Ontem fez 12 anos que Lewis Hamilton conquistou seu primeiro título mundial, em uma temporada cheia de reviravoltas e com um final cinematográfico. Conto a história da F1 em 2008 nessa thread:
A F1 vinha de uma temporada conturbada, Kimi Raikkonen da Ferrari era o atual campeão, em um final surpreendente. Hamilton estava 17 pontos a frente do finlandês faltando duas corridas, e ele conseguiu tirar essa diferença
A McLaren foi excluída dos construtores, após um escândalo de espionagem que envolvia a Ferrari ser revelado, o pivô da revelação foi Fernando Alonso, que estava inconformado com seu tratamento no time, pois queria preferencia.

Com isso, ao final da temporada o casamento entre ele a McLaren acabou, Alonso voltou para a Renault. As pressas, a McLaren teve que achar um outro piloto as pressas, os primeiros nomes estavam presos em contratos, restou o finlandês Heikki Kovalainen.
Kovalainen tinha feito uma boa temporada pela Renault em 2007, ficando a em sétimo, a frente do seu companheiro de equipe, Giancarlo FIsichella. Outra equipe que se mostraria competitiva nessa temporada era a BMW Sauber, com a dupla Nick Heidfeld e Robert Kubica
A pré-temporada de 2008 foi realizada no Bahrein e em Barcelona. A temporada no final de semana de 16 de Março, na Austrália. Na qualificação, Hamilton foi pole, com Kubica em segundo, Kovalainen em terceiro, Massa em quarto e Kimi Raikkonen, com problemas, apenas décimo sexto
A corrida foi tranquila para Hamilton, que liderou do inicio ao fim. Kovalainen esteve em segundo durante boa parte da corrida, mas foi prejudicado por um SC, na época existia uma regra que nessas situações, a saída do pit só era liberada depois que todos os carros se alinhassem
Com isso, ele terminou em quinto. Já na Ferrari foi uma corrida para esquecer, Felipe Massa largou bem, parecendo que ia roubar a terceira posição de Kovalainen, porém rodou na primeira curva.
Na volta 25, quando encontrou David Coulthard (Red Bull) em uma disputa pelo 10° lugar, acabou tocando roda com roda, o que foi pior para o britânico. Na volta 29, acabaria abandonando por problemas de motor. Já Raikkonen, vinha se recuperando, porém seu motor quebrou
Ele finalizou em oitavo, com 1 ponto. De fato só 7 carros cruzados a linha de chegada, mas Barrichello (Honda) foi desclassificado por ignorar o sinal vermelho na saída do pit. O P7, foi Sébastien Bourdais (Toro Rosso) que também abandonou por problemas de motor
Na Malásia, a Ferrari fez pole com Massa e Raikkonen foi P2, atrás Kovalainen e Hamilton. Porém esses dois foram punidos com 5 posições, por bloquearem Heidfeld e Alonso, respectivamente, no Q3. Com isso o terceiro no grid foi Trulli (Toyota) seguido por Kubica e Heidfeld.
Na corrida, Massa e Raikkonen começaram bem, mantendo as primeiras posições, mas após as paradas, Raikkonen que tinha combustível para duas voltas a mais, roubou a primeira posição. Na volta 30, Massa rodou. Kubica que era o terceiro assumiu a segunda posição.
Esses dois se manteriam nessas posições até o final. Já as McLaren largaram bem, Hamilton era quinto e Kovalainen era sétimo. Na primeira janela de pit, Kovainen pulou para quarto e Hamilton caiu para sétimo. No final, Kovailainen acabou em terceiro e Hamilton em quinto.
Na qualificação no Bahrein, Kubica foi pole, Massa segundo, Hamilton terceiro, Raikkonen quarto e Kovalainen quinto. Na largada, Massa tomou a ponta, Kubica caiu para segundo, Kovalainen pulou para terceiro e Raikkonen se manteve em quarto. Hamilton largou mal, caindo para décimo
Ainda na primeira volta, Raikkonen passou Kovalainen. Na segunda, Hamilton "atropelou" Alonso, perdendo seu bico e caindo para 18°, ele iria terminar em 13°. Na terceira volta, Raikkonen passou Kubica e Heidfeld passou Kovalainen. Essas posições se manteriam até fim.
Massa venceria pela primeira vez na temporada, conquistando seus primeiros 10 pontos

