No fio de mais cedo falei muito de origem e então perguntaram a minha então vamos falar um pouco de onde eu venho rs
Fui iniciado por uma senhora chama Sandra de Osun que faleceu no auge dos seus 45 anos de iniciação, ela por sua vez, foi iniciada por uma senhora chamada
Odete de Esu conhecida como Odete Anangia que por sua vez foi iniciada por Sr Waldomiro Baiano, fundador do ase Parque Fluminense que por sua vez foi iniciado por Sr Cristóvão de Ogun fundador do Ase Oloroke - Pantanal que por sua vez foi iniciado no Ase Yanba Lokiti Efon
em Salvador, por Maria Violão de Oloroke ( A casa de salvador se encontra fechada, sendo hoje o Ase Pantanal a matriz do Efon no Brasil). Com o falecimento de minha Iyalorisa, entreguei cabeça a Sr Luiz de Yemonja , que inclusive estava com 3 meses de iniciado quando participou
da iniciação de Odete de Esu, meu pai Luizinho foi iniciado por Dona Gersonita de Esu, que foi iniciada por Sr Otávio da Ilha Amarela, entretanto dona Gersonita tomou todas suas obrigações com Pai Waldomiro Baiano, logo Gersonita e Odete eram irmãs, com a morte de dona Gersonita,
meu pai Luizinho entregou cabeça a Sr Waldomiro Baiano e com ele ficou até seu falecimento, após o falecimento meu pai Luizinho entregou cabeça no Ase Pantanal a Iya Maria de Sango nossa matriarca, a qual nosso ase se reporta até o dia de hoje.
Portanto, toda minha origem reside no Efon, minha família sempre esteve ligada a essa tradição, cresci numa casa de candomblé de Efon, lá me iniciei, tomei todas as minhas obrigações na tradição Efon ao qual pratico até hoje.
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Vamos começar entendendo a formação da palavra Olu (aquele que), Gba (aceita) Je (comer). Esse é um rito que gira em torno da alimentação coletiva, mas desdobraremos isso mais a frente. Omolu e toda sua família são as divindades celebradas.
Omolu está no centro do culto a terra, sendo a divindade responsável pela manutenção da vida a partir dela. Ele está relacionado ao ciclo da terra, ou seja, o que ela nos oferece e o que ela decompõe. Nesse sentindo o Olubajé é uma celebração ao provimento da terra
Outro ponto importante a ser evidenciado, é que o candomblé gira em torno da cozinha, a alimentação é um ato sagrado, através dela trocamos axé e enaltecemos o sentido de coletividade. Comer é tomar axé, é consumir as próprias orações e bençãos.
Iya Sùúrù é como os Iorubás se referem a paciência, ou melhor a mãe paciência, tamanha a importância desse conceito na construção da nossa jornada na terra. inclusive ela é um dos atributos para a construção de um bom caráter.
É a paciência que vai nos permitir a construção da vitória! Só ela irá nos ancorar na terra. Sùúrù nasce no odu Ejiofun (10) e ela aparece como um dos atributos do homem sábio. Quanto mais jovem menos paciência temos, e por isso mais erramos, mais nos induzimos ao sofrimento
Com o ganho de idade, a velhice, aprendemos a ter paciência e vivermos sobre os cuidados dela e então a vida nos é melhor, mais serena!
O Igbin anda devagar mais ainda sim come a folha verde no alto da árvore!
Muitas pessoas perguntam, como achar a casa de candomblé ideal?
Bom, fato é que não existe o lugar perfeito, entretanto dentro disso existem alguns pontos que são importantes serem analisados ao escolhermos uma roça de santo para nos filiarmos.
O primeiro passo é conhecer a origem daquela família, é sabido que candomblé é raiz, é tradição então nesse sentido é fundamental sabermos quem é aquele sacerdote? Quanto tempo de iniciado ele possui? Ele foi iniciado por quem? Tomou todas as obrigações com seu iniciador?
Caso não com quem ele tomou suas obrigações é a mesma tradição é a mesma família? Quanto tempo ele passou como filho daquela casa? Um sacerdote que teve múltiplos sacerdotes pode tem problemas em seguir uma tradição de culto. Digo isso pois é importante que a ritualística que
Aqui vamos falar do sacrifício no candomblé a partir da condução litúrgica.
Faça uma oferenda e a morte se transformará em riqueza disse ifá!
A partir desse dito vamos fazer uma imersão ao rito e entendermos como um ato de morte se tornará um ato doméstico.
Eu vou tecer esse fio não por um lado social ou acadêmico e sim, através do próprio rito, buscando entendermos juntos como a narrativa do Oro N’jé é autoexplicativa. Primeiro precisamos entender que ainda que de forma indireta alguns Orisas estão presentes no rito independente
do Orisa que está recebendo o Oro. São eles Ògún em casos de ritos que utilizam faca, Omolu para os Orisas que não se utilizam do obé, Oxossi e Osaniyn. Vamos entendendo ao longo desse fio a função desses orisas na construção do rito.
Hoje nossa jornada virá para pensarmos a exclamação acima, vamos entender que olhar o candomblé enquanto religião é negligenciar uma vasta abrangência desse ethos. Para isso faremos uma longa e prometo que interessante jornada em busca de entendimento
O primeiro conceito que precisamos entender é a própria ideia de Religião, conceito que surge no século XIII na Europa, vem para denominar o conjunto de crenças em um poder ou personagem divino. A própria etimologia da palavra vem do verbo em latim Religare que significa
religar, reconectar ou ainda há correntes que acreditam que a palavra vem do verbo Relegere que traz a ideia de retomar o que estava perdido. A primeira análise sobre esses conceitos vamos entender que eles não dão conta de abranger o Candomblé, e vamos entender isso ao longo.
Orí é sem dúvidas alguma a divindade mais importante do panteão Ioruba. Ori, a cabeça, é a primeira coisa a entrar no Aye, ori é domicílio de todas as escolhas, uma pessoa sem Orí é uma pessoa sem direção.
Para os iorubas a cabeça vai além de um membro, ela é uma divindade que origina do próprio Eledumare, Ori é o receptáculo de ideias, opiniões, sorte, emoções, do destino escolhido, da divindade escolhida, e da sorte que teremos ou não na terra. A integração de pensamento e emoção
Irão resultar na qualidade de nosso Ori. Essa cabeça é dividida em 2 partes, Ori Inú a cabeça interna onde esta nosso destino e Ori Òdé que é a cabeça física. Nela irá residir a personalidade e o intelecto do indivíduo que irá desdobrar a forma com que interagirá com Ori Inú.