ATENÇÃO: Ministério da Saúde reduzirá o intervalo entre a 2ª dose e a 3ª dose
🔹De 6 para 5 meses
🔹Público-alvo: idosos, imunossuprimidos e prof. de saúde
O MS também estuda se há necessidade de reforço entre 18-59 anos
1⃣Perda de proteção?
Bueno, primeiro, é importante destacar que isso NÃO implica perda de proteção após 5-6 meses. Sabemos que existe uma queda de anticorpos circulantes (o que é esperado!), mas as células seguem presentes no organismo:
2⃣Por que revacinar se não perde proteção?
Sabemos que idosos e imunossuprimidos são parte de uma população mais vulnerável a infecção e as forças graves da COVID-19, seja por mecanismos de alteração imunológica naturais (imunosenescência) ou por doenças (ex.: câncer, HIV, etc)
Estendendo o tempo de permanência dessa primeira onda de anticorpos pode levar a um risco menor de infecção por parte dessas populações vulneráveis. Ainda, a 3ª dose pode estimular com que mais anticorpos sejam produzidos nessas pessoas
O prof. @juliocroda comenta na própria matéria algo super relevante: "a redução no intervalo para idosos é uma forma de reforçar a proteção desse grupo mais vulnerável e que têm menor resposta imune à vacina, devido à imunossenescência programada"
3⃣E os profissionais de saúde?
Essas pessoas foram as primeiras a serem vacinadas, junto dos idosos, no país. O reforço ajudaria a estimular mais anticorpos em uma população que tem muita exposição ao vírus em suas atividades.
4⃣Mas dá pra encurtar? Como é a previsão para recebimento de novas doses?
Segundo projeções do MS, teremos a entrega de 86,2 milhões de doses em novembro e 11,2 milhões em dezembro
Para as vacinas AZ, Pfizer e Janssen
Ainda, segundo a reportagem do O Globo, 23,5 milhões de vacinas poderão vir do consórcio global liderado pela @WHO no próximo mês, mas o laboratório ainda não foi divulgado
MAAAAAAAAAAAAAAAAAS os números podem mudar (e por isso são atualizados semanalmente). Parte do quantitativo depende do recebimento do IFA, tão relevante para gerar os imunizantes que chegam no posto para nós. Não havendo atrasos e cumprindo-se o cronograma, estaremos bem
Para 2022, o MS planeja utilizar 354 milhões de doses que podem ser destinadas para:
🔹dose de reforço para 18 a 60 anos
🔹duas doses (uma em cada semestre) para idosos com +60 anos e imunossuprimidos
🔹ampliações do público-alvo (ex.: crianças < 12 anos) via @anvisa_oficial
Porém, algumas respostas precisam ser definidas, para entender se haverá essa necessidade de revacinar o público abaixo dos 60 anos. Essas respostas estão vindo com os estudos quanto a duração da resposta imunológica, cujos primeiros dados mais amplos devem vir em breve
Muitos países do mundo estão estendendo a vacinação para esse público. É o caso do Reino Unido, que aprovou recentemente o reforço para 40-49 anos, em função dos dados positivos de proteção, mas também da chegada do inverno na Europa veja.abril.com.br/saude/reino-un…
O que estamos vendo na Europa, considerada o novo epicentro da pandemia no mundo, não é um problema de proteção das vacinas, ou perda de proteção. O problema é justamente não ter uma alta cobertura vacinal, desafio enfrentado pelo leste europeu, p.ex. dn.pt/edicao-do-dia/…
E essa baixa cobertura pode explicar não somente o número elevado de casos, mas principalmente a questão relacionada aos riscos que a doença traz, como hospitalização e óbito observador.pt/2021/11/12/ecd…
Aqui no Brasil, FELIZMENTE, temos uma linda cultura de vacinação e uma alta % de pessoas querendo se vacinar. Somado a uma oferta adequada de imunizantes, podemos rapidamente ampliar a vacinação na população brasileira - de forma homogênea, de preferência poder360.com.br/poderdata/pode…
Portanto, temos algumas coisas importantes para nós, enquanto sociedade, fazer, a medida que aguardamos mais dados e informações para definir estratégias atualizadas:
🔹Controlar a transmissão, seguindo com o uso de máscara, principalmente em ambientes fechados
🔹Ter cautela nos encontros/saídas, ponderando sempre os riscos. Com maior risco, combinar ainda mais proteções (máscara + distanciamento + ambientes ventilados). Mesmo um ambiente aberto, se tiver aglomeração, traz riscos. Não deixe a máscara de lado. Use-a e some mais proteções
🔹Sobre festas de fim de ano: @vitormori traz um compilado muito positivo que ajuda a instruir quanto a esse assunto. Relevante a leitura de todos:
Uma nova variante (B.1.X ou B.1.640) foi detectada em 24 pessoas infectadas em uma escola francesa, em Out/21. A #Delta segue sendo a variante de predominância, e a B.1.640 está na esfera de monitoramento.