Ao final das terceira etapa, o campeonato estava assim:
1. Raikkonen 19
2. Heidfeld 16
3. Kubica 14
4. Kovalainen e Hamilton 14
6. Massa 10
Na qualificação da Espanha: Raikkonen foi pole, Alonso segundo, Massa terceiro, Kubica quarto, Hamilton quinto e Kovalainen sexto. Na largada, Massa pulou para segundo e Hamilton para quarto. Durante a prova, Kovalainen bateu, após um furo de pneu.
Alonso foi o primeiro a parar, depois abandonou. A ordem depois da volta 17 era Raikkonen, Massa, Hamilton e Kubica, isso se manteve até o final da prova.

Na qualificação da Turquia, a ordem do top 5 foi: Massa, Kovalainen, Hamilton, Raikkonen e Kubica.
Na largada, Massa se manteve em 1°, Hamilton pulou para 2°, Kovalainen e Raikkonen se tocaram, o que custou um pneu furado para o piloto da McLaren. Lá atrás, Fisichella (Force India) acabou voando por cima de Nakajima (Williams), o que casou um SC.
Quando o SC saiu, Hamilton se manteve na cola de Massa, enquanto pela terceira posição, Raikkonen pressionava Kubica. Hamilton estava leve e parou na volta 16, enquanto Massa parou na volta 19. Raikkonen roubou a posição de Kubica nos boxes, assumindo a terceira posição
Na volta 23, Hamilton passou por Massa na pista, ele precisava abrir uma grande diferença, já que pararia novamente na 32, quando parou, voltou atrás de Raikkonen. Enquanto Massa só parou na volta 40. Deixando a liderança para Raikkonen. Na volta 43, Raikkonen parou
Hamilton assumiu a liderença, porém ele estava em uma estratégia de três paradas. Na volta 45, Lewis parou pela terceira vez, deixando a liderança para Massa. E a corrida terminou assim. Com 5 etapas disputadas, Raikkonen tinha 35 pontos, Massa e Hamilton 28 e Kubica 24
Em Mônaco, uma qualificação com dobradinha da Ferrari, Massa na frente, seguido por Hamilton, Kovalainen e Kubica. No Domingo, a largada foi com chuva, Hamilton tomou a posição de Raikkonen. Na volta 5, ele acabou dando um toque no guard rail na Tabac.
Hamilton caiu para quinto. Na volta 7, Alonso abandonou após um toque no guard rail que cansou uma quebra de suspensão. Coulthard (Red Bull) bateu, Bourdais (Toro Rosso) veio logo atrás e não pode evitar a colisão, causando um SC.
Na saída do SC, os quatro primeiros eram: Massa, Raikkonen, Kubica e Hamilton. Mas Raikkonen teve que cumprir um drive through, voltando em quarto. Na volta 16, Massa escapou na curva 1, dando a primeira posição para Kubica. O polonês parou na volta 25.
Na volta 33, a Ferrari apostou em uma estratégia errada. Massa estava com 15 segundos de vantagem para Hamilton, que iria para bem depois, já que quando furou o pneu na volta 5, a McLaren aproveitou para colocar mais combustível.
A Ferrari apostou em pneus intermediários e uma parada longa para ir até o final, o grande problema é que a pista estava secando, e com essa configuração Massa não conseguia virar tão rápido. Hamilton abriu uma vantagem muito grande. Na volta 55, parou e voltou ainda a frente
Na volta seguinte, a Ferrari parou Massa novamente, para colocar pneus de pista seca. Isso fez com que ele voltasse atrás de Kubica, as posições não mudariam até o fim. Em quarto, vinha Adrian Sutil, com o pior carro do grid, a Force India.
Seria um grande triunfo para ele se conseguisse chegar em quarto. Após um SC causado pelo acidente de Nico Rosberg, veio o fim do conto de fadas, quando Raikkonen acertou em cheio o carro dele, em uma tentativa desastrosa de ultrapassagem na chicane, ele teve que abandonar
Enquanto Raikkonen caiu para nono e ficou sem pontuar.

