De onde surgiu o tal ditado "não se joga, se ganha"?
Jogar bem é justamente um caminho para vencer. Aproxima o time da vitória. Se aproximasse da derrota, o nome seria jogar mal.
É claro que dá pra vencer sem jogar bem ou perder jogando bem. Aliás, é justamente isso que faz o futebol ser tão único, incrível e apaixonante!
E é claro que o objetivo é a vitória. Mas jogar bem é o meio para buscá-la.
Ah, e isso é diferente de "jogar bonito" também.
Essa dicotomia entre "jogar bem e perder" ou "jogar mal e vencer" é falsa simplesmente porque não existe essa escolha. Por isso a gente insiste tanto em também analisar desempenho e não apenas resultado, especialmente em um esporte tão imprevisível e cheio de detalhes.
Me parece que muita gente inverte a lógica.
No mundo real, você tenta jogar bem e, a partir disso, busca a vitória. Em vez disso, tratam como se você escolhesse vencer e, a partir disso, definisse se vai jogar bem ou não.
"Não se joga, se ganha"? Prefiro "se joga para ganhar"!
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O Flamengo garantiu a vitória por 1x0 na Argentina e trouxe a vantagem na Libertadores para o jogo em casa. Dever cumprido na estreia do técnico Renato Gaúcho.
Ainda é muito cedo para avaliar profundamente o trabalho, mas podemos começar a formular algumas perguntas.
Qualquer análise deve partir do contexto. Renato Gaúcho não encontrou no Flamengo uma situação muito favortável logo de cara.
Jogar na Argentina já é difícil, o DyJ é um adversário bem treinado e Beccacece conhece o Fla — foi o responsável pela eliminação na temporada passada.
Além disso, o time estava desfalcado e vem em um momento ruim — tanto em termos de desempenho quando de resultado.
Com tudo isso, a vitória foi enorme e não deve ser subestimada. Pelo contrário, precisa ser muito celebrada!
"Fiquei fora das redes sociais por alguns dias para passar um tempo com a minha família e refletir sobre as últimas semanas. Esta mensagem não será capaz de demonstrar como sou grato por todo o amor que recebi. Sinto que preciso agradecer todo mundo que me apoiou.
"Foi uma HONRA fazer parte de um elenco que lidera pelo exemplo. São irmãos para a vida toda. Me sinto grato por tudo que aprendi com cada um dos jogadores e funcionários que trabalharam tão duro.
No livro "Decisive", Chip e Dan Heath analisam processos de tomada de decisão em busca de um modelo mental que nos torne mais seguros, inteligentes e assertivos na hora de escolher caminhos a percorrer.
Vale a pena olhar a chegada de Renato Gaúcho ao Flamengo por esse prisma.
Os irmãos Heath argumentam que, em geral, não somos muito bons em avaliar decisões que impactam um futuro incerto.
Costumamos colocar um holofote sobre aquilo que parece ser o centro da questão. O problema é que holofotes iluminam um ponto, mas deixam todo o resto no escuro.
“Para tomar melhores decisões, devemos mover nosso ‘holofote mental’ para jogar luz em coisas que não olharíamos normalmente.”
É difícil (talvez impossível) modificar as tendências do nosso cérebro, mas podemos criar um processo consciente que nos ajude a escapar delas.
Quando George Orwell escreveu o clássico "1984" e imaginou o Big Brother, uma figura capaz de observar tudo e todos, ele certamente não estava pensando em nenhuma relação com o futebol brasileiro do século XXI. Mas ninguém passa ileso. Nada mais é privado ou confidencial.
A força motriz do mundo do futebol é a paixão do torcedor e a imprensa é o principal mediador dessas relações entre clube e torcida.
Portanto, apesar de não ser protagonista do espetáculo, ela tem um papel chave.
Esse papel vem se transformando radicalmente por conta das redes sociais — e todo mundo ainda está tentando se adaptar a esse novo ambiente —, mas há uma peça que move essa engrenagem: a informação interna.
Nessa polêmica a respeito da torcida na final da Copa América, a parte que mais me intriga é justamente a que está sendo menos debatida. Mais uma vez, me parece que estamos fugindo da pergunta mais importante...
Quase toda a repercussão é sobre a "obrigação ou não" de torcer pelo Brasil, com alguns argumentos esdrúxulos, outros incoerentes, mas alguns até legais.
Da minha parte, acho que cada um torce para quem quiser e pelos motivos que quiser. Mas minha opinião importa pouco.
O que importa mesmo é o PORQUÊ.
Afinal, o "óbvio" seria ver brasileiros torcendo pela seleção de seu país. No entanto, se muitos declaram o contrário, a ponto de chamar a atenção e gerar uma resposta do maior craque dessa geração dentro de campo, há algo acontecendo.