Um estudo feito em PT 🇵🇹 demonstra que quem está infectado com Omicron tem um risco de 🏥 hospitalização 75% inferior comparado com alguém infectado com delta
👇 mais detalhes
Este redução de risco é independente da idade, sexo, estado vacinal e infeccao previa.
Simplificando: quando comparamos 2 pessoas da mesma idade, sexo, estado vacinal e infeções prévias a que tem Omicron tem uma prob 75% inferior de ser hospitalizada do a que outra com Delta
Mais
A pessoa infectada com Omicron fica menos tempo no hospital, em média menos 4 dias internada.
Em suma: menos risco de 🏥 e se forem hospitalizados ficam menos tempo.
O risco de morte também é menor
Tem está infectado com Omicron tem um risco de 🪦 morte 86% inferior comparado com alguém infectado com delta. Mas há alguma incerteza associada a este valor
Citem o estudo com o link, ajuda a promover o trabalho das pessoas envolvidas
Sou um dos autores, na colaboração que mantenho com a DGS.
Em contexto
Este estudo em PT vem confirmar os primeiros estudos com conclusões semelhantes do 🇬🇧🇺🇸🇨🇦
⚠️ So desde meados de Janeiro temos mais certezas que a Omicron é menos severa que a delta.
Atualmente em Portugal 🇵🇹 90% dos casos são Omicron, isso acontece desde o início do Ano e ajuda a explicar um número de casos recente que é 4x o Max histórico anterior mas um hospitalizações e mortes mt inferiores.
A vacinação e a outra parte da explicação
Fui um dos que publicamente quando a Omicron apareceu disse que eram precisas medidas mais restritivas. Porque não sabíamos o que podia acontecer.
O ajuste das medidas ao risco esteve genericamente bem até agora, e precisa de ser novamente revisto com alívio de medidas.
O vírus (por agora) deixou de ser uma ameaça ao normal funcionamento do sistema de saúde.
MAS
Não deixem de se vacinar é tão simples e eficaz
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Estamos a cometer os mesmos erros do Natal passado
⬇️ thread a explicar
Vamos analisar a situação e resposta de 2 países (Reino Unido e Dinamarca) e comparar com o nosso contexto
- Portugal ganha no contexto de vacinação completa mas perde nas doses de reforço
- Sabemos que as doses de reforço são uma proteção importante contra a Omicron
Um estudo de sexta do Imperial (UK) revelou que a probabilidade de ir à urgência entre Delta e Omicron é a mesma. Isso não são boas notícias para os hospitais.
Sobre 1. Contexto 2. Transmissibilidade 3. Efectividade das vacinas 4. Medidas e projeções 5. Saúde global
thread 🧵 1/n
🚨 tem ciência e incertezas
1. CONTEXTO
Sabíamos que isto poderia acontecer.
A DGS em Out fez um cenário (sem reforço vac) que contemplava uma nova variante. Se forem confirmados os indícios poderá ter impacto a médio prazo (2 a 6 meses) n hospitalizações e mortalidade
Foi um enorme privilégio e desafio estar ao leme da informação e análise durante 1 ano na maior pandemia do século.
Volto para a minha vida académica com a sensação de dever cumprido
Alguns pensamentos
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1. Quando comecei sabia que ia ser uma missão de curta duração, tenho um PhD para acabar nos USA.
Com a epidemia estável, 85% da pop com pelo menos uma dose da vacinar, estabilidade na sucessão do serviço na DGS, demos a minha missão por terminada.
2. Durante este ano tive como missão total e absoluta
2.1 estabilizar os sistemas de informação 2.2 aumentar a rapidez, quantidade e qualidade da informação produzida e partilhada 2.3 melhorar a qualidade da análise
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+ informação = melhor decisão
Uma das medidas de prevenção #COVID19PT mais importantes é a auto-avaliação diária do estado de saúde.
Pensar ao acordar se temos qq tipo de sintoma COVID (falta cheiro ou paladar, dor de garganta, febre, cefaleia,etc)
Se estive doente fique em casa e ligue SNS 24
Para os followers mais técnicos
Sei que 1. Existe transmissão nos assintomaticos e que prov são 20% 2. Existe transmissão nos pre-sintomáticos (2dias antes)
Se no ponto 1. Podemos fazer pouco, no 2. sabemos q são transmissores menos eficazes
Se reduzirmos contactos dos sintomáticos principalmente em settings de “super spreading” que atualmente são maioritariamente no trabalho conseguimos reduzir o números de surtos grandes.
O COVID veio para ficar até a vacina estar disponível, temos de aprender a viver com ele.
Agora que começamos a discutir as estratégias de levantamento das restrições, vale a pena rever algumas coisas e pensar em outras
1. Sem medidas supressão (restrição social intensa) o sistema de saúde teria entrado colapso, e não são só em modelos, é a Lombardia, NYC etc...
2. Obviamente que temos um menor nível de imunidade natural que outros países. Mas o trade-off social que fizemos foi de proteccao dos que tinham maior risco de complicações. Tendo a certeza que lhes podíamos oferecer o melhor que a medicina tem disponível.
3. O equilíbrio que temos de atingir tem num prato da balança a economia (que exige maior contacto social) e no outro a capacidade de resposta da saúde pública e do sistema de saúde (manter controlada a transmissão e oferecer os melhores cuidados possíveis)