No Canadá, o top 6 na qualificação foi: Hamilton, Kubica, Raikkonen, Alonso, Rosberg e Massa. Na largada, a única mudança foi Alonso passando Rosberg. Na volta 14, Sutil abandonou por problemas mecânicos, causando um SC.
Os seis primeiros pararam para o pit stop, Hamilton teve um problema, o que o atrasou. Raikkonen e Kubica sairam lado a lado, mas pararam porque a saída do pit estava fechada, Hamilton estava logo atrás e distraído bateu na traseira do carro de Kimi.
Rosberg que vinha atrás também deu um toque e quebrou o bico, quando o sinal abriu, Kubica saiu ileso, e Alonso e Massa vieram logo atrás dele. Mas por um grande azar, a mangueira de combustível de Massa tinha entupido, impedindo o reabastecimento completo.
Quando a Ferrari constatou isso, teve que fazer o brasileiro parar de novo, ele voltou em último. Alonso acabou abandonando. Na parte da frente estava Barrichello, que tinha um dos piores carros do grid e vinha caindo, enquanto Kovalainen tentava ultrapassa-lo
Massa se aproveitou do momento, e passou os dois no grampo, uma bela manobra para assumir a quarta posição. Na frente Kubica e Heidfeld desenhavam a dobradinha da BMW Sauber. Massa parou na volta 53, voltando em 7°, conseguiu passar Barrichello e Trulli

No final: Kubica, Heidfeld e Coulthard subiram ao pódio, com Glock e Massa na sequência.

O top 5 do campeonato naquele momento era:
1. Kubica 42
2. Massa 38
3. Hamilton 38
4. Raikkonen 35
5. Heidfeld 28
Na oitava etapa, a F1 chegava a França. Hamilton e Rosberg receberam uma punição de 10 posições no grid pelo o acontecido no GP do Canadá. Na qualificação, a ordem foi: Massa, Raikkonen e Hamilton. Kubica, o líder, largaria fez o sétimo tempo.
As coisas para a Mclaren ainda pioraram, Kovalainen que tinha feito o sexto tempo foi punido com cinco posições por bloquear Webber no Q3. No grid, Kubica largaria em 5°, Kovalainen em 11° e Hamilton em 13°. A corrida foi bem monótona na parte da frente.
Na largada, Raikkonen e Massa se mantiveram nas primeiras posições, Alonso que largava em terceiro perderia a posição para Trulli. Na volta 38, a Ferrari inverteu as posições entre Raikkonen e Massa, já que Kimi aparentava ter problemas mecânicos.

A vantagem das Ferrari para o resto era grande, Massa começou a abrir muito tempo para Raikkonen, que mesmo assim terminou em segundo. Kubica terminou em 5° e Hamilton em 10°. A top 4 no campeonato era:
1. Massa 48
2. Kubica 46
3. Raikkonen 43
4. Hamilton 38
Chegando a Grã-Bretanha, na qualificação a ordem foi: Kovalainen, Webber, Raikkonen, Hamilton, Alonso, Piquet Jr., Vettel, Massa e Kubica. No Domingo, a corrida começaria com chuva. Na largada, Hamilton pulou para segundo, enquanto Massa teve sua primeira de cinco rodadas.
Aparentemente ele estava um acerto muito ruim para a chuva, e isso fez com que Massa tivesse uma atuação péssima. Na volta 5, Hamilton passou Kovalainen, na volta 11, Kovalainen rodou. Dando o segundo lugar a Raikkonen que estava rendendo muito bem e ameaçando Hamilton
Na volta 21, a Ferrari fez uma aposta errada ao não trocar os pneus de Kimi, já que a chuva parecia estar passando, enquanto a McLaren trocou os pneus de Hamilton. Raikkonen começou a render mal, já que a chuva voltou. Na volta 28, ele foi ultrapassado por Heidfeld e Kovalainen.
Na volta 31, ele perderia tantas posições que a Ferrari foi obrigada a para-lo. Com o tempo, quase todos dariam suas escapadas, até o lider Lewis Hamilton. As equipes apostavam em compostos intermediários. A única que apostou em compostos para a chuva intensa foi a Honda
Isso se provou uma estratégia muito acertada, Barrichello se tornou o piloto mais rápido da pista, enquanto Button acabou rodando depois de saída do pit e foi obrigado a abandonar. Na volta 38, Kubica abandonou após escapar da pista.
A performance de Hamilton impressionava, ele acabou dando volta até o quarto colocado. Heidlfeld acabaria em segundo e Barrichello em terceiro, esse foi o único pódio do brasileiro em três anos de Honda. Essa etapa marcou exatamente a metade do campeonato
Hamilton, Massa e Raikkonen estavam com 48 pontos e Kubica vinha logo atrás com 46. Na décima etapa a F1 chegou em Hockenheim, Alemanha. O top 7 do grid foi: Hamilton, Massa, Kovalainen, Trulli, Alonso, Raikkonen e Kubica.
Na largada, Kubica pulou para quarto. Hamilton começou a abrir para Massa. Na volta 18, ele parou, duas voltas depois foi a vez de Massa. Na volta 35, Glock bateu no muro, Piquet Jr. (Renault) se beneficiou pois parou bem no momento do acidente.

