6 amostras de pacientes sintomáticos tiveram o dado de PCR negativo, c/ a confirmação da presença da A.Y.33 ("subvariante" da Delta) por sequenciamento. Isso pode acontecer, por uma alteração na detecção do alvo na amostra por conta das mutações presentes no material genético 👇
Para fazer a PCR, que explico no fio abaixo como funciona, precisamos de "iniciadores" ou primers para parear (interagir) com o material genético alvo da nossa amostra (uma região do vírus, como a região que origina a spike p. ex.)
Esses primers vão reconhecer regiões específicas do material genético alvo, e esse reconhecimento precisa ser feito com um pareamento muito bem feito entre as duas estruturas. Cada letrinha é importante pra isso
Mas dependendo se meu primer está reconhecendo uma região que apresenta mutações (como deleções - como se uma pequena partezinha fosse "deletada" da sequência - ou substituições - ao invés de AT temos um AG p.ex) dependendo do caso, isso pode não gerar um pareamento tão bom
Conversando com o @AndersonBrito_, em geral, a PCR buscará a detecção de dois alvos: genes S e outros (N, ORF1ab). E nesse vídeo maravilhoso, ele explica o surgimento de várias sublinhagens da Delta e suas modificações
É possível que nessas 6 amostras de pacientes, alguma questão envolvendo o pareamento dos primers possa ter acontecido, e o resultado portanto ter acusado um negativo. Isso pode ser resolvido construindo um conj. de primers com maior chance de abranger essas regiões
Ainda, também poderia ser possível considerar o tempo em que a amostra foi colhida + a pcr foi feita
Sabemos que depois de algum tempo, é possível que a pcr já não consiga detectar tão bem a presença do RNA viral na amostra. A janela de testagem é muito relevante portanto
De qualquer forma, o aviso da @prefeiturabelem é importante: se tiver suspeita, algum sintoma gripal ou possibilidade de exposição, faça um isolamento bem feito, e notifique as agências de sua cidade para testagem e maiores informações
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Repetindo caso seja necessário: vacinas NÃO causam AIDS. Essa desinformação que tem circulado é fruto de uma manipulação de documentos, que sequer apontam isso em seu texto original
O minifio 👇 🧶
Em nenhum momento o sistema imunológico irá enfraquecer com a vacina, pelo contrário. A vacina estimula esse sistema a produzir mais defesas. A queda dessa primeira onda de anticorpos produzida é ESPERADA e NÃO SIGNIFICA perda de imunidade. Nossas células de memória seguirão ali
É importante destacar ainda que o risco desenvolver AIDS é por meio da infecção com o vírus HIV, que se dá pelo contato direto com o sangue, sêmen ou fluidos vaginais de um indivíduo infectado.
A @pfizer anunciou os dados de um estudo clínico randomizado e controlado por placebo investigando os efeitos de um reforço da vacina
🔹10 mil 16 anos ou +👥
🔹Eficácia: 95,6% contra a COVID-19 durante um período em que Delta foi a cepa prevalente
Trago dados e poréns!👇🧶
A dose de reforço (vacina da Pfizer, 30 ug) foi administrada em indivíduos que previamente haviam recebido duas doses da mesma vacina. A eficácia relativa foi de 95,6% em comparação com aqueles que não receberam um reforço (grupo placebo).
No estudo, o tempo médio entre a segunda dose e a administração da dose de reforço ou placebo foi de aproximadamente 11 meses. A verificação de ocorrência sintomática de COVID-19 foi medida pelo menos 7 dias após o reforço ou placebo
A taxa de casos de COVID-19 está crescendo entre os de 10-14 anos, atingindo o patamar de quase o dobro do visto em qualquer outro grupo. No grupo +80, há uma queda acentuada. Além de altas coberturas, precisamos dos dados em crianças <12 para ampliar a vacinação
Importante destacar que essa queda nos grupos em que a vacinação já foi iniciada há mais tempo, e naqueles mais idosos que estão recebendo a terceira dose, mostra o benefício da vacinação e da alta cobertura vacinal dentro desses grupos.
Importante destacar que, mesmo a taxa de crescimento sendo vista de forma similar entre os grupos de faixa etária, os dados entre aqueles de 10-14 anos começou num ponto muito mais alto. Justamente pela baixa cobertura + outros fatores. Um deles pode ter sido a volta às aulas
FDA recomenda a combinação heteróloga entre as vacinas aprovadas no país (algo que já é feito aqui no Brasil), e também recomenda reforço para aqueles que receberam uma dose da Janssen. A @anvisa_oficial já solicitou a Janssen dados sobre o reforço 🧶👇
No caso da combinação heteróloga, isso já estava sendo feito no país. Com a 3ª dose para os grupos indicados, já se tem feito a combinação heteróloga, e também houve a indicação quando faltou a dose 2 da astrazeneca, administrando daí a Pfizer g1.globo.com/sp/bauru-maril…
Em relação a dose de reforço da Janssen, a fabricante anunciou que um reforço após a 1ª dose aumentou a proteção. Nesse fio, trago 4 atualizações da Janssen sobre estudos que estão sendo feitos e dados positivos quanto ao reforço:
🚨Se a transmissão permanecer alta, novas variantes podem surgir
UK 🇬🇧 monitora a circulação de uma variante "descendente" da #Delta (AY.4.2) que está causando um nº crescente de infecções, com 6% dos casos sendo positivos para essa nova versão. 🧶👇 bbc.com/news/health-58…
Essa versão da #Delta está sendo chamada de Delta Plus, que havia sido detectada ainda em Jun-Jul/21. Com uma transmissão alta, as variantes podem seguir acumulando mutações mais rapidamente e se modificando, como foi o caso da Delta Plus
Porém, cabe destacar que, até o momento, a Delta Plus:
🔹NÃO É caracterizada como Variante de Preocupação (VOC)
🔹NÃO há indícios de que seja consideravelmente mais transmissível em decorrência dessas mudanças, ou que escape das vacinas
O Inst. Superior de Saúde 🇮🇹 revela que, entre 01/02 a 05/10/2021, das 38.096 mortes positivas para SARS-CoV-2:
🔹Só 3,7%➡️vacinados, os quais tinham doenças prévias que fragilizam o sist. imunológico, além de idade avançada 👇
Segundo o relatório, "é possível que pacientes muito idosos com inúmeras doenças podem ter uma resposta imunológica reduzida e, portanto, ser suscetíveis à infecção por SARS-CoV-2 e suas complicações"
Ainda, o relatório destaca que "essas pessoas muito frágeis com uma resposta imunológica reduzida são as que mais podem se beneficiar de uma ampla cobertura de vacinação para toda a população, pois isso reduziria ainda mais o risco de infecção."