(em tempo: não é muito novidade—corrobora observações já sugeridas pelos alemães, por exemplo.)
tudo isso com base no quadro clínico e em extrapolações do SARS/MERS (apesar destes se replicarem, sim, na via aérea superior em animais).
*vírus não reproduz, replica. ele é uma máquina. um nanobot.
é quando o corpo deixa de se defender "empiricamente", com a imunidade inata, e passa a se defender "especificamente, com a imunidade adquirida.
o HIV é o exemplo clássico. mesmo após a soroconversão e a queda precipitada, a carga viral "estaciona". isso pq ainda há vírus latente nas células do organismo.
mas isso é uma coisa basicamente singular do HIV e alguns poucos outros vírus (citomegalovírus, HTLV etc.)
QUE EU SAIBA, não existe esse tipo de reativação com coronavírus.
isso explicaria várias coisas, como as pessoas que se "reinfectaram" ou "pegaram duas vezes".
não é que elas pegaram de novo; o vírus continuava lá.
o fato da carga viral não zerar após a soroconversão sugere isso, sim.
isso tem implicações tanto para a reagudização da infecção como para a transmissão pós-sintomática.
significa que 14 dias de isolamento e quarentena podem não bastar nem de longe.
significa que os EPIs recomendados pra equipe de saúde podem não bastar.
essa thread já se alongou demais.
precisa mais estudo, é tudo muito preliminar.
mas... sugere que alguns, se não muitos, pressupostos a respeito do SARS-CoV-2 e da COVID-19 podem estar errados.
chega, fim etc.