Ele voltou em terceiro. Atrás de Hamilton e Heidfeld, e a frente de Massa. Hamilton parou na volta 50, ele voltou em quinto, com uma ordem, passou Kovalainen. Heidfeld parou na volta 52, deixando a liderança para Piquet Jr., Hamilton assim estava em terceiro.
Partiu para cima de Massa e depois de Piquet Jr., vencendo a corrida de forma brilhante. Raikkonen terminou em 6° e Kubica em 7°. A próxima etapa seria na Hungria, no grid o top 6 era: Hamilton, Kovalainen, Massa, Kubica, Heidfeld e Kimi

Massa fez uma largada perfeita, roubando a 1° posição. Hamilton seguiu Massa de perto até o brasileiro parar, na volta 18, Hamilton parou uma volta depois. Na volta 40, um furo de pneu jogou Hamilton para 10°. Com as paradas do adversário, ficou em 6°.

Já Massa se encaminhava para uma vitória tranquila quando seu motor estourou a 3 voltas do fim. Kovalainen herdou a vitória, se tornando o 100° vencedor da história da categoria, Hamilton acabou em 5° e Raikkonen em 3°.
Em caso de vitória de Massa, ele viraria líder com três pontos de vantagem. Mas com a quebra acabou caindo para terceiro no campeonato com 54 pontos, contra 62 de Hamilton e 57 de Raikkonen
A etapa do GP da Europa marcou a entrada do Circuito Urbano de Valência no calendário da F1. Na qualificação o top 5 foi: Massa, Hamilton, Kubica, Raikkonen e Kovalainen. Na largada, Kovalainen roubou a posição de Raikkonen. O finlandês da Ferrari abandonou na volta 45
Com problemas de motor, a ordem dos quatro primeiros até a chegada se manteve. Com isso, Massa foi para 64 pontos, tirando dois pontos de Hamilton que foi para 70. e Raikkonen ficou com 57.
A etapa seguinte foi o GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps. Na qualificação o top 5 foi: Hamilton, Massa, Kovalainen, Raikkonen e Heidfeld. Raikkonen passou Kovalainen na largada, Massa na Reta Kemmel e Hamilton na volta seguinte, também na Kemmel.
A corrida começou com pista malhada, mas sem chuva. Durante o primeiro stint, Hamiton manteve uma pressão sobre Raikkonen, enquanto Massa estava em terceiro. Na volta 10, Hamilton entrou para fazer sua parada, Raikkonen parou na volta 12 e Massa na volta 13
Durante o segundo stint, Raikkonen manteve uma diferença confortável para Hamilton, em média de 5 segundos. Na volta 25, os dois pararam nos boxes. Hamilton voltou melhor e começou a pressionar, até que nas voltas finais a chuva voltou.
Faltando três voltas para o fim, Hamilton partiu para cima de Raikkonen, mas cometeu um erro que lhe geraria uma punição, ao cortar a segunda perna da Bus Stop. A disputa continuou, com os dois saindo da pista, até Raikkonen bater e abandonar.

