Universidade privada de Belém vai fazer jornada jurídica.
Entre os trabalhos aprovados, um, tenebroso, tenta mostrar a pretensa inconstitucionalidade do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.
O texto é um amontoado de bla bla bla-religioso sem sentido.
As manifestações de revolta foram contundentes e certeira, sempre mostrando o absurdo que era aquilo.
Em pouco tempo foram tantas críticas, com centenas de comentários nas redes sociais, que a Universidade voltou atrás.
Com o trabalho retirado de pauta surge a velha lenga lenga de sempre:
o trabalho é de responsabilidade dos acadêmicos, não concordamos com homofobia.
Como disse Popper, quanto mais tolerante a sociedade é com intolerantes, mais intolerante é a sociedade.
Diante disso, é simples:
trabalho acadêmico que seja homofóbico, preconceituoso, racista, discriminatório, que tenta se albergar abaixo da pretensa liberdade acadêmica merece somente uma coisa:
o ralo mais sujo do esquecimento.
Ou, como analisou a sempre brilhante e sensata @julianafpontes (inclusive, sigam a ela, vale muito):