversa".
Saiba mais sobre este debate na minha reportagem especial no Jornal da USP:
Uma mulher cega de 57 anos conseguiu identificar algumas letras e reconhecer os limites dos objetos depois de ter implantado um dispositivo no cérebro que ativou percepções visuais simples, transferindo informações diretamente para o córtex visual dela
👀 Fio 🧶👇
A cegueira pode ser adquirida ou de nascença, e envolver problemas diretamente nos olhos ou na parte do cérebro que processa imagens.
A ciência ainda não é capaz de fazer alguém totalmente cego enxergar, mas um pequeno passo nessa direção foi dado neste estudo de prova-conceito.
Além disso, durante o experimento foi observado um processo de aprendizagem que ajudou a participante a reconhecer padrões complexos ao longo do tempo.
Nos comentários, pedi uma ajuda e o @Pirulla25 explicou alguns dos problemas para a pesquisa de fósseis irem para coleções particulares. Vale conferir o fio dele
Membros da guarda estadual de Washington protestam no Capitólio pela perda de 127 empregos, de acordo com eles, de colegas que não quiseram se vacinar - representados pelos seus chapéus e botas
(1/3)...
Para comparação, instalação artística representando as 670 mil mortos nos EUA, aquele momento, pela covid (2/3)
Um jeito engenhoso de suprir com oxigênio um cérebro onde ele falta: injetar no coração algas que fazem fotossíntese e fornecer luz.
Voilà: as algas fazem seu serviço e temos um cérebro - verde - oxigenado novamente!
O experimento que você vê no vídeo foi feito com girinos 🧶👇
Algas fotossintetizantes como as 'Symbiodinium' vivem em simbiose com organismos marinhos invertebrados como anêmonas (foto), corais esponjas, e até moluscos fornecendo O2...
Em outros experimentos, as algas já mostraram sua capacidade de oxigenar tecidos de animais sendo usadas, por exemplo, na engenharia de curativos para melhor cicatrização da pele
Qual o lugar do mundo onde você se sente mais seguro?
🛌 Sua cama?
E provavelmente é seguro mesmo.
Mas ainda assim, lá existe a chance de você ser atingido por um... METEORITO ☄
Como aconteceu no quarto desta mulher 👇
O caso aconteceu há alguns dias em Vancouver, no Canadá.
Ruth Hamilton estava dormindo quando foi acordada com seu cachorro latindo, o som de uma batida no teto e a sensação de ter destroços em seu rosto...
Ela não se machucou, mas ligou para a polícia. Inicialmente pensaram que se tratava de algum detrito de obra que pulou da rodovia, mas depois concluíram que era o resultado de uma chuva de meteoritos que aconteceu naquele dia.
🏆Pesquisa premiada e uma nova abordagem para câncer de mama🎗️
Experimentos identificam potencial antitumoral de moléculas para terapia epigenética.
🧬Epigenética diz respeito a processos bioquímicos que regulam a expressão de genes sem promover alterações na sequência do DNA👇
🐕🧫Os resultados, ainda experimentais, foram obtidos em testes com cultura de células de cães, mas abrem espaço para o desenvolvimento de terapias no tratamento de tumores em animais e também em humanos🚶♀️
A tese foi uma das vencedoras do Prêmio Capes este ano.
Responsável pela pesquisa, o biólogo da USP Pedro Luiz Xavier diz que a terapia epigenética é uma alternativa para “consertar a expressão alterada de alguns genes associados às características do câncer, como a malignidade”.