Pessoas frustradas, assustadas e até em pânico com a pausa para averiguação nos testes da vacina de Oxford.

@bollemdb @dogarrett e Carla Domingues acenderam o alerta, em live, para questão que ainda não vi na mídia, mas que chegará em futuro próximo:

A Fase 4

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E o que é essa fase 4?

A vacina de Oxford (acordo Fiocruz), assim como a da Sinovac (acordo Butantan) está na fase 3, que avalia a eficácia e a segurança no público-alvo, ou seja, se a vacina realmente protege da doença. O número de voluntários aumenta, chegando a milhares. (+)
Na fase 4, após a aprovação da Anvisa, o laboratório obtém o registro para distribuir a vacina no País.

Como os testes até a fase 3 são feitos com bem menos pessoas do que o total a ser vacinado, o laboratório continua acompanhando para monitorar possíveis eventos adversos. (+)
Além do próprio laboratório, o Ministério da Saúde também faz este acompanhamento pelo Sistema de Vigilância de Eventos Adversos Pós-vacinação (EAPV).

Identifica, quantificar e qualificar os eventos adversos continua sendo necessário (+)
...para não restar dúvidas de que não existem riscos de complicações graves causadas pelas vacinas, ou se existirem, são mínimos: muito menores do que o risco que o próprio coronavírus oferece à população. (+)
Vacinas da covid, pelas características do processo numa pandemia, podem ser liberadas para uso com avaliação de um número menor de pessoas, o que torna a vigilância ainda +fundamental. Assim, quando a vacinação for ampla, poderemos identificar casos suspeitos de reação grave(+)
"Temos que discutir como montar a vigilância para essas vacinas. Se eu tiver um evento, para onde encaminho o paciente? Isso vai fazer uma diferença enorme, na adesão ou não da população", diz a epidemiologista Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (+)
Ela lembra o episódio da vacina do HPV. Casos com suspeita de evento adverso foram rapidamente encaminhados para exames, até a conclusão de que os sintomas não tinham relação com a vacina. Isso foi fundamental para a continuidade da adesão da população.(+) jornal.usp.br/ciencias/cienc…
"Se tivermos associações temporais, não causais [ou seja, coincidências] que ficarem sem resposta, a população vai dizer: ta vendo, a vacina está causando isso e aquilo. Temos que começar a discutir isso já, ou toda a credibilidade do programa de vacinação acaba logo de cara"(+)
Enfim, essa ansiedade pela vacina pode rapidamente se converter em rejeição se não tivermos uma resposta ao público com transparência e clareza. Esclarecendo que a pessoa teve aquele problema na mesma época que tomou a vacina, e não *porque* a vacina o causou. (+)
Por fim, recomendo que assistam à live toda, que a discussão foi de alto nível:

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More from @luizacaires3

8 Sep
Testes com vacina Oxford-AstraZeneca são interrompidos no Reino Unido após "efeito adverso grave" em paciente, relata site STAT, especializado em notícias de ciências/saúde.

Brasil tem acordo para produção local da vacina, que também está em teste aqui.

statnews.com/2020/09/08/ast…
Hoje mesmo, terça-feira (08/09), o Ministro-interino, Eduardo Pazuello havia dito que pretendia começar a vacinação em janeiro de 2021 (+)
O porta-voz da AstraZeneca afirmou em comunicado que o "sistema de revisão da empresa acionou a pausa na vacinação para permitir a revisão dos dados de segurança", dizendo se tratar de ação de rotina que acontece para investigação sempre que há alguma manifestação inexplicada (+)
Read 10 tweets
6 Sep
Olá, eu sou a professora de Fisiologia da UFES e Corredora Alessandra Padilha e estou passando aqui para avisar que: Correr NÃO causa hipóxia, "acidez no sangue" nem nada desses mitos que alguns andam espalhando por aí (+)

@ProfaAle_fisiol
Não tenho nenhuma sensação de sufocamento. Tudo é questão de adaptação. Recomecei com 5 km e já estou em 8 km após 1 mês e meio de treino.

Meu pace foi de 7 para 6:15. Tudo DE MÁSCARA ta gente? (e com assessoria esportiva)
(+)
E corro com uma de tecido que tem filtro n96 descartável por dentro. Chegou, descartou o filtro, lavou a máscara e pronto.

Use sempre sua máscara.

Espalhe essa informação, não o vírus!
Read 6 tweets
4 Sep
"Russos chegam na frente" 😃

"Com informações do Sputnik News"🤔
Ironias à parte, russos chegam na frente como, se é só publicação, *após a vacina ser registrada*, dos resultados das fases 1 e 2?

Isso já temos várias vacinas que fizeram! (+)
Falta a + importante fase 3, que está ocorrendo agora com outras vacinas, mas que na Rússia, ao que parece, será pulada ou realizada em massa na população, o que está longe das melhores práticas e pode colocar pessoas em algum risco. Mais baixo, pq passou a fase 2, mas existente+
Read 6 tweets
4 Sep
Imagens impressionantes de células 96h após serem infectadas com o novo coronavírus (microscopia posteriormente colorizada). Em vermelho, os vírions, forma final do vírus prontos para novas infecções (+)
O que vemos são células ciliadas infectadas com filamentos de muco (em amarelo acima) presos às pontas dos cílios (em azul acima). Cílios são estruturas como cabelos na superfície das células epiteliais das vias aéreas que transportam muco e vírus aprisionados do pulmão. (+)
Imagem com ampliação maior mostra a estrutura dos vírions do SARS-CoV-2 (em vermelho) produzidos no epitélio (tecido de revestimento) das vias aéreas humanas.

Os vírions são então liberados nas superfícies respiratórias pela células hospedeiras infectadas. (+)
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30 Aug
❗Alerta de utilidade pública!

Sabia que nem todo comprimido pode ser partido?

O princípio ativo do medicamento muitas vezes fica espalhado de um jeito não uniforme no comprimido. E se você toma metade, pode não ser a metade de verdade do remédio em si! (+)
Sempre pergunte para a médica antes de partir o comprimido se aquele pode ser dividido. Em geral, os que podem já vêm com a marquinha para você cortar. Mas vale sempre consultar a médica ou farmacêutica (+)
Resolvi colocar esse alerta ao ler esse depoimento do Dante, que inclusive é médico. Mas nem sempre é fácil pro santo de casa fazer milagre, né @dantegalileu?
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29 Aug
Eu queria muito, de verdade, que mais cientistas brasileiros estivessem no Twitter. De preferência tuitando em português. Apesar de concordar que o efeito bolha é grande, daqui saem muitas discussões importantes, e a comunidade científica tinha que estar presente. Além, é claro+
De aumentar o nível do debate com informações confiáveis. Não é uma panacéia, e está longe de chegar diretamente em muitos públicos, mas sou uma real entusiasta dessa ferramenta, e vejo como ela é usada com mais frequência com esse fim em países como EUA e nos da Europa.
Inclusive, falando sobre amplificação: muitos jornalistas influentes estão por aqui, se informam por aqui, e estabelecem relacionamento com fontes por aqui. Não dá pra prever nem limitar o impacto final de alguns twits à quem os lê na plataforma.
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