Faltando duas voltas, uma manobra inteligente da BMW Sauber foi chamar Heidfeld para os boxes, ele era 7° naquele momento e terminou em 3°. A Renault chamou Alonso faltando uma volta, mas ele acabou na mesma posição que ficaria sem trocar, em 4°.
Hamilton cruzou a linha de chegada em primeiro, Massa foi segundo. Após o GP, Hamilton recebeu uma punição de 25 por cortas a Bus Stop, ele caiu para terceiro e Massa ficou com a vitória. Massa saiu com 74 pontos, contra 76 de Hamilton.
A etapa seguinte na Itália, foi debaixo de muita chuva durante todo o final de semana. Nessa etapa Sebastian Vettel surpreenderia, o jovem piloto da equipe Toro Rosso fez a pole, em uma disputa com Kovalainen. Já Massa foi 6° e Hamilton apenas o 15°.

Na corrida, Vettel liderou sem ameaças até o final. Enquanto Massa terminou em 5° e Hamilton em 6°. A diferença ficou em apenas um ponto entre os dois.

A F1 seguiu para sua primeira corrida noturna na história, o GP de Singapura. Na qualificação Massa foi o 1° e Hamilton o 2°
Um acontecimento no Q2 mudaria a história daquela corrida. Com problemas mecânicos, Alonso abandonou com apenas o 15° lugar. Briatore e Pat Symonds arquitetaram um plano, ele seria inspirado no que aconteceu com Piquet no GP da Alemanha e contaria com a participação do próprio
Alonso pararia cedo e Piquet bateria em um lugar pré-determinado para causar um SC, isso fecharia os boxes, sendo que Alonso seria beneficiado, podendo vencer a corrida. Quase um ano depois isso causaria um escândalo que conto nessa outra thread:
Mas falando do ponto de vista de Hamilton e Massa. O brasileiro manteve a liderança, com Hamilton em segundo. Com a batida de Piquet, os boxes ficaram fechados até que todos os carros se alinhassem atrás do SC. Quando as paradas foram liberadas, Massa entrou.
A Ferrari usava o novo sistema de pirulito eletrônico, dando um sinal verde quando o piloto tivesse que sair. O mecânico responsável pelo sistema acabou liberando Massa antes, ele saiu com a mangueira acoplada, tendo que parar no final do pit.

A equipe teve que fazer a parada de Raikkonen para depois irem atrás do carro de Massa. Isso demorou muito e jogou Massa para o fim do grid. O mecânico responsável pela liberação teve crises de choro, entrou em pânico e precisou ser acalmado pelos colegas.
Ao final da prova, Massa terminou em 13° e Hamilton em 3°, abrindo uma diferença de 7 pontos no campeonato.

Ainda restavam três etapas no campeonato: Japão, China e Brasil. A primeira delas seria em Fuji, que recebeu a F1 pela última vez naquele ano.

Na qualificação, o top 6 foi: Hamilton, Raikkonen, Kovalainen, Alonso, Massa e Kubica. Na largada, Raikkonen foi melhor, mas Hamilton travou tudo na primeira curva para evitar a ultrapassagem. Kimi acabou tendo que ir por fora, atrapalhando Massa.

