Repetindo caso seja necessário: vacinas NÃO causam AIDS. Essa desinformação que tem circulado é fruto de uma manipulação de documentos, que sequer apontam isso em seu texto original
O minifio 👇 🧶
Em nenhum momento o sistema imunológico irá enfraquecer com a vacina, pelo contrário. A vacina estimula esse sistema a produzir mais defesas. A queda dessa primeira onda de anticorpos produzida é ESPERADA e NÃO SIGNIFICA perda de imunidade. Nossas células de memória seguirão ali
É importante destacar ainda que o risco desenvolver AIDS é por meio da infecção com o vírus HIV, que se dá pelo contato direto com o sangue, sêmen ou fluidos vaginais de um indivíduo infectado.
Não espalhem desinformação! Coloquem palavras chave no Google que logo vem nos primeiros links várias checagens do assunto, se for desinformativo. Busquem divulgadores, cientistas. Estamos aqui juntos para combater a desinformação e usar a ciência como nossa aliada ❤️
Na seção MEMÓRIA IMUNOLÓGICA comento bastante sobre essa questão do GANHO de proteção que recebemos ao nos vacinar e principalmente, o que sabemos de sua dinâmica ao longo do tempo: bit.ly/fiosmell
E pra finalizar, um post da @luizacaires3 na rede ao lado
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6 amostras de pacientes sintomáticos tiveram o dado de PCR negativo, c/ a confirmação da presença da A.Y.33 ("subvariante" da Delta) por sequenciamento. Isso pode acontecer, por uma alteração na detecção do alvo na amostra por conta das mutações presentes no material genético 👇
Para fazer a PCR, que explico no fio abaixo como funciona, precisamos de "iniciadores" ou primers para parear (interagir) com o material genético alvo da nossa amostra (uma região do vírus, como a região que origina a spike p. ex.)
Esses primers vão reconhecer regiões específicas do material genético alvo, e esse reconhecimento precisa ser feito com um pareamento muito bem feito entre as duas estruturas. Cada letrinha é importante pra isso
A @pfizer anunciou os dados de um estudo clínico randomizado e controlado por placebo investigando os efeitos de um reforço da vacina
🔹10 mil 16 anos ou +👥
🔹Eficácia: 95,6% contra a COVID-19 durante um período em que Delta foi a cepa prevalente
Trago dados e poréns!👇🧶
A dose de reforço (vacina da Pfizer, 30 ug) foi administrada em indivíduos que previamente haviam recebido duas doses da mesma vacina. A eficácia relativa foi de 95,6% em comparação com aqueles que não receberam um reforço (grupo placebo).
No estudo, o tempo médio entre a segunda dose e a administração da dose de reforço ou placebo foi de aproximadamente 11 meses. A verificação de ocorrência sintomática de COVID-19 foi medida pelo menos 7 dias após o reforço ou placebo
A taxa de casos de COVID-19 está crescendo entre os de 10-14 anos, atingindo o patamar de quase o dobro do visto em qualquer outro grupo. No grupo +80, há uma queda acentuada. Além de altas coberturas, precisamos dos dados em crianças <12 para ampliar a vacinação
Importante destacar que essa queda nos grupos em que a vacinação já foi iniciada há mais tempo, e naqueles mais idosos que estão recebendo a terceira dose, mostra o benefício da vacinação e da alta cobertura vacinal dentro desses grupos.
Importante destacar que, mesmo a taxa de crescimento sendo vista de forma similar entre os grupos de faixa etária, os dados entre aqueles de 10-14 anos começou num ponto muito mais alto. Justamente pela baixa cobertura + outros fatores. Um deles pode ter sido a volta às aulas
FDA recomenda a combinação heteróloga entre as vacinas aprovadas no país (algo que já é feito aqui no Brasil), e também recomenda reforço para aqueles que receberam uma dose da Janssen. A @anvisa_oficial já solicitou a Janssen dados sobre o reforço 🧶👇
No caso da combinação heteróloga, isso já estava sendo feito no país. Com a 3ª dose para os grupos indicados, já se tem feito a combinação heteróloga, e também houve a indicação quando faltou a dose 2 da astrazeneca, administrando daí a Pfizer g1.globo.com/sp/bauru-maril…
Em relação a dose de reforço da Janssen, a fabricante anunciou que um reforço após a 1ª dose aumentou a proteção. Nesse fio, trago 4 atualizações da Janssen sobre estudos que estão sendo feitos e dados positivos quanto ao reforço:
🚨Se a transmissão permanecer alta, novas variantes podem surgir
UK 🇬🇧 monitora a circulação de uma variante "descendente" da #Delta (AY.4.2) que está causando um nº crescente de infecções, com 6% dos casos sendo positivos para essa nova versão. 🧶👇 bbc.com/news/health-58…
Essa versão da #Delta está sendo chamada de Delta Plus, que havia sido detectada ainda em Jun-Jul/21. Com uma transmissão alta, as variantes podem seguir acumulando mutações mais rapidamente e se modificando, como foi o caso da Delta Plus
Porém, cabe destacar que, até o momento, a Delta Plus:
🔹NÃO É caracterizada como Variante de Preocupação (VOC)
🔹NÃO há indícios de que seja consideravelmente mais transmissível em decorrência dessas mudanças, ou que escape das vacinas
O Inst. Superior de Saúde 🇮🇹 revela que, entre 01/02 a 05/10/2021, das 38.096 mortes positivas para SARS-CoV-2:
🔹Só 3,7%➡️vacinados, os quais tinham doenças prévias que fragilizam o sist. imunológico, além de idade avançada 👇
Segundo o relatório, "é possível que pacientes muito idosos com inúmeras doenças podem ter uma resposta imunológica reduzida e, portanto, ser suscetíveis à infecção por SARS-CoV-2 e suas complicações"
Ainda, o relatório destaca que "essas pessoas muito frágeis com uma resposta imunológica reduzida são as que mais podem se beneficiar de uma ampla cobertura de vacinação para toda a população, pois isso reduziria ainda mais o risco de infecção."