Mas temos alguns alertas BEM relevantes aqui 👇🧶
Após a detecção da variante na escola francesa da região da Bretanha, a escola suspendeu as aulas de metade de suas turmas. A situação atualmente está estabilizada, não havendo casos detectados dessa variante desde 26/Out
Mas por que então é importante falarmos sobre isso, Mell?
Primeiro, pela peculiaridade das mutações que esta variante apresenta. A B.1.X é emergente na Europa e África com algumas mutações ainda não vistas na Spike
Em relação ao anúncio do MS, sei que todos ficamos com muitas dúvidas, que serão esclarecidas no andar da semana. Por enquanto, o que sabemos:
🔸Se os cronogramas forem cumpridos, teremos vacina pra ampliar pra menores de 12 anos e reforçar para população +18
👇🧶
🔸Que temos um problema sério quanto a pessoas não vacinadas ainda, ou com a 2ª dose por fazer, e precisamos ampliar essa vacinação para podermos partir com mais esquemas completos pra reforço no período estabelecido. A maior parte das hospitalizações hoje é de não vacinados
🔸Esse reforço para a população geral abaixo dos 60 anos estaria previsto para 2022
🔸 O intervalo entre a dose 2 e 3 foi reduzido de 6 para 5 meses. Tu que tem +6 ou profissional de saúde: busque a vacinação se estiver contemplado
Para eliminar dúvidas remanescentes: as vacinas contra a COVID-19 que hoje estão sendo aplicadas no mundo NÃO SÃO experimentais. No momento que são aprovadas pelas agências reguladoras, elas passam a ser vacinas ou autorizadas pra uso emergencial, ou com registro definitivo
Um ou outro depende do tipo de pedido que foi feito à agência. Para serem aprovadas por essa agências, elas precisam não só apresentar evidências dos estudos clínicos e pre-clinicos como também dados e análises relacionados a sua produção e ao seu controle de qualidade.
Estamos em pandemia, de um vírus que é bastante transmissível e que tirou muitas vidas (e segue tirando). Pessoas não vacinadas tem um risco muito elevado de pegar a doença. Estamos vendo que a maior % de hospitalizacoes dentro e fora do país é por parte dos não vacinados.
O que a Europa está vivendo nos mostra essa importância como o @AndersonBrito_ menciona abaixo. No Brasil, enquanto temos estados com coberturas altas, temos regiões como o Roraima com menos de 50% da sua população vacinável vacinada com as duas doses.
Já havíamos alertado isso num contexto de mundo, em que a África, por exemplo, tem países com coberturas baixíssimas. Essa desigualdade na distribuição de vacinas é alto que custa caro pra estratégia de saída da pandemia a medida que o tempo passa.
A @anvisa_oficial tem um prazo de análise para o pedid de até 30 dias. Conforme informado pela Pfizer, a dosagem da vacina para a faixa etária será ajustada e menor que aquela utilizada por maiores de 12 anos.
Dessa forma, a proposta é ter frascos diferentes, com dosagem específica para cada grupo (maiores ou menores de 12 anos). Segundo a empresa, os frascos serão diferenciados pela cor inclusive