Ele voltou em sétimo, mas para o azar de Hamilton: Kubica, Alonso, Kovalainen, Trulli e Massa passaram por ele na primeira volta. Na volta 2, Massa errou na entrada da chicane, Hamilton viu a oportunidade e tentou passar, mas o brasileiro não facilitou.
Hamilton rodou e caiu para penúltimo, entrou nos boxes para fazer uma parada. Massa e Hamilton foram punidos um drive through, no caso do britânico pelo incidente com Raikkonen na primeira volta. Na volta 18, Hamilton cumpriu sua punição e na volta 20, foi a vez de Massa.
Hamilton continuava em 15°, a frente apenas de Nakajima. Já Massa caiu de 5° para 14°, a diferença entre os dois era de 13,5 segundos. Massa conseguiu subir de posições, enquanto Hamilton passou os dois carros da Honda. Na volta 51, Massa estava em 8°.
Quando tentou passar Bourdais, que estava saindo dos boxes, o francês acabou tocando no brasileiro, o toque fez com que Massa rodasse. Massa foi para fez sua parada na volta 53, voltando em 10°, acabou passando Heidfeld e Webber, e terminou em 8°.
Hamilton terminou em 12°, Alonso ficou com a vitória, com Kubica e Raikkonen completando o pódio. Após o final da prova, Bourdais foi punido caindo para 10°, assim massa ficou em 7³. A diferença no campeonato caiu para 5 pontos. 84 pontos Hamilton e 79 para Massa.
Na China, Hamilton foi dominante, fazendo a pole e não dando oportunidade para as Ferrari na corrida. Raikkonen largou em 2° e Massa em 3°, as posições foram invertidas durante a corrida. A diferença voltou para 7 pontos, 94 para Hamilton e 87 para Massa.
Então a F1 chegou ao seu último capitulo naquela temporada, o GP do Brasil. Hamilton precisava de um 5° lugar para ser campeão, em caso de vitória de Massa. Na qualificação o top 10 foi: Massa, Trulli, Raikkonen, Hamilton, Kovalainen, Alonso, Vettel, Heidfeld, Bourdais e Glock
A corrida começou com chuva, os quatro primeiros se mantiveram, Vettel assumiu a 5° posição, Kovalainen caiu para 7°, Heidfeld caiu para 12°, Bourdais e Glock ganharam uma posição. Lá atrás, David Coulthard que fazia sua última corrida acabou sendo tocado por Rosberg.
Ele tocou em Nakajima e abandonou, Piquet também bateu, isso chamou um SC que durou até a 4° volta. Durante esse periodo Fisichella (Force India) entrou nos boxes para fazer sua parada e voltar com slicks. Na volta 8, Vettel (5°>7°) e Alonso (6°>10°) pararam.
Na volta 9, Massa (1°>4°) parou, na volta 11, Trulli (1°>6°), Raikkonen (2°>4°) e Hamilton (3°>7°) pararam. Com a reorganização, o top 10 ficou assim: Massa, Vettel, Alonso, Raikkonen, Fisichella, Trulli, Hamilton, Glock, Boudais e Heidfeld.
Na volta 13, Hamilton passou por Trulli na primeira perna do S do Senna, na segunda perna o italiano errou e quase rodou, perdendo a posição para Glock e Bourdais. Na volta 18, Hamilton e Glock passaram Fisichella. Na volta 26, Vettel que estava bem leve parou (2°>6°).
Na volta 36, o top 10 era: Massa, Alonso, Raikkonen, Hamilton, Glock, Vettel, Kovalainen, FIsichella, Trulli e Heidfeld. Na volta seguinte Glock (5°>14°) parou nos boxes, teve problemas em sua parada, que deu um total de 14,5 segundos.
Na volta 38, Massa (1°>4°) parou, na volta 40, Alonso (1°>4°) e Hamilton (3°>7°) pararam. Na volta 43, foi a vez de Raikkonen (1°>4°). O top 10 na volta 45 era: Massa, Vettel, Alonso, Raikkonen, Hamilton, Webber, Kovalainen, Glock, Trulli e Heidfeld
Vettel parou na volta 51 (2°>5°), voltando exatamente atrás de Hamilton. Na volta 64, o top 10 era: Massa, Alonso, Raikkonen, Hamilton, Vettel, Kovalainen, Glock e Trulli. Para Massa ser campeão, Hamilton precisava perder duas posições.
Massa liderava com uma boa margem. Lá atrás, Vettel pressionava Hamilton, mas o tempo mudou, a chuva voltou e as paradas começaram. Kovalainen foi o primeiro a parar na volta 64. Na volta 65, Alonso, Raikkonen, Hamilton e Vettel pararam, na volta 66, foi a vez de Massa.
Entre os primeiros, os pilotos da Toyota: Glock e Trulli não pararam. Glock subiu de 7° para 4° e Trulli de 8° para 7°. A classificação do top 6 na volta 68 era:

1 Massa
2 Alonso +12,451
3 Raikkonen +14,283
4 Glock +25,348
5 Hamilton +35,042
6 Vettel +35,928
Glock era o carro mais rápido da pista naquele momento, a chuva ainda era fraca. Hamilton errou na Curva da Junção e Vettel passou, assim ele estava perdendo o título, e o pior foi que Glock continuava sendo o mais rápido da pista, abrindo 15 segundos para Vettel.
Mas durante a volta 70, a chuva começou a aumentar, a diferença entre Vettel e Glock caiu para 12,3 segundos, mesmo assim era alta. Na frente, Massa cruzou como campeão mundial, a torcida vibrava, enquanto a chuva continua a aumentar. Glock começou a ficar lento.
Talvez se a parada dele na volta 36 não desse problemas, ele poderia ter mantido a posição, mas isso é no campo especulativo. A verdade é que Vettel e Hamilton passaram por Glock na Curva da Junção. Hamilton passou como 5° e como campeão do mundo.

