Fio: Com a mudança de estúdio do AeM, muita coisa acabou ficando encaixotada. Daí, ontem, o pessoal da produção encontrou um envelope fechado. Ao abrirem, tinha uma carta de um senhor de 72 anos e R$ 100,00 dentro, pra enviar um livro autografado.(carta no final do fio) (1 de 7)
Na carta não havia menção a nenhuma rede social ou outra forma de contato. E eu me sensibilizei, porque imagine colocar R$ 100 dentro de uma carta e nunca ter uma resposta! A carta foi enviada em Novembro do ano passado. Daí fui pro Stories do Insta (2 de 7)
Perguntar se alguém conhecia o Odovaldo do bairro X de Cuiabá. Queria dizer rápidamente pra ele que tinha recebido e que ia enviar o livro que ele queria. Não tive resposta. Aí o Natã jogou o endereço do remetente no Google Maps / Street View. (3 de 7)
Para nossa surpresa, na fachada da casa havia uma placa com 2 números de celular para alugar quartos. Ligamos e perguntamos sobre o local. A pessoa que atendeu disse que os quartos já estavam alugados, e aí dissemos que na verdade queríamos saber de um possível inquilino.(4 de 7)
Se o rapaz poderia nos conseguir o contato do Odovaldo. Ele nos disse que o Odovaldo não tinha nenhuma forma de comunicação a não ser recado. Não assistia TV, não tinha celular, e assistia somente o Youtube num computador. (5 de 7)
Felizmente o rapaz disse que passaria o recado pessoalmente ao Odovaldo, depois que contamos a história toda. Sim, ainda existem pessoas fora da bolha das redes sociais, e vejam, que confiam nas outras a ponto de mandar dinheiro. (6 de 7)
Estou até agora encantado com o "seu Odovaldo", imaginando como vive, se tem família, como foi ser ajudante de mecânico de avião... Plot twist: a tecnologia do google maps ajudou a achar alguém que não usa tecnologia. Leiam a carta dele. (7 de 7)
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Somente alguns detalhes:
A) Isto se chama "falha incontida" de motor.
B) O combustível neste momento já está isolado entre a asa e o motor.
C) O fogo aparente é causado por atrito de partes móveis e óleo do sistema de lubrificação.
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D) A vibração é causada pelo desbalanceamento dos eixos motor.
E) Conforme projetado, o avião continua subindo mesmo com um motor e retorna ao aeroporto.
F) Denver é um aeroporto tão alto, que por volta de 1999, os motores do 777 tiveram uma modificação chamada Denver-bump.
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G) Esse Denver Bump permitia operar com segurança ao decolar de lá com peso máximo. Funcionou.
H) A área da asa imediatamente abaixo do motor não possui combustível, é chamado de ÁREA SECA (coincidência? Acho que não ;)
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Se esse incidente tivesse ocorrido nos anos 70, antes do advento do TCAS (Traffic Collision Avoidance System) o risco de colisão teria sido infinitamente maior, pois a resolução do conflito ficaria a cargo apenas do controlador de tráfego aéreo. Segue o fio pra entender. (1)
Ainda não se sabe o porquê do Caravan ter efetuado a saída errada, mas isso será investigado pelo Cenipa porque no áudio da torre é possível ouvir o comandante do avião da GOL informando que teve um [alarme] de R/A. (2)
R/A significa Resolution Advisory, é um alarme informando que algum alvo entrou na bolha de proteção do avião, e esse alarme tem precedência sobre o controlador de tráfego aéreo, ou seja, se o TCAS mandar subir e o controlador mandar descer, o piloto obedece o TCAS. (3)
Fio: É dureza acordar com notícias de acidente aéreo. Um Boeing 737-500 da Sriwijaya Air caiu 4 minutos após a decolagem de Jakarta. É muito cedo para falar qualquer coisa, muito menos para ter vídeo no canal. Os dados do @FlightRadar24 indicam uma rápida perda de altitude (1)
Caso os dados de ADS-B estejam confiáveis, é preciso haver uma falha catastrófica para um avião vir ao chão tão rápido. Entre os fatores que poderiam causar isso temos: Bomba a bordo, falha de elemento estrutural primário (PSE), míssil ou colisão no ar. (2)
Há imagens de pescadores mostrando pequenos fragmentos do avião na área do desaparecimento. A maneira com que os destroços chegam ao solo (no caso o mar de Java) indicam se houve a fragmentação do avião em voo ou não (3)
(1) Quem trabalha na linha de frente da aviação sabe o quanto tudo é planejado com antecedência. Mas quando vem uma crise assim em que há grande incerteza sobre o próximo passo, o planejamento fica bem comprometido. Geralmente sabemos em Janeiro o que vai acontecer em Novembro ->
(2) do mesmo ano e já está tudo planejado. Mas com o coronga, as disrupções nos levam a não ter planos para daqui a 3 semanas. Voos sendo mudados da noite pro dia, planejamentos de manutenção, horários - tudo bem dinâmico numa área em que planejamento é essencial para ->
(3) sobrevivência. Aconteceu isso após 11 de Setembro, mas naquela época o pensamento era mais sobre a viabilidade (e vulnerabilidade) da aviação como transporte. Na época da SARS, houve queda de demanda, mas não foi drástica e nem rápida como agora. É inédito uma empresa ->
(1) Segue o fio - O Pouso com vento cruzado visto do cockpit de um A380. Neste vídeo o toque também ocorre em "crab" e é corrigido depois- motivo de críticas aos pilotos daquele vídeo viral. Assim como aquele video, neste ocorre a flutuação após o "retard" e o "flare [+]
(2) mas o piloto não pode fazer sideslip na baleia, porque o sideslip pode fazer com que o motor toque na pista antes do trem de pouso, que no A380 são mais próximos ao corpo central da fuselagem. É nítido que após o "retard" a baleia flutua a 7 pés e não desce. [+]
(3) Talvez por isso o "crab" não tenha sido desfeito, porque desfazer a 7 pés poderia significar a perda do eixo da pista. Sem sideslip e sem de-crab, só sobraram duas opções: arremeter ou esperar o toque em crab. Eles esperaram, neste vídeo e no pouso em Londres. [+]