Guardiola é bom demais. Se adapta bem demais. Esse City é completamente diferente do City nas suas primeiras temporadas, que era diferente do Bayern, que já era diferente do Barça.
O futebol muda o tempo todo e ele está sempre lá na vanguarda!
Hoje o mundo viu mais uma vez o Jogo de Posição Guardiolista em ação: aquela filosofia que exige que todos os jogadores fiquem parados em campo, esperando a bola. Quem der um passo, vai pro banco na hora! O futebol de totó é finalista!
Ah, não... pera...
É brincadeira, mas não é muito distante do que vem sendo dito nos últimos tempos por aqui. É realmente fascinante o nível de distorção que tivemos nesse debate "posicional".
O City é todo sobre fluidez e controle, como Pep adora!
Inclusive, a maneira como o City manipula o jogo mudando o ritmo é uma coisa assustadora. Acalma, esfria, deixa chato, de repente acelera, ataca as costas, leva perigo... Quando menos se espera, esfria de novo, controla, aí vem outra onda de pressão. Muito sólido!
Estou mergulhado em um projeto enorme (inclusive, saindo do Twitter agora para voltar para ele) que envolveu, nas últimas semanas, ler muito sobre o início dele no Barça e no Bayern, relembrar momentos, rever jogos, gols, entrevistas... Que personagem! QUE PERSONAGEM!❤️
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O Flamengo ficou muito acuado no segundo tempo contra a LDU e não conseguiu colocar a bola no chão. Quando conseguiu, saiu o pênalti que selou a vitória.
Vale a pena olhar esse lance nos mínimos detalhes, porque tem muita coisa interessante.
Depois de um domínio completo no primeiro tempo, ditando todo o ritmo do jogo e mantendo a bola, vários fatores influenciaram nessa dificuldade de ficar com a posse no segundo.
Um deles foi a mudança de goleiro.
Com a maior pressão da LDU, o Flamengo tinha menos espaço para sair. Quando iniciava as jogadas lá de trás, tinha Hugo — e não mais Diego Alves —, que tem uma notória dificuldade com os pés.
Os tiros de meta passaram a ser longos e a zaga também só aliviava com chutões.
Há exatos 10 anos, o Barcelona de Pep Guardiola controlou a posse contra o Real Madrid de José Murinho, garantiu o 1x1 no Camp Nou e se classificou para a final da Champions League.
Aquele jogo em si não foi nada demais, mas foi a culminância de um momento único na história.
O Barça de Guardiola assombrou o mundo, conquistando tudo logo na primeira temporada. Na temporada seguinte, também levou o Campeonato Espanhol, mas foi parado na Champions League pela Inter de Mourinho.
O Real, então, foi buscar o treinador português: o anti-Barça.
O primeiro encontro entre os dois times naquela temporada 2010/11 terminou de maneira absolutamente inesperada: 5x0 para o Barça!
Mas aquele não era o fim da história... Muito pelo contrário!
Muito se fala sobre o "tatiquês", uma língua exótica para versar sobre o futebol, mas que apenas os iniciados têm acesso.
De fato, há muitos jargões no futebol que nem todo mundo entende — assim como há em todas as outras áreas do conhecimento. Quero falar rapidamente sobre...
Na verdade, nosso dia a dia está lotado de "jargões".
Ou pelo menos de palavras e expressões que representam ideias um pouco mais complexas.
A gente fala "casa" para não ter que dizer "espaço com quatro paredes e um teto habitado por pessoas".
É para isso que a linguagem serve. Com esses conceitos que representam a junção de outros conceitos, somos capazes criar atalhos cognitivos para passar uma ideia de dentro de uma cabeça humana para dentro de outra cabeça humana.
O Fluminense fez uma boa estreia na Libertadores e empatou com o River no Maracanã. O time foi realmente consistente na sua proposta, mas mostrou, a meu ver, um problema estrutural na maneira como progride com a bola ao ataque.
Vamos explorar mais no fio...
Para falar sobre isso, precisamos falar sobre o passe-falso.
Quando o lateral aciona o ponta no mesmo corredor, coloca o companheiro em uma situação delicada. Afinal de contas, ele recebe de costas, marcado, colado na linha lateral...
Não consegue ir para frente porque a marcação está colada. Não pode ir para fora porque sairia do campo. E tem dificuldade de girar para o meio porque em geral recebe a bola de costas para o campo — ainda mais se for um ponta canhoto na esquerda ou destro na direita.
Seguindo a série sobre os números do B20, chegou a hora de falar sobre o campeão. O Flamengo não alcançou a expectativa gerada por 2019, mas o desempenho geral pode ter sido melhor do que muitos acham...
Ali, alguns dados já escancaravam a proposta rubro-negra.
Mas o Brasileirão é longo e cada equipe passa por vários momentos diferentes. Para entender melhor o que levou o Flamengo ao título, vale a pena destacar a arrancada final, quando o time de fato acelerou em busca do título.