O clima no autódromo era estranho, a Ferrari ganhou o campeonato de construtores, mas isso pouco importava, o clima de festa deu lugar a tristeza. Enquanto na McLaren, o cima de aflição deu lugar ao alívio. Hamilton ganhava o primeiro de muitos títulos.
Massa foi guerreiro, subiu no pódio como herói, em um dos pódios mais tristes da história da categoria. Enquanto Hamilton comemorava, aquele seria o último título de pilotos da McLaren. Hamilton tinha lutado muito para chegar ali
Sua falta de dinheiro na infância era compensava por um talento único, seu mecânico era o próprio pai, que desdobrava em vários empregos para sustentar a carreira do filho. Com certeza é uma das melhores histórias da F1 e Hamilton, 12 anos depois, ainda continua a fazer história.

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1 Nov
Toto Wolff sair da Mercedes seria algo complicado, ele foi fundamental na manutenção do corpo técnico, pegando pessoas da Ferrari (depois de serem demitidas) e não deixando ninguém sair para adversários fortes, como foi o caso de Aldo Costa e Lowe.
James Allison, atual DT e Lorenzo Sassi atual gerente de motores vieram da Ferrari, que por sua vez sofreu com uma má administração de Sergio Marchionne nessa questão, ele nunca devia ter se metido. Ele queria implantar uma estrutura mais horizontal.
Depois de sua morte, Camilleri mudou essa politica. As mudanças na estrutura da Ferrari já são significativas, voltando para uma estrutura mais vertical. Uma equipe de F1 precisa de estabilidade e trazer grandes nomes.
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1 Nov
Em Dezembro de 2006, Ron Dennis foi muito criticado por colocar Hamilton em um time com Fernando Alonso, várias pessoas tinham medo de que isso atrapalhasse o desenvolvimento, ou simplesmente criticavam por conta dele ser muito novo para estrear logo em um time de ponta + Image
Ele disse em sua defesa: "Lewis é o futuro. Ele terá todas as oportunidades de crescer na equipe. E ele conquistou a posição. Muito do que ele é e de quem ele é, é o resultado de sua família. Eles são responsáveis ​​por seu caráter excelente. O papel da McLaren tem sido de (+)
suporte. E isso não sou apenas eu, mas muitos de meus colegas. Acho que os entusiastas de poltronas e alguns outros que têm conversado recentemente comerão suas palavras no próximo ano. Acho que Lewis foi uma opção melhor do que muitas que tínhamos (+)
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31 Oct
Há exatos 21 anos, o universo da Indy perdia um dos seus mais promissores talentos, o canadense Greg Moore, em um acidente em Fontana. Ele tinha sofrido um acidente quando guiava uma "lambreta" no pitlane. Com a mão lesionada, ele não participou do treino classificatório +
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27 Oct
Na segunda corrida na Turquia pela GP2 em 2006, Lewis Hamilton mostrou uma grande performance ao cair para P19 e chegar em P2, esse foi um feito tão grande que levou até as outras equipes a suspeitarem da legalidade do seu carro, mas a explicação era outra. Conto nessa thread:
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26 Oct
Notícias que ganharam um contexto interessante com o tempo, não que o Lewis já tenha dito isso sobre o próprio domínio também.

globoesporte.globo.com/motor/formula-…
Depois ele esclareceu:

- Bom dia a todos. Acabei de ler as histórias/reportagens sobre os meus comentários a respeito de Seb. Sinto a necessidade de esclarecer o que foi dito. Seb é um grande campeão.
Não apenas isso. Ele é um grande ser-humano, engraçado, humilde e merece todo o sucesso que está conquistando. Eu admiro sua dedicação e habilidade de ser sempre consistente e executar uma performance sem erros. Esta é a marca de um grande campeão.
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