Uma nova variante (B.1.X ou B.1.640) foi detectada em 24 pessoas infectadas em uma escola francesa, em Out/21. A #Delta segue sendo a variante de predominância, e a B.1.640 está na esfera de monitoramento.
Mas temos alguns alertas BEM relevantes aqui 👇🧶
Após a detecção da variante na escola francesa da região da Bretanha, a escola suspendeu as aulas de metade de suas turmas. A situação atualmente está estabilizada, não havendo casos detectados dessa variante desde 26/Out
Mas por que então é importante falarmos sobre isso, Mell?
Primeiro, pela peculiaridade das mutações que esta variante apresenta. A B.1.X é emergente na Europa e África com algumas mutações ainda não vistas na Spike
Dentre as mutações que sua proteína Spike carrega, chama a atenção algumas deleções na sequência do material genético que codifica essa proteína.
Abaixo, algumas mutações importantes dentro e fora da Spike, para quem tiver interesse:
Segundo alguns especialistas, acredita-se que a variante seja emergente da África, e destacam a relevância da equidade da distribuição de vacinas, pelo risco que podemos estar vendo variantes surgirem em locais de baixa cobertura vacinal jpost.com/health-and-wel…
Na África por exemplo, apenas 6% da população estava vacinada contra COVID-19. Apesar das melhorias recentes, a produção global continua atrasada em relação à demanda, com os países em desenvolvimento enfrentando longos atrasos no acesso às vacina eiu.com/n/campaigns/q4…
O programa COVAX da Organização Mundial de Saúde (@WHO ) só conseguiu despachar cerca de 400 milhões de doses globalmente e as doações de países mais ricos têm sido escassas. No fio abaixo, comento mais sobre isso:
É bastante provável e plenamente plausível que a gente deixe de escutar sobre a B.1.640. Mas o surgimento dela, dessas "novidades" na estrutura do vírus nos acende, novamente, para um alerta que está pegando fogo há um tempo: precisamos de equidade na distribuição de vacinas!
Mas alguns dados sugerem que a B.1.640 está circulando na Europa atualmente, e o leste europeu apresenta problemas na cobertura vacinal, atualmente, em que se observa um aumento de casos e hospitalizações, principalmente em não-vacinados. cnbc.com/2021/11/15/pao…
A Áustria🇦🇹 colocou cerca de 2 milhões de pessoas não vacinadas em lockdown parcial, enquanto a vizinha Alemanha🇩🇪 reintroduziu o teste de coronavírus gratuito npr.org/sections/coron…
O @lucaszanandrez foi cirúrgico nessa análise. Não é uma medida punitiva para quem não se vacinou. Sempre foi sobre proteção da sociedade. E medidas tão severas como essa só são tomadas quando todas as medidas mais plausíveis foram deixadas de lado
Esse é o problema de 1) flexibilizar mais e mais intensamente enquanto ocorre uma 2) estagnação da cobertura vacinal. Nesse tuíte (e a sequência dele), temos a visão de que não é "culpa" das vacinas. É a falta da cobertura vacinal alta em meio a aberturas
Posso acabar ter desviado um pouquinho do assunto da B.1.640, mas percebam que aqui, a preocupação maior não necessariamente é com *a variante B.1.640* e sim o CONTEXTO em que variantes novas estão emergindo.
Felizmente o Brasil tem uma cultura de vacinação que está fazendo MUITA diferença, trazendo mais e mais pessoas para se vacinar. E ainda precisamos aumentar a cobertura tanto da 1ª dose, quanto do regime completo. oglobo.globo.com/rio/covid-19-a…
Se quisermos manter as flexibilizações que arduamente alcançamos para os próximos momentos, precisamos SEGUIR com medidas que funcionam e nos protegem:
🔹Uso de máscara😷
🔹Distanciamento físico e preferência por ambientes abertos/bem ventilados sempre que possível🌬️
E isso inclui um final de ano mais seguro, com festividades mais seguras, se todos se conscientizarem e adotarem medidas tão simples mas que fazem TODA a diferença. O @vitormori fez um fio didático demais sobre isso, para tu repassar para família/amigos:
Tomei a liberdade de traduzir uma cartilha da @WHO sobre um ponto bem interessante se considerar para fazer escolhas mais seguras! Além do uso da máscara, da vacinação, vamos ver conceitos como:
🔹Tipo de local
🔹Proximidade
🔹Tempo de permanência
Acompanhe 👇🧶
TIPO DE LOCAL
Sabemos que será mais seguro se escolhermos locais abertos, bem ventilados, bem arejados, para promoção de uma boa circulação de ar. Isso traz uma segurança maior, mas precisa se considerar a PROXIMIDADE, que vamos falar abaixo👇
PROXIMIDADE
Naturalmente também sabemos que aglomerações são muito perigosas e podem aumentar o risco de exposição ao vírus. Mesmo em um ambiente aberto, é muito relevante cuidar a proximidade: não é porque estou num estádio aberto que estar numa aglomeração será o mais seguro
Boa notícia! Lembram dos lotes interditados da CoronaVac? O PNI definiu que quem recebeu as doses da Coronavac interditados pela Anvisa poderão ter suas doses consideradas como VÁLIDAS, não havendo necessidade de revacinação destes indivíduos! blogs.oglobo.globo.com/ancelmo/post/m…
Independente de possíveis medidas adotadas pelos governos, já acumulamos conhecimento suficiente para tomar decisões individuais em prol da saúde (individual e coletiva). Já avançamos muito, podemos fazer mais coisas COM SEGURANÇA. Não é hora de arriscar retroceder o cenário
Não é hora de deixar a máscara de lado. Não é hora de aglomerar porque agora certas atividades podem ser realizadas com total capacidade e sem obrigatoriedade de distanciamento. Não é hora de errar erros que sabemos onde nos levam.
Enquanto a cobertura está sendo ampliada, o cuidado deve ser mantido. Podemos ver amigos, familiares, mas em segurança, somando proteção como estar em ambientes bem ventilados/abertos, praticar o distanciamento sempre que possível e o uso da máscara.
Em relação ao anúncio do MS, sei que todos ficamos com muitas dúvidas, que serão esclarecidas no andar da semana. Por enquanto, o que sabemos:
🔸Se os cronogramas forem cumpridos, teremos vacina pra ampliar pra menores de 12 anos e reforçar para população +18
👇🧶
🔸Que temos um problema sério quanto a pessoas não vacinadas ainda, ou com a 2ª dose por fazer, e precisamos ampliar essa vacinação para podermos partir com mais esquemas completos pra reforço no período estabelecido. A maior parte das hospitalizações hoje é de não vacinados
🔸Esse reforço para a população geral abaixo dos 60 anos estaria previsto para 2022
🔸 O intervalo entre a dose 2 e 3 foi reduzido de 6 para 5 meses. Tu que tem +6 ou profissional de saúde: busque a vacinação se estiver contemplado
ATENÇÃO: Ministério da Saúde reduzirá o intervalo entre a 2ª dose e a 3ª dose
🔹De 6 para 5 meses
🔹Público-alvo: idosos, imunossuprimidos e prof. de saúde
O MS também estuda se há necessidade de reforço entre 18-59 anos
1⃣Perda de proteção?
Bueno, primeiro, é importante destacar que isso NÃO implica perda de proteção após 5-6 meses. Sabemos que existe uma queda de anticorpos circulantes (o que é esperado!), mas as células seguem presentes no organismo: